Procurar mulheres livres

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Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

2020.09.04 05:42 SpeedHS11 Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias (editora PandorgA) 
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Este livro contém 4 contos:
- o gato preto (1843)
- Ligeia (1838)
- a queda da Casa de Usher (1839)
- pequena conversa com a múmia (1839)

O Gato Preto (1843) 
''NÃO ESPERO NEM PEÇO que acreditem neste relato estranho, porém simples, que estou prester a escrever. Louco seria se eu o esperasse, em um caso onde meus próprios sentidos rejeitam o que eles mesmos testemunham.''
Faço das palavras de Poe as minhas, o conto começa com Poe falando de sua paixão por animais, e que sempre foi mimado pelos pais em relação à isso, o conto carrega toda uma história por trás, a começar pelo nome Plutão, que é o apelido de Hades (deus dos mortos), a cor preta, a superstição de que gatos pretos seriam bruxas disfarçadas e também a ideia de sete vidas dos gatos, todas essas características se encaixam perfeitamente no enredo do conto.
Com o passar do tempo, Poe foi mudando para uma pessoa pior, graças ao alcoolismo, se tornando mais melancólico, irritável, e indiferente às todos ao seu redor, menos ao gato, porém isso não durou muito tempo e o gato agora também passara a sofrer assim como todos os outros com as atitudes de Poe.
Quando Poe voltava para casa após mais uma noite de puro alcoolismo, percebeu que Plutão evitava-o, percebendo isso tratou de agarrar o gato, porém, o gato ficou assustado (com razão) e acabou dando uma pequena mordida em sua mão, isso despertou uma fúria (como o próprio Poe diz, demoníaca) e ele acaba por arrancar o olho do gato com um canivete que estava em seu bolso.
''de fazer o mal pelo único desejo de fazer o mal'' E foi assim que Poe fez o que ele julgava errado mas fez. Em uma manhã fria ele enforcou e matou o gato, no galho de uma árvore enquanto lágrimas escorriam de seus olhos, segundo as próprias palavras de Poe: ''enforquei-o porque sabia que assim fazendo estava cometendo um pecado - um pecado mortal, que comprometeria então minha alma importal e a colocaria - se tal coisa fosse possível - além do alcance da infinita misericórdia do Deus mais misericordioso e mais terrível.'' A noite do mesmo dia terminou com a casa de Poe em chamas, a cortina de seu quarto pegou fogo e por pouco conseguiram sair todos vivos e a casa acabou completamente destruída.
No dia seguinte ao incêndio, quando Poe visita as ruínas do que sobrou de sua casa, todas as paredes com exceção de uma tinham desabado e justo nessa única parede que não havia sido destruída completamente, estavam as palavras ''estranho!'', ''singular!'' e outras expressões similares, que despertaram a curiosidade de Poe, porém, o que mais o intrigava era o fato de que nessa mesma parede havia a figura de um gato de um gato gigantesco e havia uma corda ao redor do pescoço do anomal, Poe criou uma grande explicação para o ocorrido e se deu por satisfeito, embora dessa forma tenha prontamente satisfeito a razão, ele não poderia dizer o mesmo quanto à sua consciência.
Sem mais nem menos, surge um gato preto extremamente parecido com Plutão, no meio da noite em mais um dia de bebidas de Poe, os dois acabam gostando um do outro e assim, o gato segue para a casa de Poe e logo se familiariza com a casa e a esposa. Aos poucos por alguma razão Poe começou a sentir uma aversão ao gato, o fato do animal não ter um olho e a marca no peito do gato que antes era indefinida, mas agora essa marca branca passa a ser a imagem do enforcamento, contribuiram para essa aversão.
Certo dia enquanto ia para o seu porão, o gato mais uma vez o seguia e acompanhava-o, desta vez o gato acompanhava Poe enquanto descia as escadas e quando o fazendo cair, isso despertou uma fúria demoníaca em Poe, que na mesma hora pegou seu machado, quando estava pronto para matar o animal sua mulher interviu, desviando o golpe, sem pensar Poe enfiou o machado na cabeça de sua mulher, ela caiu morta sem sequer gemer.
Poe agora precisava se livrar do corpo, pensou e chegou na conclusão que deveria emparedá-la no porão, o que ele fez foi retirar os tijolos de um ponto da parede que havia uma saliência de uma falsa chaminé e fez no final das contas um ótimo trabalho.
O gato obviamente assustado com a situação fugiu e nunca mais voltou, isso despertou uma sensação de alívio em Poe, ele se sentia um homem livre, a sua consciência em relação sua mulher, pertubava- o pouco. No dia seguinte policiais foram até a casa fazer uma última busca e quando já estavam prestes a ir embora, Poe cita o quanto aquele porão fora bem construído e acaba por bater na parede com a bengala que segurava, na qual estava o cadáver de sua mulher do coração.
O eco da batida nem tinha acabado de soar quando uma voz de dentro respondeu com um uivo, como se tivesse vindo do inferno, com isso Poe quase desmaia até a parede do lado oposto, o cadáver ''com a boca vermelha escancarada e o olho solitário de fogo, estava sentada a criatura hedionda cujos ardis tinham me seduzido ao assassinato, e cuja voz delatora havia me condenado à forca. Eu tinha emparedado o monstro dentro da tumba!''
Ligeia (1838) 
O conto começa com Poe lembrando-se de Ligeia, fazendo grandes elogios e lembrando-se apenas que a encontrou pela primeira vez em alguma grande e decadente cidade às margens do Reno. Poe não se lembra do nome de sua família.
''Não existe beleza rara sem que haja algo de estranho em suas proporções''. Poe segue exaltando Ligeia: Alta, porte majestono, a quietude complacente de seu comportamento... A pele rivalizava com o mais puro marfim, a imponente fronte sobressaindo e a delicada proeminência acima de suas têmporas, as brilhantes e negras madeixas, negras como as asas de um corvo, luxuriantes cachos naturais, suas linhas delicadas do nariz, as covinhas, os olhos bem maiores do que o comum, a magnífica curvatura do lábio superior e o aspecto suave e voluptuoso do inferior. Ele se lembra de seus olhos, incríveis e incomuns, largos e luminosos, e sentiu fortes sentimentos ao lembrar de seus olhos, que só sentiu os mesmos sentimentos raramente quando: viu o crescimento de uma videira, numa mariposa, uma borboleta, um fluxo de água corrente...
Poe lembra dos primeiros anos de casamento, em que ele confiava em Ligeia em nível de confiança semelhante à de uma criança, a ser guiada por ela, em um caótico de investigação metafísica em que se achava ocupado durante os primeiros anos de casamento. Enquanto Poe acompanhava de perto a morte de Ligeia na cama, ela demonstra todo a sua paixão e pede a Poe que leia alguns de seus versos, logo após Poe terminar a leitura, Ligeia ergueu-se e teve espasmos, e então, abaixou os braços retornando ao leito de morte e morreu.
Meses depois do ocorrido, Poe, compra uma abadia em um lugar remoto da Inglaterra se casa com Lady Rowena, no primeiro mês de casamento ela temia o violento mau-humor de Poe seu temperadomento, que tanto evitava e amava. No segundo mês de casamento Lady Rowena fica doente e demora para se recuperar até que um segundo e mais violento acesso a acometeu, colocando-a de volta à cama em sofrimento, ela começa a ficar doente de forma mais grave e reccorente, Poe então decide dar uma taça de vinho para recuperá-la, foi aí então que ele ouviu passos leves sobre o carpete próximo a cama, e então quando Rowena estava prestes a bebero cálice, ele viu caindo dentro da taça, três ou quatro grande gotas de um brilhante líquido, porém ele achou que fosse tudo imaginação e não mencionou o fato à ela, algum tempo depois ela morre e seu corpo é preparado para o túmulo.
Com o tempo, Poe percebe que suas bochechas voltam a ficarem vermelhas, durante alguns dias ele escuta alguns sons do cadáver e havia até mesmo uma leve pulsação de seu coração, ela estava viva, porém, sempre indo e voltando da morte, com grandes sinais à prova, mas Poe não se importava e estava cansado das violentas emoções.
De repente, ela ergue-se da cama, cambaleando de olhos fechados avanã para o meio do quarto, Poe se aproxima e toca, fazendo assim cair os tecidos sinistros que a enrolavam, revelando assim seus cabelos negros, mais negros que as asas de um corvo da meia-noite e os grandes olhos, grandes, negros e selvagens de seu perdido amor, Lady Ligeia.
A queda da Casa de Usher (1839) 
Poe percorri de cavalo um caminho escuro, chegando à casa de Usher (sua caraterística principal era parecer excessivamente antiga) ele sente uma sensação de insuportável melancolia invadir seu espírito, ele chega até a sala grande e imponente em que Usher (um dos únicos amigos de infãncia e adolescência de Poe) estava, Usher então se levanta do sofá e o comprimenta calorosamente. Com sua voz que variava rapidamente de um indecisão trêmula até uma forma pesada e lenta de falar, ele contou sobre o objetivo da visita e do consolo que ele esperava sentir com a presença de Poe e abordou a causa de sua doença, disse que era um mal constitucional e familiar para o qual ele já não tinha esoerança de encontrar uma cura.
Ele sofria de um aguçamento mórbido dos sentidos: só suportava as comidas mais insípidas, só podia uisar vestes de certa textura, o cheiro de todas as flores o oprimia, uma mera luz fraca torturava seus olhos e somente alguns sons não lhe inspiravam horror. Poe percebe pouco a pouco por meio de alusões entrecortadas e ambíguas, ele estava dominado por certas impressões supersticiosas com relação ao imóvel onde vivia e de onde, por muitos anos, nunca havia se aventurado a sair, superstições acerca de uma influência cuja força hipotética foi descrita em termos muito obscuros para ser relatada aqui e a aproximação evidente e iminente da morte de sua querida e amada irmã, lady Madeline.
Lady Madeline tinha uma apatia, uma devastação física lenta e gradual, e frequentes afecções de um caráter parcialmente cataléptico. Até então, lutara com firmeza contra a doença e não se entregara à cama, mas, ao final da noite, ela sucumbiu e Poe nunca mais a veria a mesma dama pelo menos enquanto vivesse.
Usher declarou que tinha a intenção de preservar o corpo da irmã por quinze dias (antes de finalmente sepultá-la), em uma das várias câmara que existiam dentro dos muro principais da casa, a razão era o caráter incomum da morte da falecida e as inevitáveis perguntas inoportunas e impulsivas por parte dos médicos, Poe ajuda pessoalmente nos preparativos do sepultamento temporário, levam ao à uma câmara que estivera fechada por muito tempo e lá é revelado que Usher e sua irmã eram gêmeos.
Uma noite tempestuosa, ma terrivelmente bela invadiu o quarto quase erguendo-os do chão, um vapor agitado subia pela casa e a encobria como uma mortalha, Poe logo retirou Usher de perto da janelo e colocou-o na poltrona, lendo um de seus romances favoritos: ''O Louco Triste'' de Sir Launcelot Canning.
Ao terminar a leitura, em que um escuto havia caído sobre um piso de prata, Poe, como escuta como se relamente um escudo de bronze tivesse caído com todo seu peso sobre um pavimento de prata. Quando Usher é questionado por Poe sobre o barulho, Usher: ''Sim, eu ouço e tenho ouvido. Por muito... muito... muito tempo... por muitos minutos, muitas horas, muitdos dias ouvi... Nós a colocamos viva no túmulo! INSENSATO! ESTOU LHE DIZENDO QUE ELA AGORA ESTÁ DO OUTRO LADO DA PORTA!''
Como em um passe de mágica, a porta para que Usher apotava abriu lentamente, e lá estava a figura alta e amortalhada de lady Madeline Usher. Então, com um lamento baixo, desabou pesadamente sobre o corpo do irmão, e em sua agonia final, arrastou-o para o chão, morto, vítima dos terrores que havia previsto.
Poe então foge horrorizado daquele quarto e daquela mansão, de repente, uma luz forte surgiu no caminho, era a luz da lua cheia, um vermelho escalarte que brilhava através daquela rachadura na mansão e que se estendia até do telhado até o chão. Dali veio um sopro forte do redemoinho, as grandes paredes desabavam enquanto se ouvia uma demorada e tumultuada gritaria, como se o ruído viesse de mil aguaceiros, e o lago profundo e gélico aos seus pés se fecharam, de forma sombria e silenciosa, sobre os destroços da ''Casa de Usher''.
Pequena Conversa Com a Múmia (1839) 
O simpósio (festa após um banquete) da noite anterior tinha sido demais para Poe, com uma dor de cabeça miserável e caindo de sono preferiu fazer uma última refeição antes de dormir (Welsh rabbit). Porém, ainda não completara o terceiro ronco quando a camapinha começa a tocar furiosiamente, era um bilhete do doutor Pononner, que dizia que obteve o consentimento dos direitos do museu da cidade para examinar uma Múmia, em um salto se levantou da cama rumo à casa do doutor.
Chegando na casa do doutor ele encontrara um grupo ansioso e a Múmia, encontrada às margens do Nilo, estendida sobre a mesa de jantar, acâmara onde fora encontrada a Múmia era rica em ilustrações, isso indicava uma vasta riqueza do morto. Encontraram o corpo em ótimo estado de preservação, sem nenhum odor perceptível, cor avermelhada, olhos removidos e substituídos por olhos de vidro, cabelos e dentes em boas condições. Quando perceberam que já passava de duas horas da manhã, decidiram adiar a dissecação até a noite seguinte, porém, alguém surgiu com a ideia de fazer um experimento com a pilha de Volta (aplicar eletricidade).
Prestes a ir embora, Poe se depara com as pálpebras da Múmia coberta pelas pálpebras, depois do choque inicial decidiram prosseguir com um novo experimento, e, durante o mesmo, a Múmia desfere um pontapé no doutor Ponnonner que foi lançado à rua janela abaixo. Depois de iniciarem o teste elétrico a Múmia espirrou, sentou e se dirigiu aos senhores Gliddon e Buckingham com um egípcio perfeito um discurso, neste discurso ele reclamou de ser despido num dia frio e da forma como fora tratado.
Gliddon fez um discurso em que citava principalment os enormes benefícios que a ciência podera obter com o desenrolamento e a evisceração das múmias e aproveitou o momento para se desculpar por qualquer incômodo que pudéssemos ter causado à múmia Allamistakeo, reparando que ela estava se tremendo de frio, o doutor correu e logo voltou com uma casaca preta, um par de calças xadrez azul-celeste, uma camisa xadrezinha cor de rosa, um colete de brocado com abas, um sobretudo branco, uma bengala de passeio, um chapéu sem aba, um par de botas de verniz, um par de luvas de pelica cor de palha, um monóculo, um par de suíças e uma gravata cascata.
Seguiu-se uma série de perguntas e de cálculos pelos quais se tornou evidente que a antiguidade da múmia tinha sido muito mal avaliada, haviam passado cinco mil e cinquenta anos e alguns meses desde que ela tinha sido despachada. Logo depois a múmia explica o princípio fundamental do embalsamento e que gozava de ter o privilégio de ter nas veias sangue do Escaravelho, pois só assim teria o direito em sua época de ser embalsamado vivo. O Escaravelho era o brasão, as ''armas'' de uma família muito nobre e muito distinta, pois era comum se retirar o cérebro e as vísceras do cadáver antes de embalsamá'lo, só o clá dos Escaravelhos não seguia essa regra.
''Veja nossa arquitetura!'' gritava Ponnonner. ''A Fonte Bowling-Green!Ou, se esse espetáculo e imponente demais, contemple por um instante o Capitólio, em Washington, D. C.! E o bom doutorzinho chegou até a detalhar de forma minuciosa as proporções do edifício a que se referia. Explicou que o pórtico era adornado com não menos que vinte e quatro colunas, cada uma com um metro e meio de diâmetro e colocadas a três metros de distância umas das outras.
O conde respondeu que lamentava não se lembrar das dimensões precisas de nenhum dos edifícios principais da cidade de Aznac, cuja fundação se perdia na noite dos séculos, mas cujas ruínas permaneciam ainda de pé, se lembrou de ter visto um palácio secundário que tinha cento e quarenta e quatro colunas, com onze metros de circunferência e sete metros de distância entre cada uma delas, o acessoa esse pórtiro, vindo do Nilo, era feito através de uma avenida de três quilômetros, composta por esfinges, estátuas e obeliscos de seis, dezoito e trinta metros de altura. O palácio em si tinha, só em uma das direções três quilômetros de comprimento e deveria ter, ao todo, uns onze de circuito. As paredes eram ricamente decoradas, por dentro e por fora, com pinturas hieroglíficas. Ele não pretendia afirmar que até cinquenta ou sessenta dos Capitólios do doutor poderiam ter sido construídos dentro dessas paredes, mas que tinmha absoluta certeza de que duas ou três centenas deles se espremeriam ali com alguma dificuldade.
Nisso se seguiu a noite com os cavalheiros fazendo perguntas complexas ao egípcio, que respondia todas surpreendentemente bem, os cavalheiros não sabiam mais que perguntas fazerem, pois, a cada pergunta que faziam, o egípcio respondia todas e simplesmente os calava com sua superioridade egípcia em basicamente todas as áreas mencionadas pelos cavalheiros ali presente.
Porém, quando estavam prestes a serem derrotados intelectualmente, Ponnonner perguntou se as pessoas no Egito realmente pretendiam rivalizar com as pessoas modernas, na importantíssima questão do vestuário. O conde então olhou para os suspensórios de suas calças e, segurando a ponta de seu fraque, segurou-os perto dos olhos por alguns minutos. Deixando-os cair finalmente, sua boca escancarou-se gradualmente de uma orelha à outra, mas não me lembro se respondeu alguma coisa.
O egípcio baixou a cabeça. Nunca houve um triunfo tão completo, nunca antes a derrota foi assumida com tanto despeito, Poe pega seu chapéu e parte para casa. Chegou em casa depois das quatro horas da manhã e foi-se deitar, agora eram dez horas da manhã com Poe escrevendo estas lembranças, ansioso para saber quem será o Presidente em 2045, iria procurar o doutor Ponnonner e pedir para que seja embalsamado por alguns séculos.
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2020.07.25 18:34 YatoToshiro Fate/Gensokyo #47 Archer of Red (Fate/Apocrypha)


Fate/Apocrypha - Fate/Grand Order
​O Nome Verdadeiro do Arqueiro é Atalanta, Uma caçadora famosa conhecida como Caçadora de Castas Que aparece na mitologia grega.
Ela é uma caçadora famosa por seus pés rápidos na lenda da Grécia Antiga. Ela se tornou famosa depois de ser a primeira a lançar uma flecha no Javali Calidoniano durante seu extermínio. Além disso, ela é incluída como membro dos argonautas, que reuniram bravos heróis de toda a Grécia. Ela tem o passado trágico de nascer como filha de um rei de um determinado país e ainda ser abandonada nas montanhas por seu pai.
Legend
Atalanta nasceu como filha do rei Iasus da Arcádia. No entanto, apesar de ter nascido e ser a princesa do paraíso natural, Atalanta acabou sendo abandonada nas florestas e nas montanhas imediatamente quando nasceu, quando foi evitada pelo pai - que desejava um filho. Mas ela sobreviveu graças à proteção divina de Artemis, uma deusa virgem que sentiu pena dela. Ártemis enviou e fez um urso fêmea, um animal sagrado da deusa, nutrir a menina dando leite e levantando-a. Em gratidão, Atalanta é um seguidor fervoroso de Ártemis.
Depois disso, depois de ter sido criada pela ursa enviada por Artemis, e mais tarde foi descoberta e adotada por caçadores que pisaram nas montanhas, Atalanta desenvolveu suas habilidades conspicuamente, talvez devido ao seu talento latente, e também se tornou uma caçadora. Ao atingir a idade adulta, Atalanta cresce e se torna uma caçadora excelente e inigualável, e ela realiza muitas aventuras.
Há três contos pelos quais Atalanta é famosa. O primeiro conto é sobre como ela foi escolhida, acompanha e participa como membro dos Argonautas liderados por Jason. Atalanta se orgulha de ser a mais rápida entre os humanos, e logo depois de se tornar uma das poucas tripulantes do Argo, ela conheceu o herói Meleager.
Meleager ficou encantado com Atalanta, e ele a convidou para o extermínio da Besta Mágica da Caledônia. O segundo conto é sobre o extermínio do Javali Calidoniano, onde Atalanta é mais conhecida por sua participação nesta caçada, mas isso resultou em uma tragédia logo após esse evento. Por uma questão de exterminar esta Besta Mágica que foi despachada por Artemis, que ficou com raiva de um rei que estava sendo negligente ao oferecer-lhe um sacrifício, Atalanta e os outros esgotaram seus esforços em uma tentativa desesperada de caçar o javali. No entanto, embora Meleager tenha perfurado o golpe final, ele entregou a conquista a Atalanta, que foi a primeira a acertar sua flecha no javali, sendo um ato de boa vontade para Atalanta, ou Meleager tendo pensado que isso é algo que deveria seja simplesmente seguido como um herói.
Em relação aos homens, eles demonstraram descontentamento em relação a isso, onde não podem crescer para serem simplesmente tolerantes e estavam dizendo que possuem habilidades maiores que Atalanta, que é mulher. Uma briga de repente ocorreu entre Meleager e seus parentes, e Meleager foi infligido por uma maldição mortal.
O terceiro conto é sobre a disputa pelo casamento de Atalanta. Após a caçada ao Javali Calidoniano, Atalanta retornou à sua terra natal, mas seu pai, que nunca teve um filho, ordenou que ela se casasse. uando os pretendentes começaram a se apressar para pegar sua mão, a problemática Atalanta decidiu transformá-la em uma competição de corrida de pés. Ao prometer um voto de virgindade à deusa, ela proclamou: "Só me casarei com alguém que possa me derrotar numa corrida de pés. Aqueles que perderem serão mortos". Ela rasgou um grande número de desafiantes. Embora Atalanta não perdesse para ninguém na corrida aos pés, ela caiu nos planos covardes de um homem que pediu emprestada a ajuda de uma deusa e acabou se casando sem força. Ela perdeu quando foi levada a pegar maçãs douradas irresistíveis jogadas na frente dela, e ela teve que quebrar seu voto. Posteriormente, foi dito que ela foi transformada em leão como punição, mas isso é incerto.
Em relação a Meleager, é incerto que tipo de sentimentos Atalanta abraçou por ele. No entanto, ela parecia ter visto o resultado de um homem que a amava ser arrastado para uma tragédia, enquanto, com relação à persuasão de seu pai em se casar, ela tentava escapar da demanda irracional que lhe era imposta, mas ela também não conseguia. No final, nenhum desses contos teve um final particularmente feliz para ela, e sua desconfiança em relação aos homens se tornou extremamente forte devido ao terceiro conto em particular também.
No que diz respeito a ela, Atalanta é uma existência que projetou seu eu anterior enquanto, simultaneamente, ela existe como um símbolo de pureza para as crianças. Embora ela tenha sido salva pelas mãos dos deuses, é quase além da redenção para o resto das crianças. Ela, que se materializou como serva, confia a salvação dos filhos ao Santo Graal. Todas as crianças do mundo todo. Essa missão não tem recompensa e, mesmo assim, mesmo sabendo que é um desafio difícil e quase impossível de realizar, ela perseguirá esse sonho por toda a eternidade.
Fate/Extra
Atalanta é brevemente mencionado em Fate/Extra como um Servo de passagem de um Mestre sem nome de Saber em uma conversa em Sala Privada. Ela elogia Atalanta como uma bela caçadora e um dos exemplos de um belo espírito heróico, ao contrário dos "feios", como piratas e ladrões. A menção não tem relação com o design dos apócrifos, e ela não faz uma aparição real.
A adaptação para mangá de Fate/Extra combina os dois aspectos, apresentando uma breve participação especial no design apócrifo de Atalanta. Saber e Atalanta lutam brevemente contra Lancer, onde Saber salva Atalanta do ataque de Lancer. Por fim, ela e seu Mestre perecem na Guerra do Santo Graal das Células da Lua.
Fate/Grand Order
Orleans: O Dragão Maligno Guerra dos Cem Anos
Atalanta, junto com outros Servos, é convocada por Jeanne Alter como Arqueira-Berserk.Para participar de sua destruição da França. Ela é encontrada por Ritsuka Fujimaru, Mash Kyrielight e seus aliados quando eles vão assaltar o palácio de Orleans. Depois de ser derrotada por eles, Atalanta aceita sua derrota, dizendo que a tarefa que lhe foi dada foi problemática e sem recompensa. Ela então diz ao grupo para derrubar Jeanne Alter. Ela tenta dizer algo sobre a próxima vez, mas desaparece antes que ela pudesse.
Okeanos: Os Quatro Mares Selados do Fim
Atalanta é um aliado da singularidade de Okeanos. Ela foi convocada junto com os outros argonautas: Jason, Heracles e Medea. No entanto, quando Jason quis procurar a Arca e sacrificar um deus, ela deixou o grupo. Ela finalmente encontra David e diz a ele o que Jason planeja fazer com a Arca. Depois de informá-lo disso, ela decide esperar com David até que os aliados cheguem à época.
Eles finalmente ouvem sobre Ritsuka e seus aliados procurando a Arca antes de Jason chegar a ela. Depois que Atalanta envia uma mensagem ao Golden Hind por flecha, David aguarda ansiosamente a chegada do navio, mas ela diz para ele se acalmar. Ela consegue desviar todos os flertes de David até Ritsuka e seus aliados chegarem. Ela vai conhecer o grupo onde se lembra de Ritsuka e Mash de Orleans, mas desta vez agradece por ser ela mesma. Após o choque de descobrir que Artemis é um romântico sem esperança, Atalanta leva o grupo pela ilha a conhecer David. Ela então fala de suas circunstâncias ao convocar e se aliar a David, explicando que nunca havia gostado de Jason na vida.
Mais tarde, Atalanta ajuda o grupo em seu plano de destruir Heracles, atraindo-o e fazendo-o tocar na Arca. Depois, ela e David se juntam ao grupo no Hind Dourado enquanto perseguem Jason. Depois que Caldéia recupera o Santo Graal de Medéia, Atalanta diz a Ritsuka e Mash que ela está feliz em ajudar neste momento antes de desaparecer com o colapso da Singularidade, embora ela se perguntasse como continuaria a oferecer sua oração a Artemis, agora que sua personalidade foi revelado.
Salomon: O Grande Templo do Tempo
Atalanta está entre os Servidores da Singularidade "Okeanos" para ajudar a Caldéia contra os Pilares dos Deuses Demônios. David flerta com Atalanta e a chama de Abishag.
Corrida de Verão Dead Heat! ~ Ishtar Taça de esperanças e sonhos
Atalanta é o líder de um grupo de bandidos que residem nos terrenos baldios. Ela se revela aos pilotos depois que eles derrotam alguns dos bandidos, referindo-se a eles como seus filhos. Ela explica que os pais são muito mais do que apenas genética e diferença de idade em resposta à confusão do grupo. Chamando o terreno baldio às planícies de Atalanta, ela diz aos corredores que suas estradas levam a onde ela e seus "filhos" plantaram maçãs-semente. Ela diz que eles são essenciais para o futuro de seus "filhos", então ela não pode permitir que eles sejam destruídos na corrida. Ela ignora a explicação de Helena Blavatsky de que as maçãs não podem crescer em um clima árido como o deserto. Ela então permite que os pilotos voltem ou encontrem outro caminho, caso contrário ela os matará. Eles a ignoram e continuam correndo, mas acionam as minas terrestres que ela plantou para proteger as maçãs das sementes. Atalanta declara que fará qualquer coisa, por mais desprezível que seja, para proteger seus "filhos". Ela então revela que comprou as minas terrestres de um demônio passageiro, garantido que elas trabalhariam nos servos. Quando Nitocris diz que as maçãs foram destruídas, considerando o tamanho das explosões das minas terrestres, Atalanta culpa os corredores pelo que aconteceu. Nitocris e Scheherazade tentam correr à frente, mas Atalanta os alcança facilmente a pé. Depois de ser derrotada por eles, ela diz que a fez para desempenhar seu papel. Ela admite que era um pouco demais esperar que eles acreditassem que uma gangue de bandidos eram seus filhos antes de desaparecer.
Fate/Apocrypha: Herança da Glória
Após a conclusão da Grande Guerra do Santo Graal, Darnic, ainda fundido com Vlad, permaneceu no Grande Graal. Ainda desejando adquirir o Graal, ele manifestou réplicas irracionais dos Servos participantes da guerra (exceto os Governantes) para lutar incessantemente em uma recriação da guerra dentro de uma recriação de Trifas. Eventualmente, Atalanta, Spartacus e Frankenstein atacam a Fortaleza Yggdmillenia, onde a festa de Ritsuka se baseia à noite. Eles derrotaram pelo grupo e desaparecem com a luz da manhã.
Devido à influência de Sieg, Atalanta, Spartacus e Frankenstein se manifestam na manhã seguinte. Aquiles pergunta a Atalanta se ela é a mesma que seu pai, Peleu, sempre falou. Ela percebe que ele é filho de Peleu, e lembra Peleu como o homem que ela jogou durante uma marcha de luta livre. Quíron entra na sala e pede ajuda para fazer armadilhas. Ele presume que ela seria mais adequada quando se trata de florestas. Atalanta aceita, mas ela se pergunta que dever, já que todos estão dentro do Graal. Quíron responde que é para proteger o Graal e diz que eles eram inimigos na realidade. Atalanta acha normal que os inimigos se tornem aliados; Aquiles diz que eles eram aliados como Servos de Vermelho. Ela está feliz por tê-lo como aliado, mas ressalta que o inimigo é instilado com a Divindade para negar sua imortalidade. Ela acha desagradável a perspectiva de potencialmente lutar contra si mesma mais tarde. Assim, ela pede a Aquiles para não arrastar "seu" corpo. Aquiles responde que ele não faria isso a menos que fosse um Berseker, ao qual Atalanta responde que ela estava brincando. Apesar de não ter nenhuma lembrança da Grande Guerra do Santo Graal, ela sente que ela e Aquiles tiveram muitas conversas. Aquiles responde que ele sempre quis conhecê-la desde que seu pai falou com carinho dela; Atalanta pede que ele pare de vergonha. Mais tarde, ela lança a catástrofe de Phoebus nas réplicas de Astolfo, Siegfried e Mordred atacando a fortaleza. A réplica Astolfo é capaz de evitá-la, no entanto, graças à capacidade de mudança de dimensão de Hippogriff. Então Atalanta decide que ela e Quíron continuarão atirando até que ele se materialize.
No dia seguinte, o grupo se une aos Astolfo, Siegfried e Mordred re-materializados. Durante uma reunião no jardim, é determinado que os Jardins Suspensos da Babilônia servem como base inimiga. Atalanta se pergunta se eles podem atacar os Jardins durante o dia em que Quíron diz que será defendido por doze Servos. Avicebron, no entanto, revela o golem que ele enviou para inspecioná-lo, conforme o pedido de Quíron, foi transportado para o exterior quando a noite chegou. Como não há alternativas, o grupo concorda com um ataque frontal. Enquanto os outros escolhem seus papéis para proteger Ritsuka e Sieg a caminho dos Jardins, Atalanta diz que ela apenas flecha quando perceber que Sieg sabe alguma coisa. Sieg lembra que ela usou um Noble Phantasm para voar durante a Grande Guerra do Santo Graal. Atalanta percebe que está falando sobre Agrius Metamorfose e lembra que é capaz de voar. Ela está convencida de que usou durante a Grande Guerra do Santo Graal e se pergunta se ela estava em uma situação tão desesperada para usá-lo. Ela decide usá-lo, mesmo que não seja para vôos prolongados. Ela diz a Spartacus que ele não pode se tornar um pássaro em uma única noite, quando diz que fará exatamente isso para chegar aos Jardins, dizendo que é ofensivo para os pássaros. Ela então sugere que ele use uma corda para subir ao jardim, o que ele aceita.
No dia seguinte ao ataque, o grupo come sanduíches de morango no jardim. Atalanta os acha doces e acredita que as crianças vão gostar. Ela irritantemente responde a Jack que o sangue e os morangos têm um gosto drasticamente diferente quando ela pergunta sobre isso. Quando Aquiles começa a exagerar as habilidades de Quíron, Atalanta pergunta se ele pode atirar a maçã em um magistrado do mal. Mais tarde naquela noite, o grupo começou a voar em direção aos Jardins. Atalanta encontra sua roupa enquanto Agrius Metamorphosis está ativo para ser um pouco arriscado, preferindo sua roupa regular. Ela decide lidar com isso de qualquer maneira, uma vez que lhe permite voar. Quando Quíron diz ao grupo para acreditar em sua própria sorte ao iniciar seu ataque, Atalanta interpreta mal quando ele diz a ela para desistir, já que sua sorte é muito baixa. O grupo finalmente descobriu a réplica dos Servos que os barravam e entrava nos Jardins. Eles derrotam Semiramis e Karna e os recrutam quando acordam na manhã seguinte. Eles são guiados por Semiramis para onde o inimigo reside, a câmara do Graal.
Na câmara do Graal, o grupo encontra Darnic, o cérebro por trás da Guerra do Grande Graal recriada. Sieg explica como Darnic se fundiu com seu Servo, a forma vampírica de Vlad através de um Feitiço de Comando, numa tentativa desesperada de retomar o Graal. Tornando-se um monstro além do de um vampiro, Darnic chegou perto de retomar o Graal até Shirou o destruir. Deveria ter terminado ali, já que um Servo deveria voltar para pura mana e retornar ao Grande Graal quando morressem. No entanto, isso nunca aconteceu porque Darnic era humano, e também porque Darnic prolongava a vida fundindo sua alma com a de uma criança. Como resultado desses fatores, Darnic não é um humano nem um Servo, ele é apenas um ser instintivamente buscando conceder seu desejo de adquirir o Graal. Sieg tenta convencê-lo a se render, dizendo que um Graal quebrado não pode alcançar a Raiz nem ativar a Terceira Magia. Darnic recusa e lembra ao grupo que ele já controla 87% do Graal. Ele declara que, enquanto ele possuir o Graal, nenhum grupo desaparecerá, mas eles desaparecerão quando ele se for. Ele então propõe usar o Graal para encarná-los, se eles concordarem em se juntar a ele. No entanto, todos eles recusam sua proposta por causa de seus próprios princípios como heróis. Atalanta diz a ele para obter sua própria vitória se não estiver satisfeito. Esperando que essa seja sua resposta, Darnic se conecta a uma réplica do Graal que emerge do Graal para o choque de Sieg. Ele então luta contra o grupo, fazendo com que a réplica do Graal gere continuamente réplicas de Servos. O grupo luta no começo, já que a réplica do Graal está usando suas afinidades de classe contra eles, então eles decidem fazer o mesmo. Atalanta questiona Mordred sobre a necessidade de orientação de Frankenstein, um Berserker. Mordred a chama de exibicionista em resposta, cujo choque faz com que Atalanta retorne ao seu eu original. Depois que a réplica do Graal é destruída, Darnic se recusa a desistir quando é atingido por Kazikli Bey do supostamente selado Vlad. Ao contrário dos outros, ele mantém suas memórias da Grande Guerra do Graal devido a Darnic se fundir com ele durante ela. Ele finalmente convence Darnic a aceitar que seu sonho quebrado nunca pode ser recuperado. Depois que Darnic e Vlad desapareceram, o grupo é teleportado de volta ao chão por Semiramis. Atalanta despediu-se dos outros, esperando vê-los novamente e desapareceu.
Interlude
Em seu primeiro interlúdio, Sorriso da Deusa, Atalanta viaja com Ritsuka e Mash para a ilha que eles conheceram durante a Singularidade de Okeanos para recuperar algo que ela deixou para trás. Lá, ela diz ao par que deixou uma estátua de Ártemis que ela fez à mão. Ela começa a liderá-los em direção a uma caverna do outro lado da floresta quando sente uma quimera. Depois de morto, o grupo entra na caverna. Atalanta diz a Ritsuka que um desejo egoísta do Graal não é exatamente o errado. Ela admite que também tem um desejo simples que sabe que nunca pode ser atendido, mas mesmo assim o persegue. Depois de matar mais monstesr, o grupo alcançou a estátua de Artemis. Atalanta expressa seu desdém geral por Orion quando Ritsuka sugere que ela faça uma estátua dele. Ela então pergunta a Mash se ela prefere se casar com Orion ou Jason, mas Mash não é capaz de responder como ela mesma. Artemis e Orion então chegam, e ela ataca o grupo pelo que Atalanta disse sobre Orion. Ela alerta Atlanta que não será mais abençoada por ela se vencer. Depois que ela é derrotada, Artemis e Orion vão embora. Atalanta então sugere que eles retornem à Caldéia com carne de Quimera ou pele de javali, mas Ritsuka silenciosamente rejeita os dois.
Em seu segundo interlúdio, London Child, Atalanta viaja para Londres com Ritsuka e Mash. Ela explica que ouviu Jack, o Estripador, manifestado lá. O grupo é então confrontado por Servos Sombrios. Depois de derrotá-los, eles finalmente encontram Jack. Atalanta diz a ela que nunca encontrará sua mãe, pois, mesmo que existisse, nunca a aceitaria como filha. Depois de derrotar Jack, ela confessa que queria salvá-la, apesar de estar sem dinheiro. Jack então desaparece e ela já foi salva. Atalanta adverte que Jack continuará se manifestando até que a história humana seja restaurada. Ela então afirma que seu desejo é salvar todas as crianças infelizes do mundo. Ritsuka acha que é um desejo difícil, ao qual Atalanta lhes agradece por não rirem dele. Ela percebe que é quase impossível, mas ainda quer persegui-lo.

Fate/strange Fake

Atalanta aparece brevemente quando Bazdilot Cordelion sonha com seu Servo, o passado do Arqueiro Verdadeiro. No sonho, quando o Argo navega pelo mar, Jason fala sobre seus objetivos para seu novo reino em Heracles, afirmando que ele se tornará o maior rei, que criará a melhor e mais justa nação, onde até alguém como Heracles pode viver sem se preocupar. . No fundo, as reações dos outros membros da equipe ao discurso de Jason foram variadas. Atalanta, descrita como uma arqueira com um ar bestial, olhou para Jason com suspeita. Quando Bazdilot conta seu sonho para True Archer, True Archer confirma que a mulher era Atalanta e que desdenhava Jason.
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2020.07.23 10:09 diplohora Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

Livro do diplomata Bruno Pereira Rezende
INTRODUÇÃO
📷📷Desde quando comecei os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), li dezenas de recomendações de leituras, de guias de estudos extraoficiais, de dicas sobre o concurso, sobre cursinhos preparatórios etc. Sem dúvida, ter acesso a tantas informações úteis, vindas de diversas fontes, foi fundamental para que eu pudesse fazer algumas escolhas certas em minha preparação, depois de algumas vacilações iniciais. Mesmo assim, além de a maioria das informações ter sido conseguida de maneira dispersa, muitos foram os erros que acho que eu poderia haver evitado. Por isso, achei que poderia ser útil reunir essas informações que coletei, adicionando um pouco de minha experiência com os estudos preparatórios para o CACD neste documento.
Além disso, muitas pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, já vieram me pedir sugestões de leituras, de métodos de estudo, de cursinhos preparatórios etc., e percebi que, ainda que sempre houvesse alguma diferenciação entre as respostas, eu acabava repetindo muitas coisas. É justamente isso o que me motivou a escrever este documento – que, por não ser (nem pretender ser) um guia, um manual ou qualquer coisa do tipo, não sei bem como chamá-lo, então fica como “documento” mesmo, um relato de minhas experiências de estudos para o CACD. Espero que possa ajudar os interessados a encontrar, ao menos, uma luz inicial para que não fiquem tão perdidos nos estudos e na preparação para o concurso.
Não custa lembrar que este documento representa, obviamente, apenas a opinião pessoal do autor, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, com o Instituto Rio Branco ou com o governo brasileiro. Como já disse, também não pretendo que seja uma espécie de guia infalível para passar no concurso. Além disso, o concurso tem sofrido modificações frequentes nos últimos anos, então pode ser que algumas coisas do que você lerá a seguir fiquem ultrapassadas daqui a um ou dois concursos. De todo modo, algumas coisas são básicas e podem ser aplicadas a qualquer situação de prova que vier a aparecer no CACD, e é necessário ter o discernimento necessário para aplicar algumas coisas do que falarei aqui a determinados contextos. Caso você tenha dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade e envie-as para [[email protected] ](mailto:[email protected])(se, por acaso, você tiver outro email meu, prefiro que envie para este, pois, assim, recebo tudo mais organizado em meu Gmail). Se tiver comentários ou correções acerca deste material, peço, por favor, que também envie para esse email, para que eu possa incluir tais sugestões em futura revisão do documento.
Além desta breve introdução e de uma também brevíssima conclusão, este documento tem quatro partes. Na primeira, trato, rapidamente, da carreira de Diplomata: o que faz, quanto ganha, como vai para o exterior etc. É mais uma descrição bem ampla e rápida, apenas para situar quem, porventura, estiver um pouco mais perdido. Se não estiver interessado, pode pular para as partes seguintes, se qualquer prejuízo para seu bom entendimento. Na segunda parte, trato do concurso: como funciona, quais são os pré-requisitos para ser diplomata, quais são as fases do concurso etc. Mais uma vez, se não interessar, pule direto para a parte seguinte. Na parte três, falo sobre a preparação para o concurso (antes e durante), com indicações de cursinhos, de professores particulares etc. Por fim, na quarta parte, enumero algumas sugestões de leituras (tanto próprias quanto coletadas de diversas fontes), com as devidas considerações pessoais sobre cada uma. Antes de tudo, antecipo que não pretendo exaurir toda a bibliografia necessária para a aprovação, afinal, a cada ano, o concurso cobra alguns temas específicos. O que fiz foi uma lista de obras que auxiliaram em minha preparação (e, além disso, também enumerei muitas sugestões que recebi, mas não tive tempo ou vontade de ler – o que também significa que, por mais interessante que seja, você não terá tempo de ler tudo o que lhe recomendam por aí, o que torna necessário é necessário fazer algumas escolhas; minha intenção é auxiliá-lo nesse sentido, na medida do possível).
Este documento é de uso público e livre, com reprodução parcial ou integral autorizada, desde que citada a fonte. Sem mais, passemos ao que interessa.
Parte I – A Carreira de Diplomata
INTRODUÇÃO
Em primeiro lugar, rápida apresentação sobre mim. Meu nome é Bruno Rezende, tenho 22 anos e fui aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2011. Sou graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (turma LXII, 2007-20110), e não tinha certeza de que queria diplomacia até o meio da universidade. Não sei dizer o que me fez escolher a diplomacia, não era um sonho de infância ou coisa do tipo, e não tenho familiares na carreira. Acho que me interessei por um conjunto de aspectos da carreira. Comecei a preparar-me para o CACD em meados de 2010, assunto tratado na Parte III, sobre a preparação para o concurso.
Para maiores informações sobre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), sobre o Instituto Rio Branco (IRBr), sobre a vida de diplomata etc., você pode acessar os endereços:
- Página do MRE: http://www.itamaraty.gov.b
- Página do IRBr: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-b
- Canal do MRE no YouTube: http://www.youtube.com/mrebrasil/
- Blog “Jovens Diplomatas”: http://jovensdiplomatas.wordpress.com/
- Comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut (como o Orkut está ultrapassado, procurei reunir todas as informações úteis sobre o concurso que encontrei por lá neste documento, para que vocês não tenham de entrar lá, para procurar essas informações):
http://www.orkut.com.bMain#Community?cmm=40073
- Comunidade “Instituto Rio Branco” no Facebook: http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Com certeza, há vários outros blogs (tanto sobre a carreira quanto sobre a vida de diplomata), mas não conheço muitos. Se tiver sugestões, favor enviá-las para [[email protected].](mailto:[email protected])
Além disso, na obra O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira: um estudo de carreira e socialização (Ed. FGV, 2007), a autora Cristina Patriota de Moura relata aspectos importantes da vida diplomática daqueles que ingressam na carreira. Há muitas informações desatualizadas (principalmente com relação ao concurso), mas há algumas coisas interessantes sobre a carreira, e o livro é bem curto.
A DIPLOMACIA E O TRABALHO DO DIPLOMATA
Com a intensificação das relações internacionais contemporâneas e com as mudanças em curso no contexto internacional, a demanda de aprimoramento da cooperação entre povos e países tem conferido destaque à atuação da diplomacia. Como o senso comum pode indicar corretamente, o
diplomata é o funcionário público que lida com o auxílio à Presidência da República na formulação da política externa brasileira, com a condução das relações da República Federativa do Brasil com os demais países, com a representação brasileira nos fóruns e nas organizações internacionais de que o país faz parte e com o apoio aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no exterior. Isso todo mundo que quer fazer o concurso já sabe (assim espero).
Acho que existem certos mitos acerca da profissão de diplomata. Muitos acham que não irão mais pagar multa de trânsito, que não poderão ser presos, que nunca mais pegarão fila em aeroporto etc. Em primeiro lugar, não custa lembrar que as imunidades a que se referem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares só se aplicam aos diplomatas no exterior (e nos países em que estão acreditados). No Brasil, os diplomatas são cidadãos como quaisquer outros. Além disso, imunidade não é sinônimo de impunidade, então não ache que as imunidades são as maiores vantagens da vida de um diplomata. O propósito das imunidades é apenas o de tornar possível o trabalho do diplomata no exterior, sem empecilhos mínimos que poderiam obstar o bom exercício da profissão. Isso não impede que diplomatas sejam revistados em aeroportos, precisem de vistos, possam ser julgados, no Brasil, por crimes cometidos no exterior etc.
Muitos também pensam que irão rodar o mundo em primeira classe, hospedar-se em palácios suntuosos, passear de iate de luxo no Mediterrâneo e comer caviar na cerimônia de casamento do príncipe do Reino Unido. Outros ainda acham que ficarão ricos, investirão todo o dinheiro que ganharem na Bovespa e, com três anos de carreira, já estarão próximos do segundo milhão. Se você quer ter tudo isso, você está no concurso errado, você precisa de um concurso não para diplomata, mas para marajá. Obviamente, não tenho experiência suficiente na carreira para dizer qualquer coisa, digo apenas o que já li e ouvi de diversos comentários por aí. É fato que há carreiras públicas com salários mais altos. Logo, se você tiver o sonho de ficar rico com o salário de servidor público, elas podem vir a ser mais úteis nesse sentido. Há não muito tempo, em 2006, a remuneração inicial do Terceiro-Secretário (cargo inicial da carreira de diplomata), no Brasil, era de R$ 4.615,53. Considerando que o custo de vida em Brasília é bastante alto, não dava para viver de maneira tão abastada, como alguns parecem pretender. É necessário, entretanto, notar que houve uma evolução significativa no aspecto salarial, nos últimos cinco anos (veja a seç~o seguinte, “Carreira e Salrios). De todo modo, já vi vários diplomatas com muitos anos de carreira dizerem: “se quiser ficar rico, procure outra profissão”. O salário atual ajuda, mas não deve ser sua única motivação.
H um texto ótimo disponível na internet: “O que é ser diplomata”, de César Bonamigo, que reproduzo a seguir.
O Curso Rio Branco, que frequentei em sua primeira edição, em 1998, pediu-me para escrever sobre o que é ser diplomata. Tarefa difícil, pois a mesma pergunta feita a diferentes diplomatas resultaria, seguramente, em respostas diferentes, umas mais glamourosas, outras menos, umas ressaltando as vantagens, outras as desvantagens, e não seria diferente se a pergunta tratasse de outra carreira qualquer. Em vez de falar de minhas impressões pessoais, portanto, tentarei, na medida do possível, reunir observações tidas como “senso comum” entre diplomatas da minha geraç~o.
Considero muito importante que o candidato ao Instituto Rio Branco se informe sobre a realidade da carreira diplomática, suas vantagens e desvantagens, e que dose suas expectativas de acordo. Uma expectativa bem dosada não gera desencanto nem frustração. A carreira oferece um pacote de coisas boas (como a oportunidade de conhecer o mundo, de atuar na área política e econômica, de conhecer gente interessante etc.) e outras não tão boas (uma certa dose de burocracia, de hierarquia e dificuldades no equacionamento da vida familiar). Cabe ao candidato inferir se esse pacote poderá ou não fazê-lo feliz.
O PAPEL DO DIPLOMATA
Para se compreender o papel do diplomata, vale recordar, inicialmente, que as grandes diretrizes da política externa são dadas pelo Presidente da República, eleito diretamente pelo voto popular, e pelo Ministro das Relações Exteriores, por ele designado. Os diplomatas são agentes políticos do Governo, encarregados da implementação dessa política externa. São também servidores públicos, cuja função, como diz o nome, é servir, tendo em conta sua especialização nos temas e funções diplomáticos.
Como se sabe, é função da diplomacia representar o Brasil perante a comunidade internacional. Por um lado, nenhum diplomata foi eleito pelo povo para falar em nome do Brasil. É importante ter em mente, portanto, que a legitimidade de sua ação deriva da legitimidade do Presidente da República, cujas orientações ele deve seguir. Por outro lado, os governos se passam e o corpo diplomático permanece, constituindo elemento importante de continuidade da política externa brasileira. É tarefa essencial do diplomata buscar identificar o “interesse nacional”. Em negociações internacionais, a diplomacia frequentemente precisa arbitrar entre interesses de diferentes setores da sociedade, não raro divergentes, e ponderar entre objetivos econômicos, políticos e estratégicos, com vistas a identificar os interesses maiores do Estado brasileiro.
Se, no plano externo, o Ministério das Relações Exteriores é a face do Brasil perante a comunidade de Estados e Organizações Internacionais, no plano interno, ele se relaciona com a Presidência da República, os demais Ministérios e órgãos da administração federal, o Congresso, o Poder Judiciário, os Estados e Municípios da Federação e, naturalmente, com a sociedade civil, por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), da Academia e de associações patronais e trabalhistas, sempre tendo em vista a identificação do interesse nacional.
O TRABALHO DO DIPLOMATA
Tradicionalmente, as funções da diplomacia são representar (o Estado brasileiro perante a comunidade internacional), negociar (defender os interesses brasileiros junto a essa comunidade) e informar (a Secretaria de Estado, em Brasília, sobre os temas de interesse brasileiro no mundo). São também funções da diplomacia brasileira a defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior, o que é feito por meio da rede consular, e a promoção de interesses do País no exterior, tais como interesses econômico-comerciais, culturais, científicos e tecnológicos, entre outros.
No exercício dessas diferentes funções, o trabalho do diplomata poderá ser, igualmente, muito variado. Para começar, cerca de metade dos mil1 diplomatas que integram o Serviço Exterior atua no Brasil, e a outra metade nos Postos no exterior (Embaixadas, Missões, Consulados e Vice-Consulados). Em Brasília, o diplomata desempenha funções nas áreas política, econômica e administrativa, podendo cuidar de temas tão diversos quanto comércio internacional, integração regional (Mercosul), política bilateral (relacionamento do Brasil com outros países e blocos), direitos humanos, meio ambiente ou administração física e financeira do Ministério. Poderá atuar, ainda, no Cerimonial (organização dos encontros entre autoridades brasileiras e estrangeiras, no Brasil e no exterior) ou no relacionamento do Ministério com a sociedade (imprensa, Congresso, Estados e municípios, Academia, etc.).
No exterior, também, o trabalho dependerá do Posto em questão. As Embaixadas são representações do Estado brasileiro junto aos outros Estados, situadas sempre nas capitais, e desempenham as funções tradicionais da diplomacia (representar, negociar, informar), além de promoverem o Brasil junto a esses Estados. Os Consulados, Vice-Consulados e setores consulares de Embaixadas podem situar-se na capital do país ou em outra cidade onde haja uma comunidade brasileira expressiva. O trabalho nesses Postos é orientado à defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior. Nos Postos multilaterais (ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA etc.), que podem ter natureza política, econômica ou estratégica, o trabalho envolve, normalmente, a representação e a negociação dos interesses nacionais.
O INGRESSO NA CARREIRA
A carreira diplomática se inicia, necessariamente, com a aprovação no concurso do Instituto Rio Branco (Informações sobre o concurso podem ser obtidas no site http://www2.mre.gov.birbindex.htm). Para isso, só conta a competência – e, talvez, a sorte – do candidato. Indicações políticas não ajudam.
AS REMOÇÕES
Após os dois anos de formação no IRBr , o diplomata trabalhará em Brasília por pelo menos um ano. Depois, iniciam-se ciclos de mudança para o exterior e retornos a Brasília. Normalmente, o diplomata vai para o exterior, onde fica três anos em um Posto, mais três anos em outro Posto, e retorna a Brasília, onde fica alguns anos, até o início de novo ciclo. Mas há espaço para flexibilidades. O diplomata poderá sair para fazer um Posto apenas, ou fazer três Postos seguidos antes de retornar a Brasília. Isso dependerá da conveniência pessoal de cada um. Ao final da carreira, o diplomata terá passado vários anos no exterior e vários no Brasil, e essa proporção dependerá essencialmente das escolhas feitas pelo próprio diplomata. Para evitar que alguns diplomatas fiquem sempre nos “melhores Postos” – um critério, aliás, muito relativo – e outros em Postos menos privilegiados, os Postos no exterior estão divididos em [quatro] categorias, [A, B, C e D], obedecendo a critérios não apenas de qualidade de vida, mas também geográficos, e é seguido um sistema de rodízio: após fazer um Posto C, por exemplo, o diplomata terá direito a fazer um Posto A [ou B], e após fazer um Posto A, terá que fazer um Posto [B, C ou D].
AS PROMOÇÕES
Ao tomar posse no Serviço Exterior, o candidato aprovado no concurso torna-se Terceiro-Secretário. É o primeiro degrau de uma escalada de promoções que inclui, ainda, Segundo-Secretário, Primeiro-
-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe (costuma-se dizer apenas “Ministro”) e Ministro de Primeira Classe (costuma-se dizer apenas “Embaixador”), nessa ordem. Exceto pela primeira promoção, de Terceiro para Segundo-Secretário, que se dá por tempo (quinze Terceiros Secretários são promovidos a cada semestre), todas as demais dependem do mérito, bem como da articulação política do diplomata. Nem todo diplomata chega a Embaixador. Cada vez mais, a competição na carreira é intensa e muitos ficam no meio do caminho. Mas, não se preocupem e também não se iludam: a felicidade não está no fim, mas ao longo do caminho!
DIRECIONAMENTO DA CARREIRA
Um questionamento frequente diz respeito à possibilidade de direcionamento da carreira para áreas específicas. É possível, sim, direcionar uma carreira para um tema (digamos, comércio internacional, direitos humanos, meio ambiente etc.) ou mesmo para uma região do mundo (como a Ásia, as Américas ou a África, por exemplo), mas isso não é um direito garantido e poderá não ser sempre possível. É preciso ter em mente que a carreira diplomática envolve aspectos políticos, econômicos e administrativos, e que existem funções a serem desempenhadas em postos multilaterais e bilaterais em todo o mundo, e n~o só nos países mais “interessantes”. Diplomatas est~o envolvidos em todas essas variantes e, ao longo de uma carreira, ainda que seja possível uma certa especialização, é provável que o diplomata, em algum momento, atue em áreas distintas daquela em que gostaria de se concentrar.
ASPECTOS PRÁTICOS E PESSOAIS
É claro que a vida é muito mais que promoções e remoções, e é inevitável que o candidato queira saber mais sobre a carreira que o papel do diplomata. Todos precisamos cuidar do nosso dinheiro, da saúde, da família, dos nossos interesses pessoais. Eu tentarei trazem um pouco de luz sobre esses aspectos.
DINHEIRO
Comecemos pelo dinheiro, que é assunto que interessa a todos. Em termos absolutos, os diplomatas ganham mais quando estão no exterior do que quando estão em Brasília. O salário no exterior, no entanto, é ajustado em função do custo de vida local, que é frequentemente maior que no Brasil. Ou seja, ganha-se mais, mas gasta-se mais. Se o diplomata conseguirá ou não economizar dependerá i) do salário específico do Posto , ii) do custo de vida local, iii) do câmbio entre a moeda local e o dólar, iv) do fato de ele ter ou não um ou mais filhos na escola e, principalmente, v) de sua propensão ao consumo. Aqui, não há regra geral. No Brasil, os salários têm sofrido um constante desgaste, especialmente em comparação com outras carreiras do Governo Federal, frequentemente obrigando o diplomata a economizar no exterior para gastar em Brasília, se quiser manter seu padrão de vida. Os diplomatas, enfim, levam uma vida de classe média alta, e a certeza de que não se ficará rico de verdade é compensada pela estabilidade do emprego (que não é de se desprezar, nos dias de hoje) e pela expectativa de que seus filhos (quando for o caso) terão uma boa educação, mesmo para padrões internacionais.
SAÚDE
Os diplomatas têm um seguro de saúde internacional que, como não poderia deixar de ser, tem vantagens e desvantagens. O lado bom é que ele cobre consultas com o médico de sua escolha, mesmo que seja um centro de excelência internacional. O lado ruim é que, na maioria das vezes, é preciso fazer o desembolso (até um teto determinado) para depois ser reembolsado, geralmente em 80% do valor, o que obriga o diplomata a manter uma reserva financeira de segurança.
FAMÍLIA : O CÔNJUGE
Eu mencionei, entre as coisas n~o t~o boas da carreira, “dificuldades no equacionamento da vida familiar”. A primeira dificuldade é o que fará o seu cônjuge (quando for o caso) quando vocês se mudarem para Brasília e, principalmente, quando forem para o exterior. Num mundo em que as famílias dependem, cada vez mais, de dois salários, equacionar a carreira do cônjuge é um problema recorrente. Ao contrário de certos países desenvolvidos, o Itamaraty não adota a política de empregar ou pagar salários a cônjuges de diplomatas. Na prática, cada um se vira como pode. Em alguns países é possível trabalhar. Fazer um mestrado ou doutorado é uma opção. Ter filhos é outra...
Mais uma vez, não há regra geral, e cada caso é um caso. O equacionamento da carreira do cônjuge costuma afetar principalmente – mas não apenas – as mulheres, já que, por motivos culturais, é mais comum o a mulher desistir de sua carreira para seguir o marido que o contrário2.
CASAMENTO ENTRE DIPLOMATAS
Os casamentos entre diplomatas não são raros. É uma situação que tem a vantagem de que ambos têm uma carreira e o casal tem dois salários. A desvantagem é a dificuldade adicional em conseguir que ambos sejam removidos para o mesmo Posto no exterior. A questão não é que o Ministério vá separar esses casais, mas que se pode levar mais tempo para conseguir duas vagas num mesmo Posto. Antigamente, eram frequentes os casos em que as mulheres interrompiam temporariamente suas carreiras para acompanhar os maridos. Hoje em dia, essa situação é exceção, não a regra.
FILHOS
Não posso falar com conhecimento de causa sobre filhos, mas vejo o quanto meus colegas se desdobram para dar-lhes uma boa educação. Uma questão central é a escolha da escola dos filhos, no Brasil e no exterior. No Brasil, a escola será normalmente brasileira, com ensino de idiomas, mas poderá ser a americana ou a francesa, que mantém o mesmo currículo e os mesmos períodos escolares em quase todo o mundo. No exterior, as escolas americana e francesa são as opções mais frequentes,
podendo-se optar por outras escolas locais, dependendo do idioma. Outra questão, já mencionada, é o custo da escola. Atualmente, não existe auxílio-educação para filhos de diplomatas ou de outros Servidores do Serviço Exterior brasileiro, e o dinheiro da escola deve sair do próprio bolso do servidor.
CÉSAR AUGUSTO VERMIGLIO BONAMIGO - Diplomata. Engenheiro Eletrônico formado pela UNICAMP. Pós- graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Programa de Formação e Aperfeiçoamento - I (PROFA -
I) do Instituto Rio Branco, 2000/2002. No Ministério das Relações Exteriores, atuou no DIC - Divisão de Informação Comercial (DIC), 2002; no DNI - Departamento de Negociações Internacionais, 2003, e na DUEX - Divisão de União Europeia e Negociações Extrarregionais. Atualmente, serve na Missão junto à ONU (DELBRASONU), em NYC.
2 Conforme comunicado do MRE de 2010, é permitida a autorização para que diplomatas brasileiros solicitem passaporte diplomático ou de serviço e visto de permanência a companheiros do mesmo sexo. Outra resolução, de 2006, já permitia a inclusão de companheiros do mesmo sexo em planos de assistência médica.
Para tornar-se diplomata, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que ocorre todos os anos, no primeiro semestre (normalmente). O número de vagas do CACD, em condições normais, depende da vacância de cargos. Acho que a quantidade normal deve girar entre 25 e 35, mais ou menos. Desde meados dos anos 2000, como consequência da aprovação de uma lei federal, o Ministério das Relações Exteriores (MRE/Itamaraty3) ampliou seus quadros da carreira de diplomata, e, de 2006 a 2010, foram oferecidas mais de cem vagas anuais. Com o fim dessa provisão de cargos, o número de vagas voltou ao normal em 2011, ano em que foram oferecidas apenas 26 vagas (duas delas reservadas a portadores de deficiência física4). Para os próximos concursos, há perspectivas de aprovação de um projeto de lei que possibilitará uma oferta anual prevista de 60 vagas para o CACD, além de ampliar, também, as vagas para Oficial de Chancelaria (PL 7579/2010). Oficial de Chancelaria, aproveitando que citei, é outro cargo (também de nível superior) do MRE, mas não integra o quadro diplomático. A remuneração do Oficial de Chancelaria, no Brasil, é inferior à de Terceiro-Secretário, mas os salários podem ser razoáveis quando no exterior. Já vi muitos casos de pessoas que passam no concurso de Oficial de Chancelaria e ficam trabalhando no MRE, até que consigam passar no CACD, quando (aí sim) tornam-se diplomatas.
Para fazer parte do corpo diplomático brasileiro, é necessário ser brasileiro nato, ter diploma válido de curso superior (caso a graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, cabe ao candidato providenciar a devida revalidação do diploma junto ao MEC) e ser aprovado no CACD (há, também, outros requisitos previstos no edital do concurso, como estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de dezoito anos, apresentar aptidão física e mental para o exercício do cargo e, para os homens, estar em dia com as obrigações do Serviço Militar). Os aprovados entram para a carreira no cargo de Terceiro-Secretário (vide hierarquia na próxima seç~o, “Carreira e Salrios”). Os aprovados no CACD, entretanto, não iniciam a carreira trabalhando: há, inicialmente, o chamado Curso de Formação, que se passa no Instituto Rio Branco (IRBr). Por três semestres, os aprovados no CACD estudarão no IRBr, já recebendo o salário de Terceiro-Secretário (para remunerações, ver a próxima seç~o, “Hierarquia e Salrios).
O trabalho no Ministério começa apenas após um ou dois semestres do Curso de Formação no IRBr (isso pode variar de uma turma para outra), e a designação dos locais de trabalho (veja as subdivisões do MRE na página seguinte) é feita, via de regra, com base nas preferências individuais e na ordem de classificação dos alunos no Curso de Formação.
3 O nome “Itamaraty” vem do nome do antigo proprietrio da sede do Ministério no Rio de Janeiro, o Bar~o Itamaraty. Por metonímia, o nome pegou, e o Palácio do Itamaraty constitui, atualmente, uma dependência do MRE naquela cidade, abrigando um arquivo, uma mapoteca e a sede do Museu Histórico e Diplomático. Em Brasília, o Palácio Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970, é a atual sede do MRE. Frequentemente, “Itamaraty” é usado como sinônimo de Ministério das Relações Exteriores.
4 Todos os anos, há reserva de vagas para deficientes físicos. Se não houver número suficiente de portadores de deficiência que atendam às notas mínimas para aprovação na segunda e na terceira fases do concurso, que têm caráter eliminatório, a(s) vaga(s) restante(s) é(são) destinada(s) aos candidatos da concorrência geral.
O IRBr foi criado em 1945, em comemoração ao centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Como descrito na página do Instituto na internet, seus principais objetivos são:
harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática (já que qualquer curso superior é válido para prestar o CACD);
desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira;
iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
No Curso de Formação (cujo nome oficial é PROFA-I, Programa de Formação e Aperfeiçoamento - obs.: n~o sei o motivo do “I”, n~o existe “PROFA-II”), os diplomatas têm aulas obrigatórias de: Direito Internacional Público, Linguagem Diplomática, Teoria das Relações Internacionais, Economia, Política Externa Brasileira, História das Relações Internacionais, Leituras Brasileiras, Inglês, Francês e Espanhol. Há, ainda, diversas disciplinas optativas à escolha de cada um (como Chinês, Russo, Árabe, Tradução, Organizações Internacionais, OMC e Contenciosos, Políticas Públicas, Direito da Integração, Negociações Comerciais etc.). As aulas de disciplinas conceituais duram dois semestres. No terceiro semestre de Curso de Formação, só há aulas de disciplinas profissionalizantes. O trabalho no MRE começa, normalmente, no segundo ou no terceiro semestre do Curso de Formação (isso pode variar de uma turma para outra). É necessário rendimento mínimo de 60% no PROFA-I para aprovação (mas é praticamente impossível alguém conseguir tirar menos que isso). Após o término do PROFA-I, começa a vida de trabalho propriamente dito no MRE. Já ouvi um mito de pedida de dispensa do PROFA I para quem já é portador de título de mestre ou de doutor, mas, na prática, acho que isso não acontece mais.
Entre 2002 e 2010, foi possível fazer, paralelamente ao Curso de Formação, o mestrado em diplomacia (na prática, significava apenas uma matéria a mais). Em 2011, o mestrado em diplomacia no IRBr acabou.
Uma das atividades comuns dos estudantes do IRBr é a publicação da Juca, a revista anual dos alunos do Curso de Formação do Instituto. Segundo informações do site do IRBr, “[o] termo ‘Diplomacia e Humanidades’ define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico”. Confira a página da Juca na internet, no endereço: http://juca.irbr.itamaraty.gov.bpt-bMain.xml.
Para saber mais sobre a vida de diplomata no Brasil e no exterior, sugiro a conhecida “FAQ do Godinho” (“FAQ do Candidato a Diplomata”, de Renato Domith Godinho), disponível para download no link: http://relunb.files.wordpress.com/2011/08/faq-do-godinho.docx. Esse arquivo foi escrito há alguns anos, então algumas coisas estão desatualizadas (com relação às modificações do concurso, especialmente). De todo modo, a parte sobre o trabalho do diplomata continua bem informativa e atual.
MEUS ESTUDOS PARA O CACD – http://relunb.wordpress.com
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2020.07.17 05:03 PitchBlackMist [Muito longo] Oportunidades perdidas

Sinto que esse texto possa a vir a expressar uma certa arrogância e narcisismo, mas ainda assim quero escrever o que sinto.
Atualmente sou um jovem de 16 anos, nasci no interior de uma cidade pequena no sul do nosso Brasilzão. Meu irmão mais velho cuidou de mim quando pequeno (gostaria que fôssemos mais próximos hoje, mas esse não é o tema do desabafo), ele ensinou-me a ler e escrever quando eu tinha uns 4 anos. Cursei a pré-escola numa escolinha pacata com uma dúzia de alunos, inclusive ela fechou no mesmo ano que eu saí. Porém não reclamo disso, acho que foi bom pra mim, aprendi bons valores lá.
Em 2010 eu precisei trocar de escola, entrei numa escola de campo (a única próxima de minha casa, mesmo estando há 20km de mim). É uma escola pública, pequena, cerca de 150 alunos do pré até o ensino médio. Não tenho muito a reclamar do primeiro ao terceiro ano lá, eu tive acesso à internet desde cedo e gostava de procurar sobre dinossauros e o universo e falava disso com meus amigos, tanto é que eu ganhei o apelido de alienígena por isso (não era na maldade, até hoje alguns amigos me chamam assim). No segundo ano, inclusive, fiquei internado e perdi um mês e meio de aulas espalhadas ao longo do ano, mas eu tirava boas notas então fui aprovado assim mesmo, lembro de ficar irritadíssimo quando deixei de ganhar uma medalha numa olimpiadazinha da época.
Quando eu ingressei no quarto ano deparei-me com um repetente que, talvez como uma forma de lidar com a depressão que sofria após a morte do irmão, via-me como um alvo fácil para bullying. Eu era gordinho, chorava fácil, não sabia brigar, era mimado, era nerdão, o alvo perfeito, não? Até o sexto ano eu fui quase que constantemente bullynado por ele e mais um menino que não tinha nem mesmo vantagem física sobre mim, mas eu já tinha desenvolvido um complexo de inferioridade e acabava por me deixar ser abusado. Eu faltava muito às aulas, fingia estar doente, deixava de fazer o dever de casa, tive um péssimo desempenho durante esses anos, inclusive tentei suicídio aos 10 anos (foi uma tentativa boba de me enforcar com os lençóis que obviamente não funcionou, mas eu genuinamente desejava a morte). Como fuga da realidade eu recorria às redes, usava o computador de casa o máximo que podia para jogar Minecraft, Kogama, GTA:SA... O YouTube também servia-me como um grande passa-tempo, os 4 aventureiros foram a alegria da minha infância. Porém, meu irmão, no ápice de sua adolescência, dependia das redes sociais como forma de socialização já que moramos no interior, longe de qualquer pessoa da nossa idade além de alguns esparsos vizinhos que tínhamos, isso ocasionava muitas e muitas brigas porque eu era quase que dependente da internet pra fugir da realidade, e ele também dependia dela pra ter alguma vida social. Ele também passou por uma depressão profunda que ocasionava um comportamento agressivo, passamos mais de um ano inteiro sem dizermos uma palavra para o outro. Hoje ainda não somos mais tão próximos quanto quando éramos quando crianças, embora tenhamos superado essas diversas brigas.
Mas o tempo passou, no sétimo ano um dos bullies se mudou e o outro havia superado a morte do irmão, então eu não era mais abusado. Infelizmente, os últimos três anos de abuso na escola e em casa haviam mexido comigo; eu já não sentia mais prazer em estudar e, com meu irmão tendo um computador para ele mesmo, eu tinha acesso livre às redes e passava o dia todo jogando e vendo vídeos no Youtube, a única amizade que eu tinha era um cara que estudava comigo e que jogava comigo. Eu não reconhecia de verdade nossa amizade, eu via a realidade sob uma lente distorcida graças aos anos anteriores e não confiava em ninguém. Eu permaneci assim até o nono ano, em 2018; nunca fiz amizades reais fora da escola, nunca dormi na casa de outro amigo, só tive uma única amiga mulher, nunca pude experienciar a auto-descoberta e o início da sexualização do meu corpo junto à uma menina que estivesse passando pelo mesmo. Eu era manipulado facilmente nas redes, eu era radicalizado pela política aos 13 anos e desfiz a única amizade que tinha com uma mulher na vida real porque ela não apoiava o Bolsonaro. Eu também nunca dei meia foda aos estudos, nunca me importei em estudar; acredito que eu não aprendi quase nada no Fundamental II, eu não prestava atenção nas aulas, ficava conversando (com meu único amigo) e no celular a aula inteira, só estudava uma noite antes da prova ou no ônibus indo para a escola. Acredito que Deus tenha me abençoado com certa inteligência, pois mesmo fazendo tudo isso eu nunca peguei recuperação e quase nunca fiquei abaixo da média em uma prova. Claro, eu estudava em escola pública E de campo, não precisava ser nenhum gênio para isso, o conteúdo é de nível inferior quando comparado ao de uma escola decente ou, até mesmo, quando comparado com a escola pública média.
Eu não diria que tinha depressão, eu era ignorante do que deixava de experienciar, então nunca me importei... até entrar no ensino médio. Eu tinha um amigo virtual, que eu conhecia no Discord, ele aconselhava-me sobre a vida, ele me norteou e me ajudou a superar a ansiedade social que eu tinha na época. Ele é a razão de eu não ter continuado sendo o zumbi triste que eu fui durante o Fundamental II inteiro, ele me introduziu também à maravilha que é a MPB, coisa que eu jamais teria descoberto sem ele. Porém, eu tornei-me paranoico com doxx e deletei tudo que tinha online e, numa fase mais doentia minha, doxxei-o com base no pouco que lembrava dele e mandava mensagens pra ele com o seu nome real achando que era uma boa ideia. Sinto falta dele, mas já aceitei que não irei revê-lo, embora gostaria que ele me revesse agora, que estou num período mais saudável da minha vida e depois de superar todo o drama pelo qual ele me aguentou entre 2018 e 2019. No final do ano passado eu decidi mudar pra valer, e funcionou, eu sinto que sou uma pessoa muito melhor e que já superei a maioria de qualquer conflito passado pelo qual eu já passei e comecei a estudar por conta própria.
Este é, inclusive, o motivo pelo qual eu resolvi começar esse desabafo, mas ele acabou se transformando num resumo da minha vida, mas tudo bem. Minha escola é pública e ruim até para padrões de escola pública, mesmo assim, nunca tive dificuldades para passar de ano sem estudar. Estou estudando só agora o que deveria estar estudando ano passado ou até antes; eu não aprendi o Teorema de Pitágoras na escola antes desse ano, EU ESTOU NO SEGUNDO ANO DO ENSINO MÉDIO. Minhas professoras precisam pulam diversos assuntos por falta de interesse dos alunos e da administração da escola, alguns alunos, muitas vezes, saem das aulas pra cortar grama pra escola. Minha professora de biologia e química sempre me incentivou com os estudos e me auxiliou quando eu tenho dúvidas, mas minha professora de matemática não, ela eu não consigo perdoar baseado somente nisso que eu citei acima. Ela nunca respondeu uma dúvida que eu tive fora da escola, passa conteúdo atrasadíssimo para os alunos, é uma péssima professora em geral, se é que posso chamá-la assim. Ano passado, inclusive, ficamos o ANO LETIVO INTEIRO estudando funções de primeiro e segundo grau; eu lembro que mesmo ela tentando explicar o assunto (e pulando muita coisa importante como demonstrações de fórmulas) eu só observava-a sem entender porra nenhuma, mesmo assim conseguia um desempenho excelente nas provas de algum jeito. Além disso, moro no campo e eu sou o herdeiro da propriedade e tenho o papel social de seguir como fazendeiro na propriedade da minha família, diferente da carreira que desejo seguir. Meus pais inclusive não gostam muito da ideia de que eu saia de casa para estudar, meu pai até me apoia, relutante, porque passou pelo mesmo quando criança, mas cedeu à vontade do pai e deixou de seguir seus sonhos, enquanto minha mãe é abertamente contra e até zomba de mim, usando meu irmão que saiu de casa e não está exatamente sendo bem-sucedido como exemplo.
E isso me leva a diversos e se? Eu olho pro passado e pro presente e chego a conclusão de que eu tenho mais facilidade com os estudos do que a pessoa média. Eu comecei a estudar sozinho e estou progredindo num ritmo muito mais rápido do que eu esperava progredir. Sem querer parecer um babaca, eu não acho que sou um Albert Einstein da vida, mas acredito que eu sou no mínimo notavelmente inteligente. E se eu nunca tivesse sofrido bullying quando criança e me afastado dos estudos por 7 anos? E se eu nunca tivesse tido as diversas brigas com meu irmão e pudesse possivelmente começar a estudar o que eu gostava ainda quando pequeno? E se eu tivesse pais que apoiassem meus estudos sempre? E se eu estudasse numa escola que realmente me preparasse para a vida e em ensinasse de verdade? E se eu tivesse tido todas as oportunidades que tanta gente por aí que detesta os estudos têm?
Caramba, cara. Eu acredito que eu poderia ter sido muito mais, eu poderia ter ido tão longe, quem sabe onde eu poderia chegar se eu não tivesse tido uma infância merda e educação pior ainda? Eu estou estudando todo santo dia religiosamente para tentar compensar o que eu perdi graças à incrível combinação de desgraça que possivelmente arruinou minha vida acadêmica irreparavelmente.
Enfim, esse foi meu desabafo de 9500 caracteres que passei uma hora e meia escrevendo, eu sinceramente duvido que alguém vá ler isso tudo, mas eu precisava escrever isso, obrigado.
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2020.05.05 04:14 CafeComPedro Gt do Guidão

Gt do Guidão
>Tudo começou quando finalmente consegui marcar um encontro com a deposito dos meus sonhos
>Caroline, uma loirinha linda, magra, mas com peitões, olhos azuis
>eu já tava no xaveco a muito tempo, e nunca tinha conseguido nada, depois de quatro meses de papo furado por MSN eis que ela aceita.
>pois bem, chegou o grande dia
>era uma sexta feria liguei pra ela pra perguntar aonde ela queria ir, pois não tínhamos combinado um lugar ainda
>ela disse que não tinha nada em mente e que na hora víamos isso
>ok desliguei e tracei um plano perfeito em minha mente
>a levaria para um barzinho super chique aqui da cidade pagaria tudo o que ela quisesse beber e depois iria embora por uma avenida cheia de motéis e parar na frente de um sem dizer nada
>com certeza daria certo
>comeria aquela lorinha de peitos grandes com toda a certeza
>meteria naquela bucetinha rosada sem parar e assim perderia minha virgindade
>depois começar a namorar e constituir família com a mulher dos meus sonho.
>tudo dando certo em minha vida amigos
>meu pai me emprestou o carro e ainda me deu 300 reais
> “O que, finalmente vai sair de casa em uma sexta a noite? E ainda com uma garota, toma aqui as chaves filhão e mais trezentão pra farra”
>feelsansiedade.jpg
>parecia que demorava 36 horas pra chegar as 22:00
>pra passar o tempo joguei uns games no PC
>assisti sessão da tarde
>comi umas bolachas recheadas e etc
>e claro, dei uma fapada como nunca antes tamanha a minha felicidade
>também porque não queria gozar com 14 segundos de transa
>logo como minha deusa
>antes de sair ainda li alguns contos de sacanagem pra pegar algumas dicas
>21:30
>banho tomado
>perfumado
>gel no cabelo
>vejo se minhas camisinhas que ganhei na escola ano passado estavam no meu bolso
>fui pra batalha
>meu pai estava radiante,
>abriu e fechou o portão de casa pra mim
>chego na casa dela
>toco o interfone
>ela diz que vai descer em alguns minutos
>nem acreditei quando ouvi isso vindo daquela boquinha doce que tanto imaginei colocar minha língua dentro
>ficp ali olhando pra casa dos meus futuros sogros
>ia vir muito ali ainda pensei comigo mesmo
>portão automático se abre e sai um corolla novo de dentro
>ele parou na do meu lado e uma loira estava dirigindo
>era a mãe de Caroline e era linda
>uma verdadeira milf potranca
>eu fico ali agradecendo a deus pelos bons genes que ele deu a minha futura esposa
>a milf olhou pra mim com um sorriso e disse: “Você deve ser o amigo da Carol né? Obrigado por fazer isso, ela e as amigas delas já estão descendo.”
>eu disse que não tinha problema nenhuma e que seria uma honra fazer isso para a filha dela
>ela sai dirigindo para a rua e o portão se fecha
>mas ela tinha dito ela e as amigas dela?
>fuckingmenage.url
>ouço a porta da casa se abrindo e dela sai Caroline
>com seus cabelos loiros esvoaçando
>um sorriso doce nos lábios
>vi aquela cena em câmera lenta anões
> nem acreditava que aquela deusa de seios fartos e barriguinha tanquinho estava vindo em minha direção
>e acreditei menos ainda quando ouvi mais vozes saindo pela porta e logo depois mais três garotas que nunca tinha visto na vida saindo também
>caroline chega e beija meu rosto e pergunta com a voz mai sensual do mundo
>“Demorei muito?” ,
>demorou nada
>ela vai entrando no carro
>as amigas entraram no banco de trás
>fico pensando em que porra esta acontecendo
>Caroline abre o vidro e me fala
> “vamos lindo, não quero me atrasar, hoje a pista vai ficar pequena.” , >filha da puta
>queria ir embora,mas aquela voz tem controle sobre mim
>entro no carro sem falar nada
>ligo e saio andando, sem saber direito qual era o meu destino
>feelswtfnemtemformatosaporra
>no carro com minha deusa caroline e mais tres vadias
>duas amigas gostosas
>e uma gordinha cheia de maquiagem que tomou banho de perfume de pobre e misturou com suor
>fui sacaneado pela minha deusa
>penso em parar o carro e mandar as 4 descerem,mas estou sozinho com quatro garotas dentro de um carro
>beta betoso
>nao da pra fazer nada,travo
>só consigo dirigir e seguir com as coordenadas que caroline diz
>só ouvia ela e seguia em frente ouvindo aquela voz maravilhosa e aqueles peitos gigantes balançando em cada lombada ou burado
>continuo dirigindo
>elas falam feito matracas
>ficam falando dos garotos e de quanto iam beber
>carolina manda eu virar a esqina que tem que fazer algo antes
>viro sem soltar um pio
>continuo seguindo caminho
>quando vi entrei num beco fudido
>nunca entrei naquele bairro antes
>ela manda eu encostar
>percebo que la na frente tem um grupo de meliantes olhando pro carro
>uma das vadias do banco de trás grita 'ei guidão,vem aqui
>negão de 2 metros de altura
>mistura de banha com músculos começou a andar em direção ao carro
>trava em tantas dobras que nem o batman invadiria o meu sistema
>ele chega perto do carro
>cumprimenta a amiga da caroline
>se conheciam
>feelsnaovoutercarroroubado.txt
>ela pergunta se ele tem daquela ai
>ele diz que tem que sempre tem e pergunta quanto vai querer
>a vadia diz o de sempre
>estavam negociando drogas do meu lado e trazendo pro carro do meu pai
>coração disparou
>finalizaram a negociação
>ligo o carro
>ja saindo Guidão grita pra eu parar
>paro o carro
>ele pergunta se estamos indo pra festa ale
>caroline disse que sim
>as biscates queriam ir numa rave
>começo a pensar em um monte de desculpas pra elas descerem
>Guidão pergunta se pode ir com a gente
>elas falam que sim sem nem perguntar pra mim
>só consigo tirar forçar pra falar que o carro ta lotado
>caroline agarra meu braço
>aqueles peitos gigantes roçando em mim
>ela fala que nao tem problema que ela e as amigas vao uma no colo da outra
>nao consigo responder nada só concordei com a cabeça
>guidao fala que nao da pra ir atras
>ele chega do meu lado e manda eu pular pro lado e caroline ir atras que ele vai guiando
>paro e penso que nao sabia onde estava e que se entrasse em rua errada ia ser metralhado por traficantes
>eu chego pro lado e ela vai pra tras
>ele começa a dirigir
>no carro do meu pai
>com quatro garotas
>um traficante
>indo pra uma rave
>e transportando drogas
>ele vira e pergunta se eu sei o por que do apelido dele ser guidão
>falo que não
>ele diz que o pau dele é preto e do tamanho de um guidão de bicicleta
>as vadias começam a cherar no carro ainda
>guidao vira e fala que ontem apareceu um negao morto sem os olhos e com um cabo de vassoura enfiado no cu
>ele vai pegar o celular pra mostrar a foto que tirou
>tijolo baiano atinge a porta do carro do meu lado
>arregalo os olhos e só consigo ver uma negona gorda com um molequinho no colo gritando 'GUIDÃO FILHO DA PUTA,VOLTA AQUI JA TA INDO ATRAS DE PIRANHA DENOVO'
>ela se prepara pra jogar outro
>ele consegue desviar graças as suas pericias de piloto de fuga
>ele acelera e saimos do bairro
>guidão e as vadias rindo feito hienas
>ele pula varios sinais vermelhos e fala "cara essa rave que vamos vai ser animal"
>ele pergunta qual das la de tras vou faturar
>travo e nao sei o que falar
>caroline fala ele vai ficar com fernando minha priminha,ela ta afim dele dese que entramos no carro
>penso,fernanda?
>porra era a gordinha
>minha deusa estava me empurrando a gordinha
>ela nao falava muito com as outras
>percebo que só chamaram ela pra eu ter o que fazer na rave e nao vir embora
>guidao fala que chegamos e pede vintão pro estacionamento
>ele estaciona o carro e do nada todo mundo evapora só sobrou eu no carro
>olho pra um lado e pro outro e vejo gente chapadona sem camisa,piriguetes,pessoal dançando de oculos que nem macaco
>me sinto no inferno
>tento sair de fininho e pegar o carro e fugir pro pc
>percebo que guidao pegou as chaves
>rage.jpg
>penso que nao pode piorar e vejo a gordinha me olhando
>fernanda ficou me encarando por uns minutos
>ela começa vir na minha direçao
>nao sou bonito,mas acho que da pra pegar algo melhor
>ela chega e fala oi
>eu digo oi
>ela fala doq a caroline disse no carro e diz que realmente gostou de mim
>ela queria ficar comigo,meu deus
>beta betoso,virgem,mas não era bv
>resolvo encarar pra nao passar tudo em branco
>vou pra um canto com ela e começamos a nos beijar loucamente
>ela era boa,beijava como se ofsse a ultima vez que beijaria alguem
>entro no clima,vou me empolgando
>ela tinha tetas gigantes
>começo a apertar aquelas tetas gigantes
>pego naquela bunda gigantesca
>começo a chupar os peitos dela
>ela começa a gemer cada vez mais alto
>pau ja tava pra fora
>gordinha fazendo uns movimentos retilinios uniformemente acelerados
>ela deu um grito de extase e gozou
>gozou tao loucamente que caiu no chao babando
>começou a ter espasmos musculares e começou a se mijar
>ela tava tendo uma convulsão
>fudeumateiavadia.pwp
>eu começo a gritar e algumas pessoas vem pra ajudar
>pessoas aleartórias começam a perguntar oq eu fiz pra ela
>me jogo no meio da multidão saio correndo
>me escondo no meio de duas barracas
>tomo um ar
>maos tremendo,mas pensando caralho sou foda fiz a gordinha ter uma gozada epiletica,sou foda
>estufo o peito
>cheio de coragem
>começo a procurar a caroline
>quero ficar com ela de qualquer jeito
>me pegam pelo colarinho e me jogam no chao
>sinto um cheiro de maconha
>sou rodiado por cinco japas vestidos como rapers
>um deles chega até mim com corrente de prata gigante
>ele fala que ficou sabendo que eu cheguei no mesmo carro que guidão
>eu nao respondi nada
>ele fala que mando guidao nao vender na area dele e diz que tenho 10 segundo pra falar onde ele esta ou vai me encher de porrada
>os japinhas rappers me levaram pra uma tenda no canto da rave
>me sinto na serie 24 horas
>fico uns minutos ali
>entra um japinha baixinho,de bandana e oculos escuros,sem camisa e cheio de corrente no pescoço perguntando sobre o guidao e mandando eu dar o bagulho que eu tava vendendo com o guidao
>começo a chorar falando que nao tinha nada,choro muito,que nao sabia de nada,só vim de carona com guidao que não traficava nem usava nada
>o japinha começa a rir de mim
>me pega pelo colarinho e me leva pra fora
>ele me deixa com um gordao e manda eu dar um role por ai pra achar o guidao
>penso em correr mas o gordao tava segurando meu colarinho forte demais
>vejo caroline sendo puxada por um japa era caroline
>ele chegou ate mim e pergunta se ela tava comigo no carro
>olho nos olhos da filha da puta que me colocou nessa confusão toda
>digo que não estava cmg no carro
>sou um beta betoso,nao conseguia fuder com a vadia
>japa solta ela e continuamos a procurar o guidão
>o japa gordo fica com vontade de mijar
>vamos pros banheiros quimicos
>um banheiro do lado do outro
>japa abre a porta do banheiro e da um pulo pra tras
>era guidao com uma neguinha la dentro chupando sua benga
>aquela rola era gigante
>do tamanho de um guidao de bicicleta
>tinha a espeçura de uma lata de refrigerante
>o tamanho da monstruosidade daquela rola assustou nos 3
>ficamos parado ali auns segundos
>tempo o bastante pro guidao se desgrudar da nehuinha e sair correndo igual a mil africanos atras de agua mas com as calças arriadas e uma mangueira grossa e preta balanãndo no meio das pernas
>o japa me solta e sai correndo atras dele
>o gordao fica olhando pra mim pra ver minha reaçao
>corro feito usain bolt
>consigo fugir,mas guidao ainda estava com minha chave
>precisava achar ele nao sabia como sair dali
>minha chance de sobrevivencia é o guidao
>começo a correr feito um condenado atras do guidao
>avisto caroline apontando pra mim e atras dela um japinha olhando
>japinha corre atras de mim
>a vadia me xixnovo
>levo uma rasteira e caio de boca no chao
>japinha pula em cima de mim me dando soco na cara
>levava altas bicudas quando um milagre aconteceu
>ouço um grito vindo da multidão
>"NINGUEM MECHE COM MEU HOMEM"
>era fernanda a gordinha saiu da multidão com a furia de mil mendigos
>ela derruba o japinha com um mata leão
>a gordinha era faixa preta em jiu jitsu
>ou uma gorda tremendamente apaixonada ja que finalizou o japa em poucos segundos
>peguei ela pelo braço e saimos correndo
>pergunto se ela viu o guidão
>ela diz que nao
>corremos em direçao ao muro
>faço pezinho e mando ela pualr
>adrenalina amil pra eu ter aguentado aquele saco de banha
>logo depois ela me puxa e quando vou pualr vejo caroline correndo em minha direção
>ela grita por ajuda
>japa gordao atras dela
>paro um pouco e olho pra caroline desesperada
>olho pra minha gordinha salvadora
>e pulo o muro deixo a vadia se fuder
>finalmente faço algo de que me orgulho
>começo a correr com a minha gordinha
>sim agora ela era minha
>foda-se se era gorda
>corro pro estacionamento
>tenho que levar o carro do meu pai pra casa de qualquer jeito
>lembro que ele tinha acabado de pagar o carro
>acho o carro no estacionamento
>pegou uma pedra pra jogar no vidro
>no meio do ato ouço um grito
>ABRE ESSA MERDA FILHA DA PUTA
>era guidão meu salvador
>vi ele correndo desferindo golpes de capoeira no japas que se aproximavam ate sobrar ele
>outros longe vindo em nossa direção
>ele chega perto e pede a cha
>GRITO FEITO UM MALUCO FALANDO QUE A CHAVE TA COM ELE
>ele diz que deve ter perdido no meio do boquete
>o japa gordo chega perto
>quando menos espero a gordinha se joga em cima dele pra ganharmos mais tempo
>guidao quebra o vidro do carro com um soco
>faz ligação direta
>sem nem pensar pulo dentro do carro e mando ele pisar fundo naquela merda
>ele olha pra mim e pergunta ,mas e gordinha
>FODA-SE TIRA A GENTE DAQUI
>guidao acelerou como se estivesse a 10 metros de um final de corrida
>nem vejo a troca de marcha com a tamanha habilidade conquistada em muitas fugas por esse mundo de crime afora
>de longe vejo a gordinha lutando com o gordão era muita banha pra todos os lados
>só consigo ver dali 5 japas pulando em cima da gordinha
>peço a deus pra que ela não sofra tanto
>guidao grita
>HAHAHA MOLEQUE ESSA FOI POR POUCO AUQELE JAPAS SAO UM PE NO MEU SACO
>estavamos livres e indo direto pro bairro do guidão
>adrenalina passando aos poucos
>guidao alucinado
>nunca pensei que aquele efeito das luzes passando no need for speed fosse verdade
>mas agora todas as luzes passando na minah cabeça ao som de Zeca pagodinho que o guidão tinha colocado na radio
>digo que to morto que meu pai vai me matar olha o estado do carro
>ele diz pra eu nao esquentar se eu contar toda a historia
>mas pra nao falar o nome dele se nao ele me mata e depois mata minha mae
>ele pergutna se eu tenho um cachorro que se nao tiver ele compra um e me da só pra poder matar ele tambem
>guidao para o carro na esquina e pergunta se eu queria meter naquela vadiazinha loira
>pergunta quanto eu tenho no bolso que conhece uma puta coisa fina
>ja tinha desistido de comer alguem
>entao tava contabilizando aqueles trezentão que meu pai me de pra trocar de placa de video
>chegamos na casa dele
>ele para o carro e poe aquela pemba gigante e preta pra fora e fala
>vira o cuzinho
>fudeu.jpg
>travei,sem ter o que fazer
>porra sai de casa pra comer buceta e vou ter meu cu arrombado
>meucu travou
>me preparo pra pular a janela quando ele começa a rir e fala que é brincadeira
>fico aliviado mas ele fala pra eu passar a grana
>ele leva toda minha grana
>leva meu tenis
>ele sai do carro e pula o primeiro muro que apareceu pela frente
>finalmente posso voltar pra casa
>pulo pro banco de motorista e percebo que não tem as chaves
>tento fazer ligação direta varias vezes sem muito sucesso
>ligo pro meu pai chorando e dizendo que me sequestraram e me largaram num bairro barra pesada
>um carro da policia chega e me leva pra casa
>chego em casa corro pros braços da minha mãe e do meu pai
>vou pro meu quarto
>entro no pc e falo com o irmão de caroline
>ele diz que os pais dela estão numa delegacia por suspeita de estupro
>pergunto se as amigas delas estavam com ela na delegacia
>ele diz que fernanda esta no hospital mas está bem
>fico feliz pela gordinha
https://preview.redd.it/j8ycmub8vuw41.png?width=800&format=png&auto=webp&s=a514965e538fe0c73944d27e86900e06bfffc2c9
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2020.04.25 15:23 desonradoimperdoavel Vale a pena sair do Brasil?

Bom Dia! Ontem já havia feito um post, e hoje, estou fazendo outro com uma pergunta que fica batendo na porta a todo momento: vale a pena sair do Brasil?
Bem, eu sei que com a COVID-19 fica impossível de sair no momento, mas, e depois? Aqui no Brasil a Saúde é muito precária, hospitais e UPAS, sem médicos ou medicamentos o suficiente. Agora com a pandemia, a saúde pública está um caos completo.
Os policiais são treinados, tem sua devida proteção e etc, mas alguns, não a maioria, geralmente são abusivos, sempre agredindo de uma forma violenta, eu sei, é merecido, mas, agredir ao ponto de quebrar? já é demais, até mesmo pra uma autoridade, além de alguns se acharem o chefe do parquinho, e culpar qualquer um pelo crime, além de alguns serem corruptos.
A educação do Brasil, tem seus altos e baixos, o público infelizmente tem professores que só ficam colocando matéria atrás de matéria e dane-se, salas extremamente lotadas de alunos que não ligam pro futuro, poucos estão ali para se esforçar mesmo. Há notícias de maconha sendo vendida em colégio público, já que, os jovens sempre são o público alvo de traficantes, se eu estiver errado, por favor, me corrija nos comentários, que irei editar o meu post. Nunca estudei em um colégio público, só estou digitando coisas que parentes e professores falaram.
A política do Brasil, bem, acho que não tem muita coisa pra se falar, né? Lava Jato, trocar o ministro da Saúde no meio de uma pandemia, impeachment e etc.
A Cultura, pra mim, é um pouco questionável. Quer um exemplo de algo questionável? Carnaval.
Bem, falei sobre os pontos negativos do Brasil, agora irei falar sobre os pontos positivos.
Diferente de outros países no Brasil, você pode ser o que bem entender. No Japão, Coreia e outros países com ensino rigoroso, e pais exigentes, você tem que se esforçar pra conseguir no mínimo uma aprovação, e se você não conseguir, se prepara para uma decepção enorme. Geralmente nesses países, mesmo antes de nascer, você tem seu futuro decidido pelos pais. No Brasil, não, você é livre para ser o que quiser, logicamente, haverá pessoas te olhando de forma torta, mas, ninguém irá te forçar a nada que não queira.
A Cultura é bem diversificada, várias pessoas de outros países vem e moram no Brasil, por conta de oportunidades que aparecem. Assim, trazendo um pouco da cultura de outro lugar.
Brasileiros, em sua grande parte, são bem receptivos com estrangeiros.
Pontos turísticos interessantes: Cristo Redentor, é um deles.
Se você fala mais de uma língua, parabéns! Você possivelmente terá uma oportunidade maior do que os demais, principalmente se você fala inglês.
Há muitos pontos negativos e positivos, mas dei destaque as quais achei mais importantes. Juntando isso tudo, o que eu pergunto é: vale a pena sair do Brasil para procurar uma oportunidade melhor?
Eu tenho 15, quase indo para meus 16 anos de idade, e sempre tive essa duvida de ir ou não estudar fora do Brasil. Falo Inglês fluentemente, e Japonês, não de forma fluente, mas sei o básico pelo menos.
Eu falo com meu amigo sobre ir para fora tentar um algo, mas, ele sempre olha com uma cara de desaprovação, como se eu estivesse deixando o país na mão quando ele mais necessita.
Sempre quis ajudar os outros, disse para minha avó doar os meus antigos brinquedos e roupas, já que não tinha mais idade para brincar e algumas roupas não se encaixavam mais em mim, tudo em perfeito estado, e se algumas não estivessem, jogava fora, mas ela se recusou, motivo? não faço ideia.
No Brasil, infelizmente, tem pessoas que necessitam de ajuda, por conta das drogas, bebidas em excesso, abandono de menor, maus tratos, grandes taxas de homicídio, mulheres sendo violentadas, suicídio e depressão. E essas pessoas precisam de ajuda.
Realmente não sei se vale a pena deixar o Brasil.
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2020.04.08 04:27 Silent-Estate Preciso de ajuda.

Bem, como começar...
Sou usuario do reddit ha alguns anos, mas criei essa account para fazer esse desabafo, e também preciso de uma opnião sincera, ainda que doa. Eu provavelmente deletarei essa conta, mas levarei comigo o aprendizado que tiver com voces, aqui.
Sou casado desde 2012, e cometi varios vacilos. Desde uma vez que uma ex namorada me deu mole, e eu caí, até uma colega de trabalho casada que dizia estar carente, eu fiquei tocando as conversas mas nunca tive coragem de fazer nada, sequer trocar nudes eu tinha coragem. Eu apenas conversava, tinha altos papos, e era uma coisa que eu sentia falta em casa.
Os tempos mudaram, e eu parei com tudo isso. Mas infelizmente, como uma das minhas resoluções era mudar de emprego, fiz um concurso e comecei a trabalhar como funcionario publico. O serviço era muito, muito estressante, e eu acabava levando esse estresse pra casa... tratava a todos com muita grosseria, meu filho chegou a mudar de ideia sobre mim dizendo que eu estava muito bravo.
Em janeiro de 2020, eu decidi que ia mudar muitas coisas. Decidi que ia mudar meu jeito de pensar quanto ao meu trabalho, que ia procurar um jeito de nao levar tudo isso pra casa. Decidi que ia ser um pai melhor para o meu filho, e que ia ser um marido menos grosso.
Essa resolução durou 20 dias. Sem querer fiz uma transferencia entre contas, e coloquei a conta errada (estava com 1300 reais negativos) e acabei ficando sem salario. Foi o maior desespero que tive na vida, um medo infinito de ver meu filho e a minha esposa necessitando algo.
Na segunda feira, choveu. Eu como agente de campo, tive que ficar em casa, e aproveitei o tempo livre pra tentar resolver o problema do meu salario vendendo o carro que tinha na epoca. Depois da negociação feita, eu vi o celular da minha esposa carregando n braço do sofá, do meu lado, e como sabia que tinha fotos de uma tatuagem recente na lixeira, fui ver. Lá estava um video de um homem se masturbando no banho, e outro video do mesmo cara ejaculando. Junto, estava um video dela também se masturbando, e completamente excitada, como eu não via há anos. A data coincidia com o dia que aconteceu a confusão com as contas.
Na hora abri o whatapp. A conversa com o primo dela, estava apagada pela metade, e eu vi uma foto do mesmo lugar que estava no video. Ela negou que fosse ele, mas acabou por confessar que estava com medo de eu fazer algum escândalo.
Me disse também que sabia de todas as conversas que tive com todas as mulheres esse tempo todo de casado, e que não se diferenciava em nada do que ela tinha feito. Me disse que um simples "bom dia" que eu falei pra moça da padaria era traição também.
Claro que perdi o chão. Claro que fiquei me achando um idiota. Um completo retardado. E até hoje nada que ela diga, me faz confiar plenamente nela, não importa em qual situação seja. O que mais me dói é a falta que faz meu filho de 6 anos, meu grande companheiro, meu melhor amigo.
Eu deveria por um fim nisso? Cada vez que me lembro de quem sou, de como sou, do meu peso e de tudo mais, eu sinto um aperto gigante no peito, e começo a pensar em como eu sou tão pouco nessa vida, a ponto de ser trocado.
O pior de tudo, é que o cara é realmente um primo dela. Ele nunca vai sair da vida dela.
Alguem pode me ajudar? Tô muito perdido, e não adianta nem pensar em suicidio porque está descartado: nem pra isso tenho coragem.
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2020.03.26 20:20 MrFancyRaccoon Frases de Moribundo

Cá está então a obra completa. Até então tenho reservado a esperança de um dia ver isto publicado. Peço-vos, por isso, que me puxem de volta à realidade, esmagando meticulosamente e todos os meus sonhos e ambições.
Vi em algum lado que é preciso dar dois espaço para separar versos. Se eu apagar logo o post é porque isso não é verdade.
Agradeço já às eventuais almas que tenham paciência para ler isto tudo.

I

Jubiloso este dia
em que as cortinas se me fecham!
Em cena vivi dançando
o tempo que queria.

Foi feliz a exposição,
e que belas personagens,
duo de seres que por mim agem,
as qu’ encontrei logo d’início!
Eu, que sozinho estava,
de dois fui logo acompanhado
e por décadas tesourado.
Ai que bela introdução!

Chegou também a minha intriga,
Em forte caule deu a espiga
mas o mesmo não saber
nunca deixei de o ter.
E aqui conheço os infelizes!
Tu, ó pessoa que me dizes
o quão triste é teu pensar,
tudo à volta dissecar
e extrair sentido algum.
Não mais faço eu que rir.
Se é pensar o existir
descarto já minha presença!
Somos bestas, animais,
não mais que superficiais
serão nossos julgamentos.
Deus esse a quem bradas
(esteja ele onde estiver)
se nos fez, fez-nos ocos
e, depois de mortos, fez-nos roucos.
Termina esse teu tentar.
Sê estúpido e vive a dançar,
comigo irás cantarolando!

Leva sorriso no defecho
sem razão a segurá-lo,
que se morres é pois viveste,
como qualquer, também tiveste
doçuras e térreos deleites,
que tu não os aproveites
é culpa tua e teu delírio
que sendo burro é tudo giro
Pode haver feio, mas não o vês...

II

Ai! Minha amada!
Vivo, cuidei que o amor,
ele e todo o seu ardor,
fossem maiores que nós humanos!
Não durava ele eternidade?
Não escapa ele a toda a idade?
Que triste é agora ver
depois de mim Outro te ter!
É amor vil ilusão!
É charada o casamento!
Meros endócrinos sinais
para haver acasalamento!
Nunca eu vi coisa eterna
que tão preste fosse a sumir
como o amor deste casal!
Bastou um de dois partir!

Apaixonado vivi
E (maldição) me esqueci
dum beijo mais doce que o teu!
Nem de nós o apogeu
cantei ou deixei por escrito,
ficou no agora restrito
tudo o que criei contigo.
Deitado no doce leito
tirei do amor o bom proveito
sem saber que no amar
arte nenhuma tinha feito!
Nestes meros anos de amor
em nada o meu nome deixo
senão nos lábios de quem pranta,
da desgraçada que prendi c’o beijo.

III

A terrível morte me assola.
Deixa os outros ir sem nome.
Pois a mim não o permito!
P’ras eras póstumas o repito
Pátroclo
Pátroclo
Pátroclo
Grito em tua face, Eterno!
Não me silenceias
pois de gritar tenho direito
tal é belo todo o feito
que deixo atrás par’ esta terra.

Sorriste-me, ó Fortuna.
Tive ao lado sempre o poeta
que não como à gente abjeta
me deixa no fim apodrecer.
Põe ele o sal no salvador
e canta bela toda a dor
de quem é merecedor.

Mais digno é quem a morte colhe
na dianteira da peleja
que aquele que esteja
toda a vida em sua toca.
É digno não pela refrega
mas pois a algo mais s’ entrega
que aquele que só tem boca.
Lavrei e combati
e, por isso, sucumbi
e fui d’igual embalsamado
por poeta e pela ninfa
e nenhum deles conheci.

Canta ele o meu Fado
e meu nome é lançado
para as bocas do futuro.

Por meu povo fiz o bem
Fiz a arte na peleja
É muito o saber que me beija.

Morro assim, concretizado
É meu nome entoado.
Por tudo que de grande fiz
Deixei no mundo cicatriz.

IV

Ao fim da linha
me dirijo apressado.
A mim coube a fortuna
de correr adiantado.

Vivi num gume afiado
Apoiado num só pé
e em jovial estupidez,
andei milhas d’imprudência.

O vento senti na cara,
à Sorte lancei os dados.
Mal sabia que d’ entre os Fados
era o meu o mais fatal:
“Jovens vivem para sempre,
se o sempre desejarem.”
Invencível me julguei,
com minhas carnes mais vermelhas,
meu entender mais aguçado,
e meu viver inda adoçado.
Por mim mesmo enganado
fui a vida acelerar.

Quem mais leves tem os pés
e mais curta a passada
bebe de uma só golada
todo o cálice consagrado
que delicia em lento agrado
o bebedor mais avisado
que o defruta mais pausado.

Enfim, vivi desenfreado
Criança sempre á gargalhada
Agora quem se ri é Hades
que celebra na chegada.

V

De pernas gastas
e fôlego arrastado
sem ânimo, ao fim sou chegado.
Não deixo a vida a meio,
corri toda a maratona.
Estafei os pobres músculos,
por mim foi promessa dada:
a de parar só na chegada,
que é lá, às brônzeas portas,
que toda a firme martelada
será a mim repaga em troco
de gotas da tardia glória.
(Não vai Deus esquecer a lavra,
nem meu lavrar será em vão...)

Mas agora que as vejo
nenhuma hoste me espera.
Tolo, esforcei por vil quimera.
Nada tive d’ Ele dado,
o berço não dourou Sua luz.
E sempre olhei para meu lado
e invejei o afortunado
que em meio de meu afinco
fazia mais do que eu e cinco.

Dei-te vida de trabalho
medíocre fiz mas muito
igual a maior fiz mas muito
nada de novo fiz mas muito
E mesmo assim não é meu nome
que dizes com tua voz...
É o dele, que menos fez,
do prendado inocente.
Olho-o e me olho de volta
e todo o ser se me revolta,
enoja o pensar
que não é a lavra que te agrada
é a beleza nata e bruta.

P’ro que dela não partilha,
e é ciente que não brilha,
fica só ressentimento
de que é por ti zombado
a cada sonho esmagado.
Enquanto vive s’ enganando
que algum dia, trabalhando,
oferecendo-te escravidão,
compra parcela de Eternidade.

E indicios deixaste tu...
Entre mortais tinha respeito...
Dos de meu tempo até louvor...
Nunca adivinhei a dor
que me darias e não ao outro.
Ao macaco de espetáculo,
mas por dentro recétaculo
de ouro que lá puseste
sem olhar p’ro que merece.

O dano sofri, espinhos pisei
De chagas me mostro repleto.
E, então, se não fiz arte?!
Não fiz eu a minha parte,
nulo mesmo assim nascendo?!
És tão cruel pr’a filho Teu?!
mereço assim eterno impasse,
de no silêncio perder a face?

VI

Mil rochedos de arrastão
carregou o coração,
acanhado, embaraçado,
quis mas não quis ascensão.
Parto para o vil Estige
e para mim nada redige
a Bela Musa Eterna.
Parece que nada atinge
aquele que nada finge
avassalado por Inércia.
Dela fui um fiel pajem,
cumpri dever de vadiagem.
Vagueei estulto, diletante
não notei gume cortante
que poisou, lento, na garganta
para no sempre a degolar.

Encravou ela meus dedos,
artrite deixou igual na mente
e anulou todo meu ser
impedindo meu tecer.

Vivi feito animal
E nada c’o esta idade
p’ra mim fui arrebatar
senão cruel mediocridade.

Para sempre em meu repouso
olharei o Ideal
Para lá nunca arredei pé,
adiei a vida p’ro final.
Olhar-te-ei, Sol que lá brilhas,
tu que me cantas maravilhas,
que me ecoas em vão o nome
enquanto a larva me consome.

Nulo abaixo parto.
Cumpro a justa sentença
de quem vive no seguinte
e só morrendo é que começa.

VII

Vivi vida enegrecida
pois toda a luz tive esquecida.
Tanto foi o meu pensar
que esqueci de me lembrar
que também sou animal,
também sou um cão banal
que quer seu osso p’ra rilhar.

Sempre vi o ignorante,
o sandio diletante,
e uma venda lhe pus nos olhos.
Quão errado estava...
Bem mais vêm eles
com os pequenos botões reles
da vida as coisas prazenteiras!
E eu de olhos bem abertos
mundos tenho encobertos
por detrás das prateleiras!

Esta minha dor ciente
é só eco estridente
da preguiça de amar.
Tanto há á minha volta...
Tão bela é a minha escolta
e eu sempre a pensar!

É terrível malefício
o racional ofício...
Sobre a folha de papel,
lá está mais quente o fervor
lá mais sentida está a dor
que a que deveras houve...
Direta foi doce vivência
para a ativa consciência
e dormente fica o corpo.

Triste é este destino
de do bom copo de vinho
mais cabeça dar á uva
ou de quem esmagou, a luva,
que ao sabor do rico suco.

E mais potente me lateja
a cabeça na peleja,
quando no passeio cruzo
família livre n’ ignorância
sem saber que tem seu termo,
que se destina a frio ermo
todo seu ilustre membro.
Dele nunca tirei os olhos
e vivi sempre a chorar.

E cá estou.

Livre de emenda
vejo a entrada estupenda
e cruza primeiro minha mente
todo o homem que a cruzou.

VIII

Ai, que grande meu azar!
Saiu-me na roleta
cair a bola em casa preta
e a morte me calhar!
E que bela foi a vida
de todo o pensar esquecida
bem ao lado dos amores!
Sem mulher casei-me cedo:
várias e não só uma
são as belas companheiras.

Primeiro, foi o doce néctar.
Longe vai a apoquentação
quando, morno, tenho na mão
o belo copo p´ra alegrar!
Qual arte, qual carapuça,
arde em mim a escaramuça
não c’o verso mas c’o a pinga!

Depois, veio meu rolinho,
enchido com especiaria
que a mim traz a alegria
(em outro lado não a arranjo).
Tem por nome Cigarrilha
e a ela estou tão devoto
que já levo pulmão roto
de carne tornado em carvão.

Chegam também as muitas gémeas,
as tisanas para as veias!
Cada uma é poção
p’ra diferente ocasião:
Se ao motor falta gasóleo
é pó de fada a cocaína.
Se da dor quero ser salvo
vem daí, minha heroína!
E se eu, terráqueo, voar quero
é S.Maria Joana que venero.

Por fim, vem a amada
que a morte trouxe, escarpada.
O colega trapacei
e toda a ficha despejei.
Como é bom perder o tino
na alcatifa de casino!
Á Fortuna ir rezar
p´ra fortuna me abonar!
A cavalo bendito, qual Pégaso,
amarei mais que a mulher
se ao bolso me trouxer
mais pecinhas p´ra apostar.

Agora parto para o Céu
e não vou acompanhado...
Onde estão as minhas queridas?
Cuidei que vinham a meu lado...
Toda a ficha que ganhei
vale menos que pataco.
Já cravei broca ao Eterno
e não sabe ele o que é tabaco...

IX

Sempre fui abnegador,
e sinto agora apenas dor.
Nunca em mim houve ardor.
Imóvel em minha cruz
ceguei-me de toda a luz,
passei em nome do pudor.

Minha fé, meu fanatismo,
meu seguro maneirismo,
sempre me consolaram,
perante a vista daqueles
que diante via felizes:
“Ignora-o, que ele peca!
É blasfemo por viver!
Imóvel fica em tua toca,
no Além podes correr!”

Ora, do Além já tenho vista.
Mais pequeno é qu’ imaginava...
Não há nele uma estrada
nesta terra não há pista.
Era pois a fé fachada,
seu nome era outro.
Não era águia mas polvo,
que me iscou e subjugou
e logo me confortou
com mentiras das sagradas.

E deste pano fui avisado,
lembro ler num evangelho,
de um pároco mais velho
que aos peixes dirigia
palavras de sabedoria
p’ra est’ evitar a isca
pela qual a vida arrisca
cegado por seu canto doce.
Sereia é esta empresa,
caça nas gentes a moleza
e trapo mete em seu diante
a ver se caça mais um servo
que além desse já não veja
o faminto a mirar a bóia.

Palavras belas as desse homem
a quem me esquece já o nome,
pois dele então nunca fiz caso,
(se lhes chamou de sal estragado,
certo é que diz pecado.)
Mas dizia então verdade,
e só o sei pois estou caçado
entregue agora a meu fado,
já sumiu o pano á muito.
Agora vejo que não cacei
mais nada para minha herança.

Acima perguntei
antes de fazer a arte
mas sobre mim não havia rei.
Era ele de mim parte
que eu, tolo, não usei.


X

O silêncio que esperei
grita alto à minha porta.
P’ra isto me preparei,
há muito levo a alma morta.

Não vibrou uma só palha.
Não levantou qualquer poalha
neste corpo que foi nulo.
Nenhum cálice me chamou
senão o de brandy
que momento na mão pousou.
Não doeu este caminho,
mas doce não o vou chamar,
que é quase exagero
de vida o denominar.

Falei sempre minhas crenças
e julguei que as ouviam.
Na margem a olhar o rio,
escondido das desavenças,
já parecia maluquinho,
ali postado, a falar sozinho.
(p’ra Lídia me dirigia
e cruzou ela o Estige
em milénio de outrora)

“Muita deve ser a dor
que ele esconde e que nega,
que por lá dentro há refrega
que ao Sol está por expor!”
Dizia o mais avisado
que ao andar me viu parado
e continuou alegre o passo.

E vejo agora, inda calado,
que, por muito dano dado,
deu-lhe Deus melhor destino:
teve chance de ser divino,
se não o foi podia ser,
e teve a vida este sentido.

E disto não me apercebi,
sem propósito me julguei,
como tal vetei ser rei
de tudo o que é além de mim.
Da mais leve e fresca brisa,
fugi sempre acautelado,
menos turva que o quedo lago
tive a miragem do Final.

Amadas nunca tive.
Memória não tenho.
Coração nunca terei.
Vivi nunca sendo vivo.
Do agora m’ entretenho.
E coisa alguma a mais terei.

XI

Que ira esta de partir!
Eu que trigo acumulei
parto de onde era rei
sem um tostão a reluzir?!

Não aceita o barqueiro notas
p’ra cruzar o fatal rio?!
Recolhe somente o preço tardio
em dracmas (por mim trocados
por peça de gado, por uns bordados...)
Cuidei que valessem menos
que os doces bens terrenos!
Tem afinal a alma preço...

A mesma mão de osso frio
estende ao herói e ao sandio.
E os que meti na sarjeta
dão-lhe o dobro e com gorjeta!
E eu, sem nada para dar,
de mim fico sem nada,
cuidei que a chave dourada
me dava certa ao Céu entrada.

Despido estou de minhas vestes,
caem em mim todas as pestes,
nos pés não tenho sola
e ao mendigo peço esmola.

Bem difícil é a vida
do patrão rico no submundo.
Já não posso ser imundo
sem a bolsa bem nutrida.

XII

Coisa mais trágica...
Começo eu a perceber
a charada em que me foi meter
o que a chave me esconde.
Do fumo desenham-se, difusas
as doces linhas de resposta,
já daqui vejo, gloriosa...
Mas deu á neblina ideia
de tudo em simultâneo,
em suspiro momentâneo,
a revelar à recém-carcaça.

E o que é da busca,
do caçar que foi a vida?
Que é feito do dano e dos lavores,
que sofro desde a partida?
Condenas-me á procura
e em vida não me dás
resposta que me apraz,
morro doente e dás-me a cura?

Cacei sempre o conhecimento,
tomei-o por migalhas Tuas
deixadas entre as falcatruas
p’ro avisado as colher
e em algum ponto ter
peça final aglomerada
que deixe a alma saciada.

E por elas deixei de ser,
deixer de ver senão abaixo,
olhava a pista cabisbaixo,
certo de que levava a prémio.
Julguei ter mais alto propósito
neste, do saber, depósito
além do de esperar insciente,
olhando só o lá na frente,
á espera de Hora determinada
p´ra verdade ser revelada.

Toda a milha percorri
no dorso duma pergunta
e é às portas do Eterno
que esteve comum a resposta.

Cruel és, ó Divino,
Comichão em mim puseste,
em cisma louca enfureceste
este teu ser a procurar
só p’ra na vida fracassar
e dás-lhe o prémio só na morte,
a ele e á quieta hoste.

Lá terei de aceitar...
Pelo menos descobri ,
sempre havia solução
é só pena cair na mão,
e quando já a levo fria...
Pelo menos o que de mim passa
Já não passa curioso
Coisa mais trágica...
Coisa mais trágica...

XIII

A um dia de Amadeus
nasci eu a vinte seis
e a um passo d’ Infinito
cumprirei as tristes leis
que a morte reserva ao homem
que, mesmo grande, não tem voz
para a si mesmo ecoar
entre os egrégios avós.

Nasci de cabeça acesa
e pronto estava p’ra empresa...
Mas só mais escuro tornava o dia,
e nunca o caminho alumia.
Só a chegada tive por certa,
este nó que se aperta
já o sinto no pescoço.
E já é tanto o alvoroço
e inda vai cheio meu cálice.
Mas tal refuto:
Há diferença entre cadáveres
se um o sabe e outro não?
São iguais no seu destino
só que um nasceu com tino
e outro não sabe que é cão.

Nasci alto quanto baste
para espreitar pela vereda,
intransponível labareda,
que comum adentro me confina.

Vejo pois os Elíseos Campos,
uma estrada de infinito
onde apenas com um grito
por século o nome espalharia
Mas não ganhei a voz ainda.
Espero quedo sua vinda
e sei já que espero em vão
Pois para mim está já traçado
morrer como os demais,
despedaçado por animais,
não mais p’ra vida instrumento
que expele rouca sua música.

Não escaparei á naturalidade.
Não clamo parcela d’ Eternidade.
Abraço assim o esquecimento.

É assim duplo o azar,
os da morte e do nascer,
trezes entre si somados
da perfeição ao cubo apartados
por um só passinho em frente
que o lá de cima entende
ser aquele em que tropeço
ao pagar último o preço.
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2020.03.03 17:09 sickntwisted Adeus futebol português

estou a criar este post um pouco antes de clicar no botão de unsubscribe do subreddit. "vai pela sombra". à vontade. nada contra o subreddit, mas sim contra o que ele representa, que é o futebol português.
não quero fazer um post lamechas. não é, de todo, o meu propósito aqui. odeio lamechices. o propósito deste post é apenas reflectir na forma como abordamos o futebol e, em último caso, gerar alguma discussão.
eu adoro futebol. sou ateu, mas o futebol é o mais perto de uma religião que eu possa ter. já deveria ter pendurado as botas à algum tempo - as costas queixam-se diariamente e os pés já não obedecem tanto ao que a cabeça quer - mas não consigo parar. já vivi em vários sitios e a primeira coisa que faço é procurar um grupo para jogar futebol. gosto de pensar jogadas, gosto de reflectir no que fiz mal, gosto de ver pessoal que não joga tanto a dar o litro e odeio ver quem pensa que sabe jogar. tive treino tático durante uma fase da minha vida e adoro ainda pôr isso em prática. jogar com pessoal mais novo e saber que ainda sou capaz de estar ali a competir, senão de igual para igual, pelo menos de forma a, no fim, ter o respeito de com quem acabei de jogar - e o convite para o próximo jogo... e o ser escolhido logo em primeiro... e voltar a casa e contar à minha mulher como correu, como eram os adversários, etc, etc. tenho vários hobbies mas, para além da leitura, o futebol é aquele que quero que dure até que o corpo diga, definitivamente, chega.
cresci na zona de Lisboa e, se subisse umas ruas, via o estádio de Alvalade do lado esquerdo e o da Luz do lado direito. na escola gostava de tentar marcar livres com o pé esquerdo como o Balakov e de tentar fintar com o direito como o JVP. como sou destro, optei pelo Benfica.
a minha mentalidade desportiva devo-a ao meu tio e ao meu avô. Sportinguistas contidos, o meu avô levava o meu tio a praticar todos os tipos de desporto. o meu tio aparenta ter menos 20 anos do que o que na realidade tem. o meu avô adorava ver desporto e o meu tio adorava competir, falar com os adversários que tinham acabado de perder ou de ganhar, perguntar dicas sobre raquetes, chuteiras, movimentos que ele tinha visto e tinha admirado num oponente. esse mesmo tio, Sportinguista, levou-me ao meu primeiro jogo num estádio. Benfica - Leverkusen a 1 de Março de 1994. e fiquei agarrado ao Benfica.
mas ultimamente não tenho querido ver o futebol português. as razões são óbvias para (quase) todos aqui. claro que a forma do Benfica ajuda :) mas o cimento da minha decisão tem vindo a secar há algum tempo.
somos adultos. isto não é o Dragon Ball, em que aguentávamos 4 semanas de tédio para a promessa de um Kamehameha no próximo episódio. ninguém gosta de sexo sem climax. e no futebol português, não há climax, e continuamos a consumir. ninguém aqui ia comprar um telemóvel que sabemos que não liga passado 2 dias. no entanto, poucos de nós se queixa por apoiar um clube incondicionalmente, quando é óbvio que esse clube está estrago. a culpa nem é do clube, mas sim da permissibilidade do sistema em que ele está inserido.
ultimamente tenho lido cada vez mais "a culpa é dos adeptos por não apoiarem". OK, então quando um dia apanhar uma intoxicação alimentar devido à qualidade do bitoque que me serviram, vou bater palmas para ver se passa. os clubes não são nossos amigos. o apoio a um clube é uma das características do produto que está lá para NOSSO bem, não para o deles. sim, é óptimo para um jogador estar a receber aplausos e sentir o carinho de um grupo. mas no trabalho de qualquer pessoa, quando ela faz mal o seu trabalho, é normal que sinta o desagrado dos seus superiores. é normal que um developer que faça um jogo com problemas receba críticas negativas. o facto de outro adepto, uma pessoa na mesma posição que qualquer um de nós, nos faça sentir culpados por não apoiarmos uma associação que não nos traz nada a não ser entretenimento fugaz, é da maior infantilidade que já vi. "tu gostas do Rafael? toda a gente sabe que o Donnatello é a melhor tartaruga ninja". cresçam.
outra é culpar alguém por não apoiar um clube da terra. calma vegan. não é assim tanta hipocrisia quanto isso... gosto de animais, nunca na vida vou directamente maltratar um animal. mas gosto de comer carne. pode ser que um dia não goste tanto, mas não sou um ser humano menos digno por causa da minha escolha alimentar. o clube da minha terra faliu há uns anos. e agora? começo a ir aos domingos de manhã para o local onde o estádio está a ruir e bato palmas às jogadas que só estão visíveis se puxar muito pela imaginação? cada um gosta do clube que gosta. sejam felizes nisso e pronto. une-nos o futebol e é saudável falar com alguém de perspectivas diferentes, saber o que estão a passar, quais as dificuldades que passam, etc.
mas não. preferimos apontar o dedo ao gajo que usa uma t-shirt aos fins de semana de uma cor diferente da nossa, como se essa pessoa fosse a personificação de tudo o que aprendemos a não gostar.
segundo muita gente aqui, eu matei vários adeptos do Sporting. e assobio de forma provocatória nos jogos contra eles. segundo muita gente aqui, os sportinguistas pagaram a árbitros. segunda muita gente aqui, os portistas fazem ameaças física sobre os árbitros. eu sou Português e espero que ao conhecer pessoas estrangeiras eles não pensem que fui eu quem inventou a escravatura.
já não dá mais. vejo a miséria que é o nosso campeonato e depois venho aqui para ler a opinião dos adeptos. e enquanto leio imagino os nossos dirigentes a sorrir e a esfregar as mãos. "RESULTA!" dizem eles. temos jogadores - empregados neste país - com salários em atraso. temos clubes em falência técnica. temos o Estado a dar estádios - propriedades de milhões de euros - a clubes. temos divídas de milhões a serem perdoadas por bancos. temos dirigentes em tribunal constantemente.
e antes de dizerem que estou a atacar os adeptos dos clubes destes exemplos, vamos aqui dar um exemplo: a perdão da dívida do Sporting. vocês acham mesmo que, se fosse com o Benfica, não aconteceria o mesmo? era exactamente a mesma coisa. mas eu é que sou estúpido, porque devia ser do Benfica antes de ser cidadão Português, né? devo proteger os meus, priorizar o Benfica e deixar para trás os meus valores de justiça. que estúpido que sou.
pergunto-vos porquê? porque é que no caso do futebol já deixamos que aconteça tudo? é que não é pelo produto... porque o produto deixa muito a desejar. porque é que não há revolta, boicote, por um coisa que nem sequer nos mete dinheiro ao bolso? porque é que não exigimos melhor para nós?
olhem para o produto: há uma Liga que não faz nada - multas que não sabemos para onde vão, jogadores mal inscritos cuja culpa é descartada e prejudica clubes pequenos que não conseguem sobreviver, regulamentos que só servem para uns, e que age inpune sem dar justificação por tudo o que se passa; há arbitragens incompetentes - profissionais, mais bem pagos que o Português médio, a fazer um trabalho que não chega perto de uma prestação normal, quanto mais positiva; temos patrocinador da Liga a patrocinar clubes da própria Liga - tipo... como podemos deixar isto?... etc, etc, etc.
é que ainda se o próprio futebol fosse atrativo. mas é tudo a mesma candonga. parece mesmo WWF. o defesa tapa a bola, dá o cú ao avançado, cai para o chão sozinho e é falta. pontapé de baliza aos 85 minutos para a equipa que está a ganhar, o guarda redes está quase a chutar a bola, começa a correr... ouve-se um apito... amarelo para o guarda redes, está a demorar tempo... desde os 10 minutos, mas bora lá mostrar quem manda aqui!
depois temos os programas televisivos. já o disse aqui, são programas de entretenimento. dentro da merda toda que é o nosso futebol, até são a coisa mais sincera que há. só acabariam quando o nosso futebol crescesse de nível para não os merecer mais. enquanto não cresce, aguentem com eles.
vou ser ainda mais psicótico agora. o Benfica tem sei lá quantas vezes mais dinheiro que o resto dos clubes. tem recursos que os outros nem sonham ter, neste momento. se isto fosse outro negócio, como tecnologia, o Benfica teria o poder para conseguir secar a concorrência de uma forma completamente natural. mas isso não acontece. onde estão esses recursos? ou são eles só para o público os apreciar? é que em termos de negócio de futebol nenhuma das carências foi colmatada. portanto, porque se o dinheiro do futebol não está a ir para o futebol... perguntemo-nos para onde vai, ou não? para a dívida também sabemos que não está a ir.
o Sporting aparentemente vai agora dar 10 milhões por um treinador, não afirmado. imaginem que emprestavam 1000 euros ao vosso primo que estava enrascado... a mulher deixou-o, ele precisa só desse dinheiro para safar a renda e a comida deste mês. é dinheiro vos faz falta, mas pá... é familia, ajudar está-vos no sangue. passado 2 semanas ele aparece, de fato, num Porsche e ignora-vos.
é assim que me sinto com isto tudo. dei muito do meu tempo ao futebol português e sinto que ele está a ignorar-me e não quer dar nada de volta.
juntem a isto clubes com menos meios a tentar de tudo para poder dar aos jovens um bocado da sua paixão pelo desporto, a lutar para pagar rendas anormais e equipamentos e recursos para continuarem a sobreviver... e que depois vêm outros clubes mais históricos que não pagam ordenados e que levam pancadinhas nas costas.
nem vou falar dos direitos desportivos.
desculpem, isto está longo. vou fazer um TLDR de seguida. antes só mais uma coisa: dizer "é lidar"e usar o conceito de "whataboutism" carimba-te imediatamente como hipócrita. não és mais esperto porque o teu clube não foi apanhado a fazer x. não és mais inteligente por estar a acusar alguém de algo que o teu clube simplesmente não se lembrou de fazer primeiro. és apenas um triste está a proteger todos aqueles que estão a ganhar dinheiro à tua custa.
TL/DR; isto é tudo uma merda. o nosso futebol é uma vergonha. a elite do futebol nacional usa-nos para se alimentarem e viram-nos uns contra os outros. e nós gostamos. whataboutism e hipocrisia é a mesma coisa.
que merda de post. hasta!
EDIT: que raio é uma pasta? tudo o que seja conteúdo para copy paste é uma pasta? ninguém pode ter pensamento crítico hoje em dia? raio da geração que cresceu com a internet. ninguém leva ninguém a sério.
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2020.02.13 23:57 Kriblyat Nunca desistam da felicidade

Por mais clichê que pareça, não se rendam ao pensamento de que vocês não serão felizes, independente do que venha à acontecer. Mesmo que a minha história não seja grave como a de muitos, sinto que preciso compartilhar ela, então peço desculpas pelo texto longo.
Alguns anos atrás, mais especificamente no último ano do meu ensino médio eu passei pelo momento mais terrível da minha vida, onde pude ver o quão de má índole é família do meu pai. Para contextualizar um pouco, vou explicar onde tudo começou a ir "ladeira a baixo", ou era assim que eu pensava um tempo atrás.
Sempre tive uma visão muito positiva dos meus parentes paternos, principalmente graças a minha mãe que mesmo após o divórcio incentivava que eu passasse o máximo de tempo com eles e jamais falou algo que os denegrisse para mim, mesmo ela sendo um alvo constante de críticas e humilhações da parte deles, as quais eu não reparava na época. Toda essa visão positiva que eu tinha deles começou a desabar mais ou menos na época da minha festa de formatura o 3ºEM, onde tive que ouvir muito falarem, por pessoas que nunca se quer tiveram o interesse de ir em algum evento da minha vida de estudante e até mesmo pelo meu pai, que eu era o culpado de ninguém ir na minha formatura por ter sido marcada no mesmo dia da festa de aniversário da irmã dele, como se isso fosse algo que eu pudesse decidir sozinho. Me deixou muito triste ver o meu pai, que sempre considerei uma pessoa incrível, falar isso e se recusar a ir na minha formatura. Menos de dois meses depois disso, teve um acontecimento, que por muito tempo, me gerou um rancor muito grande por eles.
Eu tinha muito o costume de ficar na casa dos meus avós paternos, até por eu ter apenas eles vivos, e como morávamos, de certa forma, na mesma construção, eu costumava deixar muito as minhas coisas lá, e tudo acabou indo ladeira abaixo por causa disso. Um belo dia eu resolvi levar o meu notebook para assistir filmes na televisão deles, e com isso levei um cabo HDMI que eu tinha em casa, principalmente para tomar conta da minha avó, pois como ela já era sozinha na época, eu me sentia obrigado a fazer companhia a ela pois era o único neto que morava na mesma cidade. Pois bem, eu acabei deixando esse maldito bendito cabo HDMI lá e eles resolveram usar para ligar algum dispositivo de gravação na televisão, porém eu precisei dele um dia e não tinha ninguém na casa, então simplesmente o peguei, até porque, era meu cabo.
Foi aí que tudo acabou desandando. No dia seguinte acordo com a minha avó e uma filha dela gritando para todo o morro que morávamos que eu tinha roubado ela, que queria o cabo de volta, isso que eu morava em um local perto de muitos, mas muitos parentes, e o meu pai não morava na cidade pois ele trabalhava em área rural. Como eu mencionei lá em cima, morávamos na mesma edificação, mesmo que as casas não fossem totalmente interligadas, o encanamento de água era, e eles chegaram até a fechar a água da minha casa, onde eu e a minha mãe morávamos. Mesmo anos depois eu não consigo compreender com qual intenção fizeram isso, mas foi necessário o meu pai voltar para a cidade para resolver o problema, e isso abriu meus olhos, posteriormente, para o mal que eles sempre fizeram na minha vida.
É dificil colocar em um texto o quão apegado eu era a eles, e cara... aquilo me destruiu. Eu comecei a procurar toda alternativa ao meu alcance pra conseguir esquecer tudo que começava a vir na minha cabeça, tudo que sempre falaram da minha mãe na minha frente e o que eu escutava por trás, e o quão eu era desprezado em relação a todos, e quando digo todos não estou me referindo aos meus primos, e sim que as pessoas que eu sempre fiz tudo que eu podia por elas, não muito pois era uma criança, nunca deram valor a mim e sempre ficavam contra o que eu fazia, independente do que fosse. Pessoas que nunca na minha vida me deram uma palavra de incentivo.

O local mais fácil de fuga pra mim foi a internet, e acabei me entregando totalmente a vícios. Minha vida passou a se resumir a jogos, ficar assistindo animes e um vício intenso em pornografia. Acabei largando a universidade, uma das melhores do país, e me afastei de todos os meus amigos. A pior parte era saber que toda a minha vida estava indo para o ralo e não ter forças pra lutar contra.
Minha mãe nunca teve dinheiro sobrando, e eu não conseguia me sentir confortável para dar mais preocupações para ela então nunca falei abertamente de nenhum dos problemas, mas sinto que ela sempre soube.
Foi quando eu comecei a frequentar um psicólogo que eu comecei a ter forças para mudar minha vida, e eu sabia que não seria fácil, principalmente pelo rancor que vivia em mim para com os meus parentes paternos.
Felizmente, com 1 ano de acompanhamento eu consegui voltar a ter forças, passei na mesma universidade que eu tinha entrado quando saí do EM pois sempre foi meu sonho estudar lá e me apaixonei totalmente pelo meu novo curso. Finalmente consegui amigos de verdade(mesmo não incluindo nesse relato, tive muitos problemas com bullying no meu ensino fundamental e médio), e ano passado conheci a mulher mais incrível e encantadora do mundo e nunca pensei que estaria tão apaixonado por alguém.
Não vou mentir dizendo que estou "livre" de todos os meus problemas. Pra mim é uma luta diária para não voltar para o buraco que eu me coloquei, e depois de ter experimentado essa vida, finalmente encontrei algo que posso abraçar com todas as minhas forças.
Não importa o tempo que você precise para se recuperar pois o importante é nunca parar de lutar. Aos 24 anos eu consegui dar um restart na minha vida, agora aos 26 eu encontrei pessoas maravilhosas que quero manter para sempre perto de mim. Não importa o tempo que demore, jamais desistam de procurar a felicidade, pois ela sempre estará dentro da gente, esperando as pessoas certas passarem pela nossa vida para que possa aflorar.
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2020.01.21 02:31 praqueviver Tem jeito de me conformar e viver feliz sendo um fracassado?

Não sei nem por onde começar nesse texto, só quero por pra fora. O que eu sou? Um cara velho. Me sinto velho pq não fiz nada, não vivi nada. Tenho 35 anos. Não parece ser muito mas pra quem não fez nada parece que é tarde demais pra tudo. Sempre fui exquisito socialmente, devo ter algum grau de autismo. Nunca tive relacionamento, e odeio pensar nas chances que tive e não consegui viver por causa que sou falho na cabeça. Não culpo minha aparência muito, ja vi gente pior sendo feliz em relacionamento, meu único defeito é ter a cabeça zuada.
Minha mãe é meio assim também, esquisita socialmente. As vezes vem na minha cabeça que veio dela essa esquisitice mental e eu tenho raiva de mim mesmo por sentir esse rancor. Não quero pensar assim. Quero ser estóico e simplesmente aceitar que a vida é assim. Ela gosta de ficar em casa, igual eu. Ela é do lar, não sabe trabalhar de nada. Meu pai não é mais presente na nossa vida. Ela é minha dependente.
Estudei computação e fui trabalhar de programador. A remuneração é ok, mas não consigo pagar um plano de saúde pra minha mãe. Não consigo manter um carro. Na verdade conseguiria, mas dai não sobrava dinheiro, e estou juntando pra caso aconteça algo com a minha mãe e precise pagar médico particular.
Sou um programador bem medíocre, faço o que mandam e fica por isso mesmo. O motivo desse desabafo é por isso, na verdade. Nesse começo de ano teve o reporte de desempenho que os cabeças fazem dos funcionários, e fui avaliado como abaixo da média. Trabalho como dev junior, já fazem uns 5 anos. Olha o nível do fracasso, tenho 35 anos... só trabalhei de programador na vida e não consegui subir de junior pra pleno. Depois desse feedback me senti um merda total. Sou um completo inútil, queria morrer, desaparecer. Como pode um cara fracassar desse jeito? Só tenho uma missão na vida que é cuidar da minha mãe e nem isso consigo fazer direito.
Me bateu uma ansiedade enorme de ser demitido, o que eu vou fazer da vida sem um emprego, como vou cuidar da minha mãe? Eu nessa idade devia ser pleno quase senior, vários colegas da faculdade estão trabalhando no exterior. Agora nesse momento queria poder desaparecer, única coisa que me segura nesse mundo é minha mãe. Queria ver ela feliz. O dia que ela morrer estou livre pra deixar essa vida... morro de medo desse dia, já sofro por antecipação pensando na minha mãe velha falecendo.
Racionalmente eu sei que a situação não é tão desesperadora, acho que conseguiria um trabalho em caso de demissão, provavelmente ganhando menos. Mas dá medo de ficar sem emprego por muito tempo. E o pior é a sensação de ser um merda mesmo, de não conseguir desempenhar tão bem quanto meus colegas de trabalho. Porque sou burro assim? Porque a cabeça deles funciona melhor que a minha? Sou um ser bugado, queria ser melhor. To velho, acho que minha carreira tá condenada... será que busco outra área? Não sei mais o que posso fazer. Deveria procurar alguma coisa simples que gente não tão inteligente igual eu consegue ir bem. Ainda dá tempo? Não sei, tenho medo de tentar e fracassar mais ainda. Mas o que eu vou fazer quando virar um programador medíocre velho e inempregável?
Da onde vem a vontade de ser melhor? Da onde vem a ambição? Minha vontade era ficar num trabalho meia boca o resto da vida sem precisar me esforçar muito. A vontade é essa mas também queria ser melhor, queria não querer mediocridade. Queria ser ambicioso, queria ter sede de sucesso. Ao invés disso no meu tempo livre eu fico em casa jogando videogame. Acho que sou viciado no escape da realidade. A melhor coisa do mundo é esquecer a vida por alguns momentos. É uma delicia. Minha força de vontade é ridícula, sou um procrastinador nato. Quem tem força de vontade já nasce com isso? Foi minha criação que foi ruim? Sou fraco da cabeça.
Não queria ser sozinho. Queria ter uma família, filhos. Queria querer ter uma familia e filhos. Tenho 35 anos. O que eu quero é ficar jogando videogame. Sou imaturo, queria querer ser adulto e fazer coisas de adulto. Eu instalei apps de paquera. As mulheres da minha idade que eu vejo são maduras e sérias. Que mulher iria querer um relacionamento com um cara que nem eu? Sou uma criança num corpo de adulto. Que saudade da infãncia, cara. To velho, ser adulto é uma merda. Passou meu tempo, sinto que é tarde demais.
Tem como ser feliz sendo um fracassado? Eu quero parar de sentir essa ansiedade, essa tristeza e decepção comigo mesmo. Queria ser feliz mesmo sendo um merda.
Acho que não esperava escrever tanto. Obrigado pra quem leu até aqui.
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.10.10 19:40 simonekama Automação Instagram para ganhar seguidores no Instagram reais.

Automação Instagram para ganhar seguidores no Instagram reais.
Conheça o segredo para ganhar seguidores no Instagram através de automação e também aprenda a baixar video do Instagram.

Além de seguidores no Instagram, precisa vender mais ?

Confira essas dicas abaixo que vão te ajudar:
Se você tem a impressão que vender no Instagram é algo difícil, fique tranquilo que iremos desmistificar isso pra você.

Os erros cometidos em quem quer aumentar suas vendas no Instagram:

– Somente postar propaganda!
Você transformar seu perfil em um perfil de spam e propagandas sem fim, diminui e muito o alcance do seu perfil.
– Tentar vender sem criar autoridade no perfil do Instagram.
É muito difícil uma pessoa comprar de você se ela não reconhece em você um porto seguro no tema.

Saiba que através de automação Instagram, você pode aumentar seus resultados seguindo alguns passos.

Hoje o Instagram é a maior rede social do mundo , inclusive é a rede que mais cresce em 2019 . Quando se pensa em seguidores para Instagram , automaticamente você já pensa em pessoas famosas , mas , saiba que hoje todo mundo pode ter muito mais usuários acompanhando suas postagens .
Com o aumento de uso da plataforma, aumentou também o número de plataformas que prometem mais seguidores para Instagram e esse post é pra explicar sobre essas ferramentas .
Grande parte delas é baseada em interações , ou seja , você cadastra seu perfil , configura seu público alvo e a partir daí o sistema segue, deixa de seguir e da likes nas postagens do público que você pré determinou , com isso , vários usuários vão retribuindo sua interação e com isso você aumenta seu número de amigos .

A evolução do Instagram

O Instagram costumava ser um aplicativo realmente básico. Você tirava uma foto. Colocava um filtro nela (para ficar mais bonita), e compartilhava com o seu pequeno número de seguidores no Instagram.
Era isso. Nada chique.
Esse já não é mais o caso.
Atualmente, o Instagram possui uma tonelada de recursos.
Quando o Snapchat começou a atrair milhões de seguidores e apps como o Periscope começaram a utilizar vídeos ao vivo, o Instagram teve que se apressar para oferecer esses recursos também.

Uma coisa importante para ter seguidores no Instagram e curtidas, é necessário saber como funciona o algoritmo do Instagram.

Como era antes?

Antes a rede social enviava o seu conteúdo pra todos ou quase todos seus seguidores de maneira até desordenada.
Com isso, os usuários recebiam muitas vezes publicações que não eram do próprio interesse, tornando a rede social muitas vezes enjoativa.

Como funciona agora?

Agora a rede social filtra as postagens de acordo com o seu interesse e você recebe um conteúdo muito mais qualificado de acordo com seus gostos.

E como é determinado o meu gosto pessoal?

De acordo com suas interações no Instagram. Por exemplo:
Você curtiu a postagem de um prato de comida que gostou. Com isso, o Instagram vai entender que você gosta de determinado conteúdo daquele perfil e sempre irá mostra-lo a você.
O inverso também serve, ou seja, se você postar determinado conteúdo e seus seguidores gostarem, ele irá aparecer com mais frequência para eles.

E se determinado usuário não curtir o meu conteúdo, como isso impacta em ganhar seguidores no Instagram?

O Instagram irá determinar que seu conteúdo não é mais interessante para esse usuário e deixar de enviar para ele.

Como melhorar meu algoritmo e ganhar seguidores no Instagram?

Conteúdo é tudo

Desde a difusão do Inbound Marketing, o conteúdo se tornou o centro das ações no marketing digital. Com uma proposta diferenciada do marketing tradicional, o Inbound coloca as empresas como especialistas que compartilham seus conhecimentos. Dessa forma, não é preciso chegar até o público de maneira invasiva.
Mas já que não invadimos o espaço do prospect, como ele chega até nós? A ideia principal é criar um conteúdo de qualidade, 100% adequado ao que o seu público consome pela Internet.
Essa presença não se resume a anúncios diretos com botões de compra ou contato direto com a equipe de vendas. Trata-se de um conteúdo educativo que irá, de fato, ajudar a persona a solucionar uma determinada dor.
É importante aceitar de antemão que o marketing de conteúdo veio com tudo e tomou conta das estratégias de sucesso. E essa mesma lógica também aplicada às redes sociais. Por isso é importante saber como criar conteúdo para o Instagram para atingir os melhores resultados.

Como criar conteúdo para Instagram?

Você já parou para pensar na quantidade de conteúdos que aparecem nas redes sociais todos os dias?
Se você abrir o Instagram agora e olhar com um pouco mais de criticidade, vai entender o que estamos falando.
A quantidade de imagens de produtos e anúncios – fora as fotos de seus amigos, moods, tbts – é absurda.
Agora, o que determina qual post chama mais atenção das pessoas? O que está por trás do contéudo que realmente dá certo no Instagram?
Depois de pensar muito nisso e analisar nossos conteúdos que bombaram, chegamos à seguinte resposta:
Os 3 principais requisitos para um conteúdo que dá certo no Instagram são: objetivo, persona e estratégia.

Aprenda agora a baixar video do Instagram para ter um conteúdo bacana.

Não sabe como pegar a URL da foto ou video para baixar video do Instagram?

É um processo bem simples, abra seu Instagram, vá até a publicação(foto ou video) que deseja baixar, clique na parte superior da propriedade, vai abrir um menu, clique em copiar link. Pronto, agora cole no formulário acima e clique no botão, o sistema vai baixar video ou fotos do Instagram como uma mágica para você.

Stories, foque nos STORIES. Isso vai ajudar muito a ganhar seguidores no Instagram.

Você sabia que o stories é uma função de enorme engajamento no Instagram?
As chances de uma empresa dar certo é pela junção de três estratégias: humor, interação e bons conteúdos.
Se tudo isso estiver, pelo menos, nos stories, seu sucesso já está um passo a frente de ser garantido.
Claro que não é apenas isso, mas se me perguntasse quais as principais formas de conquistar o público, eu apontaria essas três acima.
Um perfil que possui stories interativos e com bons conteúdos tem mais chances de engajamento.
Mas, claro, que toda regra tem exceção!
Outra boa ideia para usar e tornar seu stories mais interativos é fazendo enquetes. As pessoas amam respondê-las e é uma ótima oportunidade de conhecer seu seguidores.
Você pode fazer perguntas sobre eles ou sobre algum de seus produtos ou serviços. Isso vai ajudar bastante seu negócio!
E para não ficar somente nas enquetes para conhecer seu público, teste outras funções, como a perguntas e respostas.

Saiba quais são as principais hashtags do seu negócio para ter seguidores no Instagram.

O Instagram é movido pelas hashtags, por isso, é ideal que você pesquise quais são as principais hashtags relacionadas ao seu negócio. Através delas, poderá saber quais termos colocar em seus posts do Instagram, quais temas abordar e quais são os tipos de posts que mais recebem curtidas e comentários.
A segunda estratégia por trás das hashtags é você procurar por tags que estão relacionadas ao seu perfil. Quando você faz a busca, você encontra termos relacionados ao que procurou, visualiza as principais publicações e as publicações mais recentes.
Por isso, é tão comum que perfis de moda utilizem #lookdodia, #tendência, #fashion e outras hashtags que ajudam a categorizar seus conteúdos, por exemplo — e assim, cada segmento utiliza as tags que melhor se aplicam à sua realidade. Outra novidade é que também é possível seguir hashtags, o que amplia ainda mais as chances de você ser encontrado por meio delas e ganhar curtidas no Instagram.

Como deixar meu perfil bem estruturado para ter seguidores no Instagram:

Perfil de negócios com preenchimento de informações.

Para que o perfil da sua companhia tenha mais chances de se consolidar é importante que esteja modalidade de perfil empresarial. Basta ir até o menu de configurações do aplicativo e mudar o perfil para comercial. Ressalto que para realizar essa mudança é necessário ter um perfil de Facebook para fazer a vinculação. Complete o preenchimento das informações como e-mail, endereço e telefone, algo importante para que seus clientes possam entrar em contato.

Nome curto e marcante.

Quanto mais letras tiver o seu @ mais difícil será para que seus consumidores encontrem o seu perfil. Observe ainda que empresas que possuem nomes muito longos podem não conseguir escrevê-los inteiros por falta de caracteres. Mesmo reduzindo o nome do @ você pode e deve adicionar o nome inteiro da sua organização no campo de nome dos dados a serem preenchidos de maneira que ele apareça em destaque.
Como usar o Instagram no PC e ter mais facilidade de usar certa automação Instagram?

Instagram no PC

Apesar de ter sido originalmente criado para ser utilizado em dispositivos móveis, como já citamos, é possível utilizar em seu computador, na versão desktop. Basta acessar o site do Instagram e navegar entre os conteúdos das pessoas que você segue e tanto gosta de acompanhar.
Diretamente pelo computador você também pode baixar video do Instagram como foi explicado anteriormente e facilitar o desempenho do seu perfil.

O que é o shadowban do Instagram?

O termo “shadowban” existe desde 2006, mas só há poucos anos se disseminou pelo público digital. Por definição, um shadowban é o ato de bloquear o usuário de uma rede social de forma que ele não perceba que foi banido.
Em 2016 o termo começou a ser utilizado em relação ao Instagram e, em 2017, passou a ser mais conhecido pelos marketeiros. Apesar disso, muita gente ainda não sabe o que significa.
O shadowban no Instagram acontece quando seu conteúdo deixa de aparecer em feeds de hashtags, de localização ou até mesmo na aba Explorar. Dessa forma, seus posts só aparecem para as pessoas que já te seguem, o que pode diminuir bastante o alcance e a conquista de novos públicos. Isso faz com que o uso de hashtags estratégicas e localizações caia por terra totalmente, já que ninguém novo vai ser atingido pelos seus posts.

Não confunda com o algoritmo do Instagram

Quedas no alcance e pouco crescimento de perfil também podem estar relacionadas ao algoritmo do Instagram. E você precisa entender bem a diferença entre ele e o shadowban.
Desde junho de 2016, o Instagram vem aperfeiçoando o algoritmo da ferramenta para que os usuários tenham, cada vez mais, experiências melhores dentro da rede social. Isso incluiu, por exemplo, a mudança do feed cronológico para um feed de relevância. Hoje em dia, a gente vê com preferência os posts que mais importam pra gente.

Como funciona a automação Instagram?

Geralmente as ferramentas de automação para Instagram são utilizadas com o objetivo de crescer o número de seguidores.
Entretanto, antes de contratar uma plataforma, é necessário que você tenha em mente que as ferramentas de automação têm como objetivo executar automaticamente tarefas que você perderia muito tempo fazendo manualmente.

Principais vantagens de investir em automações.

  • Conta ativa mesmo quando você está offline
  • Aumento de seguidores muito mais rápido
  • Mais engajamento da sua empresa com usuários
  • Melhora o relacionamento com os seguidores (afinal você irá responder o que eles perguntam rápido, vai poder começar uma conversa, etc.)
  • Fortalecimento da marca
  • Automatizar processos repetitivos que os profissionais de rede sociais costumam fazer manualmente\
Mais vantagens de usar automação Instagram:

Realiza ações repetitivas

Acessar o perfil todos os dias, curtir fotos, comentá-las e enviar agradecimentos aos novos seguidores podem ser tarefas exaustivas e que fazem perder um tempo considerável.
Com o uso de um aplicativo de automação, ele é o responsável por fazer esse tipo de interatividade e deixá-lo livre para outros compromissos.

Atrai novas pessoas ao seu perfil

É um hábito comum entre os usuários do Instagram entrarem no perfil de um novo seguidor, e decidir se o segue de volta. Quando a ferramenta é ativada, ela passa a seguir novas pessoas, que tendem a entrar em seu perfil e por serem pré-dispostas ao que você vende, podem ter interesse em segui-lo.

Otimiza o tempo

O tempo que você gastaria com seguir pessoas, curtir fotos/vídeos e agradecer novos seguidores pode ser aproveitado para outras ações que geram uma série de benefícios ao seu negócio. É uma das vantagens que convencem as pessoas a investirem em uma das ferramentas que gerenciam as contas do Instagram.
Como Usar o Instagram de Forma Profissional?
O Instagram é uma rede social que tem crescido muito para divulgação de produto, aumentar o tráfego de site e de blog. Por isso, é importante trabalhar alguns elementos que fazem com que os seguidores reais encontrem os perfis profissionais que são mais interessantes no momento.
Além disso, para transformar o Instagram em um negócio é crucial usar alguns elementos que despertam o engajamento para gerar maior interação no perfil.
Entretanto, pessoas ou marcas que querem saber como usar o Instagram de forma profissional, precisam conhecer artifícios que ajudam a criar conexão com o Público-Alvo.
No entanto, a automação no Instagram é uma forma de dominar as artes dessa mídia e levar o negócio para um outro nível.
Automação Instagram não é Compra de Seguidores.
Para ter o controle disso, é necessário uma ferramenta de automação no Instagram que pode fazer toda a diferença na estratégia e potencializar o alcance do que se publica.
A grande sacada é uma combinação de um conteúdo excelente e ferramentas de gerenciamento que facilitam e aumentam a produtividade de quem trabalha com marketing nas redes sociais.
Para quem é gerente de contas em uma agência, pequeno empreendedor, influenciador digital ou profissional responsável por gerar resultados com o Instagram, a automatização vai facilitar muito o trabalho.
É muito fácil transformar seguidores em clientes. Mas para isso, além da automação no Instagram, é necessário conhecer as ações de Marketing que vão fazer o Instagram trabalhar automaticamente!
  • Tenha um perfil empresarial;
  • Conheça bem o mercado;
  • Saiba quem é o público;
  • Crie conteúdo relevante para quem vai consumi-lo;
  • Utilize hashtags estratégicas;
  • Conteúdo recorrentes para gerar mais consistência;
  • Valorize o público;
  • Analise as métricas;
  • Parcerias com influenciadores;
  • Transforme seguidores em leads e leads em clientes.
Executar todas essas ações pode ser trabalhoso e demandar muito tempo, que poderia ser otimizado com a ajuda de uma automação no Instagram. Por isso, a automação é recomendável para quem quer ter um bom negócio online usando o Instagram com as estratégias de automação.

Qual automação Instagram vocês do Blog Estratégia 10k recomendam?

O Maisgram oferece um serviço diferenciado para seu Instagram, aumente sua visibilidade para alavancar seu negócio. Nossa ferramenta vai atrair pessoas que realmente se interessam pelo seu perfil, você escolhe o público e ganha muito mais seguidores no Instagram.

Quais funções a automação Instagram Maisgram realiza?

Segmentação de Público.

Utilize Perfis para encontrar seu público alvo. Você pode filtrar ainda mais seus novos Seguidores com nosso filtro por gênero. Ganhar apenas Seguidores Homens, Mulheres ou ambos reduzindo perfis Comerciais.

Direct de Boas Vindas

Configure uma mensagem personalizada para ser enviada a seus novos seguidores. Melhore seu relacionamento com os clientes e consiga ganhar seguidores no Instagram.

Sistema Automatizado para Seguir e Deixar de Seguir.

O Maisgram trabalha por você realizando interações de Seguir e Deixar de Seguir automaticamente.

Relatório Completo de Atividades.

Você pode acompanhar diariamente todas as ações executadas pela nossa plataforma.

Aumente seu Engajamento com Likes e Visualizador Automático de Stories.

Nossa plataforma automatiza Likes em postagens da sua Timeline e também visualiza automaticamente diversos Stories das melhores hashtags brasileiras.

Suporte via WhatsApp.

Converse com um especialista para ampliar ainda mais seus resultados. Nossa equipe é altamente qualificada para solucionar problemas.

Como está funcionando a automação Instagram após as atualizações do Instagram?

No dia 29/05/2019 o Instagram realizou uma atualização na qual se exigiu, da nossa ferramenta, mudanças em alguns procedimentos de trabalho. O Instagram atualizou sua plataforma no intuito de transformar a rede social em uma rede totalmente humanizada. O Maisgram a partir de agora trabalha de forma a priorizar o crescimento de forma sustentável e humana. Mas para isso acontecer e você obter mais resultados, precisará colaborar com a utilização correta do seu perfil no Instagram. No Instagram, contrariamente ao que dizem, NÃO EXISTEM limitações. O que existe é uma inteligência artificial que detecta excessos de determinadas ações e falta de outras, bloqueando algumas partes da sua conta, caso entendam que há necessidade. E como podemos ter mais resultados? Aí vão algumas dicas para que seu Instagram possa ter o máximo de crescimento:
1 – Poste regularmente no Feed e nos Storys. 2 – Participe dos Storys de outros amigos, responda enquetes, faça perguntas de acordo com o tema. 3 – Comente em postagens de seus amigos, claro que sempre de forma humanizada. Comente sempre de acordo com o tema. 4 – Evite Seguir, Deixar de Seguir e Curtir manualmente. O sistema Maisgram já faz isso por você. 5 – Responda sempre os directs enviados pelos seus amigos pra você de forma a não parecer um robô ou spam. Em resumo, quanto mais você realizar as dicas acima, mais humanizado seu perfil estará e o Maisgram poderá trabalhar de forma plena em seu perfil.
6 – Utilize a ferramenta Maisgram para baixar video do Instagram e tenha sempre um ótimo conteúdo. Gostaríamos de frizar que alterações são feitas para manter a segurança de seu perfil e sempre estarmos em conformidade com as diretrizes do próprio Instagram.

E o fim do likes no Instagram? Como funciona essa questão na automação Instagram?

Será o fim dos Likes no Instagram ?

A partir de 17/07/2019 o Instagram iniciou um novo teste no Brasil para ocultar o número de curtidas nas postagens do Feed. Na prática, apenas o proprietário do perfil continuará sabendo quantas curtidas suas publicações receberam. Seus seguidores não terão mais acesso ao número de “likes”. “Não queremos que as pessoas sintam que estão em uma competição dentro do Instagram e nossa expectativa é entender se uma mudança desse tipo poderia ajudar as pessoas a focar menos nas curtidas e mais em contar suas histórias”, disse a empresa em nota oficial. E no que isso impacta a nossa plataforma? A ótima notícia, é que todos os impactos são positivos. Essas mudanças, em conjunto com as mudanças das últimas semanas, tendem a reduzir o número de Seguidores e Likes Fake. Primeiro pela parte técnica de o próprio Instagram estar derrubando esses Seguidores e Likes Fake e segundo pela mudança do comportamento dos usuários que não verão mais necessidade de comprar Likes se o intuito é meramente alimentar seu próprio ego. É aí que os usuários que utilizam o Maisgram ganham, nosso sistema faz você ganhar Seguidores, Likes e Engajamento real e duradouro. Você pode aumentar a visibilidade do seu perfil, melhorar seu relacionamento com seus clientes, expandir sua marca e até vender muito mais. O Maisgram foi desenvolvido pra você que precisa de resultados reais no seu perfil e não números ilusórios e forjados. Essas atualizações não influenciaram na parte de baixar video do Instagram.

Saiba mais sobre as instabilidades no Instagram e o quanto ela afeta na parte de ganhar seguidores no Instagram:

Se você teve problemas com o Instagram nas últimas semanas, fique tranquilo pois este é um problema enfrentado por usuários do aplicativo no mundo inteiro. Problemas como: Bloqueio para seguir pessoas. Falhas totais ou parciais na visualização de storys e linha do tempo. Lentidão de forma geral. Perda enorme e anormal de seguidores reais. Bloqueio para curtir postagens. Exigência para se alterar senha ( mesmo que não usem nenhum tipo de sistema para ganho de seguidores ). Entre outros. O Instagram está sofrendo de uma instabilidade há algumas semanas. Estes problemas estão relacionados aos últimos update em sua plataforma. Não se sabe ainda, quando a situação irá estar totalmente normalizada. Lembrando que o Instagram não costuma mencionar nenhum tipo de problema ou instalidade em suas redes sociais. E também, não costuma emitir nenhum comunicado oficial.

Como uso a automação Instagram e posso ganhar seguidores e também baixar video do Instagram?

CLIQUE AQUI e utilize a automação Instagram, tanto para ganhar seguidores no Instagram, quanto para baixar video do Instagram.

Existe teste Grátis na automação Instagram?

Sim, o Maisgram proporciona um teste Grátis por 3 dias , sem compromisso nem fidelidade nenhuma.
Blog Estratégia 10k.

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2019.10.03 16:14 naza1985 De qual(is) artigo(s) da Declaração dos Direitos Humanos vocês são contra? Que alternativa seria melhor? Por quê?

Artigos abaixo:
Artigo 1 Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo 2 1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. 2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
Artigo 3 Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 4 Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.
Artigo 5 Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Artigo 6 Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.
Artigo 7 Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo 8 Todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.
Artigo 9 Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo 10 Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir seus direitos e deveres ou fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.
Artigo 11 1.Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa. 2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte de que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.
Artigo 12 Ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataque à sua honra e reputação. Todo ser humano tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.
Artigo 13 1. Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado. 2. Todo ser humano tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio e a esse regressar.
Artigo 14 1. Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países. 2. Esse direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.
Artigo 15 1. Todo ser humano tem direito a uma nacionalidade. 2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.
Artigo 16 1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução. 2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes. 3. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.
Artigo 17 1. Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros. 2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.
Artigo 18 Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou em particular.
Artigo 19 Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.
Artigo 20 1. Todo ser humano tem direito à liberdade de reunião e associação pacífica. 2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.
Artigo 21 1. Todo ser humano tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos. 2. Todo ser humano tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país. 3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; essa vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.
Artigo 22 Todo ser humano, como membro da sociedade, tem direito à segurança social, à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.
Artigo 23 1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. 2. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho. 3. Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. 4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.
Artigo 24 Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.
Artigo 25 1. Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde, bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis e direito à segurança em caso de desemprego, doença invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle. 2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.
Artigo 26 1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito. 2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do ser humano e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz. 3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
Artigo 27 1. Todo ser humano tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios. 2. Todo ser humano tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica literária ou artística da qual seja autor.
Artigo 28 Todo ser humano tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.
Artigo 29 1. Todo ser humano tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível. 2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática. 3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas.
Artigo 30 Nenhuma disposição da presente Declaração poder ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.
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2019.09.24 01:13 mqnwlaksjd Eu estou desesperado, por favor, preciso de ajuda.

======POR FAVOR, LEIA O EDIT====== @edit: Eu conversei com algumas pessoas aqui e irl, já consegui me acalmar e está tudo bem agora. Talvez eu ainda precise de algum acompanhamento pq isso ativou vários gatilhos de traumas anteriores então eu já to ciente de procurar ajuda profissional. Pelo que debatemos, foi apenas um caso de convulsão, o estopim ninguém sabe, talvez tenha sido uma simples convulsão, ou droga, ou a falta dela, ninguém sabe, e eu não tenho como saber se a garota em questão está bem ou não. Tudo que sei é que naquela noite ela foi encaminhada ao hospital pelo corpo de bombeiros e nunca mais tivemos notícias.
Na madrugada desde sábado, dia 21, eu passei por uma das piores experiências da minha vida.
Estava dormindo na casa da minha mãe, lá, estávamos somente eu, ela, e minha prima. Tudo seguia normal, todos estavam se ajeitando pra ir dormir, e até dormimos por um tempo, foi quando o inferno começou.A vizinha da minha mãe estava gritando muito, era possível de ouvir entre os gritos pancadas na parede, e ela pedindo por socorro, pedindo ajuda, chegava a dizer que estava doendo.
Este exato momento aconteceu por volta das 3:20 da manhã de sábado. Achamos que ela estava sendo agredida por alguém e ligamos imediatamente pra polícia, não possuímos nenhum tipo de objeto ou conhecimento sobre defesa pessoal então nem tínhamos como intervir ali.A Polícia negou o nosso pedido de ajuda mesmo ouvindo os gritos. Nunca vou me esquecer do rosto da minha mãe pálido, suando frio, dizendo "Pelo amor de Deus moço vão matar a mulher aqui do lado da minha casa, e se deus o livre essa pessoa entrar aqui o que eu faço?". Mesmo assim, o pedido de socorro foi negado pela polícia.
Esse alvoroço durou cerca de 40 minutos, foram os mais longos da minha vida. Depois disso o ambiente acalmou um pouco... Cerca de 15 a 20 minutos se passaram e os ruídos de pancadas na parede voltaram.
Eu olhei pra minha mãe e disse que ia conferir se a porta estava trancada, ela me pediu pelo amor de Deus pra não ir. Me pediu por duas vezes, na terceira, bateram na nossa porta."Socorro alguém por favor ajuda a nossa amiga ela tá convulsionando".Eu não pensei em consequências, e num ato de impulso abri a porta e fui ver o que estava acontecendo. Olhei pro apartamento da vizinha, que era literalmente a um metro e pouquinho de onde eu estava, e havia uma mulher se debatendo no chão, nua, vestia apenas uma calcinha.Como ouvi que ela estava convulsionando, corri pra perto, pedi que se afastassem e deitei a moça de lado depois de certificar que a língua dela não estava engasgando a mesma. Ela diminuiu um pouco a convulsão mas logo voltou com força total, eu coloquei a mão na boca dela novamente pra ter certeza de que não engasgaria e ela segurou o meu punho com toda a força que eu imagino que ela nem tinha, e tirou a minha mão de lá. Logo, concluí que ela não estava inconsciente, e que aquilo tava muito, mas muito estranho.Eu disse pra amiga que estava do lado não deixar ela deitar, pra manter ela de lado, e de vez em quando certificar a respeito da língua, que eu ia buscar uma toalha de água morna. Foi nesse momento que eu voltei pro apartamento da minha mãe, tranquei a porta com todas as voltas que a chave poderia dar e baixei a Lei."Ninguém sai daqui até que a polícia chegue."
Eu não especifiquei no parágrafo anterior, mas durante todo esse tempo, essa mulher em questão gritava muito, eram gritos de enfermo, verdadeiros berros. Eu lembro que da única vez que presenciei algo assim na vida, se tratava de um exorcismo que aconteceu numa igreja evangélica da cidade do interior de onde eu vim.O medo e o pânico tomaram conta de mim, e até hoje eu não consigo dormir direito lembrando dessa cena.
Minha mãe disse que aquilo era uma overdose de alguma droga, em uma conversa com um amigo, ela disse que suspeitava de que fosse heroína, e esse amigo, suspeitava que fosse uma tal de Krokodil.Eu, por outro lado, tinha quase certeza que aquilo que eu presenciei era sobrenatural. E o fato é que a única pessoa que viu de perto o que tava acontecendo lá, naquela madrugada, fui eu.
Eu realmente gostaria de saber se existe alguma droga em circulação no Brasil que cause sintomas como esse, de alucinação, convulsão, etc... Sinto que só vou conseguir dormir novamente se eu conseguir esclarecer na minha mente o que era aquilo.Agradeço de coração, toda e qualquer ajuda.
Por favor, me ajudem a dormir novamente, eu sinto que vou morrer se continuar assim.
@Edit 2: Sinto que alguns pontos precisam ser esclarecidos aqui no texto pq muitos não leem os comentários antes de comentar: 1- Quando eu digo que a polícia negou atendimento, não digo que eles negaram diretamente, e sim do clássico jeito policial de negar atendimento. "Estamos encaminhando uma viatura para o local" e esta bendita viatura nunca chega; 2- A cena que presenciei na cidade do interior de onde eu venho, se passou quando eu era apenas uma criança. Foi um verdadeiro trauma, tenho certeza que criança nenhuma deveria ver aquilo. É humanamente impossível que eu visse isso hoje, mesmo vinte anos depois, e não lembrasse do trauma que tive quando era apenas um moleque;
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2019.09.21 20:03 O-Pensador Agorismo NÃO é Anarco-Capitalismo‬

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.‬
‪Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.‬
O Agorismo Como Libertarianismo Consistente
‪Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:‬
‪“Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.‬
‪O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.‬
‪O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”‬
‪A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:‬
‪“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.‬
‪Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo. ‬
‪Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.‬
‪“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.‬
‪Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.‬
‪O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”‬
‪Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”‬
‪Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.‬
‪“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”‬
‪O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.‬
‪Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.‬
Contra-economia como definida por Konkin
‪Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .‬
‪Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.‬
‪Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.‬
‪“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”‬
‪“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”‬
A contra-economia como ferramenta para todos os radicais
‪Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.‬
‪As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.‬
‪Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)‬
‪No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.‬
Entendendo a visão de agorismo de Konkin
‪É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,‬
Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?
‪Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .‬
‪“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”‬
‪Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".‬
‪Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.‬
‪Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay. ‬
‪Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos “libertários da direita” é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.‬
‪Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.‬
‪Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .‬
‪Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ”‬
‪Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.‬
‪Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.‬
‪Fontes:‬
‪1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;‬
‪4- Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;‬
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2019.09.20 23:31 O-Pensador Agorismo NÃO é AnarcoCapitalismo

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.‬
‪Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.‬
O Agorismo Como Libertarianismo Consistente
‪Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:‬
‪“Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.‬
‪O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.‬
‪O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”‬
‪A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:‬
‪“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.‬
‪Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo. ‬
‪Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.‬
‪“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.‬
‪Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.‬
‪O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”‬
‪Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”‬
‪Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.‬
‪“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”‬
‪O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.‬
‪Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.‬
Contra-economia como definida por Konkin
‪Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .‬
‪Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.‬
‪Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.‬
‪“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”‬
‪“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”‬
A contra-economia como ferramenta para todos os radicais
‪Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.‬
‪As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.‬
‪Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)‬
‪No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.‬
Entendendo a visão de agorismo de Konkin
‪É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,‬
Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?
‪Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .‬
‪“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”‬
‪Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".‬
‪Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.‬
‪Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay. ‬
‪Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos “libertários da direita” é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.‬
‪Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.‬
‪Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .‬
‪Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ”‬
‪Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.‬
‪Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.‬
‪Fontes:‬
‪1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;‬
‪4- Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;‬
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2019.09.06 02:50 O-Pensador Agorismo NÃO é Anarcocapitalismo

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.‬
‪Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.‬
O Agorismo Como Libertarianismo Consistente
‪Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:‬
‪“Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.‬
‪O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.‬
‪O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”‬
‪A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:‬
‪“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.‬
‪Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo. ‬
‪Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.‬
‪“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.‬
‪Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.‬
‪O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”‬
‪Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”‬
‪Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.‬
‪“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”‬
‪O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.‬
‪Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.‬
Contra-economia como definida por Konkin
‪Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .‬
‪Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.‬
‪Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.‬
‪“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”‬
‪“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”‬
A contra-economia como ferramenta para todos os radicais
‪Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.‬
‪As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.‬
‪Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)‬
‪No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.‬
Entendendo a visão de agorismo de Konkin
‪É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,‬
Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?
‪Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .‬
‪“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”‬
‪Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".‬
‪Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.‬
‪Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay. ‬
‪Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos “libertários da direita” é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.‬
‪Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.‬
‪Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .‬
‪Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ”‬
‪Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.‬
‪Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.‬
‪Fontes:‬
‪1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;‬
‪4- Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;‬
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2019.09.06 02:48 O-Pensador Agorismo NÃO é Anarcocapitalismo

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.
Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.
‘O Agorismo Como Libertarianismo Consistente’
Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:
“ Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.
O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.
O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”
A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:
“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.
Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo.
Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.
“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.
Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.
O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”
Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”
Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.
“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”
O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.
Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.
‘Contra-economia como definida por Konkin’
Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .
Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.
Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.
“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”
“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”
‘A contra-economia como ferramenta para todos os radicais’
Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.
As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.
Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)
No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.
‘Entendendo a visão de agorismo de Konkin’
É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,
‘Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?’
Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .
“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”
Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".
Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.
Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay.
Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos "libertários da direita" é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.
Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.
Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .
Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ” (5)
Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.
Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.
Fontes:
1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;
2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;
3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;
4-Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;
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2019.09.05 13:49 TaoQingHsu Os três tesouros no budismo

Os três tesouros
Os três tesouros no budismo significam o Buda, a lei búdica e as pessoas que praticam profundamente o budismo, aprendem bem o Buda e também compreenderam completamente a lei búdica. Tais pessoas geralmente se referem ao monge ou monja budista, no entanto, não desconsiderem aquelas pessoas que não são monjas ou monjas budistas, porque as aparências não poderiam representar o budismo. Enquanto isso, para aprender Buda, devemos saber que não devemos ser enganados por nenhuma aparência.
Buda significa que destruiu completamente ou eliminou quaisquer causas de perturbações ou problemas, e alcançou a libertação do sofrimento na vida e na morte com sua suprema sabedoria. Enquanto isso, por sua experiência prática no budismo, ele pode conversar com todos os seres sencientes sobre essas coisas. Isto é, não tem mais medo ou perturbações no coração. Nos tempos antigos, devido a prestar atenção aos homens e desprezar as mulheres, a maioria das pessoas pensa que Buda é homem. Entende totalmente erroneamente o Buda. Na verdade, Buda inclui homens e mulheres. Tais coisas são mencionadas nas Escrituras Budistas.
A lei de Buda significa destruir ou eliminar qualquer causa de incômodos ou problemas, e que pode realmente fazer todos os seres sencientes libertarem-se do sofrimento na vida e na morte. A suprema lei de Buda, como foi dito, pode eliminar o sofrimento na vida e na morte. Qual é a lei de Buda? Inclui o tudo. A lei de Buda não tem lei fixa. Portanto, não usem nossa mente teimosa para pensar o que a lei de Buda deve ser, porque a lei de Buda inclui o que está além do nosso pensamento e cognição, mesmo para além da nossa experiência.
As pessoas buda-aprendizes, que são o monge budista e não-monge, monja budista e não-freira, como mencionado acima, significam aquelas pessoas que podem suportar ou suportar as causas de destruir ou eliminar os incômodos ou problemas, e que estão no silêncio, ter mais compaixão por todos os seres sencientes, e que estão contentes com pouco desejo, insistir na lei de Buda, e praticar a lei de Buda de uma forma positiva, de modo a alcançar a verdadeira libertação do sofrimento na vida e morte. Essas pessoas também podem falar sobre isso para os outros depois de alcançar a verdadeira libertação do sofrimento na vida e da morte, e podem usar sua experiência prática, conhecimento e sabedoria para ajudar os seres sencientes a se libertarem do sofrimento na vida e na morte.
O significado t o procurar um refúgio nas três tesouros
Em nossa vida, podemos escolher se queremos buscar um refúgio nos três tesouros mencionados ou não. Se não tivermos essa escolha, isso não significa que não podemos aceitar o ensinamento do Buda ou que não podemos aprender o Buda. Em outras palavras, aceitar os três tesouros como um refúgio em nossa vida e morte, ou aceitar os ensinamentos do Buda , depende de nossa mente livre, ninguém poderia nos obrigar a procurar um refúgio nos três tesouros ou aceite o ensinamento do Buda.
Se houver grupos, comunidades ou pessoas para nos obrigar a mudar nossa crença e acreditar no que eles acreditam, devemos ter uma dúvida e uma dúvida fortes sobre isso , mesmo que eles digam que são grupos ou comunidades no budismo .
Em segundo lugar, há grupos, comunidades ou pessoas que dizem que, se não acreditamos no budismo, ou traímos o budismo, temos que morrer e iríamos para o inferno. Se, infelizmente, nos deparamos com essas coisas, é melhor deixarmos esses grupos, comunidades ou pessoas. Com base na compaixão O método de ameaça pode ser usado em alguma situação para ajudar as pessoas a se libertarem do sofrimento , mas não para ser usado assim.
Na verdade Budismo, os três tesouros são muito generosos, benevolen t, compaixão comeu, e mente aberta. O significado muitoimportante dos três tesouros que eu lhes digo em um breve, se realmente sabemos o verdadeiro significado dos três tesouros, saberíamos que os três tesouros e nós são um. Os três tesouros são nós . Nós somos os três tesouros. Como isso poderia ser possível?Como poderíamos saber?
É claro que, para aquelas pessoas que ainda não entenderam o significado dos três tesouros, os três tesouros são outra pessoa,mesmo que não tenham relação com sua vida. Pessoas más podem usá-las erroneamente para ameaçar ou enganar pessoas que estão com problemas profundos na vida. Então, devemos realmente saber qual o significado dos três tesouros, de modo a evitar ser umapessoa ameaçada ou enganada.
Os três tesouros são como o sol, o ar e a água. Se estamos em falta de qualquer um deles, absolutamente não poderíamos viver bem, independentemente de sermos ricos ou pobres. Os três tesouros poderia nos dar a sabedoria ea felicidade, que poderia ajudar a nos libertar do sofrimento i n a vida ea morte. Você sabe? Não importa quem seja rico ou pobre, eles estão sofrendo a aflição na vida e na morte.
Com o que as pessoas ricas se preocupam? Eles se preocupam em ser seqüestrados, então há os guarda-costas ao lado deles para protegê-los pelo seguro na vida. Você acha que isso é uma vida de liberdade? Com o que as pessoas pobres se preocupam? Eles não se preocupam com dinheiro para fazer uma refeição ou para receber tratamento médico, ou se preocupam em perder o emprego. Você acha que essa vida mental poderia estar livre de coração ?
Para procurar um refúgio nas três tesouros significa a voltar ou dependem dos três tesouros. Quando retornamos ou dependemos dos três tesouros, como se tivéssemos sol, ar e água, o que nos permitiria viver bem. Se os três tesouros não pudessem nos trazer a sabedoria e a boa vida, ao contrário, para nos trazer mais medo, preocupação e aflição, como poderiam ser chamados como os três tesouros?
Para procurar um refúgio nas três tesouros poderiam crescer a nossa sabedoria, nos ajudar a resolver a preocupação ou o problema em nossa vida, e, assim, resolver a nossa aflição do corpo físico e mental, de modo a aumentar a felicidade em nossa vida e nossas vidas futuras. É por isso que eles são chamados como os três tesouros.
Entender profundamente o significado dos três tesouros leva tempo. Tem que combinar nossa experiência prática para que possamos realmente entender o significado dos três tesouros. Os três tesouros também estão presentes em nosso próprio coração . H owever, que ainda não foram esclarecidos e ainda não os encontrou. Se tivermos sorte de encontrar esses três tesouros, nunca perca. Inglês: The Three Treasures in Buddhism
https://po-bvlwu.blogspot.com/2019/06/os-tres-tesouros-no-budismo.html
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2019.08.20 16:08 O-Pensador O Individualista e o Comunista: Um Diálogo

Por Voltairine de Cleyre & Rosa Slobodinsky
Usamos "I" para as falas do Individualista e "C" para as falas do Comunista.
I: Nosso anfitrião está ocupado e pede que eu me introduza? senhor, eu peço perdão, mas não tenho o prazer de encontrar o orador Comunista que discursou na reunião na Rua Blank na noite passada?
C: Seu rosto também me parece familiar.
I: Sem dúvida você deve ter me visto lá, ou em algum lugar parecido. Estou contente com a oportunidade de falar com você já que seu discurso lhe provou ser uma espécie de pensador. Talvez...
C: Ah, de fato agora eu te reconheço. Você é o defensor do Anarquismo capitalista?
I: Anarquismo capitalista? Ah sim, se você o quiser chamar. Nomes são indiferentes para mim. Não tenho medo de rótulos [1]. Que seja então, Anarquismo capitalista.
C: Bem, eu vou te ouvir. Entretanto eu não acho que seus argumentos terão muito efeito. Com qual membro da sua Santa Trindade você vai começar: terra, dinheiro, ou competição livre?
I: Com aquele que você preferir.
C: Competição livre então. Porque você faz tal demanda? A competição não é livre agora?
I: Não. Apenas um dos três fatores de produção é livre. Trabalhadores são livres para competirem entre si, e da mesma forma os capitalistas até certo ponto. Mas entre trabalhadores e capitalistas não há competição alguma, porque através de privilégios governamentais concedidos ao capital, de forma que tanto a quantidade da moeda e a taxa de juros são reguladas, seus possuidores (NT: do capital) estão em condições de manter os trabalhadores dependentes deles para conseguir emprego, fazendo então a condição de assalariamento perpétua. Não, assim que uma pessoa, ou uma classe, tem condições de prevenir outros de trabalharem por conta própria por não conseguirem obter os meios de produção ou capitalizarem seus próprios produtos, assim que esses outros não são livres para competir livremente com aqueles cujo privilégio os dá os meios. Por exemplo, você pode ver alguma competição entre o fazendeiro e seu contratado? Não acha que ele preferiria trabalhar para si mesmo? Por que o fazendeiro o emprega? Não é para realizar lucros com o trabalho daquele? E o homem contratado o deu aquele lucro de pura boa vontade? Ele não preferiria possuir todo o produto de seu trabalho a sua disposição?
C: E daí? O que isso prova?
I: Estou chegando diretamente lá. Agora, essa relação entre o fazendeiro e seu contratado de alguma forma lembra uma ligação cooperativa entre iguais, livres para competir, mas escolhendo trabalharem juntos para benefício mútuo? Você sabe que não. Não enxerga que já que o contratado não renuncia espontaneamente a uma grande parte de seu produto ao empregador (não é da natureza humana que o faça), deve haver algo que o força a fazer isso? Não enxerga que a necessidade de procurar um empregador é forçada sobre ele por sua falta de capacidade de comandar os meios de produção? Ele não pode se empregar, então ele deve vender seu trabalho com uma desvantagem com relação àquele que controla a terra e o capital. Consequentemente ele não é livre para competir com seu empregador mais do que um prisioneiro é livre para competir com seu colega de cela por ar fresco.
C: Bem, eu admito tanto. Certamente o empregado não pode competir com seu empregador.
I: Então você admite que não há competição livre no presente estado da sociedade. Em outras palavras, você admite que a classe trabalhadora não é livre para competir com os detentores do capital, porque eles não têm, e não conseguem obter, os meios de produção. Agora quanto ao seu "e daí"?. Disso segue que se ela tivesse acesso à terra e oportunidade de capitalizar seu o produto de seu próprio trabalho elas iria ou se empregar, ou, se empregada por outros, seus salários, ou remuneração, subiriam ao produto total de seu esforço, já que ninguém trabalharia para outro por menos do que poderia obter trabalhando por conta própria.
C: Mas seu objetivo é idêntico ao do Comunismo! Porque tudo isso para me convencer de que os meios de produção devem ser tirados dos poucos e dados a todos? Comunistas acreditam nisso; é precisamente por isso que estamos lutando.
I: Você me interpretou errado se você acha que queremos tirar ou dar para alguém. Nós não temos esquemas para regular a distribuição; não substituímos nada, não fazemos planos. Deixamos tudo a cargo do infalível equilíbrio da oferta e demanda. Dizemos que com oportunidades iguais para produzir, a divisão do produto necessariamente se aproximará de uma distribuição equitativa mas não temos método para "estabelecer" tal equalização.
C: Mas alguns de nós não serão mais fortes e habilidosos, outros fracos e não habilidosos? Uma pessoa não irá privar a outra porque é mais sagaz?
I: Impossível! Não acabei de lhe mostrar que o motivo pelo qual uma pessoa controla a maneira de viver de outra é porque controla as oportunidades de produzir? Faz isso através de um privilégio governamental. Agora, se esse privilégio for abolido, a terra se torna livre, e a habilidade de capitalizar produtos acabando com os juros, e um homem é mais forte ou esperto do que outro, ele de qualquer forma não pode lucrar com o trabalho de outro, porque ele não pode impedir esse outro de se empregar. A causa da subjugação foi removida.
C: VOCÊ chama isso de igualdade! Que um homem possa ter mais do que outros simplesmente porque ele é mais forte ou esperto? Seu sistema não é melhor do que o presente. O que estamos lutando contra não é simplesmente contra essa própria desigualdade nas posses?
I: Mas o que é igualdade? Igualdade significa que eu deva desfrutar do que você produziu? De forma alguma. Igualdade significa simplesmente a liberdade de cada indivíduo de desenvolver todo o seu ser, sem impedimento por parte de outro, seja ele mais forte ou mais fraco.
C: O que! Você fará com que uma pessoa mais fraca sofra porque é mais fraca? Ela pode precisar tanto quanto, ou mais do que uma pessoa forte, mas se ela não é capaz de produzir o que acontece com sua igualdade?
I: Eu não tenho nada contra você dividir seu produto com o mais fraco se você assim desejar.
C: Lá vem você com caridade novamente. O Comunismo não quer caridade.
I: Eu sempre me encanto com a singularidade da matemática Comunista. Meu ato você chama de caridade, nosso ato não é caridade. Se uma pessoa faz um ato benevolente você a estigmatiza; se um mais um, somados e chamados de comuna, fazem a mesma coisa, você aplaude. Por alguma espécie de alquimia parecida com a transmutação dos metais, o arsênico da caridade se torna o ouro da justiça! Cálculo estranho! Não percebe que está fugindo de um rótulo novamente? Você muda o nome, mas o caráter da ação não é alterado pelo número de pessoas participando dela.
C: Mas não é a mesma ação. Eu te ajudar a sair da dificuldade é a caridade da posse superior para com a inferior. Mas basear a sociedade sob o princípio: "De cada um de acordo com sua capacidade, e para cada um de acordo com sua necessidade" não é caridade de forma alguma.
I: Isso é uma discriminação que não possui base lógica. Mas suponha que, por enquanto, deixemos a discussão da caridade, que é realmente um ponto menos importante, como uma discussão mais profunda irá mostrar.
C: Mas eu acho que é bem importante. Veja! Temos dois trabalhadores. Um consegue fazer cinco pares de sapato por dia; um outro talvez, não mais do que três. De acordo com você, o trabalhador mais lento será privado das alegrias da vida, de forma alguma será capaz de conseguir mais do que o outro, graças a uma falta de habilidade natural de produzir tanto quanto seu competidor, algo que não é sua culpa.
I: É verdade que sob nossas condições presentes, existem tais diferenças no poder produtivo. Mas estas, em grande parte, seriam aniquiladas pelo desenvolvimento das máquinas e da habilidade de usá-las na ausência de privilégio. Hoje a maioria dos profissionais está trabalhando em ocupações incompatíveis. Por quê? Por que eles não têm nem a chance de descobrir para o que são aptos, nem a oportunidade de se devotar a isto se tivessem descoberto. Eles morreriam de fome enquanto procuram; ou, ao encontrar, apenas enfrentariam o desapontamento de ser mantidos fora das fileiras de um já superlotado caminho de vida. Profissões são, por força das circunstâncias, o que eram anteriormente por lei, assuntos de herança. Eu sou um alfaiate porque meu pai era um alfaiate, e era mais fácil para ele me introduzir aquele modo de ganhar a vida do que qualquer outro, mesmo que eu não tivesse nenhuma adaptação especial para tanto. Mas ao postular chances iguais, que é livre acesso e capital que não cobra juros, quando um homem se vê incapaz de fazer sapatos tão bem ou tão rapidamente como seu co-trabalhador, ele rapidamente procuraria uma ocupação mais compatível.
C: E ele ficará migrando de uma profissão para outra como um andarilho atrás de abrigo!
I: Oh não; seu abrigo será garantido! Quando você admitiu que a competição atual não é livre, eu não te disse que quando ela começar a ser, uma das duas coisas acontecerá: ou o trabalhador se empregará ou o contratante deverá lhe pagar o valor total de seu produto. O resultado seria maior demanda por trabalho. Capaz de se empregar, o produtor conseguirá a totalidade de sua produção, seja trabalhando independentemente, por contrato, ou cooperativamente, já que a competição de oportunidades, assim chamando, destruiria a possibilidade de lucros. Com a recompensa do trabalho aumentada a todo o seu resultado, um padrão de vida mais alto necessariamente seguirá; as pessoas irão querer mais em proporção ao seu desenvolvimento intelectual; com a gratificação de desejos aparecem novas necessidades, todas as quais garantem constante demanda por trabalho. Assim, até seu andarilho de profissões terá certeza de sua existência.
Mas você deve considerar ainda que o processo de trocar de profissão não é tão difícil como era antigamente. Anos atrás, se esperava que um mecânico, ou trabalhador, servisse de quatro a sete anos de aprendizado. Ninguém era um trabalhador completo até saber todos os vários departamentos de sua profissão. Hoje todo o sistema de produção foi revolucionado. Homens se transformam em especialistas. Um fabricante de sapatos, por exemplo, passa seus dias fazendo uma costura em particular. O resultado é maior rapidez e proficiência em um espaço de tempo comparativamente menor. Nenhuma grande quantidade de força ou habilidade é necessária; a máquina propicia ambos. Agora você irá rapidamente ver que, mesmo supondo que um indivíduo muda sua vocação meia dúzia de vezes, ele não vagará muito antes de achar uma a qual ele seja apto, e na qual ele possa competir com outros com sucesso.
C: Mas admitindo isso, você não acredita que haverá sempre alguns que poderão produzir mais do que seus irmãos? O que irá preveni-los de obter vantagens sobre os menos capazes?
I: Certamente eu acredito que existam tais diferenças em habilidade, mas que elas levarão a iniquidade que você teme eu nego. Suponha que A produza mais do que B, de alguma forma ele prejudica o último desde que não previna B de aplicar seu próprio trabalho para explorar a natureza, com as mesmas facilidades que ele mesmo teve, seja se empregando ou por contrato com outros?
C: É isso que você chama de direito? Irá isso produzir irmandade entre os seres humanos? Quando eu vejo que você está desfrutando de coisas que eu não posso conseguir, o que pensa que serão meus sentimentos para com você? Não devo invejá-lo e odiá-lo, assim como os pobres fazem com os ricos hoje?
I: Bem, você irá odiar um homem porque ele tem olhos mais bonitos ou melhor saúde do que você? Você quer demolir o manuscrito de uma pessoa apenas porque ela o supera na caligrafia? Você iria cortar aquele comprimento a mais do cabelo de Sansão, e dividi-lo igualmente com todas as pessoas de cabelo curto? Você irá pegar uma fatia do talento do poeta e colocar no armazém comum para que todos possam ir e pegar um pouco? Se tivesse uma mulher bonita em sua vizinhança que devota seus sorrisos a seu irmão, você deve se irritar e insistir que eles sejam distribuídos de acordo com as necessidades da Comuna? As diferenças de habilidade natural não são, na liberdade, grandes o bastante para prejudicar alguém ou perturbar o equilíbrio social. Nenhum homem pode produzir mais do que três outros; e mesmo garantindo tanto, você pode ver que isso não criaria o abismo que separa Vanderbilt [2] e seu manobreiro nas suas pistas.
C: Mas ao estabelecer justiça igual, o Comunismo preveniria até a possibilidade de injustiça.
I: É justiça tirar do talento e recompensar incompetência? É justiça virtualmente dizer que a ferramenta não é do trabalhador, nem o produto do produtor, mas de outros? É justiça roubar esforço ou incentivo? A justiça que você procura não está em tal injustiça, aonde igualdade material poderia ser obtida apenas no patamar da mediocridade. Ao passo que a liberdade de contrato aumenta, os sentimentos mais nobres e simpatias invariavelmente alargam. Com liberdade de acesso a terra e capital, nenhuma desigualdade evidente na distribuição poderia resultar. Nenhum trabalhador ultrapassa ou fica abaixo do dia médio de trabalho. Nada exceto o poder de escravizar através de controle das oportunidades de utilizar a força de trabalho poderia criar as grandes diferenças que testemunhamos.
C: Então você sustenta que seu sistema irá praticamente resultar na mesma igualdade que o Comunismo demanda. Ainda, concedendo tanto, levará cem anos, ou mil, talvez, para trazê-la. Enquanto isso as pessoas estão passando fome. O Comunismo não se propõe a esperar. Ele propõe ajustar as coisas aqui e agora; fazer as coisas mais iguais enquanto estamos aqui para vê-las, e não esperar até a doce impossível época que nossos netos, bisnetos possam ver seu amanhecer. Por que você não se junta a nos e nos ajuda a fazer algo?
I: Sim, nós mantemos que igualdade comparativa será obtida, mas pré-planejamentos, instituição, "direção" nunca poderão trazer o resultado desejado " a sociedade livre. Concordando com o argumento que qualquer planejamento é um golpe no progresso, isso é realmente algo impossível de se fazer. Pensamentos, como coisas, crescem. Não se pode pular da germinação para a árvore perfeita num momento. Nenhum sistema social pode ser instituído hoje que se aplicará as demandas do futuro; isto, sob a liberdade, se ajustará. Essa é a diferença entre o Comunismo e a cooperação. O primeiro fixa, ajusta, combina coisas, e tende a rigidez que caracteriza as conchas descartadas das sociedades passadas; a outra confia na infalível sobrevivência dos mais fortes, e o alargamento das simpatias humanas com a liberdade; a certeza de que aquela que esteja em linha com o progresso tendendo ao ideal industrial irá, num campo livre, conseguir por força de sua superior atração. Agora você deve admitir, também, que haverá sob a liberdade diferentes arranjos sociais em diferentes sociedades, alguns Comunistas, outros o completo oposto, e que a competição irá necessariamente surgir entre eles, deixando os resultados determinarem qual é o melhor, ou você deverá destruir a competição, instituir o Comunismo, negar a liberdade, e se opor ao progresso. O que o mundo precisa meu amigo, não são de novos métodos de instituir coisas, mas a abolição de restrições sob oportunidades.
Notas do Tradutor
[1] No original a palavra usada era "bugaboos", que significa uma espécie de medo infundado. Traduzi como "rótulo" para haver sentido. [2] Cornelius Vanderbilt era um magnata das estradas de ferro nos EUA no século XIX
Tradução de Rafael Hotz
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2019.05.05 19:38 NaoMeLevemASerio O Ancap é tipo um Incel da política

Eu adoraria viver numa sociedade libertária. Seria ótimo! Viver como quiser e, desde que não prejudicasse ninguém, eu seria livre. Que fantasia glamourosa!

Mas não é assim que o mundo real funciona. Se isso acontecesse, eu seria adepto dessa ideologia.
A natureza humana jamais permitirá isso. Os Ancaps prestam serviço aos esquerdistas ao pregarem essa bobagem. Não apenas estão desafiando a natureza humana, mas também estão se desviando do conservadorismo, pregando demasiada liberdade, em nível totalmente irresponsável.
O libertarianismo, junto com o socialismo, comunismo e anarquia, são todos ridículos porque se baseiam em uma base similar: os seres humanos podem conviver e serem bons uns para com os outros.

Menos governo não é, na minha opinião, uma solução. É necessária a manutenção da lei e da ordem. Alguns afirmam que a solução para o sistema é ... nenhum sistema?
Me poupe! Isso é infantil, estúpido e idiota. É uma visão de mundo irracional e imatura.

Imaginem: estamos todos em pé e, à nossa esquerda, há uma porta aberta. Dentro dela estão os controles de toda a sociedade.
O libertário diz: "vamos todos nos comportar e ninguém deve entrar nessa porta para manter a 'liberdade'..." (sem comentar que a "liberdade" está totalmente na moda... sempre esteve... no entanto...)
Aí chega a natureza humana e, antes que o libertário possa terminar sua sequência de abobrinhas, alguém já correu para essa porta, trancou por dentro e agora é o chefe controlando todo mundo.

Libertários não são tão inteligentes assim. Nem mesmo o Kogos.
O Kogos e a maioria dos Ancaps são Incels da política. Pregam não votar em ninguém. Xingam conservadores de comunistas só porque tentam agir sobre e através do governo.
São como o sujeito que não consegue nenhuma mulher com quem fazer sexo então decidem que vão parar de procurar e ficam falando mal das mulheres. Enquanto isso um monte de homem se dá bem e alguns se casam com sucesso.
Então, enquanto os Ancaps fazem sua palhaçada Incel, os esquerdistas continuam empurrando sua imensa bola de meleca e fezes cultural sobre a sociedade, avançando o aborto, criminalizando a masculinidade, inventando "casamento" gay, propagandeando transições de sexo em crianças, acusando "apropriação cultural" e incitando ódio racial entre outras coisas.
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