Únicas mulheres da América

Da mesma forma, em algumas regiões do país, o fato de as mulheres saírem às ruas e aos campos para procurar seus familiares, e denunciarem abertamente a falta de justiça, implica uma ruptura ... No dia 24 de março de 2020, a ONU Mulheres lançou um apelo a todos os países da América Latina e do Caribe para que dessem uma atenção especial às mulheres. E, nesta crise da covid-19, é preciso assegurar que as vozes — necessidades e demandas — das mulheres estejam no centro da resposta dos governos (federal, estaduais e municipais ... Mas nesse 8 de março vamos saudar as 8 mulheres que revolucionaram o mundo da música, pois não apenas lutaram para se inserir nesse meio, mas mudaram o modo de fazer música e permitiram a continuidade da presença feminina nas diversas áreas da cena musical. 8 mulheres que revolucionaram o mundo da música. Nina Simone 2024. Na América Latina, somam-se os acordos da Agenda Regional de Gênero e as propostas das organizações de mulheres afrodescendentes e da diáspora da região, refletindo uma agenda que não pode ser cumprida sem visibilizar a participação de grupos de mulheres excluídas da tomada de decisões sobre suas vidas. Desde sua fundação, a entidade já recebeu mais de 1.200 histórias de mulheres que fizeram abortos, a maioria dos EUA, mas também da Europa e da América do Sul. Parte dos depoimentos foi ... As contra-almirantes Dalva Mendes e Luciana Mascarenhas são as duas únicas mulheres do generalato, classe mais alta da hierarquia das Forças Armadas. Mendes, que foi a primeira a chegar lá ... Primeiras-damas da América Latina e FAO destacam o poder transformador das mulheres rurais 19/08/2020 A Aliança de Cônjuges de Chefes de Estado e Representantes (ALMA) e a FAO realizaram um encontro sobre experiências positivas de empoderamento de mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, no contexto da pandemia de COVID-19. Por que os homens ocidentais escolhendo mulheres latinas como esposas ? Pergunte a qualquer homem da América ou Europa que querem casar e a resposta seria uma Latina. Tal é a popularidade das mulheres da América Latina, que a maioria dos homens querem-los como parceiros de vida. Você quer saber por quê ? Mulheres latinas são lindas e atraentes. Eles estão cheios de energia e isso faz ... Seis mulheres, num encontro com o Filipe Morato Gomes. Uma conspiração do universo que juntou mulheres únicas. Uma cumplicidade instantânea. Um encontro delicioso e digno de um bom livro. Elas que me alimentam o meu sonho da escrita, que tecem redes de escrita espontâneas e que fazem parte parte de cada batimento literário. Para Gwynne Shotwell — presidente da SpaceX, empresa que planeja levar pessoas a Marte — o caminho para se tornar uma das mulheres mais poderosas e influentes nos negócios começou quando ela conheceu uma mulher que desafiou suas expectativas sobre o que um engenheiro poderia ser.

Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

2020.07.23 10:09 diplohora Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

Livro do diplomata Bruno Pereira Rezende
INTRODUÇÃO
📷📷Desde quando comecei os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), li dezenas de recomendações de leituras, de guias de estudos extraoficiais, de dicas sobre o concurso, sobre cursinhos preparatórios etc. Sem dúvida, ter acesso a tantas informações úteis, vindas de diversas fontes, foi fundamental para que eu pudesse fazer algumas escolhas certas em minha preparação, depois de algumas vacilações iniciais. Mesmo assim, além de a maioria das informações ter sido conseguida de maneira dispersa, muitos foram os erros que acho que eu poderia haver evitado. Por isso, achei que poderia ser útil reunir essas informações que coletei, adicionando um pouco de minha experiência com os estudos preparatórios para o CACD neste documento.
Além disso, muitas pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, já vieram me pedir sugestões de leituras, de métodos de estudo, de cursinhos preparatórios etc., e percebi que, ainda que sempre houvesse alguma diferenciação entre as respostas, eu acabava repetindo muitas coisas. É justamente isso o que me motivou a escrever este documento – que, por não ser (nem pretender ser) um guia, um manual ou qualquer coisa do tipo, não sei bem como chamá-lo, então fica como “documento” mesmo, um relato de minhas experiências de estudos para o CACD. Espero que possa ajudar os interessados a encontrar, ao menos, uma luz inicial para que não fiquem tão perdidos nos estudos e na preparação para o concurso.
Não custa lembrar que este documento representa, obviamente, apenas a opinião pessoal do autor, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, com o Instituto Rio Branco ou com o governo brasileiro. Como já disse, também não pretendo que seja uma espécie de guia infalível para passar no concurso. Além disso, o concurso tem sofrido modificações frequentes nos últimos anos, então pode ser que algumas coisas do que você lerá a seguir fiquem ultrapassadas daqui a um ou dois concursos. De todo modo, algumas coisas são básicas e podem ser aplicadas a qualquer situação de prova que vier a aparecer no CACD, e é necessário ter o discernimento necessário para aplicar algumas coisas do que falarei aqui a determinados contextos. Caso você tenha dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade e envie-as para [[email protected] ](mailto:[email protected])(se, por acaso, você tiver outro email meu, prefiro que envie para este, pois, assim, recebo tudo mais organizado em meu Gmail). Se tiver comentários ou correções acerca deste material, peço, por favor, que também envie para esse email, para que eu possa incluir tais sugestões em futura revisão do documento.
Além desta breve introdução e de uma também brevíssima conclusão, este documento tem quatro partes. Na primeira, trato, rapidamente, da carreira de Diplomata: o que faz, quanto ganha, como vai para o exterior etc. É mais uma descrição bem ampla e rápida, apenas para situar quem, porventura, estiver um pouco mais perdido. Se não estiver interessado, pode pular para as partes seguintes, se qualquer prejuízo para seu bom entendimento. Na segunda parte, trato do concurso: como funciona, quais são os pré-requisitos para ser diplomata, quais são as fases do concurso etc. Mais uma vez, se não interessar, pule direto para a parte seguinte. Na parte três, falo sobre a preparação para o concurso (antes e durante), com indicações de cursinhos, de professores particulares etc. Por fim, na quarta parte, enumero algumas sugestões de leituras (tanto próprias quanto coletadas de diversas fontes), com as devidas considerações pessoais sobre cada uma. Antes de tudo, antecipo que não pretendo exaurir toda a bibliografia necessária para a aprovação, afinal, a cada ano, o concurso cobra alguns temas específicos. O que fiz foi uma lista de obras que auxiliaram em minha preparação (e, além disso, também enumerei muitas sugestões que recebi, mas não tive tempo ou vontade de ler – o que também significa que, por mais interessante que seja, você não terá tempo de ler tudo o que lhe recomendam por aí, o que torna necessário é necessário fazer algumas escolhas; minha intenção é auxiliá-lo nesse sentido, na medida do possível).
Este documento é de uso público e livre, com reprodução parcial ou integral autorizada, desde que citada a fonte. Sem mais, passemos ao que interessa.
Parte I – A Carreira de Diplomata
INTRODUÇÃO
Em primeiro lugar, rápida apresentação sobre mim. Meu nome é Bruno Rezende, tenho 22 anos e fui aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2011. Sou graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (turma LXII, 2007-20110), e não tinha certeza de que queria diplomacia até o meio da universidade. Não sei dizer o que me fez escolher a diplomacia, não era um sonho de infância ou coisa do tipo, e não tenho familiares na carreira. Acho que me interessei por um conjunto de aspectos da carreira. Comecei a preparar-me para o CACD em meados de 2010, assunto tratado na Parte III, sobre a preparação para o concurso.
Para maiores informações sobre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), sobre o Instituto Rio Branco (IRBr), sobre a vida de diplomata etc., você pode acessar os endereços:
- Página do MRE: http://www.itamaraty.gov.b
- Página do IRBr: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-b
- Canal do MRE no YouTube: http://www.youtube.com/mrebrasil/
- Blog “Jovens Diplomatas”: http://jovensdiplomatas.wordpress.com/
- Comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut (como o Orkut está ultrapassado, procurei reunir todas as informações úteis sobre o concurso que encontrei por lá neste documento, para que vocês não tenham de entrar lá, para procurar essas informações):
http://www.orkut.com.bMain#Community?cmm=40073
- Comunidade “Instituto Rio Branco” no Facebook: http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Com certeza, há vários outros blogs (tanto sobre a carreira quanto sobre a vida de diplomata), mas não conheço muitos. Se tiver sugestões, favor enviá-las para [[email protected].](mailto:[email protected])
Além disso, na obra O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira: um estudo de carreira e socialização (Ed. FGV, 2007), a autora Cristina Patriota de Moura relata aspectos importantes da vida diplomática daqueles que ingressam na carreira. Há muitas informações desatualizadas (principalmente com relação ao concurso), mas há algumas coisas interessantes sobre a carreira, e o livro é bem curto.
A DIPLOMACIA E O TRABALHO DO DIPLOMATA
Com a intensificação das relações internacionais contemporâneas e com as mudanças em curso no contexto internacional, a demanda de aprimoramento da cooperação entre povos e países tem conferido destaque à atuação da diplomacia. Como o senso comum pode indicar corretamente, o
diplomata é o funcionário público que lida com o auxílio à Presidência da República na formulação da política externa brasileira, com a condução das relações da República Federativa do Brasil com os demais países, com a representação brasileira nos fóruns e nas organizações internacionais de que o país faz parte e com o apoio aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no exterior. Isso todo mundo que quer fazer o concurso já sabe (assim espero).
Acho que existem certos mitos acerca da profissão de diplomata. Muitos acham que não irão mais pagar multa de trânsito, que não poderão ser presos, que nunca mais pegarão fila em aeroporto etc. Em primeiro lugar, não custa lembrar que as imunidades a que se referem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares só se aplicam aos diplomatas no exterior (e nos países em que estão acreditados). No Brasil, os diplomatas são cidadãos como quaisquer outros. Além disso, imunidade não é sinônimo de impunidade, então não ache que as imunidades são as maiores vantagens da vida de um diplomata. O propósito das imunidades é apenas o de tornar possível o trabalho do diplomata no exterior, sem empecilhos mínimos que poderiam obstar o bom exercício da profissão. Isso não impede que diplomatas sejam revistados em aeroportos, precisem de vistos, possam ser julgados, no Brasil, por crimes cometidos no exterior etc.
Muitos também pensam que irão rodar o mundo em primeira classe, hospedar-se em palácios suntuosos, passear de iate de luxo no Mediterrâneo e comer caviar na cerimônia de casamento do príncipe do Reino Unido. Outros ainda acham que ficarão ricos, investirão todo o dinheiro que ganharem na Bovespa e, com três anos de carreira, já estarão próximos do segundo milhão. Se você quer ter tudo isso, você está no concurso errado, você precisa de um concurso não para diplomata, mas para marajá. Obviamente, não tenho experiência suficiente na carreira para dizer qualquer coisa, digo apenas o que já li e ouvi de diversos comentários por aí. É fato que há carreiras públicas com salários mais altos. Logo, se você tiver o sonho de ficar rico com o salário de servidor público, elas podem vir a ser mais úteis nesse sentido. Há não muito tempo, em 2006, a remuneração inicial do Terceiro-Secretário (cargo inicial da carreira de diplomata), no Brasil, era de R$ 4.615,53. Considerando que o custo de vida em Brasília é bastante alto, não dava para viver de maneira tão abastada, como alguns parecem pretender. É necessário, entretanto, notar que houve uma evolução significativa no aspecto salarial, nos últimos cinco anos (veja a seç~o seguinte, “Carreira e Salrios). De todo modo, já vi vários diplomatas com muitos anos de carreira dizerem: “se quiser ficar rico, procure outra profissão”. O salário atual ajuda, mas não deve ser sua única motivação.
H um texto ótimo disponível na internet: “O que é ser diplomata”, de César Bonamigo, que reproduzo a seguir.
O Curso Rio Branco, que frequentei em sua primeira edição, em 1998, pediu-me para escrever sobre o que é ser diplomata. Tarefa difícil, pois a mesma pergunta feita a diferentes diplomatas resultaria, seguramente, em respostas diferentes, umas mais glamourosas, outras menos, umas ressaltando as vantagens, outras as desvantagens, e não seria diferente se a pergunta tratasse de outra carreira qualquer. Em vez de falar de minhas impressões pessoais, portanto, tentarei, na medida do possível, reunir observações tidas como “senso comum” entre diplomatas da minha geraç~o.
Considero muito importante que o candidato ao Instituto Rio Branco se informe sobre a realidade da carreira diplomática, suas vantagens e desvantagens, e que dose suas expectativas de acordo. Uma expectativa bem dosada não gera desencanto nem frustração. A carreira oferece um pacote de coisas boas (como a oportunidade de conhecer o mundo, de atuar na área política e econômica, de conhecer gente interessante etc.) e outras não tão boas (uma certa dose de burocracia, de hierarquia e dificuldades no equacionamento da vida familiar). Cabe ao candidato inferir se esse pacote poderá ou não fazê-lo feliz.
O PAPEL DO DIPLOMATA
Para se compreender o papel do diplomata, vale recordar, inicialmente, que as grandes diretrizes da política externa são dadas pelo Presidente da República, eleito diretamente pelo voto popular, e pelo Ministro das Relações Exteriores, por ele designado. Os diplomatas são agentes políticos do Governo, encarregados da implementação dessa política externa. São também servidores públicos, cuja função, como diz o nome, é servir, tendo em conta sua especialização nos temas e funções diplomáticos.
Como se sabe, é função da diplomacia representar o Brasil perante a comunidade internacional. Por um lado, nenhum diplomata foi eleito pelo povo para falar em nome do Brasil. É importante ter em mente, portanto, que a legitimidade de sua ação deriva da legitimidade do Presidente da República, cujas orientações ele deve seguir. Por outro lado, os governos se passam e o corpo diplomático permanece, constituindo elemento importante de continuidade da política externa brasileira. É tarefa essencial do diplomata buscar identificar o “interesse nacional”. Em negociações internacionais, a diplomacia frequentemente precisa arbitrar entre interesses de diferentes setores da sociedade, não raro divergentes, e ponderar entre objetivos econômicos, políticos e estratégicos, com vistas a identificar os interesses maiores do Estado brasileiro.
Se, no plano externo, o Ministério das Relações Exteriores é a face do Brasil perante a comunidade de Estados e Organizações Internacionais, no plano interno, ele se relaciona com a Presidência da República, os demais Ministérios e órgãos da administração federal, o Congresso, o Poder Judiciário, os Estados e Municípios da Federação e, naturalmente, com a sociedade civil, por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), da Academia e de associações patronais e trabalhistas, sempre tendo em vista a identificação do interesse nacional.
O TRABALHO DO DIPLOMATA
Tradicionalmente, as funções da diplomacia são representar (o Estado brasileiro perante a comunidade internacional), negociar (defender os interesses brasileiros junto a essa comunidade) e informar (a Secretaria de Estado, em Brasília, sobre os temas de interesse brasileiro no mundo). São também funções da diplomacia brasileira a defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior, o que é feito por meio da rede consular, e a promoção de interesses do País no exterior, tais como interesses econômico-comerciais, culturais, científicos e tecnológicos, entre outros.
No exercício dessas diferentes funções, o trabalho do diplomata poderá ser, igualmente, muito variado. Para começar, cerca de metade dos mil1 diplomatas que integram o Serviço Exterior atua no Brasil, e a outra metade nos Postos no exterior (Embaixadas, Missões, Consulados e Vice-Consulados). Em Brasília, o diplomata desempenha funções nas áreas política, econômica e administrativa, podendo cuidar de temas tão diversos quanto comércio internacional, integração regional (Mercosul), política bilateral (relacionamento do Brasil com outros países e blocos), direitos humanos, meio ambiente ou administração física e financeira do Ministério. Poderá atuar, ainda, no Cerimonial (organização dos encontros entre autoridades brasileiras e estrangeiras, no Brasil e no exterior) ou no relacionamento do Ministério com a sociedade (imprensa, Congresso, Estados e municípios, Academia, etc.).
No exterior, também, o trabalho dependerá do Posto em questão. As Embaixadas são representações do Estado brasileiro junto aos outros Estados, situadas sempre nas capitais, e desempenham as funções tradicionais da diplomacia (representar, negociar, informar), além de promoverem o Brasil junto a esses Estados. Os Consulados, Vice-Consulados e setores consulares de Embaixadas podem situar-se na capital do país ou em outra cidade onde haja uma comunidade brasileira expressiva. O trabalho nesses Postos é orientado à defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior. Nos Postos multilaterais (ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA etc.), que podem ter natureza política, econômica ou estratégica, o trabalho envolve, normalmente, a representação e a negociação dos interesses nacionais.
O INGRESSO NA CARREIRA
A carreira diplomática se inicia, necessariamente, com a aprovação no concurso do Instituto Rio Branco (Informações sobre o concurso podem ser obtidas no site http://www2.mre.gov.birbindex.htm). Para isso, só conta a competência – e, talvez, a sorte – do candidato. Indicações políticas não ajudam.
AS REMOÇÕES
Após os dois anos de formação no IRBr , o diplomata trabalhará em Brasília por pelo menos um ano. Depois, iniciam-se ciclos de mudança para o exterior e retornos a Brasília. Normalmente, o diplomata vai para o exterior, onde fica três anos em um Posto, mais três anos em outro Posto, e retorna a Brasília, onde fica alguns anos, até o início de novo ciclo. Mas há espaço para flexibilidades. O diplomata poderá sair para fazer um Posto apenas, ou fazer três Postos seguidos antes de retornar a Brasília. Isso dependerá da conveniência pessoal de cada um. Ao final da carreira, o diplomata terá passado vários anos no exterior e vários no Brasil, e essa proporção dependerá essencialmente das escolhas feitas pelo próprio diplomata. Para evitar que alguns diplomatas fiquem sempre nos “melhores Postos” – um critério, aliás, muito relativo – e outros em Postos menos privilegiados, os Postos no exterior estão divididos em [quatro] categorias, [A, B, C e D], obedecendo a critérios não apenas de qualidade de vida, mas também geográficos, e é seguido um sistema de rodízio: após fazer um Posto C, por exemplo, o diplomata terá direito a fazer um Posto A [ou B], e após fazer um Posto A, terá que fazer um Posto [B, C ou D].
AS PROMOÇÕES
Ao tomar posse no Serviço Exterior, o candidato aprovado no concurso torna-se Terceiro-Secretário. É o primeiro degrau de uma escalada de promoções que inclui, ainda, Segundo-Secretário, Primeiro-
-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe (costuma-se dizer apenas “Ministro”) e Ministro de Primeira Classe (costuma-se dizer apenas “Embaixador”), nessa ordem. Exceto pela primeira promoção, de Terceiro para Segundo-Secretário, que se dá por tempo (quinze Terceiros Secretários são promovidos a cada semestre), todas as demais dependem do mérito, bem como da articulação política do diplomata. Nem todo diplomata chega a Embaixador. Cada vez mais, a competição na carreira é intensa e muitos ficam no meio do caminho. Mas, não se preocupem e também não se iludam: a felicidade não está no fim, mas ao longo do caminho!
DIRECIONAMENTO DA CARREIRA
Um questionamento frequente diz respeito à possibilidade de direcionamento da carreira para áreas específicas. É possível, sim, direcionar uma carreira para um tema (digamos, comércio internacional, direitos humanos, meio ambiente etc.) ou mesmo para uma região do mundo (como a Ásia, as Américas ou a África, por exemplo), mas isso não é um direito garantido e poderá não ser sempre possível. É preciso ter em mente que a carreira diplomática envolve aspectos políticos, econômicos e administrativos, e que existem funções a serem desempenhadas em postos multilaterais e bilaterais em todo o mundo, e n~o só nos países mais “interessantes”. Diplomatas est~o envolvidos em todas essas variantes e, ao longo de uma carreira, ainda que seja possível uma certa especialização, é provável que o diplomata, em algum momento, atue em áreas distintas daquela em que gostaria de se concentrar.
ASPECTOS PRÁTICOS E PESSOAIS
É claro que a vida é muito mais que promoções e remoções, e é inevitável que o candidato queira saber mais sobre a carreira que o papel do diplomata. Todos precisamos cuidar do nosso dinheiro, da saúde, da família, dos nossos interesses pessoais. Eu tentarei trazem um pouco de luz sobre esses aspectos.
DINHEIRO
Comecemos pelo dinheiro, que é assunto que interessa a todos. Em termos absolutos, os diplomatas ganham mais quando estão no exterior do que quando estão em Brasília. O salário no exterior, no entanto, é ajustado em função do custo de vida local, que é frequentemente maior que no Brasil. Ou seja, ganha-se mais, mas gasta-se mais. Se o diplomata conseguirá ou não economizar dependerá i) do salário específico do Posto , ii) do custo de vida local, iii) do câmbio entre a moeda local e o dólar, iv) do fato de ele ter ou não um ou mais filhos na escola e, principalmente, v) de sua propensão ao consumo. Aqui, não há regra geral. No Brasil, os salários têm sofrido um constante desgaste, especialmente em comparação com outras carreiras do Governo Federal, frequentemente obrigando o diplomata a economizar no exterior para gastar em Brasília, se quiser manter seu padrão de vida. Os diplomatas, enfim, levam uma vida de classe média alta, e a certeza de que não se ficará rico de verdade é compensada pela estabilidade do emprego (que não é de se desprezar, nos dias de hoje) e pela expectativa de que seus filhos (quando for o caso) terão uma boa educação, mesmo para padrões internacionais.
SAÚDE
Os diplomatas têm um seguro de saúde internacional que, como não poderia deixar de ser, tem vantagens e desvantagens. O lado bom é que ele cobre consultas com o médico de sua escolha, mesmo que seja um centro de excelência internacional. O lado ruim é que, na maioria das vezes, é preciso fazer o desembolso (até um teto determinado) para depois ser reembolsado, geralmente em 80% do valor, o que obriga o diplomata a manter uma reserva financeira de segurança.
FAMÍLIA : O CÔNJUGE
Eu mencionei, entre as coisas n~o t~o boas da carreira, “dificuldades no equacionamento da vida familiar”. A primeira dificuldade é o que fará o seu cônjuge (quando for o caso) quando vocês se mudarem para Brasília e, principalmente, quando forem para o exterior. Num mundo em que as famílias dependem, cada vez mais, de dois salários, equacionar a carreira do cônjuge é um problema recorrente. Ao contrário de certos países desenvolvidos, o Itamaraty não adota a política de empregar ou pagar salários a cônjuges de diplomatas. Na prática, cada um se vira como pode. Em alguns países é possível trabalhar. Fazer um mestrado ou doutorado é uma opção. Ter filhos é outra...
Mais uma vez, não há regra geral, e cada caso é um caso. O equacionamento da carreira do cônjuge costuma afetar principalmente – mas não apenas – as mulheres, já que, por motivos culturais, é mais comum o a mulher desistir de sua carreira para seguir o marido que o contrário2.
CASAMENTO ENTRE DIPLOMATAS
Os casamentos entre diplomatas não são raros. É uma situação que tem a vantagem de que ambos têm uma carreira e o casal tem dois salários. A desvantagem é a dificuldade adicional em conseguir que ambos sejam removidos para o mesmo Posto no exterior. A questão não é que o Ministério vá separar esses casais, mas que se pode levar mais tempo para conseguir duas vagas num mesmo Posto. Antigamente, eram frequentes os casos em que as mulheres interrompiam temporariamente suas carreiras para acompanhar os maridos. Hoje em dia, essa situação é exceção, não a regra.
FILHOS
Não posso falar com conhecimento de causa sobre filhos, mas vejo o quanto meus colegas se desdobram para dar-lhes uma boa educação. Uma questão central é a escolha da escola dos filhos, no Brasil e no exterior. No Brasil, a escola será normalmente brasileira, com ensino de idiomas, mas poderá ser a americana ou a francesa, que mantém o mesmo currículo e os mesmos períodos escolares em quase todo o mundo. No exterior, as escolas americana e francesa são as opções mais frequentes,
podendo-se optar por outras escolas locais, dependendo do idioma. Outra questão, já mencionada, é o custo da escola. Atualmente, não existe auxílio-educação para filhos de diplomatas ou de outros Servidores do Serviço Exterior brasileiro, e o dinheiro da escola deve sair do próprio bolso do servidor.
CÉSAR AUGUSTO VERMIGLIO BONAMIGO - Diplomata. Engenheiro Eletrônico formado pela UNICAMP. Pós- graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Programa de Formação e Aperfeiçoamento - I (PROFA -
I) do Instituto Rio Branco, 2000/2002. No Ministério das Relações Exteriores, atuou no DIC - Divisão de Informação Comercial (DIC), 2002; no DNI - Departamento de Negociações Internacionais, 2003, e na DUEX - Divisão de União Europeia e Negociações Extrarregionais. Atualmente, serve na Missão junto à ONU (DELBRASONU), em NYC.
2 Conforme comunicado do MRE de 2010, é permitida a autorização para que diplomatas brasileiros solicitem passaporte diplomático ou de serviço e visto de permanência a companheiros do mesmo sexo. Outra resolução, de 2006, já permitia a inclusão de companheiros do mesmo sexo em planos de assistência médica.
Para tornar-se diplomata, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que ocorre todos os anos, no primeiro semestre (normalmente). O número de vagas do CACD, em condições normais, depende da vacância de cargos. Acho que a quantidade normal deve girar entre 25 e 35, mais ou menos. Desde meados dos anos 2000, como consequência da aprovação de uma lei federal, o Ministério das Relações Exteriores (MRE/Itamaraty3) ampliou seus quadros da carreira de diplomata, e, de 2006 a 2010, foram oferecidas mais de cem vagas anuais. Com o fim dessa provisão de cargos, o número de vagas voltou ao normal em 2011, ano em que foram oferecidas apenas 26 vagas (duas delas reservadas a portadores de deficiência física4). Para os próximos concursos, há perspectivas de aprovação de um projeto de lei que possibilitará uma oferta anual prevista de 60 vagas para o CACD, além de ampliar, também, as vagas para Oficial de Chancelaria (PL 7579/2010). Oficial de Chancelaria, aproveitando que citei, é outro cargo (também de nível superior) do MRE, mas não integra o quadro diplomático. A remuneração do Oficial de Chancelaria, no Brasil, é inferior à de Terceiro-Secretário, mas os salários podem ser razoáveis quando no exterior. Já vi muitos casos de pessoas que passam no concurso de Oficial de Chancelaria e ficam trabalhando no MRE, até que consigam passar no CACD, quando (aí sim) tornam-se diplomatas.
Para fazer parte do corpo diplomático brasileiro, é necessário ser brasileiro nato, ter diploma válido de curso superior (caso a graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, cabe ao candidato providenciar a devida revalidação do diploma junto ao MEC) e ser aprovado no CACD (há, também, outros requisitos previstos no edital do concurso, como estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de dezoito anos, apresentar aptidão física e mental para o exercício do cargo e, para os homens, estar em dia com as obrigações do Serviço Militar). Os aprovados entram para a carreira no cargo de Terceiro-Secretário (vide hierarquia na próxima seç~o, “Carreira e Salrios”). Os aprovados no CACD, entretanto, não iniciam a carreira trabalhando: há, inicialmente, o chamado Curso de Formação, que se passa no Instituto Rio Branco (IRBr). Por três semestres, os aprovados no CACD estudarão no IRBr, já recebendo o salário de Terceiro-Secretário (para remunerações, ver a próxima seç~o, “Hierarquia e Salrios).
O trabalho no Ministério começa apenas após um ou dois semestres do Curso de Formação no IRBr (isso pode variar de uma turma para outra), e a designação dos locais de trabalho (veja as subdivisões do MRE na página seguinte) é feita, via de regra, com base nas preferências individuais e na ordem de classificação dos alunos no Curso de Formação.
3 O nome “Itamaraty” vem do nome do antigo proprietrio da sede do Ministério no Rio de Janeiro, o Bar~o Itamaraty. Por metonímia, o nome pegou, e o Palácio do Itamaraty constitui, atualmente, uma dependência do MRE naquela cidade, abrigando um arquivo, uma mapoteca e a sede do Museu Histórico e Diplomático. Em Brasília, o Palácio Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970, é a atual sede do MRE. Frequentemente, “Itamaraty” é usado como sinônimo de Ministério das Relações Exteriores.
4 Todos os anos, há reserva de vagas para deficientes físicos. Se não houver número suficiente de portadores de deficiência que atendam às notas mínimas para aprovação na segunda e na terceira fases do concurso, que têm caráter eliminatório, a(s) vaga(s) restante(s) é(são) destinada(s) aos candidatos da concorrência geral.
O IRBr foi criado em 1945, em comemoração ao centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Como descrito na página do Instituto na internet, seus principais objetivos são:
harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática (já que qualquer curso superior é válido para prestar o CACD);
desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira;
iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
No Curso de Formação (cujo nome oficial é PROFA-I, Programa de Formação e Aperfeiçoamento - obs.: n~o sei o motivo do “I”, n~o existe “PROFA-II”), os diplomatas têm aulas obrigatórias de: Direito Internacional Público, Linguagem Diplomática, Teoria das Relações Internacionais, Economia, Política Externa Brasileira, História das Relações Internacionais, Leituras Brasileiras, Inglês, Francês e Espanhol. Há, ainda, diversas disciplinas optativas à escolha de cada um (como Chinês, Russo, Árabe, Tradução, Organizações Internacionais, OMC e Contenciosos, Políticas Públicas, Direito da Integração, Negociações Comerciais etc.). As aulas de disciplinas conceituais duram dois semestres. No terceiro semestre de Curso de Formação, só há aulas de disciplinas profissionalizantes. O trabalho no MRE começa, normalmente, no segundo ou no terceiro semestre do Curso de Formação (isso pode variar de uma turma para outra). É necessário rendimento mínimo de 60% no PROFA-I para aprovação (mas é praticamente impossível alguém conseguir tirar menos que isso). Após o término do PROFA-I, começa a vida de trabalho propriamente dito no MRE. Já ouvi um mito de pedida de dispensa do PROFA I para quem já é portador de título de mestre ou de doutor, mas, na prática, acho que isso não acontece mais.
Entre 2002 e 2010, foi possível fazer, paralelamente ao Curso de Formação, o mestrado em diplomacia (na prática, significava apenas uma matéria a mais). Em 2011, o mestrado em diplomacia no IRBr acabou.
Uma das atividades comuns dos estudantes do IRBr é a publicação da Juca, a revista anual dos alunos do Curso de Formação do Instituto. Segundo informações do site do IRBr, “[o] termo ‘Diplomacia e Humanidades’ define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico”. Confira a página da Juca na internet, no endereço: http://juca.irbr.itamaraty.gov.bpt-bMain.xml.
Para saber mais sobre a vida de diplomata no Brasil e no exterior, sugiro a conhecida “FAQ do Godinho” (“FAQ do Candidato a Diplomata”, de Renato Domith Godinho), disponível para download no link: http://relunb.files.wordpress.com/2011/08/faq-do-godinho.docx. Esse arquivo foi escrito há alguns anos, então algumas coisas estão desatualizadas (com relação às modificações do concurso, especialmente). De todo modo, a parte sobre o trabalho do diplomata continua bem informativa e atual.
MEUS ESTUDOS PARA O CACD – http://relunb.wordpress.com
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2020.06.26 20:08 MulherdaWeb Como usar QUIABO para DERRETER a GORDURA DA BARRIGA

Como usar QUIABO para DERRETER a GORDURA DA BARRIGA

Como usar quiabo para emagrecer
Como usar quiabo para emagrecer e perder toda gordura da barriga de forma simples e eficaz. Além disso, o quiabo possui substâncias que te ajudam a emagrecer de forma rápida e eficaz. O quiabo tem um sabor suave e uma textura única, com um penugem de pêssego por fora. Dentro do casulo há pequenas sementes comestíveis. LEIA TAMBÉM↓↓: → Poderoso AFRODISÍACO NATURAL está mudado a vida de mulheres FRIGIDAS Como EMAGRECER 23kg SEM cirurgia nem exercícios.... Método PSICOLÓGICO é capaz de RECUPERAR QUALQUER RELACIONAMENTO em... Composto que "Seca Barriga" e Tira Inchaço Vira Febre em São Paulo! Como REDUZIR 96% das RUGAS Rapidamente Sem... → DESCOBERTO Método NATURAL que ELIMINA Sintomas de MENOPAUSA Tratamento NATURAL está realizando o sonho de mulheres serem mães rapidamente
Este artigo analisará o conteúdo nutricional do quiabo, seus possíveis benefícios à saúde, algumas dicas de receita e possíveis riscos à saúde, e Como Usar Quiabo Para Emagrecer.

O que é quiabo?

O quiabo é uma planta que é conhecida em muitas partes do mundo como ladyfinger ou bhindi, é muito apreciada por causa de suas vagens. O nome científico desta planta interessante é Abelmoschus esculentus. Embora sua origem ainda não esteja clara, a pesquisa diz que poderia ter sido originária do sul da Ásia, da África Ocidental ou da Etiópia, mas o júri ainda está de fora. Além disso, aprenda agora nesse artigo Como Usar Quiabo Para Emagrecer

Origem do quiabo:

O quiabo, conhecido como gumbo em algumas partes da América, é um vegetal de vagem e de erva-moura. O nome científico do quiabo é Abelmoschus esculentus, mas às vezes também é chamado de Hibiscus esculentus. A maioria das pessoas o usa para fazer pratos crioulos, cajun e sopas grossas devido à sua capacidade de aumentar significativamente a consistência do prato. No entanto, o quiabo tem vários benefícios à saúde devido aos muitos nutrientes que contém.

Valor nutricional do quiabo:

O quiabo contém uma grande quantidade de fibra solúvel, que tem contribuições significativas para a boa saúde. Além disso, meia xícara de quiabo cozido ou fatiado fornece pelo menos 10% da ingestão diária recomendada de ácido fólico, vitamina B2 e vitamina B6. O quiabo também contém quantidades significativas de magnésio, vitamina C, vitamina A, potássio, cálcio, ferro, proteínas e carboidratos.

Como usar o quiabo?

O quiabo é usado em pratos em todo o mundo. Sua popularidade está aumentando o tempo todo, principalmente devido aos seus vários usos. Os diferentes usos incluem:
  • Como um vegetal em conserva;
  • Como ingrediente em sopas e acompanhamentos;
  • O óleo extraído do quiabo também pode ser utilizado como óleo vegetal;
  • A água de quiabo é usada como uma terapia alternativa e tradicional para o diabetes.

Benefícios do quiabo para saúde:

1. Melhorar a digestão: Um estudo mostrou que extratos de Como Usar Quiabo Para Emagrecer inibem a adesão de Helicobacter pylori no intestino. Isso impede que as bactérias se espalhem no intestino. Assim, o quiabo pode ajudar a prevenir uma série de complicações digestivas. Além disso, outro estudo mostrou que o quiabo ajudou a diminuir as contrações musculares gástricas no início da digestão e aumentou depois de três horas. Isso ajuda significativamente na absorção adequada de nutrientes. O mesmo estudo também mostrou como usar quiabo para emagrecer diminui o tempo que leva para o sistema digestivo se esvaziar. O quiabo é rico em fibras insolúveis, essencial para manter intacta a saúde do trato intestinal. Devido ao seu alto teor de fibras, o quiabo é útil para auxiliar o laxamento. A fibra aumenta o peso das fezes, o que facilita a defecação. A fibra também pode prevenir a constipação porque, ao adicionar o peso das fezes, a fibra diminui o tempo que leva para as fezes passarem pelo trato intestinal. 2. Prevenir diabetes: Vários estudos demonstraram que extratos de como usar quiabo para emagrecer possuem atividades anti-hiperglicemia, que podem ser extremamente úteis no combate ao diabetes. O alto teor de fibras do quiabo é eficaz na regulação do açúcar no sangue, o que tem implicações significativas na saúde de indivíduos que sofrem de diabetes. A fibra afeta a taxa na qual o corpo absorve o açúcar do trato intestinal. Um estudo mostrou que a fibra também ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue, retardando o processo de assimilação do açúcar, que ocorre no intestino. Um grande estudo multiétnico realizado no Havaí demonstrou que a alta ingestão de fibras na dieta reduziu significativamente o risco de diabetes tipo II. Também foi estabelecido que o quiabo pode ajudar a prevenir doenças renais associadas ao diabetes. Estudos demonstraram que quase 50% dos danos nos rins geralmente são resultado de diabetes. LEIA TAMBÉM↓↓:
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→ Mãe de dois filhos perde 20kg em 22 dias e dá um susto na família... 3. Reduzir doenças cardíacas: O quiabo é uma boa fonte de fibra alimentar, e estudos mostram que a fibra reduz o risco de doenças cardíacas nas coronárias e de doenças cardiovasculares. Isso ocorre porque ajuda na redução dos níveis de LDL, que é o colesterol ruim. É importante notar que a fibra pode reduzir os níveis de LDL no sangue sem afetar os níveis de colesterol HDL, que é o bom colesterol. Em particular, o quiabo contém uma quantidade significativa de fibra viscosa, a pectina, que estudos mostram que reduz os níveis elevados de colesterol no sangue, regulando a fabricação de bile no organismo. Também foi demonstrado que a fibra reduz os níveis de pressão arterial em indivíduos que sofrem de hipertensão. A pressão alta é um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares. 4. Melhorar a visão: As vagens de quiabo são ricas em vitamina A e beta-caroteno, e estudos demonstraram que esses nutrientes são essenciais na prevenção da degeneração macular relacionada à idade. Além disso, o quiabo contém quantidades significativas de vitamina C, o que ajuda na formação de colágeno nos olhos e evita o estresse oxidativo no tecido ocular. O quiabo também contém luteína e zeaxantina. Que são os únicos carotenoides encontrados na retina e na lente. Esses nutrientes evitam danos oxidativos na retina alimentar de carotenoides pode diminuir significativamente o risco de degeneração macular relacionada à idade. Os quiabos contêm carotenoides, como zeaxantina, luteína e beta-caroteno, além de vitamina A e C, os quais têm um papel importante na manutenção da saúde ocular. 5. Eliminar os radicais livres: Outro estudo também descobriu que as sementes do quiabo eram ricas em compostos fenólicos, que demonstravam atividades significativas de eliminação de radicais livres. O quiabo também contém altos níveis de vitamina C, que é considerado um dos antioxidantes mais importantes do corpo. Ele elimina os radicais livres no corpo e evita danos oxidativos e estresse. Os quiabos também são ricos em luteína e zeaxantina, que provaram ser antioxidantes eficientes, especialmente nos olhos. 6. Beneficiar mulheres grávidas: O quiabo é um alimento rico em cálcio, e um estudo mostrou que a ingestão de alimentos ricos em cálcio durante a gravidez leva ao nascimento de crianças com maior conteúdo mineral ósseo. O quiabo também é rico em folato, e pesquisas mostram que mulheres grávidas com maior status de folato durante a gestação deram à luz crianças com maior densidade mineral óssea. Estudos também indicam que um aumento na ingestão de folato durante a gravidez tem efeitos benéficos no tempo de gestação, no peso da placenta e no peso do recém-nascido. Pesquisas também mostraram que o folato é essencial quando se trata do crescimento e desenvolvimento adequados do cérebro do feto. 7. Prevenir contra substâncias toxicas: Foi demonstrado que o quiabo possui propriedades hepatoprotetoras contra alguns dos produtos químicos comuns que causam doença hepática. Um estudo mostrou que o quiabo reduziu significativamente o nível de tetracloreto de carbono no organismo, oferecendo hepatoproteção. Os quiabos também contêm vitamina C, e investigações científicas revelaram que a vitamina é eficaz na proteção do corpo contra toxicidade por chumbo, arsênico, cádmio e mercúrio. 8. Fortalecer os ossos: O quiabo contém uma quantidade significativa de cálcio, quase 5% da ingestão diária recomendada de minerais. O cálcio da dieta é essencial na promoção de alta densidade mineral óssea em pessoas, principalmente em mulheres na pós menopausa e idosos. Estudos mostram que uma dieta rica em cálcio em mulheres grávidas contribui para um melhor crescimento esquelético e densidade de massa óssea na prole. Outro estudo publicado mostrou que crianças que sofriam de deficiência de cálcio apresentavam maior risco de desenvolver fraturas antes da puberdade. Vários estudos demonstraram que a alta ingestão de alimentos ricos em cálcio pode ajudar na prevenção de perda óssea, fraturas e osteoporose em adultos. Estudos demonstram que a disponibilidade de cálcio é essencial para a mineralização óssea e sua deficiência resulta em raquitismo em crianças e osteomalácia em adultos. 9. Ajudar a emagrecer: Devido ao seu alto teor de fibras, o consumo de quiabo pode ajudar no controle de peso. Estudos demonstraram que a fibra é eficaz no aumento da saciedade e saciedade, o que pode ajudar as pessoas a evitar excessos, o principal contribuinte para o ganho de peso e a obesidade. Estudos também mostraram que a ingestão regular mais alta de fibra pode ajudar a diminuir o peso corporal e que as pessoas que ingerem mais fibras em sua dieta geralmente pesam menos do que aquelas que ingerem pouca fibra. Pesquisadores demonstraram que a ingestão alimentar de cálcio de fontes alimentares, como o quiabo, reduz diretamente os níveis de gordura armazenados no corpo. Os cientistas também especulam que uma deficiência alimentar de cálcio no organismo pode resultar em aumento da fome, o que pode afetar as tentativas de perda de peso. 10. Aliviar os sintomas da TPM: Devido ao seu alto teor de cálcio, o quiabo pode ajudar a prevenir ou controlar os sintomas da TPM. Estudos demonstraram que o aumento da ingestão de cálcio na dieta reduz as flutuações de apetite, fadiga e depressão em mulheres com TPM . O quiabo também contém quantidades relativamente altas de vitamina B6 e magnésio, cujos estudos mostram que são eficazes na redução da gravidade da síndrome pré-menstrual. Esses sintomas incluem depressão, ansiedade, dor de cabeça, dor lombar, inchaço e micção frequente. Estudos demonstraram que um aumento na ingestão de magnésio durante a menstruação pode ajudar a reduzir o ataque de enxaqueca. O triptofano, um aminoácido essencial encontrado nos quiabos, é eficiente no tratamento de sintomas relacionados ao Transtorno. Esses sintomas incluem irritabilidade, alterações de humor e disforia.

Como quiabo ajuda a emagrecer?

Como usar quiabo para emagrecer é uma dúvida frequente. O conteúdo de gordura no quiabo é de 0,3 g, ou menos de 1% do valor diário de 65 g do USDA. A gordura é um nutriente que fornece um alto número de calorias na dieta 9 para cada grama de gordura. Em comparação com 4 para carboidratos e proteínas. Incluir não mais do que a necessidade diária de gordura na dieta é importante para evitar o ganho de peso. Como mencionado anteriormente, o quiabo é rico em fibras. A fibra encontrada no quiabo atua como combustível para as boas bactérias encontradas em nossas barrigas, que auxiliam na digestão da gordura. A fibra ajuda a transportar a gordura para fora do corpo e, ao mesmo tempo, ajuda a regular o açúcar no sangue. O quiabo também tem a capacidade de absorver água, o que significa que, quando você come quiabo, retém o excesso de colesterol, bílis e toxinas e ajuda a eliminá-las através de processos normais do corpo. Ele também é uma grande ajuda na prevenção de constipação, inchaço e gás.

Receita com quiabo para emagrecer:

Água de quiabo para emagrecer:

Ingredientes:
  • 500 g de quiabo
  • 350 ml de água
Modo de Preparo: 1. Apare as pontas de 4 quiabo e faça uma fenda longa em cada uma.2. Enxágue 4 quiabo e coloque-os em uma tábua.3. Em seguida, use uma faca para cortar as duas extremidades de cada quiabo. 1. Descarte as pontas e faça 1 fenda longa e rasa em cada quiabo.4. Coloque o quiabo em um copo de água.5. Despeje a água em temperatura ambiente em um copo grande e coloque o quiabo nele.6. Deixe o quiabo de molho durante a noite em temperatura ambiente.7. Você pode colocar uma tampa no copo ou cobri-lo com filme plástico para que nada caia na água.8. Deixe o quiabo por cerca de 24 horas para amolecer e infundir a água.9. Esprema a mucilagem em um copo novo.10. Despeje a água infundida no copo novo e mexa a mistura.11. Despeje lentamente a água que o quiabo absorveu no copo com a mucilagem.12. Em seguida, mexa delicadamente para que a mucilagem seja incorporada. LEIA TAMBÉM↓↓:
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2020.04.24 18:19 HairlessButtcrack Cronologia do Covid-19

Boas malta fiz uma cronologia dos eventos nos estados unidos para entender como é que eles estiveram e quis comparar com a nossa. Decidi postar depois de ver este e este posts.
As conclusões não são boas, os media (americanos) dizem mal da inação do Trump mas nós tivemos uma sorte do Carvalho. Se em movimento de pessoas fossemos iguais a outros países os números eram muito piores, que se formos a olhar bem proporcionalmente em casos estamos ao nível dos estados unidos (mas com metade das mortes). A nossa primeira ação foi a meio de março.
(A minha cronologia certamente que não está completa e estou aberto a adicionar ou retirar coisas dadas fontes, Grande parte veio da Lusa/CM/JN outras coisas vieram da cronologia que fiz dos EUA)
Cronologia:
31 de dezembro de 2019 Organização Mundial de Saúde (OMS) revela haver mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei.
1 de janeiro de 2020 É encerrado o mercado de peixe e carne de Wuhan que se pensa estar na origem da contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.
4 de janeiro São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas.
5 de janeiro A OMS relatou uma "pneumonia de causa desconhecida" em Wuhan, China. A OMS desaconselhou restrições de viagem ou comércio na época.
8 de janeiro O CDC (EUA) emitiu o primeiro alerta público sobre o coronavírus.
9 de janeiro A OMS emitiu uma declaração nomeando a doença como um novo coronavírus em Wuhan. A China publicou os dados genéticos do novo coronavírus.
10 de janeiro É registado o primeiro morto, um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan. Oficialmente há 41 pessoas infetadas na China. As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes.
13 de janeiro Primeiro caso confirmado fora da China, na Tailândia.
14 de janeiro A OMS disse que não encontrou provas de transmissão de pessoa para pessoa. https://twitter.com/WHO/status/1217043229427761152 https://nypost.com/2020/03/20/who-haunted-by-old-tweet-saying-china-found-no-human-transmission-of-coronavirus/
O chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, forneceu confidencialmente uma avaliação “sombria” da situação para as principais autoridades de saúde chinesas. O memorando relacionado afirmava que "a transmissão de humano para humano é possível". Uma investigação da AP News indicou que a denúncia de um caso na Tailândia levou à reunião, bem como o risco de se espalhar com o aumento das viagens durante o Ano Novo Chinês e várias considerações políticas. No entanto, o público chinês não é avisado até 20 de janeiro.
15 de janeiro Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV. Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é "uma hipótese no momento a ser equacionada".
20 de janeiro Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos. (CM reporta isto mas não consigo confirmar em mais fonte nenhuma, a OMS só confirmou a 23 de Janeiro)
O secretário geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, emitem o primeiro aviso público sobre o coronavírus aos cidadãos chineses. Uma investigação da AP News alegou que, de 14 a 20 de janeiro, as autoridades chinesas tomaram medidas confidenciais para mobilizar sua resposta à pandemia, mas não alertaram o público. Alertar o público seis dias antes podia ter evitado "o colapso do sistema médico de Wuhan", segundo um epidemiologista.
21 de janeiro Primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington regressado de Wuhan.
22 de janeiro Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo. Autoridades de saúde chinesas cancelam voos e saída de comboios. Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem três hospitais em alerta: São João (Porto), Curry Cabral e Estefânia (ambos Lisboa).
23 de janeiro OMS reúne comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional. Decide não a decretar. Autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a 70 km de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes. Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.
24 de janeiro Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.
25 de janeiro Pequim suspende as viagens organizadas na China e ao estrangeiro. Austrália anuncia primeiro caso. Hong Kong declara estado de emergência. Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.
27 de janeiro O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia que adotem "medidas rigorosas e oportunas" para controlo do novo coronavírus.
28 de janeiro Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos franceses em Wuhan. Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por pessoas provenientes de Wuhan.
29 de janeiro Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan. Finlândia confirma primeiro caso. Rússia encerra fronteira terrestre com a China. Estudo genético confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
30 de janeiro OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.
31 de janeiro Estados Unidos decidem proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei. Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.
1 de fevereiro Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.
2 de fevereiro Os 18 portugueses e as duas brasileiras retirados da cidade de Wuhan chegam a Lisboa e ficam em isolamento voluntário por 14 dias. Filipinas anunciam o primeiro caso mortal no país. É a primeira morte fora da China.
3 de fevereiro OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que não havia necessidade de medidas que "interferissem desnecessariamente com viagens e comércio internacionais" para parar o coronavírus. Elogiou a resposta chinesa e referiu que a propagação do vírus é "mínima e lenta".
11 de fevereiro OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.
13 de fevereiro Autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.
14 de fevereiro Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.
15 de fevereiro Um turista chinês de 80 anos morre em França. É a primeira morte registada na Europa - o primeiro europeu a morrer no seu continente acontece a 26 de fevereiro.
16 de fevereiro Terceira morte confirmada fora da China, num turista chinês que visitava França.
19 de fevereiro Dois primeiros casos revelados no Irão. No mesmo dia é anunciado que os dois morreram devido ao Covid-19.
20 de fevereiro Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos. Coreia do Sul regista a primeira morte. Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.
21 de fevereiro Autoridades chinesas anunciam que surto está "sob controlo". Itália regista primeira vítima mortal, um italiano de 78 anos.
22 de fevereiro Irão fecha escolas, universidades e centros educativos em duas cidades. País confirma mais de 40 casos de infeção e oito mortes.
23 de fevereiro Autoridade japonesas confirmam que um português, Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao vírus da infeção Covid-19. Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde no país desde a fundação do regime comunista, em 1949. Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza. Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifesta disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.
24 de fevereiro Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19. Diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma "eventual pandemia", considerando "muito preocupante" o "aumento repentino" de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.
25 de fevereiro O português infetado a bordo de um navio de cruzeiros atracado no Japão é enviado para um hospital de referência local. O especialista que liderou a equipa da OMS enviada à China afirma que o mundo "simplesmente não está pronto" para enfrentar a epidemia.
26 de fevereiro Primeiro caso de contágio na América do Sul. É no Brasil, um homem de 61 anos, de São Paulo, regressado do norte de Itália. Vários países confirmam igualmente os primeiros casos: Grécia, Finlândia, Macedónia do Norte, Geórgia e Paquistão. OMS revela que o número de novos casos diários confirmados no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez os registados na China.
27 de fevereiro Arábia Saudita suspende temporariamente a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do Islão em Meca e Medina, bem como turistas de países afetados pelo coronavírus. Segundo português hospitalizado no Japão "por indícios relacionados" com o Covid-19, também tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess. A DGS divulga orientações às empresas, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, e para portos e viajantes via marítima, que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.
28 de fevereiro Primeiro caso confirmado na África subsariana, na Nigéria, depois de terem sido identificadas infeções no norte do continente, no Egito e na Argélia. Suíça proíbe pelo menos até 15 de março qualquer evento público ou privado que reúna mais de mil pessoas. Comissão Europeia solicita aos Estados-membros da UE que avaliem os impactos económicos do novo coronavírus. OMS aumenta para "muito elevado" o nível de ameaça do novo coronavírus. Responsáveis da Feira Internacional de Turismo de Berlim anunciam a suspensão do evento, considerado o maior do mundo, que se deveria realizar entre 4 e 8 de março. Governo português reforça em 20% o stock de medicamentos em todos os hospitais do país, além de estar a preparar um eventual reforço de recursos humanos.
29 de fevereiro Governo francês anuncia cancelamento de "todas as concentrações com mais de 5.000 pessoas" em espaços fechados e alguns eventos no exterior, como a meia-maratona de Paris. Primeira vítima mortal nos Estados Unidos da América.
1 de março Governo das Astúrias confirma primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na região espanhola, o escritor chileno Luis Sepúlveda, que esteve recentemente na Póvoa de Varzim, em Portugal. Macau com perdas históricas nas receitas do jogo em fevereiro, menos 87,8% em relação a igual período de 2019, num mês em que os casinos fecharam por 15 dias devido ao surto de Covid-19. Adriano Maranhão, primeiro português infetado no Japão, tem alta hospitalar.
2 de março Confirmados dois primeiros casos em Portugal Funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário em Portugal, segundo um despacho do Governo. Governo português divulga um despacho a ordenar aos serviços públicos que elaborarem planos de contingência para o surto de Covid-19.
3 de março Primeira morte em Espanha. Itália confirma 79 mortes. Número de infetados em Portugal sobe para quatro. Mais de três mil mortos e de 91 mil infetados em todos os continentes, segundo dados da OMS. Os países mais afetados são China, Coreia do Sul, Irão e Itália. Hospitais São João e Santo António, no Porto, esgotaram capacidade de resposta a casos suspeitos, novas unidades são ativadas Comissão Nacional de Proteção Civil passa a funcionar em permanência, para fazer face ao novo coronavírus. Governo português dá cinco dias às empresas públicas para elaborarem planos de contingência. Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que gere a política monetária do país, corta em 50 pontos base as taxas de juro, devido ao novo coronavírus. O presidente da Fed, Jerome Powell, considera inevitável que os efeitos do surto alastrem às economias mundiais e alterem o seu normal funcionamento "durante algum tempo". FMI e Banco Mundial anunciam que reuniões de abril, que se realizam anualmente em Washington, vão ser feitas à distância, em "formato virtual".
4 de março Itália, o país europeu mais afetado, fecha todas as escolas e universidades. Tinha então 3,089 infetados e 107 mortos. Número de infetados em Portugal sobre para seis. Em todo o mundo, há registo de mais de 3.100 mortos e de 93.100 infetados em 77 países de cinco continentes. Mais de 290 milhões de jovens sem aulas em todo o mundo, segundo a UNESCO. Os trabalhadores em quarentena em Portugal por determinação de autoridade de saúde vão receber integralmente o rendimento nos primeiros 14 dias, diz despacho do Diário da República. O primeiro-ministro português anuncia linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. Banco Mundial anuncia 12.000 milhões de dólares (cerca de 10.786 milhões de euros) para ajudar os países que enfrentam impactos económicos e de saúde. O setor dos serviços contraiu pela primeira vez na China desde que há registos. FMI diz que crescimento mundial será inferior em 2020 ao de 2019 devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, mas que é "difícil prever quanto". Surto diminuiu exportações mundiais em 50 mil milhões de dólares em fevereiro, segundo uma análise publicada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, suspende aulas por ter havido contactos com o quinto infetado.
5 de março Portugal com nove casos de infeção. O número de pessoas infetadas em todo o mundo aumenta para 97.510, das quais 3.346 morreram, em 85 países e territórios. A China é o país mais afetado (80.409 casos e 3.012 mortes); seguido pela Coreia do Sul (6.088 casos, 35 mortes), Itália (3.858 casos, 148 mortes) e Irão (3.513 casos, 107 mortes). Bolsa de Turismo de Lisboa adiada para 27 a 31 de maio Perdas das companhias aéreas mundiais podem chegar aos 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros), estima a associação internacional de transporte aéreo (IATA). TAP reduz 1.000 voos em março e abril devido a quebra nas reservas, suspende investimentos e avança com licenças sem vencimento. O Fundo Monetário Internacional disponibiliza 50 mil milhões de dólares (cerca de 46,7 mil milhões de euros) para combater o surto.
6 de março 13 casos infetados em Portugal. Número de casos no mundo ultrapassa os 100 mil, das quais 3.456 morreram, em 92 países e territórios. A China (sem as regiões administrativas de Macau e Hong Kong), o país onde a epidemia foi declarada no final de dezembro, soma 80.552 casos e 3.042 mortes. Preço do barril de Brent cai mais de 6%, para 47 dólares, devido à quebra da procura
7 de março Número de infeções em Portugal sobe para 21 Visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte suspensas temporariamente. A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, recomenda também o adiamento de eventos sociais. Uma escola de Idães, em Felgueiras, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados por serem instituições relacionadas com casos de pessoas infetadas em Portugal. Governo italiano proíbe as entradas e saídas da Lombardia e de outras 11 províncias próximas para limitar a disseminação do coronavírus, que já causou 233 mortes e 5.061 infetados em todo o país.
8 março Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa decide entrar em quarentena de 14 dias após receber em Belém uma turma de Felgueiras. Mais quatro casos em Portugal, número de infetados sobe para 25. Reino Unido anuncia um aumento de 64 novos casos, elevando-o a um total de 273 casos. Este país regista três mortos. EUA tem 564 infetados, os mortos são 21. Itália confirma 1.492 casos adicionais e 133 mortes. Números totais: 7.375 infetados e 366 mortos. O primeiro-ministro Giuseppe Conte estendeu o bloqueio de quarentena para cobrir toda a região da Lombardia e outras 14 províncias do norte do país. Registado o primeiro morto em África, que ocorre no Egito - um cidadão alemão hospitalizado a 1 de março e depois sofreu insuficiência respiratória causada por pneumonia aguda. DGS encerra escolas e suspende atividades de lazer e culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras por causa do acumular de casos.
9 março Alemanha regista as duas primeiras mortes no país. Infetados aumentam para 1.176. Universidades de Lisboa e Coimbra suspendem todas as aulas presenciais por duas semanas. Itália estende quarentena a todo o país, onde número de mortos atinge 463. Primeiros casos em Chipre significam que todos os países da União Europeia estão atingidos pelo novo coronavírus. Números da Espanha aumentam para 1.231 casos, com 30 mortes. Itália: 9.172 infetados e 463 mortos. França revela que os deputados Guillaume Vuilletet e Sylvie Tolmont estão infetados, havendo cinco deputados da Assembleia com Covid-19. Também foi confirmado que o ministro da Cultura, Franck Riester, havia testado positivo. O número de casos aumentou para 1.412.
10 março Câmara de Lisboa encerra museus, teatros municipais e suspende atividades desportivas em recintos fechados. Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decreta fecho de museus, monumentos e palácios na sua dependência. Governo português suspende voos para todas as regiões de Itália por 14 dias. O primeiro-ministro italiano Conte estende o bloqueio de quarentena a toda a Itália, incluindo restrições de viagens e a proibição de reuniões públicas. Número de infetados sobe para 10.149, número de mortos é já 631. Portugal: 41 infetados
11 março Organização Mundial de Saúde passa a considerar o Covid-19 como uma pandemia, isto é um surto de doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Itália anuncia que o jogador da Juventus Daniele Rugani, colega de Ronaldo, testa positivo para Covid-19. Total de infetados em Itália: 12.462. Total de mortos: 827. Portugal: 59 infetados. Turquia anuncia primeiro caso num homem regressado da Europa. Mais de mil médicos disponibilizam-se para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
12 março Portugal decide encerrar todos os estabelecimentos de ensino até ao final das férias da Páscoa a partir de 16 de março, encerramento de discotecas, restrições em restaurantes, centros comerciais, serviços públicos e proibição de desembarque de passageiros de cruzeiros. Portugal tem agora 78 pessoas infetadas e ainda zero mortes relacionadas com Covid-19. Estado de alerta declarado em todo o país, com proteção civil e forças e serviços de segurança em prontidão. Região Autónoma da Madeira suspende atracagem de navios de cruzeiro e impõe medição de temperatura a passageiros nos aeroportos. Governo dos Açores fecha escolas e museus, interdita cinemas e ginásios. Hospital de São João anuncia que uma das primeiras pessoas internadas em Portugal com Covid-19 se curou. Em apenas um dia, Itália regista 2651 novos infetados, elevando o número de doentes com Covid-19 para 15.113. Nas mesmas 24 horas, morreram 189 italianos. O total de mortos em Itália é agora 1.016.
13 março Europa toma o lugar da China como maior epicentro do coronavírus, diz a OMS, numa altura em que o crescimento de casos abranda no país oriental (China tem agora 80.815 infetados e 3.117 mortos) e acelera em Itália e no resto do continente europeu. Portugal: 112 infetados com o Covid-19. 61 países da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul anunciaram ou implementaram fecho total ou parcial de escolas e universidades. Trinta e nove países fecharam todas as escolas, afetando 421,4 milhões de crianças e jovens. Nesta altura são 11 os países que proíbem a entrada de voos de Portugal (e da Europa): Arábia Saudita, Argentina, El Salvador, EUA, Guatemala, Itália, Jordânia, Kuwait, Nepal, República Checa e Venezuela. Estados Unidos proíbem entrada de voos de passageiros vindos do espaço Schengen na Europa (26 países, incluindo obviamente Portugal) durante 30 dias. Venezuela, país de 32 milhões de habitantes, confirma os dois primeiros casos de infetados: uma pessoa vinda dos EUA e outra de Espanha. O país de Nicolas Maduro também proibiu voos vindos da Europa durante um mês. Eslováquia, Malta e República Checa fecham fronteiras com os países membros da EU. Governo permite a funcionários públicos ficar em casa em regime de teletrabalho sempre que funções o permitam. Madeira suspende voos provenientes da Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e Espanha, países de transmissão ativa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, declara estado de emergência nacional.
UEFA suspende todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. República Checa anuncia fecho total de fronteiras a partir de 16 de março.
14 março Número mundial de infetados: 150.054. Total de mortos: 5.617 Portugal: 169 infetados. Nas últimas 24 horas houve 57 novos casos. Não há ainda mortes em Portugal. Ministra da Saúde, Marta Temido, anuncia que Portugal entrou "numa fase de crescimento exponencial da epidemia", com 169 casos confirmados.
Açores e Madeira decidem quarentena obrigatória para todas as pessoas que cheguem às regiões autónomas. Governo de Espanha, onde há mais de 5.700 casos, impõe "medidas drásticas" no âmbito do estado de alerta, proíbe cidadãos de andar na rua, exceto para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.
15 de março Número de casos em Portugal atinge 245, em todo mundo há quase 160.000 pessoas infetadas e já morreram mais de 6.000.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convoca Conselho de Estado por videoconferência para 18 de março, para discutir a "eventual decisão de decretar o estado de emergência" em Portugal.
Sindicato Independente dos Médicos conta mais de 50 clínicos infetados e mais de 150 em quarentena.
Governo proíbe consumo de bebidas alcoólicas na via pública e eventos com mais de cem pessoas, apelando para que deslocações se limitem ao estritamente necessário.
Autoridade Marítima Nacional interdita atividades desportivas ou de lazer que juntem pessoas nas praias do continente, Madeira e Açores.
16 de março Portugal regista a primeira morte devido ao coronavírus. O número de infetados pelo novo coronavírus sobe para 331. Segundo a Direção-Geral da Saúde, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial.
Governo português anuncia o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
Portugal vai também intensificar o controlo sanitário nos aeroportos.
Macau decreta quarentena obrigatória de 14 dias para quem chegar ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
Assembleia da República dispensa funcionários inseridos em grupos de risco e promove o trabalho à distância e rotatividade.
17 de março O número de infetados sobe para 448.
É anunciado que o SNS foi reforçado com mais 1.800 médicos e 900 enfermeiros e que há 30 profissionais de saúde infetados, 18 dos quais médicos. E é também anunciado o nascimento do primeiro bebé filho de uma mulher infetada. O bebé não foi infetado.
O governo regional da Madeira anuncia o primeiro caso na região.
O município de Ovar fica sujeito a "quarentena geográfica" e o Governo declara o estado de calamidade pública para o concelho, que passa a ter entradas e saídas controladas. A circulação de pessoas nas ruas também é controlada.
António Costa anuncia a suspensão das ligações aéreas de fora e para fora da União Europeia.
A CP reduz em 350 as ligações diárias.
18 de março O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, depois de ouvido o Conselho de Estado e de ter obtido o parecer positivo do Governo e da aprovação do decreto pela Assembleia da República.
O estado de emergência vigora até 02 de abril.
António Costa diz que "o país não para" e que o Governo tudo fará para manter a produção e distribuição de bens essenciais.
O estado de emergência contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. A desobediência é crime e pode levar à prisão.
No dia em que o Governo revela um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros, é também anunciado que as contribuições das empresas para a Segurança Social são reduzidas a um terço em março, abril e maio, e que as empresas vão ter uma moratória concedida pela banca no pagamento de capital e juros.
O número de infetados sobe para 642 e regista-se uma segunda morte. O Alentejo regista os primeiros dois casos.
19 de março O número de vítimas mortais sobe para três em Portugal, com os casos confirmados a ascenderem a 785. Graça Freitas anuncia que quem apresentar sintomas ligeiros ou moderados da doença é seguido a partir de casa.
O primeiro-ministro anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, as medidas e regras para cumprir o estado de emergência, incluindo o "isolamento obrigatório" para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância. Os restantes cidadãos devem cumprir "o dever geral de recolhimento domiciliário". A regra é que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.
A proposta de lei do Governo com as medidas excecionais é de imediato promulgada pelo Presidente da República.
É também anunciado que o Governo criou um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia e que suspendeu o pagamento da Taxa Social Única.
O governo dos Açores determina a suspensão das ligações aéreas da transportadora SATA entre todas as ilhas e a TAP anuncia que vai reduzir a operação até 19 de abril, prevendo cumprir 15 dos cerca de 90 destinos.
20 de março Com o país recolhido começam a destacar-se respostas da sociedade civil e das autarquias para fazer face à pandemia, anunciam-se ações de solidariedade para com os mais necessitados.
O Governo reúne-se em Conselho de Ministros para aprovar um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população mais afetada. António Costa anuncia que é adiado para o segundo semestre o pagamento do IVA e do IRC, a prorrogação automática do subsídio de desemprego e do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção.
É também anunciado que as celebrações religiosas, como funerais, e outros eventos que impliquem concentração de pessoas são proibidos, e que as autoridades de saúde ou de proteção civil podem decretar a requisição civil de bens ou serviços públicos se necessários para o combate à doença.
Portugal tem seis vítimas mortais e 1.020 casos confirmados.
21 de março O número de mortes sobe para 12, o dobro do dia anterior, e os infetados são 1.280.
Marta Temido estima que o pico de casos aconteça em meados de abril, e diz que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento de infetados, que passa pelo aumento do acompanhamento em casa. Graça Freitas estima que a taxa de letalidade é de cerca de 1%, mas avisa que pode mudar.
O Governo anuncia que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis e reduz os leilões nas lotas, criando uma linha de crédito até 20 milhões de euros para o setor da pesca.
Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, arredores de Lisboa, é anunciado que 10 utentes estão infetados. Um lar em Vila Nova de Famalicão fica sem funcionários depois de oito terem dado positivo ao covid-19.
O ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia que a TAP prevê realizar voos para a Praia e Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné-Bissau) e São Tomé para transportar portugueses para casa.
22 de março O número de mortes associadas à covid-19 sobe para 14 e o de infetados para 1.600 (mais 320).
Num domingo de sol muitas pessoas saem à rua e na Póvoa de Varzim a polícia é chamada devido ao "desrespeito ao estado de emergência" (multidão a passear). Em Coimbra a PSP também é chamada por causa de um aglomerado na Mata Nacional do Choupal.
São detidas sete pessoas no país por crime de desobediência.
Os utentes do lar de Famalicão são transferidos para o Hospital Militar do Porto.
As autoridades iniciam o repatriamento de mais de 1.300 passageiros que chegam a Lisboa num navio de cruzeiro (entre eles estão 27 portugueses).
O Governo assina três despachos, que entram em vigor no dia seguinte, para garantir serviços essenciais de abastecimento de água e energia, recolha de lixo e funcionamento de transportes públicos.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Jorge Veloso, pede que as pessoas das cidades e os emigrantes evitem ir para o interior.
23 de março Portugal tem 23 mortes e 2.600 infeções.
As queixas sobre a falta de equipamentos para quem mais necessita, como profissionais de saúde ou de segurança, começam a surgir. O Governo anuncia que o Estado vai comprar à China equipamentos de proteção e que espera quatro milhões de máscaras. Cinco polícias e dois técnicos sem funções policiais estão infetados numa esquadra de Vila Nova de Gaia.
O Governo cria uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros para artistas e entidades culturais e reforça com 50 milhões de euros os acordos de cooperação com o setor social (responsável pelos lares de idosos ou centros de dia).
Uma residência para idosos na Maia, Porto, coloca em isolamento 46 idosos devido a casos de infeção.
24 de março O número de mortes sobe para 33 e o número de infeções passa a 2.362.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anuncia a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, no mesmo dia em que são já 27 as detenções por violação das regras do estado de emergência.
O Presidente da República admite que o pico da pandemia possa ocorrer depois de 14 de abril. No parlamento, o presidente e líder parlamentar do PSD abandona o plenário depois de uma discussão sobre o número excessivo de deputados na bancada social-democrata.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) lança uma linha de financiamento de 1,5 milhões de euros para investigação e "implementação rápida" de respostas às necessidades do SNS.
Em Vila Real, o presidente da Câmara alerta para a existência de 20 utentes e funcionários de um lar infetados com covid-19.
O Rali de Portugal é adiado.
25 de março Portugal regista mais 10 mortes chegando às 43, quando são contabilizadas 2.995 infeções.
O secretário de Estado da Saúde diz que o sistema tem capacidade de fazer 8.600 testes diários. A questão de se fazer mais testes ou não divide opiniões.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coloca em alerta laranja, o segundo mais grave, os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças diz que o país "nunca esteve tão bem preparado" para enfrentar uma crise como a causada pelo vírus.(lol) O Banco de Portugal anuncia que é facilitada a concessão de crédito pessoal por parte dos bancos.
A Câmara de Melgaço implementa um cerco sanitário na aldeia de Parada do Monte, com 370 habitantes, após confirmação de três casos de infeção.
A ASAE diz que já fiscalizou 41 operadores económicos por causa de especulação de preços.
26 de março Há 3.544 infeções e morreram 60 pessoas.
Há doentes a ser tratados com medicamentos da malária e do ébola, ainda que sem certezas, diz Graça Freitas.
O Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto caia este ano 3,7% num cenário base e 5,7% num cenário adverso, devido à pandemia. A taxa de desemprego deve subir acima dos 10%. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa admite prolongar o estado de emergência reúne-se o Governo em Conselho de Ministros e aprova a suspensão até setembro do pagamento dos créditos à habitação e de créditos de empresas. Aprova também medidas excecionais de proteção dos postos de trabalho (como redução temporária de horário ou suspensão do contrato) e uma proposta de lei que prevê um regime de mora no pagamento das rendas, habilitando ainda o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana a conceder empréstimos a inquilinos.
Na Maia um lar de idosos infetado é evacuado, em Vila Real aumentam as infeções num lar de idosos, de 20 para 45.
É anunciado que quem aterrar nos Açores tem confinamento obrigatório de 14 dias.
27 de março No lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, são agora 88 os infetados, entre os quais 68 utentes.
Em Portugal o número de mortes chega a 76 e o número de infetados sobe para 4.268.
Graça Freitas diz agora que o pico da pandemia pode afinal ser só em maio.
António Costa anuncia a chegada a Portugal de milhares de equipamentos de proteção individual e o Laboratório Militar também anuncia que começou a fazer testes de diagnóstico. Outras entidades como o Instituto de Medicina Molecular também começam a fazer testes.
Mil e quinhentos enfermeiros voluntariam-se para reforçar o apoio à linha telefónica SNS24, segundo a bastonária da Ordem.
As forças de segurança detiveram, desde o início do estado de emergência, 64 pessoas por crime de desobediência, e mandaram encerrar 1.449 estabelecimentos. O balanço é do MAI, segundo o qual também foram impedidas de entrar em Portugal 850 pessoas e uma delas foi detida. A detida, viria a confirmar-se depois, estava infetada com covid-19.
No Algarve, quando se aproxima o período da Páscoa, que costuma encher os hotéis, a associação empresarial do setor diz que a hotelaria está praticamente encerrada.
28 de março O número de mortes ascende à centena e os infetados são 5.170. Marta Temido também diz que o pico da epidemia só deve acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a abrandar a curva de infeções.
O Presidente da República pede aos portugueses para que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as regras de contenção. A PSP interpela todas as pessoas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, e são divulgadas imagens de grandes filas de carros, alguns deles, diz a PSP, em incumprimento do estado de emergência.
É publicada uma retificação do diploma inicial do "lay-off" simplificado, acautelando que nenhum trabalhador de empresas que recorram e esse apoio pode ser despedido.
O Governo anuncia que vai organizar uma operação de transporte aéreo para o regresso temporário a Portugal de professores portugueses que estão em Timor-Leste.
29 de março Portugal contabiliza 119 mortes e 5.962 casos de infeções p. O número de pessoas internadas nos cuidados intensivos é de 138 doentes, um aumento para o dobro em relação ao dia anterior.
As notícias sobre infeções em lares continuam, como em Foz Côa, Guarda, onde o lar tem 47 infetados num universo de 62 idosos, segundo o provedor.
Em Ovar, onde foi declarado o estado de calamidade pública, são cinco as mortes, uma delas uma jovem de 14 anos, diz o vice-presidente da Câmara.
Nos Açores, o concelho de Povoação, na ilha de S. Miguel, é também submetido a um cordão sanitário.
Surgem notícias, através de sindicatos, de que há pelo menos um guarda prisional infetado do estabelecimento de Custoias e de uma auxiliar de ação médica no hospital prisional de Caxias. O Governo diz que vai ponderar criteriosamente a recomendação das Nações Unidas para libertação imediata de alguns presos mais vulneráveis.
30 de março António Costa avisa que Portugal "vai entrar no mês mais crítico desta pandemia", no dia em que os números da DGS indicam que há 140 mortes e 6.408 infetados.
Segundo o primeiro-ministro, com ou sem estado de emergência vai ser preciso prolongar as medidas que têm sido adotadas. E, diz também, que na próxima semana pretende cobrir o país com despistes de covid-19 em lares.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirma que o número de profissionais de saúde infetados chegou aos 853, e Graça Freitas admite impor-se uma cerca sanitária na região do Porto, motivando fortes críticas.
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, diz que a segurança social recebeu 1.400 pedidos de empresas que pretendem aderir ao "lay-off" simplificado.
(Continua nos comentários)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admite nacionalizações e diz que seria "um erro trágico" reagir com medidas de austeridade à crise provocada pela pandemia, defendendo antes o apoio ao crescimento da economia.
O Governo pede a abertura de "forma condicionada" das juntas de freguesia onde estão instalados postos dos CTT, lembrando que esses serviços garantem a entrega de pensões. A empresa anunciou que ia antecipar a emissão e pagamento de vales em dois dias úteis.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal.
A TAP avança para um processo de "lay-off" para 90% dos trabalhadores.
O governo dos Açores prolonga a situação de contingência no arquipélago até 30 de abril.
(Limite de Caracteres continua nos Comentários)
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2020.01.18 00:35 bolonaro2018 Gostaria de aproveitar este GRANDE DIA para relembrá-los sobre as REGRAS

As regras foram reescritas para permitir melhor entendimento. A única alteração de fato é sobre Impersonating, devido à mudança de política do Reddit sobre o assunto.


1. Crimes
Não poste nada que seja contra as leis dos Estados Unidos da América e do Brasil.
Não incentive outros a cometerem atos em desacordo com as leis dos Estados Unidos da América e do Brasil.
Esta é uma regra guarda-chuva, que define que qualquer conteúdo tipificado em códigos penais, súmulas, códigos civis, do país onde o Reddit existe e aqui, onde estão os usuários, será removido.

2. Crimes sexuais
Não poste pedofilia e apologia à pedofilia.
Não faça apologia ao estupro.
Não faça apologia à zoofilia.
Clarificação da anterior, difere em proibir conteúdo "loli", que tecnicamente não é crime mas é proibido pelo Reddit.

3. Apologia à violência civil
Não faça apologia a qualquer forma de violência civil, isto é, violência proibida por lei.
Não incentive os outros a bater em mulheres, gays e outras minorias.
Não diga que vai matar alguém ou que alguém deveria ser morto por civis.
Não faça apologia ao suicídio.
Não faça apologia à automedicação.
Não faça apologia ao abuso ou tortura de animais.
Famosa regra que proibe "X tem que morrer" boa parte das vezes. Como a questão das drogas, onde defender a liberação e discutir impactos não é crime ou infração, permite discussão sobre pena de morte e aqueles vídeos que todo mundo adora de legítima defesa.

4. Comércio ilegal
Não comercialize qualquer tipo de droga psicoativa, mesmo se ela for legalizada.
Não comercialize armas, munição, explosivos, ou impressoras de armas 3D.
Não ofereça ou divulgue serviços sexuais como prostituição, casas de "massagem" e outros do gênero.
Não comercialize itens roubados, informações pessoais, documentos falsificados ou dinheiro falso.
Não tente cometer fraudes, estelionato e outros crimes congêneres.
Raríssimo, mas aqui não é mercado negro.

5. Racismo
Não seja racista.
Criticar atos concretos de um grupo ou indivíduo específico é permitido, mas generalizações que menosprezam todo um povo, raça ou etnia são proibidos.
Piadas e ironias estão inclusas, aqui não é chan. Há casos raros de racistas de fato, mas a maioria das infrações ocorre em piadas bestas.

6. Misoginia
Não faça apologia à violência contra mulher.
Anti-feminismo é permitido, mas misoginia, o ato de expressar ódio contra todas mulheres somente por serem mulheres, não é permitido.
Sim, bla bla incel. Trate o grupo "mulher" como raça pra esse propósito.

7. Anonimato e Doxxing
Não poste links para perfis de redes sociais de pessoas não-públicas.
Não poste prints sem censurar nomes e fotos de pessoas não-públicas.
Não poste nomes reais ou informações pessoais de outros, exceto pessoas públicas.
Não poste pornografia ou nudez circulando na internet sem o consentimento dos envolvidos.
Não faça ameaças contra a segurança de outros usuários. (Vou te matar, Vou descobrir quem você é).
Regra bastante quebrada na questão de prints vindos de fora. Clarificações: sendo não-público, fakes anônimos devem ser censurados; Reddit não conta; não ameace, essa é a parte mais séria tirada daqui. As infrações cometidas por PM devem ser reportadas ao próprio Reddit, porque a moderação não dispõe de formas de validar seus prints.

8. Targeted harassment
Não assedie, ameace ou persiga.
Discordar, brigar ou downvotar não constitui assédio. Ameaçar, perseguir pelo site, encorajar outros a atacar alguém, agir de qualquer forma a compelir alguém à participação, será enquadrado.
Regra mais amada, sugiro ler o que o Reddit diz. É uma regra abstrata, e trata de feels, e portanto casos precisam ser avaliados individualmente de acordo com contextos. As infrações cometidas por PM devem ser reportadas ao próprio Reddit, porque a moderação não dispõe de formas de validar seus prints.

9. Impersonating
Não se passe por outro indivíduo ou entidade de forma enganosa.
https://www.reddit.com/redditsecurity/comments/emd7yx/updates_to_our_policy_around_impersonation/

10. Spam
Não utilize o sub para propaganda. Há meios corretos para isso.
https://www.redditinc.com/advertising
Conteúdo pessoal será aceito como OC (Original Content) baseado em seu histórico.
Não crie posts de conteúdo repetido e indesejado, nem exagere em comentários idênticos e similares.
Além dos óbvios indivíduos que criam conta só para divulgar canais do YouTube e "instas", aqui ficam as pessoas que postam a mesma notícia de fontes diferentes pra ocupar o New com o assunto que querem empurrar.

11. Evasão de ban
Não crie contas para evadir punições determinadas pela moderação.

12. Brigading
Não crie campanhas de downvote/upvote para outros posts e comentários do Reddit.
Não crie campanhas de ataque a outras comunidades virtuais.
Prover links para outros subs e posts não é brigading.
13.Not Safe For Work
Não poste algo que você não abriria em um local público sem marcar o tópico ou o comentário com a tag de [ NSFW ].
Importante: O botão de report não é brinquedo. Reporte apenas possíveis violações das regras; reports de alguém que simplesmente discordou de você serão ignorados e, na insistência, reportados aos admins.
Comentários para discussão e esclarecimentos.
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2020.01.13 12:30 AntonioMachado [2012] Oliver James - Como desenvolver a inteligência emocional

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2019.09.21 20:03 O-Pensador Agorismo NÃO é Anarco-Capitalismo‬

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.‬
‪Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.‬
O Agorismo Como Libertarianismo Consistente
‪Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:‬
‪“Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.‬
‪O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.‬
‪O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”‬
‪A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:‬
‪“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.‬
‪Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo. ‬
‪Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.‬
‪“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.‬
‪Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.‬
‪O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”‬
‪Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”‬
‪Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.‬
‪“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”‬
‪O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.‬
‪Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.‬
Contra-economia como definida por Konkin
‪Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .‬
‪Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.‬
‪Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.‬
‪“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”‬
‪“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”‬
A contra-economia como ferramenta para todos os radicais
‪Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.‬
‪As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.‬
‪Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)‬
‪No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.‬
Entendendo a visão de agorismo de Konkin
‪É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,‬
Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?
‪Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .‬
‪“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”‬
‪Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".‬
‪Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.‬
‪Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay. ‬
‪Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos “libertários da direita” é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.‬
‪Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.‬
‪Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .‬
‪Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ”‬
‪Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.‬
‪Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.‬
‪Fontes:‬
‪1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;‬
‪4- Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;‬
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2019.09.20 23:31 O-Pensador Agorismo NÃO é AnarcoCapitalismo

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.‬
‪Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.‬
O Agorismo Como Libertarianismo Consistente
‪Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:‬
‪“Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.‬
‪O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.‬
‪O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”‬
‪A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:‬
‪“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.‬
‪Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo. ‬
‪Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.‬
‪“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.‬
‪Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.‬
‪O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”‬
‪Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”‬
‪Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.‬
‪“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”‬
‪O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.‬
‪Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.‬
Contra-economia como definida por Konkin
‪Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .‬
‪Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.‬
‪Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.‬
‪“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”‬
‪“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”‬
A contra-economia como ferramenta para todos os radicais
‪Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.‬
‪As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.‬
‪Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)‬
‪No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.‬
Entendendo a visão de agorismo de Konkin
‪É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,‬
Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?
‪Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .‬
‪“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”‬
‪Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".‬
‪Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.‬
‪Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay. ‬
‪Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos “libertários da direita” é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.‬
‪Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.‬
‪Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .‬
‪Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ”‬
‪Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.‬
‪Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.‬
‪Fontes:‬
‪1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;‬
‪4- Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;‬
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2019.09.06 02:50 O-Pensador Agorismo NÃO é Anarcocapitalismo

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.‬
‪Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.‬
O Agorismo Como Libertarianismo Consistente
‪Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:‬
‪“Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.‬
‪O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.‬
‪O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”‬
‪A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:‬
‪“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.‬
‪Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo. ‬
‪Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.‬
‪“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.‬
‪Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.‬
‪O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”‬
‪Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”‬
‪Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.‬
‪“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”‬
‪O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.‬
‪Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.‬
Contra-economia como definida por Konkin
‪Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .‬
‪Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.‬
‪Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.‬
‪“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”‬
‪“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”‬
A contra-economia como ferramenta para todos os radicais
‪Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.‬
‪As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.‬
‪Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)‬
‪No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.‬
Entendendo a visão de agorismo de Konkin
‪É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,‬
Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?
‪Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .‬
‪“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”‬
‪Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".‬
‪Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.‬
‪Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay. ‬
‪Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos “libertários da direita” é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.‬
‪Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.‬
‪Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .‬
‪Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ”‬
‪Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.‬
‪Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.‬
‪Fontes:‬
‪1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;‬
‪4- Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;‬
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2019.09.06 02:48 O-Pensador Agorismo NÃO é Anarcocapitalismo

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.
Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.
‘O Agorismo Como Libertarianismo Consistente’
Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:
“ Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.
O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.
O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”
A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:
“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.
Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo.
Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.
“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.
Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.
O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”
Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”
Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.
“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”
O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.
Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.
‘Contra-economia como definida por Konkin’
Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .
Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.
Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.
“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”
“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”
‘A contra-economia como ferramenta para todos os radicais’
Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.
As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.
Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)
No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.
‘Entendendo a visão de agorismo de Konkin’
É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,
‘Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?’
Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .
“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”
Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".
Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.
Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay.
Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos "libertários da direita" é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.
Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.
Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .
Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ” (5)
Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.
Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.
Fontes:
1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;
2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;
3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;
4-Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;
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2019.04.30 04:16 consultorseobiz Quais São Os Melhores Convênios Médicos do Rio de Janeiro?

Chegou neste artigo procurando pelos melhores convênios médicos do Rio de Janeiro? Abaixo, irei listar os melhores convênios médicos do Rio de Janeiro e que fazem parte do escopo da corretora Rio Saúde, que oferece a você uma cotação e tabela de preços comparativos a qualquer momento!

Amil:

A Amil é uma das empresas de assistência médica mais antiga do país e graças a sua credibilidade no mercado, é uma das mais procuradas também.
Vale destacar que ela faz parte do UnitedHealth Group, que é a maior empresa de saúde do mundo. Junto a isso, a Amil oferece vantagens como:
Além disso, a rede conta com hospitais referências em saúde e os serviços de laboratórios como a Rede Labs A+ e o Sérgio Franco.
Entre seus diversos tipos de planos, a Amil possui aqueles de coparticipação e reembolso, os de planos regionais com custo-benefício (Fácil) e o segmento premium (One).
Desse modo, além de ser um dos melhores planos de saúde, ela conta com opções flexíveis para seus clientes.

Amil Fácil (Next Saúde):

Dentre as diversas opções de plano da Amil, irei destacar o Amil Fácil, voltado aos planos de saúde regionais.
O que, faz com que o cliente tenha acesso a um custo-benefício maior. Sem que ele tenha que abrir mãos dos cuidados e eficiência em seus atendimentos.
Assim sendo, para quem prefere algo mais simples (cobertura estadual) essa é a opção perfeita!
Com isso, você pode fazer um plano individual barato, com uma cobertura completa. Logo, você terá acesso a:
Tudo isso, com carência reduzida de 24 horas, reajuste anual regulado pela ANS e acesso a promoções em parceria com a Smart Fit. O que permite que você cuide de se sua de forma adequada!

Assim Saúde:

Os planos da Assim Saúde são um dos melhores do Rio de Janeiro, que possuem uma cobertura completa e preço acessível.
Isso porque, ele é um dos mais baratos na região, com valores a partir de 200 reais. Entre as diversas opções disponíveis você pode contar com planos:
Os serviços oferecidos em suas unidades são de alta tecnologia, em uma rede ampla de consultórios e centro médicos que visam a resolutividade.
Pensando nisso, vale a pena conferir alguns de seus diferenciais, fornecidos aos clientes:

Bradesco Saúde:

A Bradesco é uma empresa reconhecida no mercado, por oferecer seguros de primeira linha.
Desse modo, o seu plano de saúde segue esse estilo e é destinado para empresas ou para pessoas físicas por planos de adesão. Eles possuem diversas vantagens como:
Tudo isso, com acesso a hospitais de primeira linha e com uma redução máxima na carência do plano!
O menor plano empresarial disponível é o Saúde Rio, que atende a empresas com pelo menos 3 vidas a serem cadastradas.
Por ser direcionado para uso apenas no Rio de Janeiro, ele é o que possui melhor custo-benefício. Que conta com cobertura ambulatória e hospitalar!

Golden Cross:

Com uma ampla e qualificada Rede Referenciada, a Golden Cross possui diferentes opções para seus clientes.
São diversos tipos de planos médicos e o Goldental (odontológico). Todos com direito a reembolsos de despesas médicas!
Ao realizar uma cotação com corretora, você irá verificar que os dois planos com custo-benefício mais barato são:
Portanto, a empresa oferece 9 tipos diferentes de planos para seus clientes que atendem as mais diversas necessidades, é importante analisar sua tabela de preço e verificar o melhor custo-benefício para você!

Intermédica:

A Intermédica, uma empresa de saúde que faz parte do Grupo NotreDame, possui planos regionais com cobertura no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense.
Em geral, ele é um plano mais barato já que possui sua própria rede de atendimentos, elevando seu custo-benefício.
Além disso, ela se destaque no mercado ao oferecer um excelente serviço de Medicina Preventiva. Seus planos são tanto regionais, quanto nacionais e ambos possuem reembolso.
Seu objetivo é fornecer planos que se adaptem ao cliente, por isso, é possível encontrar aqueles com acomodação em enfermaria ou apartamento.
Bem como, os contratos com poção de coparticipação ou não. Todos os produtos de sua linha oferecem acesso a:
No Rio de Janeiro, existe ainda a opção de contratar planos com ou sem obstetrícia para as mulheres. O plano mais barato é o Smart e pode ser ajustado as suas necessidades!

Integral Saúde:

Um plano de saúde do grupo Caberj, a Integral Saúde oferece atendimento e cobertura em serviços emergenciais e de urgência em todo o Estado.
Se voltando a um atendimento humanizado, o que caracteriza seu alto índice de aprovação. Seus serviços podem ser contratados unicamente por adesão.
O plano mais barato em sua tabela de preço, é o Essencial, que oferece assistência médica e hospitalar com acesso a:
Além disso, ela é a única operadora que trabalha com autorização prévia para exames laboratoriais.
Exceto em casos de internações cirúrgicas e clínicas. Isso é uma medida que visa a agilidade nos atendimentos da rede credenciada.
Desse modo, qualquer entidade de classe como funcionários públicos, do comércio e estudantes, por exemplo, pode aderir a um de seus planos.

Lincx:

A Lincx é uma linha de plano de saúde da Amil, estando ente os melhores planos de saúde que oferece serviços ambulatoriais e hospitalares.
Uma das vantagens oferecidas aos seus clientes é um reembolso imediato para exames e consultas. Já para cirurgias, o reembolso é feito em até cinco dias úteis.
Além disso, ela ainda oferece um serviço in Company, no qual os médicos e dentistas vão até a empresa do beneficiário atendê-lo.
Mas, não para por aí, outros dos benefícios oferecidos são os atendimentos internacionais, cobertura de vacinas e transplantes e coleta domiciliar de exames.
Logo, podemos perceber que a Lincx oferece planos diferenciados, que visam oferecer exclusividades como:

Medical RIO:

A Medical RIO é uma empresa que oferece dois tipos de planos de saúde coletivos:
Desse modo, em ambos os tipos de plano você conta com as opções Fácil e Super+, cada um deles com opções que se adequam ao preço que você pode pagar.
Em todos eles, os clientes têm disponível as coberturas hospitalares, ambulatoriais e obstétricas em diversos municípios do Rio de Janeiro, como:
Para conferir mais sobre seu custo-benefício, solicite a tabela de preços com a nossa corretora!

SAMOC Saúde:

A SAMOC Saúde está também, entre as empresas com os melhores planos de saúde no Rio de Janeiro.
Isso porque ela tem um diferencial incrível, além de planos convencionais, ela oferece opções para a terceira idade. Além disso, eles também trabalham com uma rede própria de atendimento.
Seus centros médicos se encontram na Lapa, Tijuca, Niterói, Nova Iguaçu e Jacarepaguá. Já seu hospital base, se encontra no bairro de Santa Teresa.
Sua base oferece leito na enfermaria, quartos particulares e CTI adulto e infantil, contando ainda com pediatria e centro cirúrgico.
Dessa forma, eles oferecem um serviço médico de qualidade para seus pacientes e com comodidade para acompanhantes.
Além disso, eles possuem a Oficina da Saúde, que é um trabalho de prevenção a doenças. Os planos disponibilizados são Individuais ou Empresariais.
Portanto, seu maior diferencial se encontra principalmente nos planos para idosos na faixa de 65 a 79 anos de idade.

SulAmérica:

A SulAmérica é uma empresa de seguros, assim como o Bradesco, que oferece planos de saúde:
Assim sendo, ele é comercializado mais entre as operadoras de grande porte. Outro serviço fornecido pela empresa é o Odonto.
Em seu escopo é possível encontrar benefícios diferenciados para cada plano, se adequando as necessidades do cliente.
Mas, todos eles possuem vantagens como desconto em farmácias credenciadas, reembolso e um aplicativo mobile que facilita a vida!
Ou seja, permitindo que você verifique a rede credenciada, tenha uma carteirinha de saúde e um extrato de utilização sempre com você.
O que também facilita a comunicação, pois, você recebe notificações sobre validações de procedimentos, status de reembolso e muito mais.
Por fim, a outra vantagem do aplicativo é o botão de emergência que lhe enviado uma relação da rede mais próxima.

Unimed Leste:

Para quem mora na região Leste Fluminense do Rio a Unimed oferece serviços com acesso a mais de 1400 médicos.
Logo, ela se torna a maior prestadora de serviços dessa região. Seu diferencial se encontra no Serviço de Pronto Atendimento (SPA), Centro de Imagem Unimed, Espaço Unimed e o Hospital Leste Fluminense.
A empresa oferece planos de saúde para pessoas físicas, pequenas empresas e os produtos opcionais como:
Além disso, é possível ter o serviço híbrido que é a junção dos dois citados acima!
Portanto, ele um dos melhores planos de saúde para essa região, que abrangem os 16 municípios abaixo:

Unimed Rio:

Por fim, iremos falar sobre a Unimed Rio que é um dos planos de saúde mais antigos e mais procurados em corretoras.
A rede oferece planos de saúde individuais, familiares, empresariais e dental. Conheça um pouco mais sobre eles e depois solicite a tabela de preços ou faça uma cotação com a nossa corretora!
Gostaram do nosso super artigo com a lista dos melhores convênios do Rio de Janeiro? Então deixe abaixo seu comentário!
Fonte: https://riosaude.com/melhores-planos-de-saude/
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2018.10.24 04:29 fodastiicc Informações, Opiniões e Plano de Governo de cada candidato sobre as principais questões do Brasil.

Fernando Haddad

Educação
Em contra-partido à Escola sem Partido, criar a escola com Ciência e cultura, para valorizar a diversidade.
Revogar a emenda do teto de gastos. Retomar os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal para saúde e educação.
Expandir as matrículas no Ensino Superior e nos ensinos técnicos e profissional.
Priorizar o Ensino Médio. Nesse quesito criar o Programa Ensino Médio Federal, ampliando a participação da União nesse nível de ensino - algumas das propostas são fazer convênio com Estados para assumir escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade e criar um programa de permanência para jovens em situação de pobreza. Além disso, revogar a reforma do Ensino Médio do governo Michel Temer.
Realizar anualmente uma Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente na rede pública de educação básica.

Saúde
Criar Rede de Especialidades Multiprofissional (REM), em parceria com Estados e municípios, com polos em cada região de saúde.
Investir na implantação do prontuário eletrônico que reúne o histórico de atendimento de saúde dos pacientes no SUS.
Implementar um Plano Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável.

Segurança
Reformular o Sistema Único de Segurança Pública, redistribuindo tarefas entre prefeituras, governos estaduais e governos federais.
Transferir para a Polícia Federal o combate ao crime organizado no país criando para isto uma nova unidade na PF.
Criar um Plano Nacional de redução de Homicídios.
Aprimorar a política de controle de armas e munições, reforçando seu rastreamento.
Alterar a política de drogas. Ao mesmo tempo, prevenir o uso de drogas.
Propor uma reforma na legislação para que a privação de liberdade seja adotada apenas em condutas violentas. Prevê criar um Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que estabeleça uma Política Nacional de Alternativas Penais.
Retomar investimentos nas Forças Armadas.
Ministério da Defesa voltará a ser ocupado por um civil.

Políticas sociais e direitos humanos
Reforçar investimentos no Bolsa Família.
Combater a desnutrição infantil.
Criar um Sistema Nacional de Direitos Humanos.
Recriar com status de ministério as pastas de Direitos Humanos, Políticas para mulheres e para Promoção da Igualdade Racial.
Impulsionar ações afirmativas nos serviços públicos.
Propor o Plano Nacional de Redução da Mortalidade da Juventude Negra e Periférica.
Criminalizar a LGBTIfobia, implementar programas de educação para a diversidade e criar nacionalmente o programa Transcidadania - Concessão de bolsas de estudo no Ensino Fundamental e Médio para travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade, lançado na gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.
Promover reforma agrária, titular terras quilombolas e demarcar áreas indígenas

Emprego e economia
Revogar medidas do governo Michel Temer, como a emenda do teto de gastos, a reforma trabalhista e mudanças no marco regulatório do Pré-Sal. A revogação se dará por ato do presidente ou por encaminhamento ao Congresso. "Referendos revogatórios poderão ser necessários para dirimir democraticamente as divergências entre os poderes".
Implementar medidas emergenciais para sair da crise, como redução dos juros, criação de linhas de crédito com juros e prazo acessíveis com foco nas famílias, criação de um Plano Emergencial de Empregos com foco na juventude e retomada de obras paralisadas e do Programa Minha Casa Minha Vida.
Criar a Política Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial, para interiorizar a atividade econômica.
Realizar uma reforma tributária por emenda constitucional. A reforma prevê a isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física para quem ganha até 5 salários mínimos e criação faixas de contribuição maiores para os mais ricos. Tributar grandes movimentações financeiras, distribuição de lucros e dividendo e grandes patrimônios.
Criar o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), substituindo a atual estrutura de impostos indiretos (ICMS, IOF, IPI, ISS...).
Adotar regras para controlar a entrada de capital especulativo no Brasil e inibir a volatilidade do câmbio.
Promover uma reforma bancária, adotando uma tributação progressiva sobre os bancos, com alíquotas reduzidas para os que oferecerem crédito a custo menor e com prazos mais longos.
Estimular a reindustrialização. Para isso, bancos públicos devem assumir papel importante no financiamento da indústria.
Desonerar tributos sobre investimentos verdes, reduzindo o custo tributário em 46,5%.

Política e Corrupção
Não realizar uma Constituinte(para elaborar uma nova Constituição). Em vez disso, fazer reformas por emenda constitucional. A proposta é um recuo em relação ao programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral, que previa deflagrar um novo processo Constituinte, preparando um roteiro de debates sobre os temas e formato da Constituinte logo no início do governo. "Nós revimos nosso posicionamento", declarou Haddad em 8 de outubro.
Em entrevistas, disse que não vai dar indulto ao ex-presidente Lula, Após outras lideranças do PT terem levantado essa possibilidade.
Promover uma ampla reforma política, com financiamento público exclusivo de campanhas, fidelidade partidária, sistema eleitoral proporcional com cláusula de barreira, fim de coligações proporcionais, adoção do voto em lista com paridade de gênero e cotas de representatividade étnico-racial, eleição para Legislativo em data diferente da eleição para Executivo.
Reformar os tribunais de contas, visando a estabilidade das decisões, alterar critérios de nomeação e instituir tempo de mandatos.
Aperfeiçoar Transparência e prevenção à corrupção e enfrentar a apropriação do público por interesses privados. No entanto, a pauta do combate à corrupção servir à criminalização da política: ela não legitima adoção de julgamentos de exceção, o atropelamento dos direitos e garantias fundamentais.
Reformar o Poder Judiciário e o Sistema de Justiça. Para isso, eliminar o auxílio moradia para quem morar em casa própria ou usar imóvel funcional, reduzir as férias de 60 para 30 dias e aplicar o teto do funcionalismo. Além disso, favorecer ingresso nas carreiras de todos os segmentos da população e conferir transparência e controle social da administração da Justiça. Também instituir tempo de mandatos para membros do STF e das Cortes Superiores de Justiça, que não coincidam com a troca de governos e legislativas.

Política Externa
Fortalecer Mercosul, Unasul, BRICS e Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul (IBAS).
Retomar a política externa de integração latino-americana e a cooperação Sul-Sul ( especialmente com a África) nas áreas de saúde, educação, segurança alimentar.
Fortalecer instrumentos de financiamento do desenvolvimento como FOCEM, Banco do Sul e Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).
Apoiar o Multilateralismo, a busca de soluções pelo diálogo e o repúdio à intervenção e a soluções de força.
Defender a reforma da ONU, em particular do Conselho de Segurança, assim como dos instrumentos de proteção aos Direitos Humanos no plano internacional e regional.
Preservar e proteger os recursos naturais "da devastação que os ameaça com os ataques do governo golpista".

Jair Bolsonaro

Educação
Não Admitir ideologia de gênero nas escolas. "Nós precisamos de um presidente que trate com consideração criança em sala de aula, não admitindo a ideologia de gênero, impondo a Escola Sem Partido".Defende educação "sem doutrinação e sexualização precoce"
Incluir no currículo escolas as disciplinas educação moral e cívica (EMC) e organização social e política brasileira (OSPB), que eram ensinadas durante a ditadura militar.
Propor a diminuição do percentual de vagas para cotas raciais. Defende cota social.
Ampliar o número de escolas militares, fechando parcerias com as redes municipal e estadual. Em dois anos, ter um colégio militar em cada capital. Fazer o maior colégio militar do país em São Paulo, no Campo de Marte.
Defende a adoção da educação à distância no Ensino Fundamental, Médio e universitário, com aulas presenciais em provas ou aulas práticas, o que "ajuda a combater o marxismo".

Saúde
Criar um Prontuário Eletrônico Nacional Interligado. Os postos, ambulatórios e hospitais devem ser informatizados com todos os dados do atendimento.
Para combater a mortalidade infantil, defende a melhoria do saneamento básico e a adoção de medidas preventivas de saúde para reduzir o número de prematuros - entre elas, estabelecer a visita ao dentista pelas gestantes nos programas neonatais.
Criar a carreira de Médico de Estado, para atender áreas remotas e carentes do Brasil.
Profissionais do Mais Médicos só poderão atuar se aprovados no Revalida: "Nossos irmão cubanos serão libertados".
Incluir Profissionais de educação física no programa de Saúde da Família, para combater sedentarismo, obesidade e suas consequências.

Segurança
Redirecionar a política de direitos humanos, priorizando a defesa das vítimas da violência.
Reformular o Estatuto do Desarmamento. Defende o direito a posse e porte de arma de fogo por todos.
Defende mudança no código penal para estabelecer a legítima defesa de fato: "você atirando em alguém dentro da sua casa ou defendendo sua vida ou patrimônio no campo ou na cidade, você responde, mas não tem punição".
Garantir o excludente de ilicitude para o policial em operação - ou seja, que os policiais não sejam punidos se matarem alguém em confronto.
Reduzir a maioridade penal para 16 anos por emenda constitucional.
Acabar com a progressão de penas e saídas temporárias.
Defende o fim das audiências de custódia.
Apoiar penas duras para crimes de estupro, incluindo castração química voluntária em troca da redução da pena.
Tipificar como terrorismo as invasões de propriedades rurais e urbanas no território brasileiro.

Políticas sociais e direitos humanos
Manter Bolsa Família e combater fraudes no programa.
Crítico ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que "tem que ser rasgado e jogado na latrina. É um estímulo a vagabundagem e à malandragem infantil".

Emprego e Economia
Criar uma nova carteira de trabalho verde e amarela, em que o contrato individual prevaleça sobre a CLT. Os novos trabalhadores poderão optar, de forma voluntária, por um vínculo empregatício baseado na nova carteira de trabalho ou na tradicional (azul). Além disso, defende uma outra versão da CLT para o trabalhador rural. "O homem do campo não pode parar no Carnaval, sábado, domingo e feriado. A planta ali vai estragar".
Não recriar o CPFM. A proposta é um recuo em relação ao que teria sido anunciado pelo economista Paulo Guedes em setembro, para uma plateia restrita. Guedes é definido por Bolsonaro como seu "Posto Ipiranga" da economia e futuro ministro da Fazenda.
Deixar para trás o comunismo e o socialismo e praticar o livre mercado.
Estabelecer uma Alíquota única de 20% no Imposto de Renda - Hoje a alíquota aumenta de acordo com a renda. Isenta de imposto de renda quem ganha até 5 salários mínimos. É contra a taxação de grandes fortunas e heranças e contra novas tributações a empresários
Criar o Ministério da Economia, que abarcará funções hoje desempenhadas pelos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio, bem como a Secretaria Executiva do PPI(Programa de Parcerias de Investimentos).
Defende privatizações. No caso da Petrobras, já admitiu a privatização "se não tiver uma solução" a respeito da política de preço dos combustíveis. "Temos que ter um combustível com preço compatível". É contra a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica.
Introduzir paulatinamente o modelo de capitalização para a Previdência.
Reduzir em 20% o volume da dívida pública por meio de privatizações, concessões, venda de propriedades imobiliárias da União.
Eliminar o déficit público primário no primeiro ano de governo e convertê-lo em superávit no segundo ano.
criar o Balcão Único, que centralizará todos os procedimentos para a abertura e fechamento de empresas.
Tornar o Brasil um centro mundial de pesquisa e desenvolvimento em grafeno e nióbio.

Política e Corrupção
Não realizar uma nova Constituinte (para elaborar uma nova Constituição), desautorizando o que havia sido dito pelo candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão. Em 13 de setembro, Mourão havia declarado que era favorável à elaboração de uma nova Constituição, escrita por uma "comissão de notáveis", não por representantes "eleitos pelo povo". Em entrevista para o GloboNews, em 7 de setembro, Mourão ainda admitiu a possibilidade de um "autogolpe" por parte do presidente com apoio das Forças Armadas. A respeito das declarações de Mourão, Bolsonaro disse em 8 de outubro: "Ele é um general, eu sou capitão. Mas eu sou o presidente. O desautorizei nesses dois momentos. Ele não poderia ir além daquilo que a Constituição permite. Jamais eu posso admitir uma nova constituinte, até por falta de poderes para tal. E a questão de autogolpe, não sei, não entendi direito o que ele (Mourão) quis dizer naquele momento. Mas isso não existe". E completou: "seremos escravos da nossa Constituição".
Encaminhar para aprovação do Congresso "As Dez Medidas Contra a Corrupção", propostas pelo Ministério Público Federal.
Cortar ministérios e nomear pelo menos 5 generais como ministros.
Extinguir o Ministério das Cidades e "mandar o dinheiro diretamente para o município".

Política Externa
Sepultar o Foro de São Paulo.
Não vai tirar o Brasil da ONU, ao contrário do que chegou a declarar. "É uma reunião de comunistas, de gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul", afirmou. Em seguida, disse que cometeu um falho e que não se referia à ONU, mas ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, que fez recomendação favorável à candidatura de Lula.
Fazer negócio com o mundo todo, sem viés ideológico. Dar prioridade as relações comerciais com nações como Israel, não com a Venezuela.
Revogar a lei de imigração e fazer campo de refugiados, para lidar com a migração de venezuelanos para o Brasil.
Pretende mudar a embaidxada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, assim como fez o presidente dos Estados Únidos Donald Trump. Pretende fechar a Embaixada da Autoridade Palestina no Brasil.
Extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti, a quem chama de terrorista.
Reduzir alíquotas de importação e barreiras não tarifárias. Constituir novos acordos bilaterais internacionais.
Defende que o Brasil deixe o Acordo de Paris sobre o clima - assim como fizeram os Estados Unidos de Donald Trump.
Fundir os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, o que colocaria "um fim na indústria das multas, bem como leva harmonia ao campo". O ministro seria indicado "pelas entidades dos produtores".

FONTES: Plano de Governo do Fernando Haddad
Plano de Governo Jair Bolsonaro
BBC Brasil
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2018.10.24 04:28 fodastiicc Informações, opinião e plano de governo de cada candidato sobre as principais questões no Brasil.

Fernando Haddad

Educação
Em contra-partido à Escola sem Partido, criar a escola com Ciência e cultura, para valorizar a diversidade.
Revogar a emenda do teto de gastos. Retomar os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal para saúde e educação.
Expandir as matrículas no Ensino Superior e nos ensinos técnicos e profissional.
Priorizar o Ensino Médio. Nesse quesito criar o Programa Ensino Médio Federal, ampliando a participação da União nesse nível de ensino - algumas das propostas são fazer convênio com Estados para assumir escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade e criar um programa de permanência para jovens em situação de pobreza. Além disso, revogar a reforma do Ensino Médio do governo Michel Temer.
Realizar anualmente uma Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente na rede pública de educação básica.

Saúde
Criar Rede de Especialidades Multiprofissional (REM), em parceria com Estados e municípios, com polos em cada região de saúde.
Investir na implantação do prontuário eletrônico que reúne o histórico de atendimento de saúde dos pacientes no SUS.
Implementar um Plano Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável.

Segurança
Reformular o Sistema Único de Segurança Pública, redistribuindo tarefas entre prefeituras, governos estaduais e governos federais.
Transferir para a Polícia Federal o combate ao crime organizado no país criando para isto uma nova unidade na PF.
Criar um Plano Nacional de redução de Homicídios.
Aprimorar a política de controle de armas e munições, reforçando seu rastreamento.
Alterar a política de drogas. Ao mesmo tempo, prevenir o uso de drogas.
Propor uma reforma na legislação para que a privação de liberdade seja adotada apenas em condutas violentas. Prevê criar um Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que estabeleça uma Política Nacional de Alternativas Penais.
Retomar investimentos nas Forças Armadas.
Ministério da Defesa voltará a ser ocupado por um civil.

Políticas sociais e direitos humanos
Reforçar investimentos no Bolsa Família.
Combater a desnutrição infantil.
Criar um Sistema Nacional de Direitos Humanos.
Recriar com status de ministério as pastas de Direitos Humanos, Políticas para mulheres e para Promoção da Igualdade Racial.
Impulsionar ações afirmativas nos serviços públicos.
Propor o Plano Nacional de Redução da Mortalidade da Juventude Negra e Periférica.
Criminalizar a LGBTIfobia, implementar programas de educação para a diversidade e criar nacionalmente o programa Transcidadania - Concessão de bolsas de estudo no Ensino Fundamental e Médio para travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade, lançado na gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.
Promover reforma agrária, titular terras quilombolas e demarcar áreas indígenas

Emprego e economia
Revogar medidas do governo Michel Temer, como a emenda do teto de gastos, a reforma trabalhista e mudanças no marco regulatório do Pré-Sal. A revogação se dará por ato do presidente ou por encaminhamento ao Congresso. "Referendos revogatórios poderão ser necessários para dirimir democraticamente as divergências entre os poderes".
Implementar medidas emergenciais para sair da crise, como redução dos juros, criação de linhas de crédito com juros e prazo acessíveis com foco nas famílias, criação de um Plano Emergencial de Empregos com foco na juventude e retomada de obras paralisadas e do Programa Minha Casa Minha Vida.
Criar a Política Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial, para interiorizar a atividade econômica.
Realizar uma reforma tributária por emenda constitucional. A reforma prevê a isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física para quem ganha até 5 salários mínimos e criação faixas de contribuição maiores para os mais ricos. Tributar grandes movimentações financeiras, distribuição de lucros e dividendo e grandes patrimônios.
Criar o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), substituindo a atual estrutura de impostos indiretos (ICMS, IOF, IPI, ISS...).
Adotar regras para controlar a entrada de capital especulativo no Brasil e inibir a volatilidade do câmbio.
Promover uma reforma bancária, adotando uma tributação progressiva sobre os bancos, com alíquotas reduzidas para os que oferecerem crédito a custo menor e com prazos mais longos.
Estimular a reindustrialização. Para isso, bancos públicos devem assumir papel importante no financiamento da indústria.
Desonerar tributos sobre investimentos verdes, reduzindo o custo tributário em 46,5%.

Política e Corrupção
Não realizar uma Constituinte(para elaborar uma nova Constituição). Em vez disso, fazer reformas por emenda constitucional. A proposta é um recuo em relação ao programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral, que previa deflagrar um novo processo Constituinte, preparando um roteiro de debates sobre os temas e formato da Constituinte logo no início do governo. "Nós revimos nosso posicionamento", declarou Haddad em 8 de outubro.
Em entrevistas, disse que não vai dar indulto ao ex-presidente Lula, Após outras lideranças do PT terem levantado essa possibilidade.
Promover uma ampla reforma política, com financiamento público exclusivo de campanhas, fidelidade partidária, sistema eleitoral proporcional com cláusula de barreira, fim de coligações proporcionais, adoção do voto em lista com paridade de gênero e cotas de representatividade étnico-racial, eleição para Legislativo em data diferente da eleição para Executivo.
Reformar os tribunais de contas, visando a estabilidade das decisões, alterar critérios de nomeação e instituir tempo de mandatos.
Aperfeiçoar Transparência e prevenção à corrupção e enfrentar a apropriação do público por interesses privados. No entanto, a pauta do combate à corrupção servir à criminalização da política: ela não legitima adoção de julgamentos de exceção, o atropelamento dos direitos e garantias fundamentais.
Reformar o Poder Judiciário e o Sistema de Justiça. Para isso, eliminar o auxílio moradia para quem morar em casa própria ou usar imóvel funcional, reduzir as férias de 60 para 30 dias e aplicar o teto do funcionalismo. Além disso, favorecer ingresso nas carreiras de todos os segmentos da população e conferir transparência e controle social da administração da Justiça. Também instituir tempo de mandatos para membros do STF e das Cortes Superiores de Justiça, que não coincidam com a troca de governos e legislativas.

Política Externa
Fortalecer Mercosul, Unasul, BRICS e Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul (IBAS).
Retomar a política externa de integração latino-americana e a cooperação Sul-Sul ( especialmente com a África) nas áreas de saúde, educação, segurança alimentar.
Fortalecer instrumentos de financiamento do desenvolvimento como FOCEM, Banco do Sul e Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).
Apoiar o Multilateralismo, a busca de soluções pelo diálogo e o repúdio à intervenção e a soluções de força.
Defender a reforma da ONU, em particular do Conselho de Segurança, assim como dos instrumentos de proteção aos Direitos Humanos no plano internacional e regional.
Preservar e proteger os recursos naturais "da devastação que os ameaça com os ataques do governo golpista".

Jair Bolsonaro

Educação
Não Admitir ideologia de gênero nas escolas. "Nós precisamos de um presidente que trate com consideração criança em sala de aula, não admitindo a ideologia de gênero, impondo a Escola Sem Partido".Defende educação "sem doutrinação e sexualização precoce"
Incluir no currículo escolas as disciplinas educação moral e cívica (EMC) e organização social e política brasileira (OSPB), que eram ensinadas durante a ditadura militar.
Propor a diminuição do percentual de vagas para cotas raciais. Defende cota social.
Ampliar o número de escolas militares, fechando parcerias com as redes municipal e estadual. Em dois anos, ter um colégio militar em cada capital. Fazer o maior colégio militar do país em São Paulo, no Campo de Marte.
Defende a adoção da educação à distância no Ensino Fundamental, Médio e universitário, com aulas presenciais em provas ou aulas práticas, o que "ajuda a combater o marxismo".

Saúde
Criar um Prontuário Eletrônico Nacional Interligado. Os postos, ambulatórios e hospitais devem ser informatizados com todos os dados do atendimento.
Para combater a mortalidade infantil, defende a melhoria do saneamento básico e a adoção de medidas preventivas de saúde para reduzir o número de prematuros - entre elas, estabelecer a visita ao dentista pelas gestantes nos programas neonatais.
Criar a carreira de Médico de Estado, para atender áreas remotas e carentes do Brasil.
Profissionais do Mais Médicos só poderão atuar se aprovados no Revalida: "Nossos irmão cubanos serão libertados".
Incluir Profissionais de educação física no programa de Saúde da Família, para combater sedentarismo, obesidade e suas consequências.

Segurança
Redirecionar a política de direitos humanos, priorizando a defesa das vítimas da violência.
Reformular o Estatuto do Desarmamento. Defende o direito a posse e porte de arma de fogo por todos.
Defende mudança no código penal para estabelecer a legítima defesa de fato: "você atirando em alguém dentro da sua casa ou defendendo sua vida ou patrimônio no campo ou na cidade, você responde, mas não tem punição".
Garantir o excludente de ilicitude para o policial em operação - ou seja, que os policiais não sejam punidos se matarem alguém em confronto.
Reduzir a maioridade penal para 16 anos por emenda constitucional.
Acabar com a progressão de penas e saídas temporárias.
Defende o fim das audiências de custódia.
Apoiar penas duras para crimes de estupro, incluindo castração química voluntária em troca da redução da pena.
Tipificar como terrorismo as invasões de propriedades rurais e urbanas no território brasileiro.

Políticas sociais e direitos humanos
Manter Bolsa Família e combater fraudes no programa.
Crítico ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que "tem que ser rasgado e jogado na latrina. É um estímulo a vagabundagem e à malandragem infantil".

Emprego e Economia
Criar uma nova carteira de trabalho verde e amarela, em que o contrato individual prevaleça sobre a CLT. Os novos trabalhadores poderão optar, de forma voluntária, por um vínculo empregatício baseado na nova carteira de trabalho ou na tradicional (azul). Além disso, defende uma outra versão da CLT para o trabalhador rural. "O homem do campo não pode parar no Carnaval, sábado, domingo e feriado. A planta ali vai estragar".
Não recriar o CPFM. A proposta é um recuo em relação ao que teria sido anunciado pelo economista Paulo Guedes em setembro, para uma plateia restrita. Guedes é definido por Bolsonaro como seu "Posto Ipiranga" da economia e futuro ministro da Fazenda.
Deixar para trás o comunismo e o socialismo e praticar o livre mercado.
Estabelecer uma Alíquota única de 20% no Imposto de Renda - Hoje a alíquota aumenta de acordo com a renda. Isenta de imposto de renda quem ganha até 5 salários mínimos. É contra a taxação de grandes fortunas e heranças e contra novas tributações a empresários
Criar o Ministério da Economia, que abarcará funções hoje desempenhadas pelos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio, bem como a Secretaria Executiva do PPI(Programa de Parcerias de Investimentos).
Defende privatizações. No caso da Petrobras, já admitiu a privatização "se não tiver uma solução" a respeito da política de preço dos combustíveis. "Temos que ter um combustível com preço compatível". É contra a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica.
Introduzir paulatinamente o modelo de capitalização para a Previdência.
Reduzir em 20% o volume da dívida pública por meio de privatizações, concessões, venda de propriedades imobiliárias da União.
Eliminar o déficit público primário no primeiro ano de governo e convertê-lo em superávit no segundo ano.
criar o Balcão Único, que centralizará todos os procedimentos para a abertura e fechamento de empresas.
Tornar o Brasil um centro mundial de pesquisa e desenvolvimento em grafeno e nióbio.

Política e Corrupção
Não realizar uma nova Constituinte (para elaborar uma nova Constituição), desautorizando o que havia sido dito pelo candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão. Em 13 de setembro, Mourão havia declarado que era favorável à elaboração de uma nova Constituição, escrita por uma "comissão de notáveis", não por representantes "eleitos pelo povo". Em entrevista para o GloboNews, em 7 de setembro, Mourão ainda admitiu a possibilidade de um "autogolpe" por parte do presidente com apoio das Forças Armadas. A respeito das declarações de Mourão, Bolsonaro disse em 8 de outubro: "Ele é um general, eu sou capitão. Mas eu sou o presidente. O desautorizei nesses dois momentos. Ele não poderia ir além daquilo que a Constituição permite. Jamais eu posso admitir uma nova constituinte, até por falta de poderes para tal. E a questão de autogolpe, não sei, não entendi direito o que ele (Mourão) quis dizer naquele momento. Mas isso não existe". E completou: "seremos escravos da nossa Constituição".
Encaminhar para aprovação do Congresso "As Dez Medidas Contra a Corrupção", propostas pelo Ministério Público Federal.
Cortar ministérios e nomear pelo menos 5 generais como ministros.
Extinguir o Ministério das Cidades e "mandar o dinheiro diretamente para o município".

Política Externa
Sepultar o Foro de São Paulo.
Não vai tirar o Brasil da ONU, ao contrário do que chegou a declarar. "É uma reunião de comunistas, de gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul", afirmou. Em seguida, disse que cometeu um falho e que não se referia à ONU, mas ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, que fez recomendação favorável à candidatura de Lula.
Fazer negócio com o mundo todo, sem viés ideológico. Dar prioridade as relações comerciais com nações como Israel, não com a Venezuela.
Revogar a lei de imigração e fazer campo de refugiados, para lidar com a migração de venezuelanos para o Brasil.
Pretende mudar a embaidxada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, assim como fez o presidente dos Estados Únidos Donald Trump. Pretende fechar a Embaixada da Autoridade Palestina no Brasil.
Extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti, a quem chama de terrorista.
Reduzir alíquotas de importação e barreiras não tarifárias. Constituir novos acordos bilaterais internacionais.
Defende que o Brasil deixe o Acordo de Paris sobre o clima - assim como fizeram os Estados Unidos de Donald Trump.
Fundir os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, o que colocaria "um fim na indústria das multas, bem como leva harmonia ao campo". O ministro seria indicado "pelas entidades dos produtores".

FONTES: Plano de Governo do Fernando Haddad
Plano de Governo Jair Bolsonaro
BBC Brasil
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2018.07.10 14:26 jguariglia Os 10 artistas que mais venderam ingressos no primeiro semestre do ano

Phil Collins aparece em primeiro lugar no ranking da StubHub; Katy Perry se destaca como única artista mulher. Veja infográfico com os dados em alta aqui
São Paulo, junho de 2018 – O primeiro semestre do ano está chegando ao fim e, para entender como o ano está sendo para a indústria musical, a StubHub, maior plataforma de compra e venda de ingressos do mundo, preparou um ranking dos artistas que mais venderam ingressos para brasileiros em 2018 até agora. Phil Collins lidera a lista e Katy Perry se destaca como única cantora mulher:
Artistas que mais venderam ingressos no primeiro semestre
  1. Phil Collins
  2. Foo Fighters + Queens of the Stone Age
  3. Katy Perry
  4. Pearl Jam
  5. Ozzy Osbourne
  6. Depeche Mode
  7. Eddie Vedder
  8. Harry Styles
  9. Gorillaz
  10. Radiohead
“O destaque de Phil Collins é muito interessante, pois ele é o único artista da lista cujo público tem, em sua maioria, mais de 45 anos. Além disso, essa foi sua primeira turnê solo no Brasil”, afirma Marta Bernasconi, Gerente de Relações Públicas da StubHub na América Latina.
Com exceção de Harry Styles, todos os artistas do ranking têm pelo menos uma década de carreira, o que faz dele um destaque – seu primeiro single solo foi lançado em maio do ano passado. “O desafio, agora, é ampliar o número de mulheres nestes rankings”, completa Marta.
Perfil do público – prevalência de mulheres
Considerando-se o público de todos esses artistas, 60% dos compradores são mulheres, enquanto homens representam um total de 40%. A maior parte do público é jovem: 60% têm até 34 anos de idade. Na divisão por estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais se destacam: foram os estados em que mais ingressos foram comprados. Marta afirma: “Por uma questão econômica a região sudeste é a que mais recebe eventos internacionais – naturalmente o volume de compradores nestes lugares será maior”.
Sobre a StubHub
Na StubHub, nossa missão é simples: ajudar os fãs a se divertir. Conectamos fãs com seus times, shows e artistas favoritos e apresentamos os que eles vão amar depois. Como a maior plataforma de compra e venda de ingressos do mundo, habilitamos os fãs a comprar e vender ingressos para dezenas de milhares de eventos, sempre que quiserem, por meio de desktop e dispositivos móveis, incluindo o nosso aplicativo StubHub para iPhone, iPad, Apple Watch e Android. Oferecendo uma experiência superior para os fãs, a StubHub reinventou o mercado de revenda de ingresso em 2000 e continua liderando a inovação. Nossas conquistas na indústria incluem a introdução do primeiro aplicativo de venda de ingressos, a primeira ferramenta de mapeamento de assentos interativos e o primeiro programa de recompensas para entretenimento ao vivo, o Fan Rewards™. Nossos parceiros de negócios incluem mais de 130 equipes em MLB, NBA, NHL, MLS e NCAA, além de AEG, AXS e Spectra Ticketing & Fan Engagement. Com a aquisição da Ticketbis em agosto de 2016, a StubHub fornece a experiência total de eventos de ponta a ponta em todo o mundo. StubHub é uma empresa eBay (NASDAQ: EBAY). Para mais informações sobre StubHub, visite StubHub.com.br ou siga @StubHub no Twitter.
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2017.02.15 22:01 Scalira Right Where It Belongs

THROW ME IN THE LANDFILL
Havia sete anos que Mick Rory não ateava fogo a nada.
Havia jurado pelo sangue de sua mãe não começar um incêndio outra vez, não importando a beleza das chamas deflagradas a beijar e retorcer a madeira. Ou o quão bonito era vê-las crescer, uma força em si mesmas, um inferno calcinante que não deixava nada em seu caminho; vibrantes como a vida e impiedosas como a morte. Havia jurado por Leonard, o garoto que conhecera trinta anos antes no reformatório e que precisara salvar de ser esfaqueado até a morte, e com quem crescera contando estórias no meio-fio de uma estrada, bicicletas jogadas a um lado, ignorando que Lenny trazia um olho roxo e que rir, para ele, doía. Leonard, dos planos infalíveis e do sorriso gatuno que lhe fazia acreditar que tudo daria certo, no fim. Dos olhos frios, das emoções reclusas, o garoto Snart que não deixava ninguém chegar perto demais para ver o que havia por trás de suas barreiras de gelo, por trás de suas defesas tão bem construídas.
Jurou pelo mesmo Leonard que chorou à sua hospitalização.
Mick não tinha como saber com certeza.
Havia começado como sempre começa: uma chama inocente queimando em algum lugar; uma faísca. E Rory a alimentara para vê-la crescer e consumir e devorar: uma deusa dourada, implacável e cruel, verdadeira e justa. Ela o chamava, o convidava a descobrir os segredos do universo, aqueles segredos sussurrados apenas na sabedoria do fogo e, oh!, ele os queria descobrir. Os sons calavam quando o fogo falava e tudo ao redor – a casa rangendo, as vigas retorcidas, o teto desabando – nada disso importava, nada disso valia se o fogo apenas dissesse que o queria, chamasse seu nome...
Estava engolido nas chamas quando Leonard voltou por ele.
Estavam no meio de algo importante, não estavam? Mick já não conseguia se lembrar o que era. Tantos anos de vida no crime tornavam difícil distinguir os roubos pequenos dos grandes, os assaltos a mão armada dos intrincados planos milionários e com o fogo tão perto, tão quente e tão gentil, Rory não conseguia sequer lembrar-se de onde estavam. Alguém gritou que não deviam ter chamado o incendiário; uma voz tão fraca que implicava distância e pés fugidios que se afastavam do prédio, mas não os de Leonard. Os de Leonard faziam o caminho inverso, para longe da segurança e da noite clara e fumarenta e para dentro do inferno e do fogo, querentes de levar Mick com eles.
— Mick! — O ouviu gritar, não pela primeira vez. Mas o som era tão distante, tão fraco e irrisório frente ao estalar das chamas que não se voltou para vê-lo — Mick, nós temos que ir! Mick!
Outra noite Mick teria ouvido. Se as mãos de Leonard – aquelas mãos enluvadas, finas demais para esses trabalhos – o houvessem conseguido alcançar, Mick teria ouvido. Só que as chamas o engoliam em uma miríade, uma torrente, um paraíso de labaredas dançantes e sedutoras que se postavam entre ele e Lenny. Mick não podia ser alcançado. Não podia ser detido. As chamas o consumiriam e – deus, ele não negava – a morte seria bem-vinda.
Em algum momento, a voz de Lenny calou. Em algum momento, a escuridão o tragou. Em algum momento, as chamas cessaram.
Não esperava acordar.
Passou dias em tratamento intensivo. Quando foi finalmente movido a um quarto não recobrou a consciência. Foram semanas entre a realidade e a ilusão, o sonho e o desespero, alucinando na tênue linha da mortal eternidade. Mais de uma vez pensou-se morto; a voz canora de sua mãe o chamava de filho e o convidava a ir para casa. Tantos anos perdido e agora finalmente encontrava o caminho de volta – era questão de seguir e aceitar. Mas noite dessas ouviu um soluço. Um soluço que pedia para ser perdoado, que pedia desculpas, que chorava em seu leito. Na junta do pescoço com o ombro, sentiu suas lágrimas. Elas trilhavam um caminho salgado nuca abaixo e era o único gosto de realidade que este sonho ainda tinha.
— Mick — Naquela voz roubada de Lenny, quebrada de choro — Mick, eu sinto tanto.
E aquela ilusão não convencia porque Lenny jamais pediria desculpas – jamais teria pelo que se desculpar. Tudo o que fizera, todos esses anos, fora salvar Mick do inferno de ser quem era. Trazer à sua vida o mínimo de normalidade. Lenny era uma constante, uma luz em meio a tormenta de se estar perdido sem saber de onde viera ou para onde iria. Leonard o fez sentir-se como parte de algo outra vez e Mick não se sentia assim desde a infância, vivendo em uma cidadezinha campestre a oeste da civilização. Embora as memórias deste tempo não estivessem exatamente lá, uma parte de si se lembrava amado e querido. Lembrava, também, de ter uma família e de ser mais do que empecilho ou ferramenta; lembrava de pertencer e do calor dos abraços, dos afagos e dos beijos, das noites embaladas de estórias e da afeição incontida. Por que Leonard se desculparia por ser sua família?
— Mick, eu sempre... — E as palavras sussurradas só para ele ouvir eram sonho e fantasia, eram delírio e pesadelo, eram tudo o que Mick sempre quisera e mais do que podia aceitar e este Leonard era utopia que selava o que tinham de um jeito que nenhum dos dois jamais se atreveu.
Mick nunca teve como saber com certeza que aquela noite não fora um delírio. Que Leonard Snart, o próprio, viera ao seu leito e chorara por ele por pensar-se culpado de alguma mágoa só sua. Mick jamais soube, mas a lembrança desta noite – sonho ou realidade – fê-lo prometer que nada daquilo se repetiria, mesmo que implicasse se afastar para não ferir; dar as costas ao bando de Leonard sem dizer para onde ia, incapaz de crer-se estável o bastante e controlado o bastante para deter-se diante das chamas. E se tivesse que escolher entre Leonard e o fogo, não estava bem certo do que escolheria. Para viver consigo, debaixo daquela casca de corpo onde deveria ter um homem, Mick deu-lhe as costas e não olhou para trás. Leonard não o procurou.
Sete anos e as coisas continuavam iguais.
Controlar a vontade do fogo não foi fácil.
Esses anos todos foram repletos de remédios e terapia, visitas psiquiátricas e duras observações. Os grupos de apoio – Mick pagou com a língua por rir dos imbecis que a eles se juntavam – foram, talvez, a mais útil das medidas que tomara. Saber-se junto de outros seus iguais ajudava. Aplacava essa voz insistente e ranzinza, gritando que era um doido; um psicótico que, como o fogo, só era capaz de calcinar e destruir, deixando nada além de cinzas por onde quer que passasse.
Foi difícil aceitar que não teria a companhia das chamas outra vez.
Não foram poucas as vezes que se viu em recaída olhando para labaredas que subiam e estalavam e beijavam e mordiam. Embora os fogos jamais tenham saído de controle, a pontada de culpa logo virava maré e mar em ressaca e Mick se via à deriva nessas águas de autocomiseração.
Toda vez que se olhava no espelho – e ele se forçava a se encarar no espelho, a camisa puxada acima dos ombros para ver os estragos – tinha de ver os ombros e as costas lavrados de cicatrizes; marcas fundas na pele que se arrastavam para todos os lados como um polvo cujos tentáculos jamais se esticariam o bastante para naufragar navios no mar branco de suas costas. O horror que o fogo deixara manchara para sempre sua carne e sua vida.
Uma parte sua gritava que essa era sua verdadeira natureza: monstruosa, deformada, tingida pelas chamas que tanto amava e a que se entregaria sem pensar, consumido na abençoada inconsciência que o fogo traria. Mas outra parte – o todo de quem era – tinha de se lembrar que não era por ele. Era por Leonard. Porque aquelas marcas poderiam muito bem não ter acabado em seu corpo, mas em Leonard. O mesmo Leonard que se orgulhava da pele macia, das mãos finas de gentleman, da beleza que traía o fosso onde crescera com seu pai e irmã. Aquelas marcas do fogo poderiam ter-lhe tomado a vida, a forma, o corpo e a carne; incinera-lo a uma massa pútrida e informe a ser deixada para trás para ser reconhecida pelos dentes. E teria que suportar Lisa olhando para ele – para aquilo que restara do irmão – e erguendo os olhos de princesa para encará-lo com raiva, com ódio, com as chamas do fogo gritando vingança.
Todas as vezes que se via no espelho Mick Rory se forçava a ver este cenário, vivo como uma brasa que queimasse em sua mente e por trás de suas retinas. E todas as vezes que baixava a camiseta estava resoluto a seguir em frente mais um dia.
Fugiu para algum lugar da boa e velha América, para uma dessas cidades sem nome que malmente figuram em um mapa. Bom lugar para permanecer de tocaia, para esperar a poeira baixar até que as coisas se acertassem outra vez, para largar-se com as costas no chão e os pés para cima até seu cheiro desaparecer na poeira da estrada. Mas este era seu passado falando; um Mick Rory que não existia mais.
As coisas nunca se acertariam outra vez.
Este lugar era agora sua casa, inda que lar fosse uma palavra que não usaria de novo. Não era amado, tampouco temido. Os anos que ali vivera o tornaram uma constante dessa cidadezinha; um membro que era pouco mais que figuração, parte da paisagem, rotina. Tinha um emprego medíocre numa oficina mecânica e se comprazia em dar ofício às mãos. Quando elas trabalhavam, calejadas e sujas de graxa, a mente se ocupava dos detalhes e das peças, das engrenagens e dos parafusos e se afastava da escuridão que gritava pelas chamas.
Os dias passavam indiscerníveis e iguais. Era uma existência monótona, preto e branca, tão diferente dos tempos efervescentes que passara com os Snarts e seu bando. Volta e meia se pegava pensando naqueles roubos, nas expressões aparvalhadas da polícia, na pilhagem e nos espólios e ria sozinho. Seus colegas o tomavam por louco – e como estavam certos, mas pelas razões erradas! –: o imbecil musculoso que dava para falar sozinho e rir por motivo nenhum. Mick deixava que pensassem o que quisessem. Leonard o havia convencido, tantos anos antes, dos benefícios de ser subestimado e de passar despercebido.
— Ei, grandão! — Porque nesse lugar esquecido por deus ele não tinha um nome. Era “o grandão”, “você aí”, “o cara lá”. Tudo certo. — Tem alguém procurando por você!
E lá nos fundos da oficina estava Leonard Snart, o próprio, bem do jeito que Mick lembrava.
Após sete anos no escuro, Mick Rory viu as chamas outra vez.

Leonard Snart era um homem de palavra.
Ele não acreditava em deixar um dos seus para trás, muito menos em trair a confiança que lhe fosse imposta. Não eram muitas as pessoas que mereciam seu apreço e estas poucas com quem se importava eram aquelas que protegia. Leonard sabia que, em sua linha de trabalho, aqueles que você ama são sempre usados contra você; as únicas coisas que podem te ferir são as dores causadas àqueles por quem você daria a vida. Mas não se importar era a mesma coisa que não estar vivo. Lenny preferia os riscos desta afeição a uma existência vazia que não se perdoaria viver.
Assim, quando Mick Rory deu baixa no hospital – o mesmo hospital para onde Leonard o havia arrastado num desespero de que nem bem se lembrava; o hospital que tivera de pagar do próprio bolso, arrumando um emprego de fachada – e decidiu por conta que não iria voltar com eles, mas sim partir para sabe deus onde, Leonard teve que engolir o orgulho e a honra e todas as bonitas palavras ensaiadas que o fariam ficar. Teve de medir sua paciência e impedir-se de fazer algo de que se arrependeria. Teve de respirar e forçar-se a encontrar a calma; um lugar dentro de si para onde ia para esquecer de quem era. Teve de fechar os olhos e saber que era melhor assim.
Quando Mick partiu Leonard não o procurou.
Havia algo naquelas costas que sumiam na distância que diziam que essa vez não era como as outras. Que Mick não voltaria com um sorriso vagabundo e um ar de cachorro abandonado, nem que Leonard devesse procura-lo e consertar fosse lá o que houvessem quebrado. Len tentava esquecer que talvez fossem as cicatrizes – aquelas fundas e feias cicatrizes que carcomiam a carne e que rajavam os ombros e que despontavam mesmo das mangas longas dos casacos. Tentava esquecer que talvez fosse o fogo, talvez fossem as chamas, talvez fosse um chamado. E tentava esquecer que Mick Rory não voltaria atrás naquela decisão.
Melhor assim, era o mantra repetido para se convencer de que não falhara com Mick. De que não fora sua culpa as coisas terem chegado tão longe. De que não fora preciso que um dos dois quase morresse para verem que não podiam seguir em frente, não assim. Melhor assim. E tinha que se forçar a engolir essa sensação de que estava deixando Mick para morrer, como um gato velho demais e doente demais que se afasta de casa para perecer sozinho.
Os trabalhos foram surpreendentemente bons ao longo dos anos.
Leonard sabia que não ter Mick por perto tinha lá suas vantagens.
Para começar, era muito mais fácil pensar sem tê-lo por perto. Era fácil planejar seus golpes sem se preocupar se Rory conseguiria manter-se sob controle, se conseguiriam entrar e sair sem serem vistos ou se acabariam o dia engolidos em chamas. Era menos estressante; fazia bem não ter que olhar sempre atrás de si e procura-lo, não ter que se preocupar com ninguém além de si próprio durante um assalto. Mas o preço que Leonard havia pago não compensava o lucro dos ganhos. Era Lisa quem apontava as olheiras, frutos de noites mal dormidas. E resmungava por serem dois idiotas, um mais cabeça dura que o outro.
— Ele não quer ser encontrado, Lisie — Falou certa feita. Erguia os olhos das plantas dos prédios que estudava antes de haver cochilado.
— O que não quer dizer que você não deva ir atrás dele.
E aquela foi sua última palavra sobre o assunto.
Len, sendo o sujeito racional que era, teve de analisar todo prospecto possível que a situação exigia. Se – e era um grande “se” – voltasse por Mick, como as coisas seriam entre eles, então? Ele tinha de saber-se mais confiável; saber que impediria o outro caso a situação fosse outra vez tão extrema. Os pesadelos, mesmo passado anos, se repetiam iguais. Eram cacofonias de gritos e fogo e o estalar e ranger da madeira. Lembrava de acreditar que o arrastava morto para fora da casa, desesperado demais para qualquer outra coisa que não agir por impulso. De jogá-lo para dentro do carro e deixar joias e dinheiro para trás, pouco se importando se era o lucro de uma vida e todo o trabalho pelo que haviam sofrido e trabalhado e que as chamas engoliam. Não havia pedido por uma ambulância porque se acreditara sem tempo. Estivesse acordado, Mick reclamaria por Lenny estar dirigindo. Estivesse acordado, Len jamais tocaria o volante. Mas Mick não estava acordado e não iria acordar e Len precisava dirigir – e, droga, dirija! Milagre terem chegado ao hospital inteiros. Milagre, também, Mick ter vivido para contar aquela história. E Leonard o deixou ir porque não suportava a ideia de não poder protege-lo; de ter que vê-lo morrer diante dos seus olhos, ao alcance das mãos, mas ainda assim tão longe.
Levou tempo para aceitar que tinha tanto medo de ferir-se como tinha medo de feri-lo.
Quando se aquietou com a situação teve de tomar coragem para encontra-lo de novo. Sabia que Mick não o culpava, mas isso não tornava as coisas mais simples. Havia essa sensação enredada no estômago que lembrava uma ânsia; um nervosismo mal dissimulado da culpa auto infligida.
— Vá vê-lo, Leonard. — Lisa só o chamava de Leonard quando a coisa era mesmo séria — Ele vai gostar de te ver.
A isso Leonard havia sorrido como quem duvida, mas as sobrancelhas da irmã o repreendiam e o desafiavam a dizer o contrário. Vencido, Leonard Snart fez as malas para o interior, sem saber que o destino tem seu próprio jeito de brincar com a vida das pessoas. Estava de passagem comprada quando a voz de Lewis Snart o assaltou no telefone:
— Ei, rapagão — O tom, o timbre, a voz que lhe embrulhava o estômago — Estava na cidade, então pensei: por que não ligar, não é? Não é isso o que quer dizer família?
Mas Lewis Snart não era sua família desde que Leonard se lembrava.
Seu pai, Lewis, havia sido um policial, mas havia sido há muito tempo. Isso antes de aceitar os subornos e as rondas ilícitas e cair nas graças da máfia e das famiglias. Só que era um criminoso de raia miúda, desleixado e arrogante, crente de ser melhor e mais esperto do que a polícia onde trabalhava. Apenas sua cegueira insolente não via que era o mais medíocre dentre os ladrões; que seus trabalhos e serviços eram desimportantes o bastante para não serem notados, indignos de confiança e desdenhados por qualquer outro que não ele. Não, não ele, ansioso como um cão atrás de um osso, mas nojento e pérfido como um rato. Nenhum dos figurões do crime o levava a sério, mesmo que fosse sempre bom ter um ou dois tiras no bolso.
Quando pego, Lewis deu nomes que ninguém rastreou. Falou de pessoas que nunca existiram. Dedurou colegas e ligações que ninguém se importou em checar. E, quando solto sem patente ou distintivo, procurou as famílias jurando não ter aberto o bico nem dito palavra. Um larápio mais inocente acreditaria. Não foi nem preciso forçar as condições de sua prisão: ele tinha o péssimo hábito de não ser bom em nada e de entrar em seu próprio caminho. O incumbiram do roubo de uma esmeralda tão grande quanto o punho de um homem e Lewis Snart foi pego em flagrante. Resistira à prisão. Ofendera os oficiais. Ficara preso cinco anos até sua soltura e o tempo que lá passara acabaram por transformar em escória o que já era um homem podre.
Virou um bêbado incorrigível. Para esquecer, ele dizia. Esquecer que tinha uma família inútil que o arrastava; três bocas para alimentar que nada faziam além de pedir, reclamar e cobrar. Deus, dia desses se tivesse uma arma ele faria por merecer esses anos na cadeia. E deixava isso claro todas as vezes que batia na esposa. Que porcaria de comida era aquela, afinal? Ele se matava nas ruas para conseguir pôr comida na mesa e, quando o fazia, ela cozinhava o regurgito de um gato? A puta precisava apanhar para saber que o lugar dela era com a barriga colada no forno ou as pernas abertas na cama. E batia nos menores pelos gritos, pelo choro. Até pelas risadas baixas que dessem enquanto ele próprio dormia. Esses diabos tinham que aprender a respeitar o santo sono de um homem. Lenny e a irmã iam dormir aos prantos com o lombo ardendo das varadas e do açoite. Certa vez passara as mãos de Leonard a ferro quanto o molequinho tentou pegar seu troco da venda. Um dólar e setenta, para um sorvete. Tinha que aprender a não foder com ele. E não era tudo uma lição agora? Batia neles para que aprendessem a calar a boca, para aprenderem respeito, para abaixarem a cabeça e aceitar.
Dia daqueles a mulher fugiu sem os filhos. Deixou-os para trás no desespero de ver-se livre do marido. Talvez tenha crido que ele a acusaria de sequestro, de leva-los contra sua vontade. Fosse como fosse, nunca voltou para busca-los nem nunca olhou para trás para lembrar-se de que tinha família.
Leonard cresceu sendo o escudo da irmã. A pequena Lisie, tanto tempo mais nova, fora a única alegria que seus pais o deixaram. Seu sorriso de menina e risinho cristalino eram doces como o orvalho e Leonard se embevecia deles para esquecer a vida miserável que tinha. Quando os tapas e o açoite eram demais durante o dia, Lenny se achegava a ela de noite e lhe contava estórias. De princesas e dragões e de finais felizes. Ela apertava a sua mão e beijava sua bochecha e, escondido no escuro, Leonard chorava quieto para não desperta-la.
Jurou protege-la. Durante todos os anos que cresceram com aquela pobre desculpa de pai, Leonard cumpriu sua promessa. Não deixava que o homem relasse nela suas mãos. Sempre que bebia e parecia que sua ira explodiria em um dos dois, Leonard fazia questão de ser este um. Sempre ao alcance de seus tapas e de seus socos e sempre distante de Lisie. O mais que podia, pedia para que ela ficasse em seu quarto e não tivesse que ver nada que não queria. Sendo boa menina, ela obedecia. Pedia que ficasse quietinha. Pedia que fosse boazinha. E Lisie era boazinha e quieta mesmo quando as vozes erguiam oitavas e coisas voavam pela casa. Não dizia palavra nem mesmo quando seu irmão voltava para o quarto tingido de roxo, vermelho e do evanescente amarelo de abrasões que não tinham tempo de curar antes de serem cobertas por outras novas.
— Diz logo o que quer e desliga.
— Vai com calma aí, rapaz. Não erga a voz para o seu pai.
Os dedos se juntaram na ponte do nariz. Uma dor de cabeça surda surgiu de lugar nenhum.
— Mas já que quer saber, talvez eu precise de ajuda num trabalho importante.
— Não.
— Eu não diria que você está em posição de recusar. Diga olá pra ele, querida.
— Lenny! — A voz de Lisie gritou ao telefone — Lenny, não faça nada do que ele pedir, eu vou ficar bem, Len- hmmph-
— Cale essa boca, acho que ele já entendeu — O sorriso palpável do outro lado da linha — Não é, Lenny? Vai querer ajudar seu velho pai?
Leonard não teve como dizer não. Teve, também, de ver o ônibus chegar e partir enquanto ficava com os pés presos na estação.

[ Bom gente, é isso. Fim do primeiro capítulo, BUT- tem mais. Bem mais. Mas queria saber aí a opinião de vocês, porque é :'3 ]
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2016.06.18 13:51 ShaunaDorothy Os operários não têm lado no impeachment do Brasil

https://archive.is/GoVaH
A frente popular do PT pavimentou o caminho para a reação da direita
Os operários não têm lado no impeachment do Brasil
Romper com o PT! Por um partido operário revolucionário!
Com um escândalo de corrupção sacudindo o país, a câmara baixa do congresso brasileiro votou, no mês passado, pelo início de um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Desde 2002, o Partido dos Trabalhadores, inicialmente sob seu fundador, Luiz Inácio Lula da Silva, e depois sob Dilma Rousseff, governou o Brasil através de uma série de coligações de colaboração de classes. Hoje acusa-se Dilma Rousseff de alterar a contabilidade para disfarçar rombos no orçamento federal. Os antigos sócios de coligação do PT –eles próprios investigados ou enfrentando processos por corrupção em muitos casos– são parte daqueles que lideram o ataque contra Rousseff. Um deles é o vice-presidente Michel Temer, do burguês PMDB, que assumirá a presidência se Dilma Rousseff for suspensa ou destituída do cargo.
O bloco que governa o Brasil é um exemplo de “frente popular”, uma coligação de colaboração de classes onde um ou vários partidos operários aliam-se com forças burguesas para governar em nome dos capitalistas. Nós, por princípio, somos contra essas formações burguesas. Os partidos operários reformistas, como o PT, têm uma contradição de classe entre a base proletária e o programa pró-capitalista de sua direção. Quando esses partidos, não obstante, entram em uma aliança frente populistas, a contradição de classe é suprimida em favor da burguesia, garantindo que não serão ultrapassados os limites daquilo que a classe dominante considera aceitável enquanto esses partidos estiverem no poder. Mais uma vez, isso foi confirmado pela experiência de governo do PT.
Durante mais de cinco anos, o governo de Rousseff impôs à classe trabalhadora toda uma ladainha de ataques, desde a implementação de medidas de austeridade e cortes no gasto social até ataques contra operários em greve e camponeses que resistem contra o despojo de suas terras. Esses ataques se seguiram a quase uma década de duros rigores impostos pelo FMI durante o governo do antigo líder operário Lula, que, como presidente, mostrou ser um servidor confiável tanto dos imperialistas como da burguesia brasileira. O PT de Lula usou a sua autoridade sobre o movimento operário para implementar medidas neoliberais que nem os seus predecessores de direita tinham conseguido implementar. Ao mesmo tempo, a primeira época do governo PT coincidiu com um auge global nos preços das matérias-primas, sendo que o Brasil é um dos principais exportadores. O PT conseguiu dividir algumas migalhas como pagamentos em dinheiro para os pobres (Bolsa Família) e aumentos no salário mínimo.
Mas esse auge acabou. Durante os dois últimos anos, o Brasil sofreu a pior queda econômica em décadas. Além da campanha pró-impeachment, tanto os aliados de Rousseff como os inimigos dela estão sendo investigados na Operação Lava Jato, que envolve propinas e esquemas de lavagem de dinheiro ligados à empresa estatal petroleira, Petrobrás. Grande parte da população considera que os políticos do país são um bando de ladrões. Com o pano de fundo da instabilidade política e a depauperação crescente, o PT perdeu grande parte da credibilidade que tinha entre as suas bases operárias. Essa revolta foi visível nos protestos de 2013, que foram detonados pelo aumento nas tarifas do transporte e se estenderam, mais tarde, contra o extravagante gasto do governo nos estádios para a Copa, e contra o péssimo estado dos serviços de saúde e ensino e a violência policial. Os partidos opositores de direita aproveitaram esse descontentamento para lançar uma grande campanha contra o PT.
Com as eleições marcadas para o ano seguinte, Rousseff tentou mobilizar seu apoio na base do PT, prometendo melhorar as condições de vida dos operários e dos pobres. Depois de ser reeleita em 2014, com uma margem estreita, abjurou imediatamente das suas promessas, e impôs a austeridade enquanto o país afundava cada vez mais na recessão. Isso serviu para desmobilizar e desmoralizar os trabalhadores e os oprimidos, encorajando ainda mais a direita, incluindo os aliados de bloco do próprio PT. Hoje, os protestos contra o governo, que mobilizam milhões de pessoas, são dirigidos pelas fações políticas reacionárias apoiadas pela oligarquia das mídias e os grupos empresariais pró-americanos.
Rousseff e aqueles que são leais ao PT denunciam os procedimentos do impeachment como um “ato violento” contra a “democracia”, e apresentam esse processo erroneamente como um golpe de estado. Essas afirmações são uma potente estratégia para amedrontar, invocando o medo, em uma sociedade onde ainda está viva a lembrança das feridas causadas pelo sanguinário regime militar iniciado com o golpe de 1964. Muitos trabalhadores, temendo que as forças da direita cheguem ao poder, estão se mobilizando em manifestações contra a revogação do mandato de Rousseff. O PT está usando esses protestos, cheios de bandeiras vermelhas e grande participação de agrupações esquerdistas e sindicais –principalmente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), associada ao PT– com a intenção de canalizar novamente a revolta dos operários para apoiar a frente popular. Enquanto isso, os líderes do PT tentam barrar o impeachment, oferecendo cargos no gabinete aos pequenos partidos burgueses em troca de votos pelo “não” no congresso.
Neste momento, o Brasil não está enfrentando um golpe militar para derrubar o governo, mas uma série de manobras sórdidas no interior do congresso para revogar a presidenta. Ser contra o impeachment de Rousseff significa dar um voto de confiança a frente popular dirigida pelo PT, isto é, apoiá-la politicamente. Favorecer o impeachment significaria apoiar as forças da direita mobilizadas contra Rousseff. Nós, marxistas, somos pela independência política do proletariado e afirmamos que a classe operária não tem lado nesse conflito.
O que a burguesia conseguirá com seus ataques contra os operários irá depender da resistência da luta operária. O proletariado brasileiro é a única força que tem o poder social necessário para dirigir a luta em nome de todos os oprimidos, desde os pobres urbanos das favelas até as mulheres e os camponeses sem terra. Essa perspectiva exige a criação de um partido operário revolucionário que lute por arrancar a base proletária do PT e dos sindicatos das direções atuais como parte da luta pela revolução socialista e o poder operário.
O Grupo Internacionalista: apêndice de esquerda da frente popular
Uma das versões mais combativas do colaboracionismo de classes no Brasil é a proposta pela Liga Quarta-Internacionalista do Brasil (LQB), filiada ao Grupo Internacionalista (GI) dos Estados Unidos. Como a maior parte da esquerda brasileira, eles mantêm a linha do “Não ao impeachment”, que equivale a apoiar politicamente a frente popular de Rousseff (www.internationalist.org, abril de 2016). Mesmo sem usar essa frase, o GI/LQB apresenta outra versão do mesmo bombo publicitário da maior parte da esquerda: a do “golpe judicial”, advertindo que “um estado bonapartista forte, dominado pelos tribunais e pela polícia” i.e., uma ditadura policial-militar– chegaria ao poder se Rousseff fosse afastada do mandato. Para camuflar a sua defesa de um governo burguês, o GI/LQB chama à ocupação de fábricas e à greve geral, reivindicando estar politicamente oposto ao governo.
Na verdade, a posição do GI/LQB não é mais do que uma posição apenas encoberta do oportunismo do “combate contra a direita”. Se eles gritam e esperneiam contra o “bonapartismo”, admitem, ao mesmo tempo, que um golpe de estado no Brasil é improvável, “com o impeachment, a direita teria obtido sua meta prioritária”. Denunciando ritualmente a frente popular e chamando a não votar por ela, o GI/LQB não oferece mais do que justificativas aparentemente marxistas para apoiar a linha da maior parte da esquerda reformista: salvar o governo de Rousseff.
O GI/LQB admite que o PT cometeu ataques contra a classe operária “quais nem mesmo a ditadura militar ousou a fazer”. Ao mesmo tempo, argumenta que um regime dos partidos parlamentares à direita do PT seria qualitativamente mais perigoso que do que a frente popular. Dentro do limite de suas forças, o GI/LQB está ajudando a incentivar a mesma aliança de colaboração de classes que pavimentou o caminho para a reação da direita.
O GI/LQB apregoa que “se ganha a direita bonapartista vão proceder com todo o peso do aparato judiciário-policial.” Como se o governo frente-populista do PT não tivesse mobilizado, uma ou outra vez o “aparato judiciário-policial” contra os operários e os pobres! Falem isso para as massas empobrecidas e predominantemente negras das favelas, que enfrentam todo dia o terror policial. Esse ano ainda, o governo de Rousseff aprovou uma draconiana lei antiterrorista que fortalece o poder repressivo do estado contra os protestos sociais.
O estado burguês –cujo núcleo é formado pelo exército, a polícia, o sistema penitenciário e os tribunais– existe para defender os interesses dos governantes burgueses contra os trabalhadores e os oprimidos. Em 1996, a LQB não teve problemas para convidar o estado capitalista a dirimir disputas sindicais através de uma série de processos judiciais (ver: “El encubrimiento del IG en Brasil: Manos sucias, mentiras cínicas”, em Espartaco n. 10, outono-inverno de 1997).
A história inteira do leninismo e do trotskismo é a história da luta contra a colaboração de classes e pela independência política da classe operária. Foi assim que o Partido Bolchevique conseguiu conduzir os operários da Rússia ao poder em Outubro de 1917. Depois da Revolução de Fevereiro, que derrubou a monarquia czarista, os mencheviques e social-revolucionários entraram num governo de coligação com forças burguesas. Os bolcheviques de V.I. Lenin denunciaram o fato como uma traição ao proletariado e se negaram a dar qualquer apoio ao governo de Alexander Kerensky.
Para dar um brilho de aparência ortodoxa à sua posição contra o impeachment, o GI/LQB invoca, num breve artigo (até agora publicado somente em português), um aspecto da Revolução Russa: a tentativa de golpe de estado que o general Kornilov empreendeu em agosto para derrubar o governo burguês de Kerensky, acabar com os sovietes e esmagar a revolução. Os bolcheviques responderam chamando a formar uma frente unida de todas as organizações operárias para esmagar a ofensiva contrarrevolucionária, lutando militarmente ao lado das tropas de Kerensky, mas sem deixar de fazer oposição ao governo.
O artigo do GI/LQB sobre o golpe de Kornilov reconhece a posição bolchevique, mas, no intuito de justificar a sua própria capitulação ao governo no Brasil, apaga magicamente a clara diferença que existe entre a defesa militar e o apoio político! Seu artigo faz uma relação de várias diferenças entre o Brasil de hoje e a Rússia de agosto de 1917: a Rússia estava em guerra, tinha uma situação revolucionária, tinha sovietes e um partido revolucionário de massas. Mas, desonestamente, omite uma diferença significativa: os operários russos enfrentavam um verdadeiro golpe militar; já os operários brasileiros enfrentam somente as vazias alusões retóricas a um golpe, que têm a intenção de garantir o seu apoio a um governo burguês.
Um ano depois do VII Congresso de 1935, em que a Internacional Comunista estalinizada adotou a política de Frente Popular, o líder bolchevique Leon Trotsky afirmou:
“Desde fevereiro até outubro, os mencheviques e os social-revolucionários, que representam um paralelo excelente dos ‘Comunistas’ e Social-Democratas, mantiveram uma aliança muito estreita e uma coligação permanente com o partido burguês dos cadetes, que juntos formaram uma serie de governos de coligação. Sob o signo dessa Frente Popular agrupava-se o conjunto da massa popular, incluindo os sovietes de operários, camponeses e soldados. É verdade que os bolcheviques participaram nos sovietes. Mas não fizeram nenhuma concessão à Frente Popular. O objetivo deles era romper a Frente Popular, destruir a aliança com os cadetes e instaurar um autêntico governo operário e camponês”.
—Leon Trotsky, “A secção holandesa e a Internacional” julho de 1936
Para os marxistas, a diferença entre defesa militar e apoio político é de vital importância. Durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39), a frente popular colaborou com a repressão da revolução operária, pavimentando o caminho para a vitória das forças do general Francisco Franco. Naquela época, os trotskistas deram seu apoio militar à parte republicana, contra o Franco e os fascistas espanhóis. Em 1937, Max Shachtman, um dos dirigentes do Socialist Workers Party dos Estados Unidos, defendeu os créditos de guerra para o governo da frente popular sob o primeiro ministro socialista Juan Negrín. Shachtman perguntou: “Como poderíamos nos opor à concessão de um milhão de pesetas para comprar fuzis para a frente?” Numa carta de 1937, Trotsky insistiu em que a única política correta seria um “voto negativo” sobre o orçamento militar. Segundo explicou:
“Um voto no parlamento pelo orçamento financeiro não é uma simples ‘ajuda material’, mas um ato de solidariedade política...
“Tudo aquilo que o governo de Negrín faz, é feito sob a bandeira de necessidades da guerra. Se aceitarmos a responsabilidade política pela sua administração das necessidades da guerra, votaríamos politicamente por cada proposta séria do governo... Nessas condições, como poderíamos preparar-nos para derrubar o governo de Negrín?"
—“Carta a James P. Cannon” (21 de setembro de 1937)
Ao se opor ao impeachment, o GI soterra a linha de classes, aceitando os moldes dos reformistas –“o progressista vs. o reacionário”–, que já foram usados repetidamente para alegar que a oposição dos marxistas aos governos burgueses de esquerda favorece a direita. Essa acusação foi levantada num caso clássico de oposição à frente popular. Em 1964, o então líder trotskista Edmund Samarakkody e um dos seus camaradas votaram no parlamento pela emenda proposta por um político de direita que levou à queda de um governo de frente popular em Ceilão (hoje Sri Lanka). Essa ação principista e corajosa foi discutida na I Conferência Internacional da tendência espartaquista internacional em 1979. Nessa época o Samarakkody já tinha repudiado, incorretamente, seu voto de 1964. Nossos camaradas defenderam o seu voto em 1964; uma melhor opção teria sido que Samarakkody denunciasse o procedimento parlamentário e abandonasse o parlamento. Em 1979, contra a retratação de Samarakkody, o atual líder do GI, Jan Norden, que naquele momento era um quadro da nossa tendência, afirmou corretamente o seguinte:
“Outra objeção comum à nossa política de oposição proletária à frente popular é a acusação de que ela ajuda a direita. Mas, até estar preparado para derrubar o governo existente, toda oposição a uma frente popular no governo poderá ser acusada de ajudar a direita”.
—Spartacist (edição em inglês), n. 27-28, inverno de 1979-1980
Mas essa era outra época. Desde que levou um pequeno grupo de seguidores a sair da nossa organização, duas décadas atrás, Norden direcionou-se cada vez mais para a direita, escondendo o seu rasto com uma retórica pseudocombativa.
A classe operária não tem interesses em comum com os opressores e exploradores capitalistas. Durante a fase recente de governos burgueses de esquerda na América Latina –sejam eles frente populistas, como o do Brasil, ou populistas, como o da Venezuela e outros lugares–, somente a LCI levou ao proletariado este raciocínio de uma maneira consistente. Os mais de treze anos de governo do PT são um exemplo gráfico da lição que Marx tirou da experiência da Comuna de Paris de 1871: O proletariado não pode tomar as rédeas do estado capitalista para seus próprios interesses; deve esmagá-lo com uma revolução socialista que estabelecerá um estado operário em seu lugar.
Desencadear o potencial revolucionário do proletariado brasileiro exige forjar um partido revolucionário internacionalista, baseado na perspectiva da revolução socialista por todas as Américas e internacionalmente, especialmente no coração do imperialismo: os Estados Unidos. Somente a revolução socialista internacional, criando as bases para uma planificação socialista internacional, poderá garantir um desenvolvimento econômico qualitativo para os países que hoje estão sob a bota do imperialismo. A LCI luta para reforjar a Quarta Internacional de Trotsky como o instrumento necessário para levar a consciência comunista ao proletariado e para conduzi-lo ao poder à frente de todos os oprimidos.
http://www.icl-fi.org/portugues/oldsite/impeachment.html
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