O que procurar em um relacionamento com um cara

Tenho vontade de contratar uma garota de programa

2020.11.26 21:10 raimundoneto Tenho vontade de contratar uma garota de programa

Olá amigos. Ando passando por uma fase muito conturbada da minha vida, e acho que preciso conversar com alguém.
Eu não tenho uma vida financeira complicada. Embora esteja apenas no décimo período da faculdade de Direito, moro com meus pais e não tenho privação nenhuma. A ajuda que eles me dão serve muito bem para as minhas necessidades básicas e para comprar meus livros ─ que são praticamente a minha única extravagância, não sou pessoa de muitos enlevos.
Além dos meus pais, tenho uma namorada linda, que me dá apoio quando preciso dela, também está estudando (hoje tem um estágio remunerado e um emprego, que compensam a diferença de condições financeiras dos nossos pais) e contra quem eu não tenho nenhuma queixa. Estamos juntos há cinco anos, e não tivemos brigas sérias há pelo menos um ano, gozamos de um relacionamento muito bom.
No entanto, eu não consigo me sentir produtivo. De jeito nenhum. Tenho basicamente duas atividades pra fazer durante o dia: movimentar os processos que estão alocados pra mim no meu estágio (eu só tenho que abrir o programa do Tribunal e peticionar) e uns trabalhos que eu faço na faculdade pra conseguir uma grana por fora. O último que eu peguei foi um TCC sobre problemas que, em geral, as mulheres que cumprem pena enfrentam no sistema prisional.
Apesar de não ser muito serviço, eu estou há simplesmente duas semanas sem sequer olhar quantos processos há pra fazer na fila do estágio (mais de 300, com certeza). Quanto ao trabalho, já passei uma semana do prazo que me foi dado para entrega, eu nem sei mais se o cliente vai querer pagar por ele ainda.
Não sei o que acontece comigo, e já nem sei o que posso fazer para melhorar. Eu leio qualquer coisa que não tenha nenhuma relevância para meus trabalhos, mas não sou capaz de ler uma folha de artigo que sirva para concluir esse TCC que está mofando no meu computador; fiz diversas dissertações sobre diversos temas diferentes durante as duas últimas semanas (todas com finalidades meramente satisfativas, estão aí pela internet), mas não consigo criar vergonha na cara para abrir o programa do estágio para fazer algumas petições de duas páginas.
Antes eu culpava minhas primas pela minha baixa produtividade. Depois eu parei de morar com elas e passei a culpar a minha irmã. Agora eu estou na casa dos meus pais, que passam o dia inteiro trabalhando na loja e me deixam sozinho o dia inteiro, e eu já nem sei mais quem culpar senão a mim mesmo. Hoje eu terminei de ler o sétimo livro de uma coleção do Sherlock Holmes em oito volumes que comecei há menos de dois meses, e quando olhei para os livros empilhados sobre a minha mesa, pensei em tudo o que poderia ter feito enquanto estava perdendo tempo com aquilo. Talvez a minha fila pudesse estar em dias, entregado o TCC, fazendo outras coisas...
Ontem eu me senti cansado e pensei que se dormisse durante a tarde, poderia fazer tudo durante a noite e completar minhas tarefas até a manhã. No entanto, além de perder a tarde de trabalho, nada fiz durante a noite senão ler mais um livro inútil e dormir mais uma noite com a mesma sensação de ter perdido um dia inteiro. Minha vida tem se resumido a lamentar pelo que deixei de fazer sem ter forças para terminar.
Eu queria ter alguém para desabafar mas não quero contar para as pessoas próximas de mim. Meus pais são gente da melhor estirpe, tenho certeza que me escutariam muito bem se eu os procurasse, e digo o mesmo da minha namorada. Mas eles, todos os três, já passam tanto tempo trabalhando, que quando temos um tempo juntos nós saímos, comemos fora ou fazemos algo para desestressar, eu não me sinto à vontade para dar-lhes mais problemas quando eles estão em seus dias de folga.
Já pensei em procurar uma psicóloga, mas não me sinto à vontade para conversar com essa gente. Se tiver um psicólogo lendo este desabafo, por favor me perdoe, mas a mera sensação de estar sendo analisado, a ideia de outro ser humano vasculhando as entranhas da minha psiqué enquanto escreve seus relatórios técnicos bem-elaborados que trazem fatos sobre mim dos quais nem eu mesmo tenho conhecimento me causa repulsa, um mal-estar que me impede de responder mais do que um ou outro monossílabo.
A ideia mais sedutora que recorrentemente me retorna é a de procurar uma garota de programa, com quem eu possa falar sobre o que sinto sem o medo de ser julgado, ou de ter os fatos revelados sob conhecimento de pessoas próximas a mim. Durante todos esses cinco anos eu nunca traí a minha namorada, e nunca fiquei com outra garota que não fosse ela, por isso certamente algum amigo meu não negaria passar o contato de uma gp se eu pedisse, assim ele pensaria que eu estava transando e jamais descobriria as minhas intenções.
Naturalmente a questão é um tanto complexa, e um sentimento de dúvida paira sobre mim nesse instante, se é a coisa certa a se fazer. Receio que precise de encorajamento para tomar essa atitude, ou talvez de desencorajamento. Só sinto que eu não posso mais continuar vendo a vida passar por mim trancado neste quarto fingindo para o mundo lá fora que eu estou trabalhando enquanto minto para mim mesmo dizendo-me que um dia hei de trabalhar.
submitted by raimundoneto to desabafos [link] [comments]


2020.11.26 06:18 LukeMakki77 Totalmente sem saber o que fazer...

Bom, vamos lá
Namorei uma menina por 1 ano e 7 meses, terminamos na sexta-feira da semana passada (contra minha vontade, pois ainda gosto dela). Ela se dizia desgastada da relação após alguns leves desentendimentos entre nós e disse não estar mais interessada em mim. Essas palavras me machuram muito, pois eu sempre gostei muito dela, apesar de todos nossos problemas. Ela tem problemas de saúde, como depressão e ansiedade.
Nosso término ocorreu de forma até pacífica, em uma chamada de voz. Nessa chamada, ficamos longas horas conversando sobre o andamento da relação. Eu me dispus a resolver todos os problemas e tentar de tudo pra manter aquela relação... Mas como dito acima, ela me disse preferir que ambos seguissem seus próprios caminhos e vidas...
Nós sempre fomos muito próximos, nosso relacionamento surgiu através de uma profunda amizade no ensino médio e com o tempo nos apaixonamos. Nossa relação sempre foi muito tranquila, até que começou a pandemia...
Com a pandemia, não pudemos mais nos ver com tanta frequência, nossa solução foi encontrar algo para fazermos juntos a distância (inclusive nisso, descobri uma nova paixão, chamada League of Legends). Nós jogavamos todos os dias.
Porém,sentindo a ausência um do outro, nossa relação foi ficando mais superficial e menos emotiva. A gente se via eventualmente, mas já não era como antes...
Essa questão toda da distância e isolamento de tudo nos gerou diversos problemas, comecei a ter graves crises de ansiedade. Me tornei uma pessoa muito impulsiva. Inclusive, acabava sendo grosso excessivamente com ela, várias vezes, mesmo sem a intenção.
Isso foi desgastando a relação, mas não somente isso.
Ela foi criando novas amizades no jogo e já não passava mais aquele tempo todo longe de mim comigo. Ela, como já dito, tem problemas de ansiedade e depressão também.
Somando tudo isso, chegamos a uma situação onde a relação estava bem sobrecarregada.
Eu decidi procurar ajuda profissional e tem sido maravilhoso!
Todavia, os problemas do lado dela ainda não se resolviam e isso foi pesando, até que chegou sexta feira e terminamos o namoro (a pedido dela).
Passaram-se já alguns dias, busquei me manter bem ativo, mudei os móveis da minha casa de lugar, procurei trabalhos e cursos pra fazer e me aproximei de amigos do passado que me afastei. (Inclusive, me aproximei de uma amiga a qual já fui bastante apaixonado no ensino médio, antes da minha ex-namorada). Conversei com tudo isso sobre minha psicóloga e ela me deu total apoio e me disse estar lidando de forma bastante correta nessa situação, apesar de toda essa dor que eu sinto por dentro, afinal, ainda gosto dela.
Quarta-feira dia 25, minha ex pede urgentemente para que conversemos.
Decidi que não havia problemas e combinamos de eu ir amanhã na casa dela para buscar coisas minhas que estão lá, porém ela se sentiu incomodada, apesar de aceitar isso.
Todavia, ela pediu pra conversarmos no momento imediato via chamada. Eu aceito sem problemas.
Ela me liga chorando, dizendo que se arrependeu de tudo que me disse, que era mentira, que ela gosta sim e mim e me quer de volta. Ainda nas palavras dela "eu quero que tu cuide de mim".
Eu fiquei sem reação, eu prefiri optar por passar confiança a ela do que dar uma falsa esperança de que voltaríamos... Vou explicar:
Ela cogitou suicídio com toda essa situação...
Eu resolvi passar confiança pra ela em si mesma (o que eu tenho feito comigo)
Eu dei todas as qualidades dela, relembrei bons momentos da nossa relação e fiz com que ela se sentisse especial. Mesmo assim, não disse que ficaria com ela.
Eu admiti pra ela, estou com saudades, eu quero poder dizer que quero ficar com ela.
Mas ela magoou muito meus sentimentos e me machucou muito a forma como ela lidou inicialmente com isso.
Mas eu ainda gosto dela...
Só que eu tenho receio, ela pode estar pedindo por mim agora, mas na verdade ela só uma companhia pro momento difícil, e não por realmente me amar...
Eu aconselhei ela a buscar tratamento com um profissional e ela vai, além do mais, dei conselhos a ela sobre como ela pode superar essa "escuridão" toda que tem passado.
Eu do fundo do meu coração, desejo toda a felicidade e sucesso do mundo pra ela, mas não sei se eu sou o cara capaz disso, e com certeza eu não quero namora-la por pena.
Eu quero namorada por saber que eu a amo e ELA ELA AMA A MIM.
Mas como a saúde mental dela tá instável, não acredito que ela seja capaz de definir um sentimento por mim...
Amanhã vou na casa dela para buscar minhas coisas e ajudar ela em serviços na casa (só pra dar um ânimo)
Mas eu tenho medo de recair, estou indeciso
Eu a amo, mas não sei se devo amar
Não sei se eu realmente devo me sujeitar a esse relacionamento assim.
Estou sem saber o que fazer.
submitted by LukeMakki77 to desabafos [link] [comments]


2020.11.22 01:08 bombarril Ruim com ela, pior sem ela

TL;DR: terminei hoje, eis aqui um longo desabafo.
Hoje de tarde pedi um tempo para minha então namorada. Nossa relação estava me fazendo mal, e os momentos bons eram tão raros que não compensavam o esforço. Mas como me dói... Eu ainda amo aquela menina, e sei que ela realmente estava tentando ser uma boa namorada para mim, só que eu não acho que ela possa simplesmente mudar o jeito dela, nem acho que isso seja correto.
Eu sinto falta de quando a gente era amigo. Tudo era tão mais fácil... A gente se via, comia junto, dava risada, assistia um filme. Depois disso, íamos cada um pra sua casa, sem compromissos, sem discussões. Só coisa boa. Começamos a namorar e começam as expectativas um do outro. Eu nem sei se eu pedia demais, sabe? O que me motivou a pedir um tempo foi a falta de interesse dela.
Eu sei que ela tem seus compromissos, e que o pai dela é um pé no saco, mas poxa, já estamos há 20 dias sem se ver, e moramos perto. Eu também tenho meus compromissos, e conseguia sempre arranjar um espacinho para acomodar algum encontro ocasional. Eu propunha encontros sempre, sempre. Na amizade a gente se via umas 3 vezes por semana. Começamos a namorar e passamos a nos ver aos fins de semana. Depois só de domingo. Estamos há algum tempo nos vendo domingo sim, domingo não. E pra mim isso simplesmente não dá. E quando a gente finalmente se vê, ela age tão distante... Ela não segura minha mão nem me beija. Se eu ganhar um selinho é muito. E mesmo que eu só abraçasse ela pelo resto da minha vida, por mim isso não seria problema, sabe?
Eu me sinto... descartável. Toda vez que eu planejo um encontro e ela me fala uma das 3 clássicas, eu fico bem mal.
  1. Estou ocupada
  2. Meu pai não deixa
  3. Não quero
E ela? Tanto faz. Ela mesmo me disse isso uma vez. Não fazia diferença se ela me visse ou não. Ela estava contente apenas trocando mensagens. A gente praticamente webnamora, embora moremos na mesma cidade e sejamos maiores de idade. Ela é um amorzinho por mensagens, responde rápido e a qualquer hora, sempre dizendo que me ama e que me quer na sua vida. Mas ela fala uma coisa e age de outro jeito... Sei lá. Peço pra fazer call e parece que eu tô pedindo o cu dela. Sempre um sacrifício pra ela fazer qualquer coisa. Convido ela para jogar o jogo favorito dela, pq eu tô com saudades, e ela várias vezes me diz q n ta a fim ou q tem mais oq fazer. Daí em questão de 1h eu vejo e ela ta la jogando solo q. Ah, mas vsf. Eu valorizo demais o tempo q eu passo com ela, seja oq for. Pra vc ter uma ideia, eu já fui até em velório pra outra cidade com ela. Odiei, foi péssimo, mas eu fui pq era com ela. A companhia dela me motivou. Agora ela? KKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Uma vez eu tava NA RUA DELA, e falei:
"Amor, tá em casa?"
"Tô, pq?"
"Tô aqui em frente kkkkk. Vem aqui"
"Não posso"
"Como assim?"
"Tô ocupada agora, não vou sair aí"
Eu chorei. Estava morrendo de saudades. Eu sou meio trouxa, eu admito.
Sei que ela era fiel. O problema real dela é a depressão. Ela sofre com isso desde a amizade, e eu sempre fiz meu melhor pra ajudar ela com isso. Sei que provavelmente seria bom pra ela que eu continuasse vivendo este relacionamento, mas honestamente, pra mim não dá mais. Choro quase todo dia, passo um puta nervoso, pq ela simplesmente se isola de mim e de todo mundo. Preferia ainda ser o amigo dela. Ser seu namorado tem sido desgastante.
Enfim, pedi um tempo pra ela hj de tarde, após mendigar pela terceira vez no dia se eu poderia ver ela. De manhã, ela disse q n sabia, q ia ver. No almoço, disse que faria faxina e q só se fosse mais tarde. Daí fim de tarde ela me diz q nem fez faxina, e que n ta fazendo nd, mas q a gente n ia se ver msm. Isso a gente estando há VINTE dias sem se ver. Daí eu tiltei. De modo educado, claro.
"Sério. Pra mim não dá mais. Não aguento mais esse sufoco pra simplesmente ver a sua cara. Eu quero um tempo."
A resposta dela?
"Tudo bem, eu compreendo. O que quer que você ache melhor para vc"
Não nos bloqueamos nem nada. Só não nos conversamos, e planejo tratar ela como uma conhecida por algum tempo, enquanto eu organizo minha cabeça, e ela a dela.
O que eu realmente espero com isso é que ela mude de ideia sobre tudo, e comece a me valorizar. Mas eu n acho q isso vá acontecer. Acho q acabaremos n voltando mais.
O que me dói, honestamente. Sei que todo mundo deve dizer isso, mas é minha primeira namorada e eu n consigo imaginar outra pessoa em seu lugar. Eu vou provavelmente procurar alguém muito similar, e comparar essa pessoa à minha ex. Eu simplesmente amo ela, conheço tudo dela, sei de tudo que ela gosta e de que ela não gosta. Sei dos podres, dos problemas, dos medos. E ela os meus.
Caras, aiai. Eu amo ela como eu amo minha irmã, como eu amaria uma filha. Eu quero tanto ela bem, puta merda. Eu tô mto dividido, queria que ela fosse diferente. É só... Mas é tão difícil...
Antes fosse só ela o problema. O pai dela me detesta por várias e várias razões. Eu tenho que ouvir as abobrinhas dele toda vez que cogito algo que ele não aprove, além do que ele já critica meu jeito e minhas atitudes. Ele me culpa por tanta coisa que eu nem tenho nada a ver...
Queria nunca ter pedido ela em namoro, gente. Acho que é isso. Sinto falta da minha amiga, e da minha paz de espírito.
submitted by bombarril to desabafos [link] [comments]


2020.11.20 00:48 black_tarja Meus pais só querem psicólogos que eles conhecem

Eu tenho 21 anos, nasci, cresci e moro em um lar cristão, meus pais são psicólogos e um deles é pastor. Eu já passei por alguns traumas durante a vida: bullying na infância por toda a escola, molestado por volta dos 12 anos e relacionamentos (não amorosos) complicados. Coisas normais que se podem encontrar
A muito tempo já não me identifico com a religião cristã. Acredito em Deus, mas não tenho pensamentos e opiniões que coincidem com essa instituição. Não quero tacar fogo nela e falar que é o mal do mundo, apenas não me sinto eu nela.
Passando por alguns eventos do ensino médio, fui percebendo que talvez possuo problemas psicológicos não resolvidos, como ansiedade e depressão, mas nunca procurei ajuda profissional. Eu apenas fazia testes inúmeras vezes em vários anos e os resultados eram semelhantes.
Alguns acontecimentos aqui em casa culminaram em eu contar que talvez sofra desses transtornos para os meus pais, e ficamos de procurar um profissional. Porém um tempo se passou e nada.
Nesse meio tempo, encorajado por amigos dizendo que meus pais entenderiam e que eles me amam independente de tudo, resolvi contar sobre meu posicionamento religioso.
O resultado foi exatamente o que eu esperava, e diferente do que me disseram.
Meu pai ficou dias sem falar comigo direito, apenas com uma cara de choro. Minha mãe foi completamente dura, dizendo um discurso que desse a entender que minhas decisões pessoais não eram tão pessoais, porque eu teria que levar em conta o meio, uma hora chegou pra cima de mim dizendo "então a gente sai da igreja. Todo mundo junto! Seu pai deixa de ser pastor, a gente vai trabalhar em outro lugar, pode ser???". Parece loucura o fato de religião ser algo pessoal né?
Com esse resultado, eu simplesmente voltei a ser do jeito que sempre fui: nunca contei muito sobre mim pra eles, pois sempre senti que sempre que eu digo algo sobre mim tudo só piora. Eu cresci na igreja e me envolvi em alguns serviços dela, então só fingi que eu nunca disse pra meus pais sobre minha vontade de sair da igreja e continuei neles quieto.
Recentemente "procuramos" um psicólogo. Tenho ido nele já tem umas 8 sessões. Porém eles escolheram apenas um dentre os quais eles conheciam e de preferência um que fosse pastor. Esse psicólogo fez seminário junto com meu pai.
Ele não é ruim, mas eu não me sinto nem um pouco confortável para falar sobre mim para ele, sempre há uma máscara cristã-social que preciso me esconder para que mantenha uma normalidade. Recentemente estou passando por um término de relacionamento muito complicado, ela é o amor da minha vida e ela demonstra que eu sou o dela, e esse término tem acontecido ao mesmo tempo que essas sessões. Me lembro que ao falar sobre ela pro psicólogo, uma das primeiras perguntas que ele fez foi "já levou ela pra sua igreja?".
Estou tentando arranjar todas as desculpas possíveis pra poder parar de ir nele, mas eu sei que se eu for procurar de novo, meus pais agirão novamente como filtro. Se eu reclamar sobre o filtro, será algo que eu digo sobre mim, e como disse antes, as coisas sempre ficam piores.
Eu só queria que um dia todo mundo pudesse ser assumidamente diferente e sentar todos na mesma mesa e nada disso interferir no amor que tem um pelo outro, mas demonstraram que isso seria impossível se a religião de todos não for a mesma. Acho melhor carregar essa ansiedade e depressão quieto dentro de mim até terminar a faculdade e ganhar meu próprio dinheiro pra ir atrás do psicólogo sem passar por esse filtro e sair dessa casa.
Desculpa se estou fazendo tempestade em copo d'água, é que as vezes é foda. Obrigado por ter lido esse texto porcamente escrito até aqui
submitted by black_tarja to desabafos [link] [comments]


2020.11.13 20:06 Dangerous-Pumpkin190 Eu fazia programa

Eu li algumas coisas sobre isso em outra rede social hoje e queria muito desabafar mas não podia fazer isso com a minha cara por conta do estigma.
Eu venho de uma familia bastante pobre e sempre fui muito inteligente, disso me venderam a ideia que se eu estudasse bastante, entrasse em uma boa faculdade ia conseguir fazer o que quisesse. Passei direto de uma escola pública da periferia para um curso extremamente concorrido na USP.
Nesse momento, eu acreditei de verdade que a minha vida ia melhorar mas a faculdade era muito difícil. Desde o primeiro semestre, tinham professores passando leituras complexas em inglês, eu sabia um pouco do inglês da escola e de ser curiosa na internet, custei conseguir acompanhar... quando estava mais confortável, começaram alguns textos em francês.
A assistência estudantil me ajudou sobreviver mas é extremamente difícil, a falta de conexões e as longas horas gastas no transporte público sempre me colocou abaixo dos meus colegas. Foi muito difícil arranjar um estágio, depois foi muito difícil me manter no estágio e faculdade e morar na ZL, mas o dinheiro não dava para pagar um quarto no centro.
Quando eu me formei, arranjei um emprego na área para ganhar uma quantia rídicula. Trabalhar até as 22h era norma, e alguns dias o trabalho se alongava nas madrugadas. Sem hora extra, levando muita bronca de uma patroa histérica. Eu tentava procurar outra coisa mas o setor estava em crise e esse tipo de abuso parece ser bem comum.
Eu tinha 23 anos estava exausta e desiludida com a vida. Via minhas amigas da escola pública que nem tinham estudado e sentia inveja delas, porque minha impressão é que estávamos no mesmo lugar: mau pagas e exploradas, mas que no meu caso eu tinha sido iludida por anos achando que dava para mudar. Elas pelo menos tinham continuado no nosso quadrado e mantido relações significativas. No meu bairro, todo mundo me achava meio metida e na faculdade/emprego eu era uma pobrinha brega tentando se encaixar.
Eu fui ficando muito deprimida, cheguei a considerar me matar porque achava que a vida não tinha muito sentido. Isso fez eu começar a relativizar tudo que eu pensava, até que eu cheguei ao ponto de achar que trabalho sexual era uma boa opção. Pesquisei bastante, entrei em contato com algumas meninas que trabalhavam com isso e acabei entrando numa agência de acompanhantes.
No começo, Eu me sentia muito mal de levar uma vida dupla. Eu tinha muita vergonha de fazer coisas cotidianas, me sentia suja andando entre as "pessoas normais" tipo para ir ver a familia ou mesmo ir ao mercado.
No trabalho em si, eu tive muita sorte. Um adendo importante aqui que eu sou uma mulher bem padrão, tinha condição de escolher essa posição e me informar o melhor possível; isso é muito longe da realidade da maioria das prostitutas.
Com o tempo, eu fui até aprendendo a criar afeição por alguns clientes e comecei a ter alguns clientes fixos. Conseguia pagar minhas contas, guardar dinheiro, comprar as coisas que eu queria – eu nunca quis luxo, mas queria poder ir no supermercado e comprar o que eu quisesse, sabe? Não precisar ficar fazendo conta de moedinha e deixando coisa no caixa.
O medo da minha familia/amigos descobrir persistia, e persiste até hoje mesmo eu tendo largado a vida. Isso era definitivamente a pior parte.
Como eu falava inglês (obrigado professores cuzões da USP), pegava muito cliente gringo viajando. Eram meus preferidos pq eles contratavam tipo a semana inteira, me levavam para passear e tals. Nessas, acabei conhecendo meu marido.
Ele veio ao Brasil para trabalho, me contratou por 10 dias. A gente se deu muito bem, ele acabou depois de uns meses pro Brasil meio que só para ficar comigo de novo, e acabou perguntando se eu tinha interesse de me casar e me mudar pro país dele.
Não foi nada romântico, ele foi bem pragmático sobre querer uma esposa que fosse mais "submissa" e que era difícil achar alguém do país dele que quisesse a mesma coisa, que ele não tinha muita paciência para romance e essas coisas. Ele já tinha, inclusive, tentado um acordo semelhante com uma garota ucraniana mas não deu muito certo porque ela queria muito luxo.
Foi um acordo, parecia arriscado mas eu sabia que a vida de GP tinha um prazo de validade e eu tava meio desiludida de tudo por aqui e aceitei. Não me orgulho, mas não me arrependo. Fingi para todo mundo que a gente se conheceu de uma maneira normal, ele conheceu minha familia (que adoram ele) e eu vim para cá.
Meu marido é muito bom para mim. Ele trabalha numa área correlata a minha de formação, ele me ajudou a arranjar um emprego e aqui o mercado é completamente diferente. Eu trabalho meio período e meu salário é todo meu, mas eu cuido da casa sozinha (o que seria normal no Brasil, mas aqui não é). A gente decidiu ter filhos só depois de eu ter a residência permanente para, caso a gente se separe, eu consiga ficar aqui sem problemas. Ele nunca jogou na minha cara o que eu fazia, me apresentou para família e amigos e me estimula a ter amigos e hobbies aqui.
Eu me sinto muito feliz, a minha vida é confortável e eu gosto de ter um relacionamento onde tudo é colocado de maneira clara.
O que me fez querer escrever isso é que sempre que eu vejo discussões sobre trabalho sexual as pessoas colocam um estigma gigante nisso como algo sujo e corrupto. Não nego que existe um lado feio para boa parte das meninas envolvidas, mas não é tudo assim e a gente devia quebrar esse discurso moralista e pronto exatamente para conquistar uma qualidade melhor de trabalho para todas.
Nessa discussão que eu li, eu vi meninas falando como todos os homens que recorrem a esse tipo de serviço são depravados e nojentos, e eu nunca tive nenhum cliente que me pedisse nada fora do convencional. Muitos eram só pessoas carentes e ocupadas. Eu passei por mais abuso (incluindo assédio sexual) num trabalho convencional de escritório e na Universidade do que como GP.
Não indicaria a carreira para ninguém, exceto como algo pontual, porque não é algo sustentável a longo prazo... mas para mim, foi algo muito bom e me ajudou a encaminhar minha vida para um lugar de paz.
Poucas pessoas sabem sobre isso e sobre a verdade do meu casamento, e mesmo tendo selecionado bem quem eu contei, já tive que ouvir muitas coisas moralistas e julgadoras. Inclusive por ter atendido muitos gringos e ter me casado com um, tem um certo estereótipo que eles curtem coisas sujas tipo escatalogia, e eu nunca passei por isso.
Outra coisa, quando eu me mudei para cá, o Estado te paga um curso da língua local e outro sobre cultura. Tinham outras brasileiras em situações similares, algumas assumidamente e outras que escondem ou talvez não eram "profissionais". E tem um pouco de tudo... tem gente feliz, gente com relacionamentos horríveis, gente que quer dar o golpe e conseguir residência, umas que sequer falam outra língua e não sei como se comunicam com o marido. Não quero que ninguém leia isso como uma chamada para fazerem o mesmo que eu, só queria tirar isso do meu coração hoje depois do tópico horrível que li em outro site.
submitted by Dangerous-Pumpkin190 to desabafos [link] [comments]


2020.11.09 17:53 Electronic_Address Acho que eu deveria parar de se preocupar com minha Ex (drogas e problemas psicológicos)

Faz tempo que quero escrever esse desabafo mas não encontro as palavras certas, sempre desisto de escrever no meio.
Alerta de que o texto pode ser grande.
Sim, eu ainda mantenho contato com a ex por vários motivos. A gente meio que se tornou melhores amigos, mas meio que só virtualmente já que nunca mais nos encontramos pessoalmente. A gente sempre troca segredos e confiamos um no outro. Na verdade eu nunca fui de se abrir pra ninguém, é mais da parte dela que ela me conta coisas "confidenciais", desde um relato que ela tinha perdido o vibrador até a experiência com drogas.
Quando eu comecei a namorar com ela percebi que ela era bem desequilibrada mentalmente (eu também era). A gente meio que tinha os mesmos problemas: Depressão, ansiedade, baixa alto estima, insegurança e por aí vai. Na TPM os sentimentos dela afloram ainda mais. Apesar de tudo isso nossa relação era saudável, nenhum dos 2 era ciumento, nem fazia chantagem emocional. A gente praticamente nunca se xingou. Na verdade a gente se ajudou a superar nossos problemas.
O término veio por pedido dela. Era difícil eu sair de casa pra qualquer coisa e a gente morava distante então a relação ficou complicada. Foi no ápice da pandemia do Covid-19 quando tudo estava em Lockdown e eu me neguei a sair pra encontrar ela (tem pessoas do grupo de risco na minha casa) daí ela terminou.
Não demorou pra ela arranjar outro cara mas esse "namoro" novo dela durou só 3 meses. Interpretei isso como uma extrema carência emocional que ela tem. Depois desse término dela ela me ligou bêbada de madrugada (eu sempre achei bem merda ela beber mesmo sendo menor de idade, e ela não bebia latinhas de cerveja, ela bebia LITROS de Vodka). Uma vez chamei atenção dela quanto a isso e ela disse " eu não bebo muito não, só bebo quando tô bem mal" e eu respondi "pior ainda".
A gente foi ficando mais próximo novamente (eu tinha parado de falar com ela por respeito ao novo relacionamento dela). Relatos de como ela se sentia inútil e de como ela queria morrer eram bem frequentes. Eu já tinha recomendado ela procurar um psicólogo, ela disse que ia falar com a mãe dela mas parece que isso não aconteceu. Não demorou muito pra ela vir com uns papo estranho de "já fumou maconha? Vou experimentar semana que vem".
De cara já fiquei bem preocupado com que tipos de pessoas ela ia usar, por que tenho muito medo de ela usar drogas com amigos homens e eles tentarem abusar dela (vocês sabem do que eu tô falando). Eu não falei "cuidado pra não abusarem de ti", eu só falei "cuidado com quem tu usa". Também falei pra ela ter cuidado pra não viciar. Eu sei que a chance de viciar em maconha é bem menor que a do álcool mas sabia também que devido ao emocional dela era bem mais sucetivel ela recorrer a droga como válvula de escape (assim como ela fazia com o álcool) e acabar se viciando.
Até aí pensei "tudo bem, ela vai usar com pessoas que ela confia". Também não acho maconha muito preocupante tendo em vista que tenho primos que usam de forma recreativa e eles não são viciados. Raramente recorrem a maconha pra se divertir e que eu saiba não usam outras drogas.
Depois de um tempo percebi que ela passou um dia inteiro sem me mandar mensagem. Achei bem estranho mas não chamei ela. De noite ela me mandou uns áudios bem estranhos que não dava pra entender nada. Ela falava bem baixinho e a fala dela tava toda enrolada era realmente impossível entender o que ela falava. Eu perguntei "o que?" E ela digitou "deixa pra lá" e sumiu.
No outro dia ela me disse que tinha experimentado o LSD e que ficou o dia todo sobre o efeito. Ela disse que tinha se sentido muito bem e que sorria de tudo no dia anterior mas que hj ela acordou se sentindo uma merda. Expliquei o funcionando do LSD e falei que devido a bomba de Seretonina que ela recebe ela acorda no outro dia se sentindo merda pois ela tá zerada de Seretonina.
A esse ponto eu já me preocupei um pouco, ela tava migrando pra outras drogas. Depois que eu expliquei sobre o LSD ela me prometeu que nunca mais usaria drogas. A mãe dela tava chegando de viagem então eu me senti aliviado pq eu acho que ela não usaria drogas em casa com a mãe lá.
Tudo começou a se normalizar e eu realmente achei que ela tinha largado as drogas, até chegar os dias recentes.
A gente tava tendo uma conversa normal até que eu notei que ela tava usando uma metadinha (famoso couple ou fotinhas combinado) que a gente usava bastante como foto de perfil quando a gente namorava. Perguntei bem despretensiosamente "hmmm tá apaixonadinha é? Usando metadinha" e ela me respondeu "não ele é só amigo" e me mandou um Print da conversa (que eu não pedi) que ela falava pra ele "usa essa foto aqui gay".
O que ela não se ligou, mas que foi a primeira coisa que eu reparei, mesmo antes das fotos foi o contexto da conversa. Dizia assim:
Amigo: tem mais chances de dar overdose Ela: tô ligada, deve ser bom Amigo: é Ela: pega, usa essa foto aqui gay
Eu falei: tão falando sobre dorgas 😳. Ela me respondeu "eita porraaaaaa". A gente conversou um pouco sobre e eu falei "cuidado".
Conversas sobre como ela se sente inútil e descartável se tornaram bem mais frequentes. Ela me contou até sobre a tentativa de suicídio dela. "Eu tentei me enforcar" - respondi "como?" - ela "com uma cordinha". Eu falei "tá doida porra? Se tu morrer eu vou ficar muito triste, tua mãe também." Eu sei que ela gosta muito de mim e da mãe, eu sempre tento fazer ela se sentir amada e querida quando ela fala que quer se matar ou quando ela se sente inútil e descartável.
Hoje eu mandei um bom dia e ela não me respondeu.
Quando deu meio dia, já quase uma hora ela me mandou um bom dia bem eufórico
"Bom diaaaaaaa Eu tô viva manoooooo Eu te amooooooo Eu tô vivaaaaaaaaa"
Ela me disse que tinha usado muita droga ontem. Me falou, falou e não explicou nada mas disse que ia me contar tudo (porra ela realmente confia em mim). Me disse que ainda tava mal e sumiu de novo.
Ela me disse que tinha usado 2 balas (ecstasy), LSD e "outros bagulhos lá". Ótimo era tudo que eu precisava: agora ela também tá no ecstasy e tá usando "outros bagulhos lá". EU NÃO SEI NEM MAIS QUE PORRA QUE ELA TÁ USANDO!!!
A situação tá ficando fora de controle. A gente já tinha marcado de se rever sábado. A gente vai tomar sorvete, como fazíamos antes. Mas lógico: ela cogitou a ideia de a gente fazer "outro tipo de rolê": dormir na casa dela, usar LSD e ficar loucão. Que ótimo, muito saudável! Nem precisei falar nada ela mesmo mudou de idéia e resolveu ir tomar sorvete mesmo.
Eu nem sei se eu quero mais ver ela. Ela se transformou numa pessoa muito diferente da pessoa que eu me apaixonei. Agora eu tenho que segurar as crises de depressão dela, principalmente depois que ela usa essas porcarias que é quando ela fica pior.
Porra é muita responsabilidade pra mim, ela completou 18 anos esse mês e eu vou fazer 17 ainda semana que vem. Eu sei que é contra as regras do grupo revelar a idade se eu for menor de idade mas isso é pra contextualizar de que de que isso é muito peso pras minhas costas.
Eu sei que eu deveria contar isso pra mãe dela mas como que eu vou falar isso???? Além disso se eu contar a confiança que ela tem comigo vai acabar completamente e isso pode ser ruim pro emocional e psicólogo dela.
Isso tá se tornando um fardo imenso. Toda vez que ela me fala que usou drogas eu me sinto muito merda. Vejo uma pessoa se afundar em depressão e drogas na minha frente e não faço nada. Eu tô simplesmente congelado de medo.
Isso tá me fazendo muito mal, as vezes dá vontade de chorar quando ela me fala essas coisas e eu penso em simplesmente cortar ela da minha vida por que o que era uma relação de amizade saudável entre ex namorados agora é algo que só me puxa pra baixo. Realmente é bem covarde e egoísta deixar ela assim pra trás mas é o que eu sempre fui, sempre fui um COVARDE fugindo dos problemas.
Além disso minha mãe anda falando muito em se mudar de cidade. Uma hora eu vou embora e minha ex não vai me ter mais aqui pra ajudar ela com as merdas que ela faz. Ela precisa saber o que faz sozinha.
Preciso ir cortando nosso laço pouco a pouco. Desaparecer gradualmente até que ela não perceba minha ida.
Se a gente não tivesse insistindo em continuar se falando depois do término isso não estaria acontecendo (não comigo) e eu iria se lembrar dela sempre como a pessoa mais incrível que eu conheci, mas agora... Agora todas as memórias bonitas que eu tinha sobre ela estão desaparecendo por que ela virou outra pessoa.
Obrigado a você que leu até aqui.
submitted by Electronic_Address to desabafos [link] [comments]


2020.11.08 06:49 sad__cloud Uma vida amorosa e sexual bem triste. E um rapaz que me dá atenção.

*ATUALIZADO
*conta descartável
**Texto longo porém separado por parágrafos e bem escrito <3
***Talvez eu devesse postar isso no DeadBedrooms mas não me sinto com emocional para traduzir tudo para o inglês.
****Edits: concordância, erros gramaticais
*****Tudo que foi feito fora de casa foi com máscara e muito álcool em gel!
Namoro faz quatro anos. Cursamos o mesmo curso, mesma faculdade, mesma turma, mesmos colegas de sala. Ele é três anos mais novo que eu (tenho 25).
Meu namorado tem muitos defeitos. Muitos mesmo. Mas muitas qualidades também, que eu admiro e simplesmente amo. Colocando na balança, essas qualidades pareciam compensar os defeitos e decidi tolerá-los. Mas sabe quando esses defeitos aparecem com tamanha frequência e com tamanha intensidade que as qualidades simplesmente desaparecem? Então.
Moramos juntos, um cantinho alugado. Ele pediu demissão do estágio por odiar o serviço (e agora decidiu que odeia o curso também) e como recebe mesada dos pais, fica tranquilo. Eu ralo no estágio e pra dar aquela complementada na renda, comecei a vender bolos no meu bairro.
Meu namorado sempre reclamou do curso. A ponto de chorar de desespero de madrugada. Como fazemos trabalhos juntos, sempre tenho que dividir meu tempo entre fazer de fato o trabalho e consolá-lo (e nesse momento ele para a produção dele totalmente e no final eu sempre termino o meu para ajudá-lo). É o tipo de situação que nenhum conselho está bom. Nada que eu diga ajuda. Ele já me acusou de dar mais atenção aos trabalhos do que para ele. Esse ano, após uma briga colossal, ele resolveu procurar ajuda psicológica.
Sobre sexo, ele não existe mais, atualmente. E quando existe é com uma qualidade tão ruim (pra mim)... Como tirei a virgindade dele, achei que com o tempo e com a minha ajuda, ele melhoraria. Nunca melhorou. E se comento sobre algo que não me deixa feliz, ele diz que faz de tudo para me agradar e não sabe mais o que fazer pq eu sou muito difícil e fica bastante nervoso. Então desanimei de comentar qualquer coisa. Finjo que atingi o orgasmo só para ele gozar logo e terminar tudo. Quando eu o procuro na intenção de eu iniciar o ato e aí quem sabe controlar um pouco mais a situação ao meu favor, ele faz birra. Não vai continuar se eu não fizer tudo.
Faz uns seis meses que notei que ele estava me procurando bem menos e tentei criar uma situação para transarmos. Calhou de ele me falar que não sentia vontade de transar por estar se masturbando demais. Conversei sobre como uma vida sexual é importante para um casal e que seria bacana ele diminuir a frequência que ele assiste pornô (e ele assiste com muita frequência).
Eis que ele abre o celular e mostra que ele tá usando algumas fotos de usuárias do Reddit como material para masturbação. Nem cheguei a ver de que sub era pq meus olhos encheram de lágrimas muito rápido. Dei uma desculpa qualquer e fui chorar no banheiro, coisa que eu não faço desde a sexta série. Eu não sei dizer exatamente a diferença entre o pornô e uma foto, mas eu me senti humilhada como poucas vezes na minha vida.
Tenho uma amiga muito querida que, lá por março, de aniversário, me deu um vestido que eu queria muito (e que era bem caro. Meu namorado me deu uma noite frustrante de sexo). É um vestido azul que faz eu me sentir uma princesa. Como em agosto foi aniversário dela, fiz um bolo surpresa e fui entregar para ela a pé. Ela mora em um conjunto de prédios a quinze minutos (a pé) do meu cantinho. Lá fui eu, meu vestido azul e a cesta que eu uso para levar os bolos por aí. Ela tirou uma foto minha e divulgou no grupo do prédio. Viralizei!
Eu nunca vi TANTA encomenda e TANTO dinheiro aparecendo na minha frente. Chamei meu namorado para me ajudar a dar conta de tudo, prometi ensinar ele a fazer com a maior paciência.
Ele negou. E reclamou que meu cabelo andava muito feio. Meu cabelo é cacheado e eu o pinto de ruivo, então ele anda realmente um pouco judiado. Pra variar, me senti muito triste. Jurei que daria conta de todas as encomendas e com o dinheiro que sobrasse eu daria um trato no cabelo.
Dei conta? Dei. Virei noites? Sim. Gastei 1/8 do que ganhei comprando produtos de cabelo. Essas coisas são caras mas fiz minhas contas e considerei que seria uma compra prudente e que não nos afetaria economicamente no futuro. Em duas semanas eu estava amando o resultado. Me sentia mais bonita e preparei um jantar e comprei um vinho, decidida a mudar a nossa vida sexual.
Meu namorado comeu tudo correndo pois tinha um RPG marcado com não sei quem. A garrafa de vinho nem deu tempo de abrir.
Sabe o seu valor? Naquela hora eu sentia que tava valendo menos que a poeira do tapete da sala. Valendo menos que as meninas desconhecidas do Reddit.
Mas as encomendas de bolo no prédio da minha amiga continuavam. E como fiquei famosa com o vestido azul, fiz dele meu uniforme já que ia uma vez por semana lá entregar e todo mundo passou a me reconhecer com ele.
Um dia recebi um pedido de bolo de cenoura com chocolate de um apartamento Y que nunca tinha ido. Fiz tudo, como de praxe e no dia da entrega, quem me atendeu foi um rapaz com um sorriso tão imenso que eu cheguei a ficar sem graça. Quem encomendou de fato foi a avó dele, e da porta mesmo ele chamou dizendo "Vó, a moça gracinha veio trazer o seu bolo!"
Eu não sei dizer a quanto tempo não recebo um elogio. Mas o gracinha foi o suficiente pra eu me atrapalhar toda na hora de entregar o bolo. Quase saí correndo de nervoso. Atendi a vizinha do andar de cima e ela tinha perguntado se eu havia entregado no apartamento Y, pois a senhora que morava ali era amiga dela. Respondi que quem atendeu foi o neto e ela rasgou elogios, que ele era um doce de pessoa e que havia ajudado ela a instalar algumas lâmpadas na semana passada.
De setembro para cá eu entreguei bolo todas as semanas no apartamento Y. E o tal do neto, que é meses mais velho que eu, sempre estava lá para me receber. Já me convidaram para tomar um cafézinho (aceitei) e para o almoço (recusei). Semana passada, fui convidada novamente para o almoço, dessa vez pelo neto. Em um horário que a avó dele não estava em casa (não faço ideia de onde ela poderia estar nessa pandemia). Confesso que recusei para não cair em tentação.
Ontem tentei novamente uma surpresa para quem sabe transar com o meu namorado. Não deu certo. E dessa vez o porque foi que eu estou sempre ocupada e nunca dou atenção para ele. Discutimos e eu chorei, nunca me senti tão sozinha mesmo estando em uma relação. Fui dormir e ele foi jogar.
Hoje fiz mais uma entrega no apartamento Y. O neto estava fazendo faxina na casa, mas me recebeu. Quando pedi para ele segurar a cesta para que eu retirasse o bolo, ele se aproximou e colocou o nariz no meu cabelo, dizendo baixinho que eu era muito cheirosa. Eu agradeci e ele sugeriu de irmos tomar um café (em um café de fato), assim que acabasse a pandemia e que ele conhecia um ótimo lugar. Eu não aceitei e nem neguei (famoso "vamos ver hahaha"), mas voltei para casa muito abalada.
A verdade é que não vejo mais futuro para o meu relacionamento e estou exausta de me sentir sozinha dentro de um. Cansada de ser a única a tentar. Se eu tivesse uma relação sexual com o meu namorado eu não sei nem como reagiria, pois essa chateação toda me fez perder toda e qualquer atração que já tive por ele. As vezes acho que tento para no final de tudo pensar "pelo menos eu tentei".
Meu namorado foi rejeitado anteriormente por uma garota que ele amava e isso o deixou um ano de cama. Meus sogros me tratam muito bem e quase me endeusam, e as vezes acho que é por isso que ainda não tomei uma atitude. Gosto muito dos meus sogros, não quero chateá-los. Tenho medo que meu namorado fique de cama por minha causa também. Estamos tão próximos de concluir o curso que não quero me sentir responsável se ele jogar tudo para o alto caso eu termine. Não quero, caso o curso volte presencialmente, ter que encontrá-lo todo dia e ainda bagunçar nosso círculo de amizades em comum.
Por outro lado, eu me sinto tão ansiosa, tão pedinte por contato. Queria um abraço. Um beijo. Um carinho que faz arrepio. Uma noite de sexo. O cara do apartamento Y parece um sonho e pelo que sondei do condomínio, ele é tranquilo, faz as tarefas domésticas pela avó, concluiu o curso, trabalha (agora em home office) e já comentaram que ele é caidinho por mim. Sempre que faço uma entrega e ele está sozinho é um deus-me-acuda, quase um teste de fidelidade. Cada mensagem no whats pedindo uma encomenda ou perguntando que horas farei a entrega faz o meu coração bater rápido.
Me sinto errada por querer outro cara, de querer tentar uma possibilidade que pode dar muito certo. Sei que possivelmente a carência tá me fazendo fantasiar muito a situação toda, mas não consigo evitar. Não quero trair meu namorado mas não sei por quanto tempo mais aguento esse deserto de relacionamento.
Conselhos?
ATUALIZAÇÃO: Sentei essa noite e coloquei as cartas na mesa. Falei sobre como eu me sentia só, sobre ele sempre me trocar por qualquer coisa (pornografia, jogos, amigos) e que eu não vejo outra solução a não ser encerrar nossa relação.
Ele ficou mais chocado do que eu achei que ficaria e disse que nosso relacionamento não parecia ter nada de errado. Pontuei vários casos (os citados aqui no texto e outros) e ele ficou na defensiva, negando tudo ou dizendo que "não era isso". Perdi a cabeça e comecei a falar que qualquer cara que me olha na rua me dá mais atenção em um olhar do que o que ele anda me dando dentro do relacionamento.
Ele abaixou a cabeça e ficou quieto e sei que é nessas horas que eu fraquejo e volto atrás em tudo que disse. Ele me perguntou se ele nunca me fez feliz e eu disse que não era o caso. Ele prometeu mudar, mas quando nos reconciliamos várias vezes de várias outras discussões ele sempre me prometia a mesma coisa, então eu disse que não conseguia mais acreditar e nem ter mais vontade de tentar.
Ele pegou algumas coisas e chamou um Uber. Por mensagem só disse que ia para os pais dele e que não me responderia por um tempo. Ok, entendo, sem problemas.
Faz quase duas horas que minha sogra me mandou mensagem dizendo que ele chegou lá muito abatido e perguntando o que aconteceu. Eu não respondi e pra ser sincera, nem quero papo. Ainda me sinto muito responsável por ele estar mal agora, mas ele tem que aprender a lidar com isso. E eu também tenho que aprender.
Obrigada pelas mensagens carinhosas e pelo apoio de todos.
submitted by sad__cloud to desabafos [link] [comments]


2020.10.26 13:32 satanistboy Eu não aguento mais o fato de existir e queria que isso acabasse

Sei lá cara, as vezes dá um desanimo continuar lutando, principalmente q tô vivo a mais de 2 anos do q teoricamente era pra eu estar, se as coisas estivessem saídos como o planejado era pra eu estar desde julho de 2018, 7 palmos abaixo da terra, não sei se esse tempo que eu consegui foi o suficiente pra fazer que eu não cometesse mais suicídio
Sinto uma grande melhora psicológica por causa dos remédios, mas sinceramente o sentimento de solidão pra mim que é frequentemente ressuscitado pela minha cabeça faz com que eu me torture durante a semana inteira e a pandemia potencializa isso ainda mais, aí tem o fato de q eu fico me cobrando/ me achando um bosta por não conseguir emprego de forma alguma e também tem a parte de mim que tem pânico de trampar a possibilidade disso afetar ainda mais minha saúde mental que já é frágil, também tem o fato de q todos os meus relacionamentos foram predominantemente ruim, ent não consigo extrair nada de bom, aí lembro do meu último relacionamento foi iniciado por conta de q ela tava querendo me usar.
Por um lado eu penso que vai ser horrível pra minha mãe perder o filho dela perto da região do Natal, mas ao mesmo lado tem o lado q pensa em mim e como eu tô cansado de estar nesse estado mental simplesmente horrível no qual eu me encontro, ent sinceramente eu não sei, talvez eu faça oq eu deveria ter feito a muito tempo atrás e desista de tudo, pq arrumar vontade de procurar emprego, e ainda mais pra fingir estar bem durante o trabalho é nulo Só queria que tudo isso acabasse
submitted by satanistboy to desabafos [link] [comments]


2020.10.24 03:05 mentalorgasmo TENTAÇÃO – CARTA PARA ELA

Venho por meio desta breve carta lhe dizer que seus nudes foram essenciais. Eu realmente fui suprido por um bom tempo… Me saciaram inesperadamente (mais do que eu imaginava). Agradeço de coração por você ter feito isso por mim. Dei zoom em cada detalhe da bocetinha para salivar mais gostoso com o mar rosa. Nadei tanto que quase me afoguei. Nesse lindo cuzinho me diverti devaneando cuspidas escorrendo para a boceta e minha mão massageando para espalhar por toda a região dela. Que bênção! Como ele não aproveita essa belíssima mulher? Que pena! Seu relacionamento não está bom, né? Eu sei disso, só pela maneira como conversa comigo. Ter ao lado uma pessoa que não surte efeitos positivos é complicado. Sei bem como é isso. Porém não posso fazer tanto por você além de retribuir os nudes e te fazer delirar. Só não sei como é querer terminar um relacionamento e não conseguir e/ou poder.
Você me liga, eu fico com o pau na mão ouvindo suas gemidas automáticas, porque sei o quanto ama se sentir, chupar o próprio melado falando comigo. Às vezes não parece que está realizando isso, pois é tão de repente. É inegável que me garanto fazer gostoso, sobretudo não posso com você. Vive me procurando quando ele sai, como se eu pudesse resolver sua situação. Eu bem que queria sentir seu gosto, mas não é assim que as coisas funcionam. Eu, antes de qualquer coisa, respeito seu relacionamento. Esse passo é importante, uma vez que trair não é nada aprazível. Tudo bem que trocar nudes com uma mulher compromissada não é o correto, mas eu acho que seria a mesma coisa se você estovesse em um site pornô se deliciando vendo outro cara.
Desejo para a sua vida muita paz, amor, paciência e harmonia, para que nunca lhe falte forças para agir. Não é fácil seguir o coração, entretanto, ouça-o e absorva o melhor, para que as coisas fiquem mais fáceis. Pode me procurar quando quiser, mandar nudes quando quiser, gemer na linha quando quiser… Você é importante para mim, uma tentação absurda, mas não posso substituí-lo.
submitted by mentalorgasmo to u/mentalorgasmo [link] [comments]


2020.10.21 02:42 haha-charadeur Bad

Boa noite família! Agora noite bateu uma bad aqui. Eu tava pensando nos relacionamento acabados de tempos atrás e vi o quão difícil realmente é encontrar um parceiro ideal para que esteja sempre ao seu lado.
Estou conversando com uma garota e ela parece ter muitos contatos e vejo que eu sou apenas mais um. Ela deve estar bem acostumada a sair com outros caras e aí me vem a reflexão de que se realmente possa valer a pena.
Estamos marcando de nos encontrar pra conversar, beber ou comer alguma coisa, mas a previsão aqui é chuva, então, provavelmente eu dê alguma desculpa para não ir.
No quesito das relações estou vendo que estão se tornando cada vez mais superficiais, estou começando a pensar da mesma maneira como era antigamente. Talvez seja bom que eu faça uma pausa e para de procurar algo que ainda não encontrei, talvez eu ache ou talvez não. É o medo de se entregar.
Vou focar mais em mim, nos meus afazeres, viver a vida do meu jeito, não levar nada para o sentimental e principalmente no meu lado profissional.
Boa noite!
submitted by haha-charadeur to desabafos [link] [comments]


2020.10.11 06:38 MalalaBR Tenho uma família tóxica?

Oi, pessoal!
Essa é a minha primeira postagem no Reddit. Decidi criar um perfil depois de procurar por conselhos sobre minha situação no Google e achar uma ótima postagem nessa plataforma.
Enfim, quero desabafar e também quero conselho de quem possa me ajudar.
Eu estava escutando um podcast sobre relacionamentos tóxicos e fiquei refletindo: será que tenho familiares tóxicos?
Vou explicar pra vocês o que ando vivendo.
Estou namorando com um carinha faz mais de 2 anos, um amigo de infância. A gente chegou a terminar mas reatamos um ano depois. Foi um tempo bem difícil sem ele, pois nos damos bem em todos os aspectos.
O motivo do nosso término naquela época foi a minha família. Minha mãe simplesmente não aceita o relacionamento e fazia um inferno desde sempre. Na visão dela, o meu namorado não é o suficiente para mim.
Eu sou o orgulho da família: uma pessoa recém-formada em um curso "promissor" e esperando as coisas acalmarem (pandemia) para começar em um trabalho que tenho garantido. Mas mesmo assim, ela acha que vou "me perder" por conta desse namoro. Em parte eu entendo, pois ela casou cedo e engravidou muito nova (aos 16) e anos depois se divorciou. Mas eu não sou ela e não terei o mesmo destino: já tenho 22 anos, não penso em filhos e muito menos casar tão cedo (talvez seja um reflexo).
O meu namorado é vestibulando, pois se atrasou um pouco nos estudos por conta de questões familiares: ele não tinha apoio de ninguém. Eu entendo perfeitamente a situação em que ele está e enxergo todo o esforço dele para passar no curso dos sonhos. Tenho certeza de que ele conseguirá, pois estuda diariamente para isso.
Contudo, minha mãe não enxerga isso. Apenas vê uma parte dele: desempregado e vestibulando. Ela acha que ele é um vagabundo. Mas ele não é, pois ajuda o pai no trabalho sempre quando necessário e ganha alguns trocados.
Importante dizer que sou a mais velha dos filhos. E mais importante ainda dizer que o meu irmão mais novo jamais foi julgado como eu por estar com alguém que ama. E meu irmão não é bem um exemplo: não gosta de trabalhar, sempre teve um desempenho medíocre nos estudos e pede dinheiro a minha mãe sempre. Gosta de vida fácil. Já cheguei a pagar uma fatura do cartão de crédito dele porque ela me pediu. Já dá para entender que ela tem um favorito, né?
Esse desabafo vem depois de um episódio de uma piada de mal gosto e bem inconveniente: meu namorado estava aqui em casa (estou morando em uma cidade pequena com casos controlados da COVID) e eu me levantei para tomar um banho. Assim que saio do banheiro, meu irmão e minha mãe estão na sala de estar e começam a tirar onda da minha cara, perguntando de uma maneira jocosa se eu havia transado com ele (pois estávamos sozinhos por alguns instantes).
Eu não acreditei naquilo.
Respondi que não tinha dado liberdade a nenhum dos dois para me perguntar algo tão íntimo e sai da sala. Ao sair da sala, escuto minha mãe dizer que aquele assunto era de interesse dela. Rebati que não era, pois era pessoal. Ela respondeu dizendo que se algo acontecesse comigo, iria para as "costas dela". Ou seja, se eu engravidasse, ela quem iria ficar responsável por tudo.
Ledo engano. Eu faria de tudo, mas não pediria um centavo. Gosto da minha independência, estudei para isso. Só estou aqui, nesta cidade pequena onde ela mora, por conta da pandemia, mas logo mais voltarei para onde tenho um emprego na manga. E meu namorado com certeza não ficaria de braços cruzados, ele mesmo me disse que enxugaria gelo para sustentar um eventual filho.
Esse foi só um dos inúmeros episódios. Falar sobre todos daria um livro. Já fui chamada de tudo, menos de santa por manter e reatar esse relacionamento. Ela já passou duas semanas sem falar comigo por conta de uma briga que tivemos, e durante essa briga o meu aniversário passou em branco: não me desejou um simples parabéns. Enquanto isso, meu namorado fez de tudo para ser um dia especial, mas percebeu a minha tristeza naquele dia. Um verdadeiro inferno!
Desde que cheguei nessa cidade, para ficar com ela durante a pandemia, sofro com isso. Cada visita do meu namorado (que até evita vir aqui) é um sufoco.
Realmente não entendo esse comportamento. E não acho que sou uma adolescente que é cega pelo namorado, sei que sou nova, mas não tenho mais idade para ser tão boba. E não é a primeira vez: para ela, nenhum namorado meu era bom o suficiente.
Eu sinceramente acho que essa aparente preocupação da minha mãe vai bem além disso. Estou tentando levar ela ao psicólogo, mas ela se nega. Acho que ajudaria bastante para que ela enxergasse todos os comportamentos tóxicos não só comigo, mas com minha irmã mais nova (quem xinga e grita todo dia) e com o namorado dela também (que é feito de gato e sapato!). Ela realmente precisa de ajuda.
A minha utopia é de uma convivência pacífica: que meu namorado possa vir almoçar em família em um dia de domingo, participar de aniversários e churrascos, mas como falei, hoje isso é apenas uma utopia.
O que vocês me aconselham a fazer? A sinceridade é bem-vinda e agradeço a todos de bom coração!
submitted by MalalaBR to desabafos [link] [comments]


2020.10.04 23:49 solitaria35 Totalmente infeliz e decepcionada como mulher!

Olá colegas! Vou desabafar um pouco do que estou sentindo aqui pois não consigo conversar com ninguém. Sinto que se eu me abrir com qualquer pessoa, todos vão falar que é frescura minha e etc... Então, tenho um relacionamento a quase 17 anos. Nesse relacionamento tivemos 2 filhos que são as únicas coisas que me fazem ainda estar de pé. Na época de namoro até uns 4 anos, era tudo mto legal! A gente se curtia mto. De uns 5 anos pra frente foi ficando morno e chato. Depois de 7 anos, quando eu já estava definitivamente decidida a acabar de vez, pronto, descobrir que estava grávida! Eu sempre sonhei em ser mãe, em ter minha família! Pois bem, acabei ficando com ele! Passei os 3 primeiros meses da minha filha na casa do meu irmão, pois era mais perto pra médico e tal. Foi quando eu descobrir que ele estava me traindo alguns meses! Nossa, aquilo acabou comigo! Fiquei em choque! Não esperava mesmo isso dele! O meu desespero maior era não saber o que seria de mim e da minha filha, pois não tinha como voltar pra onde eu morava antes e não tinha como ficar no meu irmão. Acabei perdoando em 1 semana(acho que o desespero não me fez pensar em nada). Me mudei pra casa dos pais dele( ele morava com os pais) e foi aí que minha vida começou a desandar de vez! Eu comecei a descobrir que ele ainda se encontrava com ela e tbm conheceu uma outra( juro, não conseguia reconhecer quem era aquela pessoa)! Enfim, ficou nisso alguns anos. Eu não tinha mais paz, sossego. Era ficar rastreando celular, vendo mensagens, um inferno! Até que arrumei um emprego bacana e minha filha estava com 4 anos. Aluguei uma casa pra morar com ela e minha mãe! Nossa, fiquei mto empolgada! Tava mto feliz! Eu não terminei com ele, mas eu estava na minha casa, então eu me sentia mais feliz! Quando minha mãe adoeceu e foi morar com meu irmão! Pronto, deu tudo errado novamente! Eu precisava trabalhar e minha filha acabava ficando na casa dele com a vó paterna. Aí nisso, acabei engravidando novamente. Ele não me acompanhou em nada, chegou a ser super ignorante comigo qdo o chamei pra acompanhar a ultra. Nossa, fiquei mto deprimida. Ele construiu uma casa rápido pra que nosso filho tivesse um lar e eu tive que ir, pois não tinha o que fazer! Eu fui demitida pra poder cuidar do meu filho mais novo. Meu filho faz 3 anos e tem 1 ano que descobrir um possível autismo do mesmo! Ele já faz fono, psicólogo, neuro, enfim, tudo que eu posso fazer! Minha relação com o pai a cada dia que passa só piora! Ele não me dá atenção, quando está de folga passa o dia inteiro na rua e na hora que eu vou deitar, ele me procura pra fazer sexo! Eu acabo cedendo por receio dele procurar na rua( hj já não acho que ele faça mais, mas não confio mesmo). Hj em dia só fico calada quando estou perto dele. E ele sempre reclama que eu não faço algo direito, que eu não sei fazer aquilo, essas coisas. Não posso voltar a trabalhar pois sou eu que cuido do meu filho! Toda semana vamos pras terapias! Fora otorrino e alergista! Ele ainda fica me jogando na cara que eu tenho que arrumar um emprego! Como? Quem vai cuidar do nosso filho? Eu já não sei mais o que fazer da minha vida! Perdi totalmente a vontade de viver! Só não tiro minha vida por conta dos meus filhos, que são meus pilares! Hj em dia minha mãe mora comigo e se não fosse por ela tbm, eu não sei o que seria de mim! Resolvi agora oficializar a união pois penso que se acontecer algo a ele, eu fico com alguma coisa. Estamos com casamento marcado pra esse mês mas, eu só consigo chorar! Não tenho ânimo pra nada! Eu queria ficar deitada o dia todo! Não tô conseguindo nem.fazer nada com meu filho! Hj, em.pleno domingo, minha filha e minha mãe foram pra uma festinha e só voltam amanhã e ele de folga passou o dia na rua! E eu aqui com meu filho mais novo sem fazer nada! Desculpa esse texto imenso, mas foi mto bom pra mim poder desabafar! Espero que alguém leia e possa me ajudar, ao menos com palavras! Eu creio em Deus mas, acho que Ele tem.problemas maiores que o meu pra resolver! Não sei mais o que fazer... 😞
submitted by solitaria35 to desabafos [link] [comments]


2020.09.16 02:56 fcost9 Há um ano atrás tudo era diferente.

Já parou para pensar como tudo muda de um ano para o outro?
Comigo não foi diferente, lembro exatamente de tudo do ano anterior. Estava vivendo um dos melhores anos da minha vida.
Estava namorando com a mulher que eu nunca senti tamanha paixão parecida, daquelas que você chora de felicidade e sem explicação, aquele relacionamento que você sentia tudo diferente ao estar com a pessoa, e que com o seu abraço você literalmente se desconectava e ia para longe. O relacionamento que todo cara gostaria de ter, literalmente assim como o Chorão do CBjr descreveu a mulher na letra de 'Ela vai voltar'.
Além do meu namoro, da família que pude conhecer por parte da minha ex, que por sinal todos me colheram super bem, e fiz deles a minha família também. Pois eu passava um final de semana inteiro com as suas presenças.
Eu tinha também um grupo de amigos com um projeto entre nós muito legal, todos eramos bem unidos. Planejávamos o futuro como crianças na espera do coelho da páscoa ou do papai noel, todos ansiosos por cada passo que poderíamos dar.
Por fora tudo estava fluindo da melhor maneira de todos os tempos, mas por dentro da minha cabeça uma guerra sem fim acontecia. Uma mistura de sentimentos sem respostas, atitudes sem motivos, coisas que eu fazia que após de muito tempo eu me perguntei 'por que eu tive essa atitude?' 'por que eu fiz tudo da maneira mais difícil?' 'por que eu não falei a verdade sobre o que eu fiz antes e preferi mentir?' 'por que eu me confortava com uma atitude que não correspondia com o que realmente aconteceu?'
E de um ano para cá sem procurar ajuda eu perdi tudo e estou recomeçando do zero, como se eu chegasse em uma cidade nova e não conhecesse ninguém ao meu redor.
Esse post é tanto um desabafo quanto um toque para quem esteja passando pelo mesmo problema, problema no qual você faz tal coisa e nem sabe porque fez aquilo. Por que você preferiu mentir do que dizer a verdade.
Portanto, por mais difícil que seja para você, quanto foi para mim acreditar que algo de errado esteja acontecendo, pare e pense, e não deixe para procurar ajuda depois, depois de perder tudo. Procure ajuda psicológica, se cuide, valorize-se e também valorize quem está ao seu redor. Ame, mas também se ame, se cuide e não cometam o mesmo erro que eu tive por teimosia minha ao achar que não era nada.
Não digam não ou mintam caso esteja tudo bem, pois no fim não está. E principalmente não recusem conselhos de quem sabe o que está acontecendo.
Sejam felizes e acima de tudo sejam psicologicamente saudáveis.
submitted by fcost9 to desabafos [link] [comments]


2020.09.04 18:33 DanteStonecross Senta que la vem história

Eu to a algum tempo lendo e comentando coisas nesse /, e eu sempre quis dizer varias coisas aqui, porque de algum jeito eu me sinto confortável de ver essas coisas e todos vocês, mesmo discordando com algumas pessoas aqui e ali ta tudo bem, discordar é normal, faz a gente mais humano.
Mas eu queria muito contar uma história aqui hoje, é uma jornada importante pra mim, e eu espero que vocês gostem de me ver aprendendo uma coisa muito complicada. Nessa história, todos os nomes serão fictícios, e será um resumo muito resumido, então a grande maioria dos fatos não está aqui, mas o que isso tudo me ensinou, você vai poder ver com certeza.
Eu sempre fui um Romântico, e quando eu digo Romântico, eu falo da escola literária, eu não uso aquele português difícil, mas eu enxergo o mundo de uma maneira similar, eu vivo os momentos com as pessoas com intensidade, com muito sentimento, e os momentos seguintes a esses vem a melancolia.
A primeira vez que eu me apaixonei quando tinha 11 anos, o mundo se tornou diferente pra mim, era como se de repente todo o resto fosse preto e branco, e apenas aquela garota fosse colorida(eu tenho essa história contada em um texto, que é o ponto inicial da minha depressão, escrito exatamente como aquela criança enxergava o mundo, se ao final alguém se interessar eu mando sem problemas).
E, perto se fazer 14, em 2013, eu conheci uma garota muito mais do que bonita, ela era simplesmente divina aos meus olhos, ela era tão incrível, ela tinha absolutamente tudo que eu gostava. Eu conheci a Ágata dando aulas de matemática(o que mais um nerd faz?) e algo me chamou muita atenção: mesmo com 13 anos eu já tinha dado muitas aulas pra muitas pessoas e todo mundo tem um limite, todo mundo desiste(pede uma pausa) depois de X questões, mas ela não, mesmo sem entender muitas coisas ela persistia até o fim tentando entender tudo, até o horario dela ir embora ela continuou la, com o caderno e a caneta fazendo de tudo pra conseguir entender.
Bons meses depois Ágata se tornou minha melhor amiga(embora no início ela respondia minhas mensagens a cada 3 semanas, sem exagero!), e mais um tempo depois e muitos conflitos com a família dela, a gente começo a namorar.
Eu ainda não posso explicar o que era a sensação de namorar com ela, ela era literalmente o que todo garoto sempre sonhou: baixinha, cabelo cacheado, um rosto muito agradável, um sorriso lindíssimo, peitos e bunda enormes(ENORMES), cantava feito um anjo, era popular, divertida, extrovertida, dedicada, esforçada... É uma lista de qualidades que, na época, transbordava.
De 2014 até 2019, nós tivemos 3 anos de relacionamento e 5 anos de amizade, e eu aprendi muito mesmo em todos esses anos. O motivo do término do relacionamento(numa versão em resumo do resumo do resumo) foi, principalmente, possessão. Eu tenho um pai que é extremamente possessivo e eu levei 14 anos pra sair das garras deles(ou seja, ainda era recente quando eu conheci ela), e 1 ano depois do namoro ela começou a querer cada vez mais a minha atenção, onde eu não sentia mais liberdade pra fazer coisas que eu queria, porque eu tinha que ficar 3 horas falando no telefone com ela(e eu nem gosto de falar no telefone).
Não me entendam mal, eu não estou dizendo que fui perfeito, que não tive defeitos ou que só eu que estava passando por problemas, acabou porque precisava acabar. Inclusive se você, Ágata, por algum motivo descobriu o reddit e se reconhecer nesse post, saiba que mesmo não mais falando com você e não conseguindo mais olhar na sua cara(história pra outro dia), você pra sempre terá minha gratidão e meu respeito, nós vivemos muitas coisas juntos e, se hoje eu sou um homem, foi você que o moldou, muito obrigado.
Quando isso terminou, eu comecei a conversar mais com uma outra garota que eu conhecia, estudava na mesma escola que a gente, e conforme eu a conheci, ela começou a conquistar cada vez mais espaço no meu coração.
Carol era uma mulher interessante de várias maneiras, ela era extremamente extrovertida, cantava muito bem, tinha muitas histórias pra contar, era uma das pessoas que mais tinham ficado com gente na escola, e principalmente, ela tinha acabado de ganhar uma filinha. O jeito que a Carol olhava pra filha dela me fazia querer estar por perto, não porque ela parecia uma mãe incrível, mas porque havia uma dualidade dentro dela: aquela criança foi concebida de um estupro, onde foi muito difícil aceitar conceber a criança, quando ela nasceu era completamente visível que ela não sabia o que fazer, ela amava mais do que tudo aquela criança, ao mesmo tempo que ela via o homem que fez isso quando olhava pra ela(graças a deus, isso mudou bem rápido).
O tempo passou e eu e Carol começamos a nos dar muito bem, e em meados de 2019 a gente se beijou pela primeira vez, essa foi oficialmente a segunda pessoa que eu beijei na vida e cara, que coisa mais estranha, eu não sabia nem como descrever o que tinha sido aquilo de tão estranho... Até que ela me beijou uma segunda vez, e ai oficialmente, aquele era o melhor beijo do mundo.
Eu e Carol ficamos mais algumas vezes, e a gente se dava muito bem em tudo, até na cama era muuuuito diferente do que era com a minha ex, e a gente fazia tantas coisas juntos, viamos animes, conversavamos sobre varias pessoas, saíamos pra comprar roupas...
Cada dia que passava o meu sentimento só aumentava, e quanto mais ele aumentava, mais coisas que eu achava incríveis aconteciam, como a gente ver as coisas abraçadinhos, ficar de mãos dadas, varias dessas coisas de casal.
O meu erro? Carol desde o inicio falou "Não se apaixona por mim, eu não me apaixono por ninguém". Eu segui essas instruções o quanto foi possível, mas cara, talvez fosse loucura minha, mas parecia muito que ela também estava apaixonada, não com palavras porque toda vez que eu mencionava ela mudava a expressão e o jeito por um tempinho, mas as atitudes dela, os nossos momentos...
Depois de um tempo, no inicio desse ano, eu tentei cortar a Carol da minha vida torcendo pra que resolvesse meu problema, e deu certo por 1 mês até que ela me mandou mensagem perguntando quanto tempo isso levaria. Eu dei o meu melhor e coloquei todos os meus sentimentos em um texto, cada palavra continha tudo que eu sentia por ela, e ela também fez um texto de volta pra mim, e eu pude sentir o que ela sentia também, ela queria ser só minha amiga, e nada mais.
Nós ficamos mais 3 ou 4 meses sem nos falar até que, por intermédio de uma amiga em comum, a gente voltou a se falar e, desde então eu vi Carol mais umas 3 ou 4 vezes, mas é tudo muito estranho, a gente troca mensagens uma vez por semana e olhe la, eu nem acredito que um dia a nossa amizade volte, quanto mais a gente ficar ou coisas do tipo.
Mesmo com tudo isso, ela sempre viveu no meu coração.
Porem aqui vem a lição, meus amigos.
Há semanas atrás, eu consegui contato com uma garota que a gente não se via a muitos, muitos anos. Sabe aquela história de primeiro amor a gente nunca esquece? Esse foi meu segundo, e o que eu verdadeiramente nunca esqueci, eu sempre vou me lembrar do meu primeiro dia de aula numa escola completamente nova, e no fim do dia eu ainda todo perdido uma garota me puxa, me olha nos olhos e a primeira coisa que ela diz pra mim é: "Você namoraria comigo?". A resposta pra essa pergunta era não, obviamente, foi muito aleatório, mas eu estava tão nervoso que saiu "sim", ela deu um sorrisinho e voltou ao que tava fazendo. Desde aquele dia, Livia se aproximou cada vez mais de mim, e ela tentou me conquistar todos os dias, e acreditem em 2012/13 eu não era naada fácil.
E quando eu consegui falar com ela novamente, alguma coisa dentro de mim estalou, a gente voltou a conversar e era como se nada tivesse mudado, a gente conseguia desenvolver do mesmo jeito que a gente sempre fez, nem parecia que tinham 7 anos sem contato. A gente se viu algumas vezes(sim, eu sei que a gente ta de quarentena, todas as medidas de seguranças foram tomadas pra gente conseguir) e, cara, eu tinha me esquecido o que é olhar pra alguém que te olha como se você fosse uma obra prima, aquele olhar de quando éramos crianças não mudou nem um pouquinho, ela ainda olha pra mim como se eu fosse a pessoa mais legal do mundo.
Eu, com todos os meus defeitos, com todas as minha chatisses e meu jeito ""inteligente"" de ser, onde a lista de qualidades é exatamente igual a lista de defeitos, ela me vê como se fosse alguém muito mais do que incrível.
E eu olho pra ela assim também, e quando eu a olho, eu quero que ela sinta a pessoa incrível que eu vejo, uma pessoa que passou por inúmeros problemas pelo mundo afora e ainda passa, alguém que realmente foi a raiz do meu gosto pelas mulheres, que me ensinou que atitude é a melhor caracteristica possível em alguém, e que eu quero alguém com isso na minha vida, alguém que tenha coragem de me puxar pelo braço e dizer que me quer, alguém que queira os meus toques, alguém que querias os meus carinhos, as minhas massagens, os meus abraços, as minhas implicações, assistir animes ou séries comigo, beber comigo, aprender e viver todo tipo de experiências e situações. É isso que eu quero com ela também!
Esse é um pedacinho da minha odisseia, eu pedi a Deus, ao universo, a seja la o que for que estiver ai fora por nós, pra que 2020 seja um ano de apredizados e conquistas, 2020 foi o ano mais difícil da minha vida, onde por conta de um treinamento pra competição, da pandemia(home office) e tambem por causa de ter a Carol na minha cabeça, eu passei pela pior fase da minha vida, mas eu consegui correr atrás de ajuda a tempo(onde eu devo a minha vida a minha hipnoterapeuta, que mulher excepcional) e, no final dessa jornada, eu cresci muito e me tornei bem mais forte.
Muito obrigado, eu deixo aqui os meus agradecimentos a todas essas garotas, que me mostraram quem eu quero junto a mim e quem eu quero ser, a minha mãe que é a melhor mãe do mundo e, mesmo a gente se desentendendo as vezes, eu não resistiria sem ela, a minha hipnoterapeuta que consegue a façanha de me colocar em transe(hipnose ericsoniana é a melhor, sem dúvidas!) e que me ensinou muuuito mais lições do que eu teria aprendido em 20 anos da minha vida.
E principalmente, muito obrigado a mim mesmo, por ter aguentado até aqui, por nunca ter parado de ir pra frente mesmo pensando todos os dias em desistir, em jogar tudo pro ar, pensando até em coisas muuito, mas muuuuito mais escuras nos dias mais dificeis, mesmo assim nós estamos aqui, prontos para a proxima jornada, onde a gente vai sofrer, mas a gente vai aprender algo a respeito disso no final.
Se você chegou até aqui, meu caro amigo, eu só queria te contar a história de como eu descobrir o que, pra mim, é o amor. Amor é o que eu sinto quando olho pra alguém que também me devora com o olhar e as atitudes, amor não é toda a intensidade, todo o fogo, toda a loucura, não! Pode ser um pouco disso, mas principalmente, amor é reciprocidade, é você não ter que se esforçar em mudar 1001 coisas só pra agradar a pessoa, quem você ama e quem te ama de verdade gosta de você por ser quem você é, e é isso que eu quero pra minha vida, amar e ser amado!
Eu não sei se eu e Livia vamos ficar juntos, a gente deve descobrir mais a frente, mas eu sei que eu quero isso, e se o destino(ou o universo, ou deus...) não permitir que a gente fique junto, tudo bem, eu sei agora o que procurar, e que vai existir mais alguém que olhe pra mim do jeito que eu olho pra ela.
submitted by DanteStonecross to desabafos [link] [comments]


2020.08.21 00:01 Wizard_without_magic Não quero mais ficar sozinho... e estou quase conseguindo isso (ou não)

Bom, eu sou um cara de poucos contatos, sempre tive poucos amigos, e agora que estou no exército, estou praticamente sozinho. Mesmo eu estando com várias pessoas ao meu redor, me sinto sozinho, mas emfim... O fato de eu viver sozinho não me encomoda mais, já até aceitei a possibilidade de morrer sozinho. Antes de vim para o exército eu vivia na frente do pc, tinha meu trabalho e ia pra escola, onde eu tinha apenas 1 amigo. Nunca fiz questão de procurar relacionamentos...
Mas esse ano mudou, comecei a me sentir sozinho, o pessoal aqui do meu esquadrão me zoa por não ter namorada e nunca pegar ninguém, então eu comecei a adicionar várias garotas no facebook, baixei o tinder... No tinder minhas conversas nunca foram mt longe, as vezes ninguém respondia. No Facebook eu adicionava a pessoa, depois dela ter aceitado eu nem chamava, pois tinha receio de levar um "vácuo".
Até que chamei uma garota, vasculhei o perfil dela para ter um assunto, e deu certo até... tanto que ela até pediu o whats...
Maas como eu dice... sempre fui sozinho, e acabei criando um certo nível de carência por conta disso.
Chegou um ponto da conversa que ela demonstrou interesse, falou que eu tinha chances e etc... e eu comecei a gostar muito dela (carência da minha parte)... ela até propôs da gente marcar pra se ver um dia... mas eu acho que estraguei tudo de tanta carência minha... o máximo de afeto que ela demonstrou foi dizendo q sentia vontade de me abraçar... e eu fico toda hora elogiando ela, dizendo que gosto dela.. Ela ta sempre online, e nem se quer me chama. Eu tinha pensado... "talvez ela goste de mim também mas não sabe se expressar... ou têm vergonha... sla" mas não sei... acho que ela até já perdeu o interesse em mim ;-;
Todo dia eu dou bom dia/boa noite pra ela ... pergunto como foi o dia... se dormiu bem... mas logo o assunto acaba, e eu n sei mais o que falar com ela. Um dia fiquei sem chamar ela pra ver se ela me chamava... e nada.
Na verdade eu não sei de nada... Não sei se ela ainda tem interesse de mim... Não sei o q falar com ela... Não sei se ela já não achou outra pessoa...
O galerinha me ajuda aí... tira o guerreiro do sem aço.
Desde sua leitura, já fico grato.
submitted by Wizard_without_magic to desabafos [link] [comments]


2020.08.17 02:59 gimme-that-potato Uma das melhores decisões que tomei foi começar a tomar remédio para depressão

Olá, meus queridos.
Como o título sugere, venho aqui compartilhar minha experiência, pois acredito que possa acabar ajudando alguém aqui. No mais, vou poder pôr algumas ideias em ordem e poder dar uma desabafada. Tentarei ser breve, mas sei que não vai rolar rs, e acredito que meu texto não será tão linear.
O negócio é o seguinte: nunca fui apaixonado pela vida, de modo geral. Sempre fiz minhas coisas e tudo mais, mas essa tendência já me fez ficar para baixo (talvez algumas vezes depressivo) em algumas partes de minha vida. Nada disso me impediu de viver normalmente, sentir alegria, felicidade, paixão, correr atrás do que gosto, etc.
Acontece que ano passado estava em uma época braba. Havia terminado a faculdade, saído do emprego para prestar um concurso que não passei, e estava desempregado. Porra, estar desempregado é foda. A sensação de ficar em casa sem produzir é péssima.
Chegou uma hora que quis me cortar. Nada de suicídio, e nunca acreditei que pudesse fazer isso (apesar de estar com a constante sensação de querer nunca ter nascido), mas não deixa de ser um sintoma bem preocupante. Quando comecei a me dar uns pequenos cortes (escondidos), entendi que era hora de voltar pra terapia. Voltei para a mesma psicóloga que conheço há uns anos e confio bem.
Cabe aqui fazer um parênteses sobre depressão: há vários jeitos de melhorar esta doença. Contudo, tem um estudo recente que analisou a mistura entre dois tratamentos variados (ioga com psicólogo; meditação com psiquiatra; prática de esportes com meditação; etc.), e a melhor combinação de tratamento encontrada foi: acompanhamento psicológico junto com psiquiátrico. Não significa que tem que deixar outros tratamentos de lado, mas essa foi a melhor fórmula comprovada para combater.
Outra coisa: se você quer buscar um psicólogo, o que super recomendo, não importa a linha que ele ou ela segue. Freud, Lacan, Jung... nada disso importa. São ferramentas elaboradas para chegar em um mesmo objetivo. O que importa é você encontrar alguém que você vá com a cara. Alguém que você confie em desabafar. Não adianta conversar com um psicólogo pica das galáxias se você não se sente à vontade com ele.
Enfim. Começando a terapia, comecei a perceber diversos outros sintomas. Já não estava com a mesma concentração de antes. Me perdia no meio de frases. Estava me desconectando do mundo. Até atividades mais prazerosas estavam soando trabalhosas ou cansativas demais para mim. Meu prazer em coisas comuns, como comer algo bom, estava diminuindo. Foi a primeira vez que minha psicóloga sugeriu eu procurar um psiquiatra para me ajudar.
De início me senti mal, pois nunca tomei remédios para a cabeça. Mas depois veio um certo alívio: eu simplesmente estava doente, como uma gripe, e talvez precisasse só tomar um remédio. Você tem ideia de como é um alívio entender que sua mente te prega peças, e o motivo de você estar mal pode ser simplesmente algo fora de seu controle? Como uma mera desregulação hormonal, ou falta de algum receptor no cérebro, algo assim.
Falando com o psiquiatra, ele me passou um remédio relativamente novo, que, a grosso modo, estimula a produção de receptores de certos neurotransmissores na minha cabeça. Em outras palavras, ele estimula o cérebro a "captar mais prazer", ao invés de criar o prazer em si (como uma droga ilícita geralmente faz). Tanto é que é um remédio de tarja vermelha, e que não vicia (apesar de dar efeitos colaterais).
O início do tratamento foi bem ruim. O primeiro efeito colateral era a sensação de estar sonhando, ou na beira de uma grande ansiedade. Como se eu estivesse caindo, mas aquela sensação de "estar caindo" tivesse durando minutos. Isso me fez aprender a deixar rolar, sabe? Eu sabia que era um efeito do remédio, então não podia fazer nada, senão deixar acontecer, seguir com a maré. Eu diria até que eu pude aproveitar minha ansiedade. Sentia que era o remédio que me causava essa aceleração, mas que era ao mesmo tempo ele que me possibilitava ter esse "freio".
Outro efeito ruim foi o sono. Na verdade era mais uma vontade incontrolável de bocejar em si do que sono.
Como um outro possível efeito era falta de libido, óbvio que nos primeiros dias a primeira coisa que fui testar foi a masturbação. Confesso que foi bem difícil chegar no orgasmo, parecia que eu ia criar fogo com as mãos hehe. Por outro lado, um tempo depois minha libido até melhorou, pois minha depressão me fazia não querer buscar sexo. Minha namorada me apoiou durante tudo isso e entendeu, quando conversamos, que o sexo poderia piorar, o que felizmente não ocorreu.
Depois esses efeitos melhoraram (acredito que em até 2 semanas). O de sono e bocejo passou por completo, assim como o da ansiedade. Eu sentia que o remédio era um freio para minha ansiedade. Se eu fosse um carro, era como se o remédio colocasse uma trava na velocidade máxima. Sentia ele me ajudando.
Uma coisa que demorou para melhorar foi meu fluxo intestinal. Estava acostumado a ir ao banheiro todos os dias, às vezes até duas vezes (aqui cabe ressaltar que sou homem e, quando comecei a tomar o remédio no ano passado, estava com 26 anos). O remédio me fodeu com isso. Comecei a passar uns dias sem ir ao banheiro, ou ficar totalmente desregulado. Hoje, meses depois, isso já melhorou 100%.
Umas semanas depois comecei a ter um pouco de insônia, que até hoje vem e volta, mas nada que me atrapalhe.
Mas nada disso chega perto ao que o remédio me proporcionou: a capacidade de sentir prazer banal, no dia a dia, como ao ver um pôr-do-sol, ouvir uma música foda, ou comer algo gostoso. Hoje nem parece que eu tomo remédio. Faz parte da minha rotina: eu acordo, tomo meu comprimido, meu café, e sigo com o dia. Às vezes penso que deveria ter buscado um psiquiatra antes.
Claro que o tratamento é temporário. Eu sinto um pouco de falta de poder "curtir mais minha angústia" quando não tomava remédio, pois isso me ajudava a compor música ou escrever algo. Hoje me sinto melhor sabendo que estou mais pronto para terminar o tratamento (que demora no mínimo 6 meses, se não me engano até 2 anos). Também sei que, se voltar a ficar mal daquele jeito, tenho mais ferramentas para usar ao meu favor.
Se você está mal, não tenha vergonha de procurar um psiquiatra. Não coloque barreiras que não existem. Se você estivesse com febre, você iria no médico. Pode ser que sua depressão seja simplesmente uma reação física de seu corpo, e não uma mera falta de vontade (aliás, acho que nunca é, pois vontade de estar bem todo mundo tem). Até porque, uma pessoa com a vida 100% boa pode sofrer de depressão. Como falei, pode ser por algo idiota, como uma desregulação de seu corpo, algo hormonal, etc.
Pense nos remédios como uma rodinha extra numa bicicleta: ele vai servir de apoio para seu cérebro reaprender a andar sozinho, e, então, quando estiver pronto, vai poder andar ser as rodinhas.
Uma questão é que eu dei sorte. Um dos meu melhores amigos demorou uns bons anos para encontrar o remédio certo para ele. Ele tentou de tudo, várias terapias, e finalmente achou esse remédio (que é o mesmo que o meu, por coincidência), junto uma terapeuta de confiança. O cara até conseguiu assumir ser gay e hoje está namorando e feliz em um relacionamento, o que me deixa muito feliz.
Quando compartilhei essa história com outro amigo, ele confessou que estava tomando remédios para a ansiedade. Ele disse que era incrível poder sentir o prazer do presente ao andar de ônibus.
Comecei um trabalho novo em janeiro, e venho enfrentando altos e baixos por conta do isolamento da pandemia (não estar fazendo exercício vem ferrando com meu corpo). Mas sei que hoje tenho mais recursos para me cuidar. Ainda tomo remédio e faço acompanhamento psiquiátrico, e parei com a terapia pois não queria fazer online, embora eu ache que volte logo menos e faça por videochamada mesmo.
Enfim, espero ter ajudado alguém, ou ao menos estimulado a empatia, caso conheça alguém que esteja depressivo, ou com receio de começar a tomar remédios. Sempre fui muito mente aberta com muita coisa, inclusive terapia e psiquiatria. Mas ainda dava uma julgada com quem "parecia bem" e mesmo assim estava tomando remédio. Hoje vejo isso com mais empatia, pois nem todo mundo que parece bem está de fato bem. Quem sou eu para saber o que o outro sente, quando às vezes nem eu mesmo sei dizer o que sinto...
Se você tem algum amigo com depressão, ofereça seu apoio. Não julgue. Quando puder, insista na amizade. E não vomite suas próprias histórias. Não fale que "é falta de vontade", ou que é "frescura", ou que você conhece um "óleo essencial" para depressão. Às vezes a pessoa só precisa de alguém para desabafar, ou ao menos saber que você está lá para ela (como eu estive para esse meu grande amigo). Apesar de a tristeza poder ser um sintoma da depressão, depressão não é tristeza. Depressão é o oposto de vitalidade.
Por fim, deixo como dica de leitura o que acredito ser uma espécie de "guia definitivo" para a depressão (só não digo "definitivo" pois é uma área da ciência em constante evolução, e, CARAMBA, como eu sou grato por nascer nesta nossa época e não há 50 ou 100 anos, quando havia muito mais estigma e muito menos remédios...). Trata-se do livro O Demônio do Meio-dia, de Andrew Solomon. É um documento jornalístico que conta a história, em primeira pessoa, do escritor e sua luta para entender a própria depressão e a Depressão em si como doença. Nele há muito sobre questões emocionais, como os diferentes remédios funcionam, como a depressão afeta diferentes grupos de diferentes formas, etc. Foi o que me ajudou para ganhar conhecimento e lidar melhor com esse meu amigo (e, depois, lidar comigo mesmo). Esse mesmo jornalista faz um TED Talk muito bom aqui.
Obrigado a quem teve o saco de ler até aqui. Não sei se vou responder todas mensagens, mas tentarei. Se tiverem alguma dúvida, será um prazer tentar ajudar na medida do possível. Um grande abraço e tenha uma boa noite!
Edit: o remédio é Venlafaxina.
submitted by gimme-that-potato to brasil [link] [comments]


2020.08.06 04:54 alltheholycrap Sem saida

Mais ou menos por essa época do ano há 3 anos atras foi a primeira vez que percebi que eu estava depressivo e até hoje não consegui achar uma direção para melhorar.
A historia é grande e isso é mais um desabafo do que qualquer outra coisa, então agradeço para aqueles que tiverem tempo e vontade de ler.
Tenho 32 anos, homem, casado e pai de um menino maravilhoso de 2 anos. Eu e minha esposa nos mudamos para o Canada a quase 8 anos atras e lutamos muito nos primeiros anos e tivemos uma vida bem puxada e bem ferrados de grana, com dois empregos e fora de casa das 9am as 2am praticamente todos os dias.
Minha esposa, principalmente sofreu muito no começo, pensando varias vezes de abandonar os planos e voltar para o Brasil mas fomos persistentes e conseguimos superar essa fase. Hoje somos residentes permanentes, temos carreiras razoáveis e uma vida confortável, embora ainda tenhamos problemas com grana, mas pelo menos trabalhamos as 8 horas por dia e não passamos fome.
Meus problemas começaram a mais ou menos 4 anos, não sei exatamente como começou mas a vida começou a perder a graça. Fiz algumas coisas para tentar reconquistar o gostinho de viver, mudei de carreira, fui para programação que é uma area que sempre me agradou muito e sempre fui confiante no que eu fazia, na minha inteligencia e me sentia preparado para encarar qualquer desafio mesmo com pouca experiencia.
Consegui meu primeiro emprego, fiquei muito empolgado e me dediquei bastante nos primeiros 6 meses e aprendi muitas coisas mas alguma coisa sempre estava faltando.
Enquanto estava nesse primeiro emprego minha esposa engravidou, já estávamos tentando a alguns meses, e foi uma época muito boa que ela estava com um humor maravilhoso e mesmo com as mudanças de rotina com o bebe em casa foi uma fase agradável, mas algo sempre tava errado. Eu não percebia na época mas meus amigos se afastaram, não só porque eu parei de procurar todo mundo com um bebe pequeno para cuidar mas também porque eu estava azedo, sendo grosso, pegando no pé dos meus amigos por coisas bobas, brigando por besteiras e fazendo comentários maudozos .
Quando o bebe já estava um pouco maior, voltei a procurar mais meus amigos, os que eu ainda tinha contato mas eu sinto que eu não sou mais o mesmo. Perdi o meu espirito divertido, nunca tenho vontade de falar com ninguém e não consigo mais me dedicar as amizades.
Fora isso, depois que passou a empolgação inicial da nova area, eu perdi a vontade de estudar, fazia o mínimo possível no trabalho por que não tinha mais vontade de fazer nada. Tenho um projeto paralelo que sinto que daqui a pouco meu socio vai pedir pra eu sair, porque mesmo eu amando a ideia do projeto me falta vontade de me dedicar.
Nos outros aspectos da vida eu não tenho vontade de comer, não consigo me concentrar em nada por mais de alguns minutos, não consigo fazer exercícios físicos, não consigo me abrir com as pessoas, parece que minha vida esta passando e eu não estou vendo, nunca lembro de nada, me sinto sozinho e nem mesmo minha esposa e familia fazem ideia o que se passa na minha cabeça. Não consigo mais contar quantas vezes por dia me passa na cabeça que sou um merda e todas as noites eu vou dormir pensando em como seria melhor eu me matar e acabar com isso logo, acho que se não fosse pelo meu filho que precisa de mim, já teria feito isso.
Já procurei ajuda de 3 psicólogos, nenhum me ajudou, sentia que eu falava mais o que eles queriam ouvir do que o que eu deveria estar falando e sai da consulta me sentindo pior do que como entrava. Tentei conversar com meu médico de familia aqui (não posso ir direto para um psiquiatra), ele me disse pra fazer exercícios de mindfulness e ter paciência que as coisas melhoram, , e eu sem a minima vontade de discutir acabei aceitando.
Ainda assim tentei colocar rotinas, fazer exercícios e tratar minha mente, nada nunca passou de poucos dias de vontade e caia no esquecimento, isso foi a mais de um ano atrás e nunca mais tive coragem de voltar pra dizer que não ajudou em nada, sei que ele vai achar que é besteira, vai falar alguma coisa pra eu me sentir ainda pior por ser tao fácil e eu não conseguir, e vou me arrepender de ter ido lá me ‘humilhar’.
Meu casamento não ajuda em nada, as vezes tenho duvidas se a minha esposa esta na mesma situação que eu ou se ela simplesmente parou de se importar comigo. É muitas vezes um relacionamento abusivo por parte dela, e eu por faltar coragem de encarar e brigar, fico calado, aceito a situação e acho que isso deixa a situação cada vez pior, eu fico puto, chateado e penso que nunca mais vou aceitar nada, no outro dia ela é querida e amável e eu penso que não vale brigar e assim as coisas estão indo a anos. Ela tem um temperamento difícil, não deixa nenhuma reclamação passar em vão e não perde a chance de apontar pra mim quando eu faço qualquer coisa errada e me jogar na minha cara que estou errado.
Sempre achei ela uma boa mãe e me deixava feliz ver como ela lidava com o nosso filho.
Assim que o COVID chegou por aqui ficamos de quarentena em casa, ela trabalha em uma escola que foi uma das primeiras coisas que fechou por aqui e eu trabalhava de casa, fui demitido junto com quase todo meu time assim que a empresa viu que o comercio iria fechar.
No começo encaramos como umas ‘ferias’ com a familia toda em casa e foi divertido, mas logo passou e a rotina se tornou muito difícil. Ela mal cuidava do nosso filho, estava sempre cansada e/ou com algum problema (dor de cabeça, dor nas costas, dor de barriga, chateada com alguma coisa, etc), o que me deixou muito sobre carregado cuidando do nosso filho praticamente sozinho, cuidando da casa, procurando emprego e tentando tocar meu projeto paralelo, meses se passaram assim e eu estava a beira de fazer alguma coisa mais radical.
A escola voltou a funcionar por aqui e nas ultimas 3 semanas eu tenho conseguido me ‘dedicar’ a procurar um novo emprego e tocar meu projeto, mas sinto que nunca estive tanto no buraco como estou agora.
Não consigo tocar nada do projeto, não consigo estudar por mais de alguns minutos por dia para as vagas que estou aplicando, não consigo mais conversar com a minha esposa, comecei a jogar como doido nos primeiros dias e agora nem isso tem graça. Simplesmente não sei o que fazer, to me sentindo mais sozinho, inútil, incompetente e sem futuro do que nunca.

Obrigado quem teve paciência pra ler isso tudo
submitted by alltheholycrap to desabafos [link] [comments]


2020.08.04 05:45 kxxxda Não nasci pro amor?

Boa noite pessoal, descobri esse sub a pouco tempo e me senti confortável agora para compartilhar... Bem, eu tenho muita skill social pra fazer amizades, sociedades, parcerias, mas eu não consigo iniciar nada romanticamente com alguém. Cresci em uma família meio rígida com essa questão de relacionamentos, cristã mas não tão conservadora, mas essa questão de namoro sempre foi uma coisa pouquíssima falada aqui. Sou jovem e tive muitos problemas de saúde durante minha infância e adolescência, nunca fui em uma festinha ou resenha, para poder desenvolver habilidades como flerte, iniciativas e etc. Não culpo minha família por causa dessa situação, amo todos e todos são boas pessoas e nos damos muito bem ( atualmente moro com meus pais e tenho 2 irmãs que já moram com seus maridos ). Muita das vezes me encontro carente e acabo fudendo muitas amizades por ``tentar algo´´ com alguma amiga, não sei como contornar essa situação, sou um cara consciente de que somente eu posso mudar essa situação, não culpo mais ninguém pelos meus fracassos, mas sinceramente, n sei se consigo fazer isso... Me sinto incapaz de fazer qualquer coisa, me sinto um fracassado completo nessa área da vida e não sei se aguento mais, to pensando em abrir mão de procurar um par e aprender a viver sozinho durante a vida. ( detalhe: única coisa parecida que tive durante minha vida foi uma webnamorada durante 3 meses, fora isso, nunca me relacionei com alguém )
submitted by kxxxda to desabafos [link] [comments]


2020.07.30 02:38 pop-sky-12 Relacionamento cinza

Tenho um relacionamento de quase quatro anos. Meu namorado sempre esteve em conflito em relação ao curso escolhido/carreira na faculdade. Como ele não parecia disposto a prestar vestibular de novo e nem fazia ideia do que queria, sempre o incentivei a terminar o curso atual. Ao meu ver, um diploma é melhor que nenhum diploma.
Só que essas crises foram piorando. Ele está no último ano, na cara do gol e eu não fazia mais ideia do que fazer para aguentar os surtos dele. Até que eu estourei com ele.
Disse que ele devia procurar um psicólogo, coisa que eu estava pedindo fazia meses. Depois que eu estourei, ele fez.
Esse não é o único episódio do nosso relacionamento onde eu "estourei". Mas percebi que ele só me ouve ou toma atitude quando eu já não aguento mais. E eu odeio ser levada ao limite da minha paciência, do meu emocional, para ele entender o que é necessário fazer.
Ele se lamenta de não ter sucesso (eu sinto que ele gostaria de ter atenção, ser algum tipo de estrela), é paranóico, sempre achando que as pessoas estão comentando sobre ele, fazendo graça da cara dele. Ele se afunda em algumas convicções por mais que tenham N pessoas ao redor dele que digam que não é assim, que as coisas tem jeito, que existem outras formas.... Ele só ignora e depois de meses percebe que é verdade. E não aprende e fica nesse ciclo infinitamente.
Acontece que eu estou cansada. Eu iniciei esse relacionamento por ter uma infinita admiração por ele, por me sentir atraída, por achá-lo justo, por ser bom para mim. Eu poderia tecer uma lista de qualidades.
Após ele procurar um psicólogo (um mês depois da pandemia), ele surtou em cima de mim quando eu disse que parecia que só eu tentava manter as nossas conversas engajadas, para nos manter próximos. Só eu o procurava, só eu procurava assunto, que eu estava cansada e queria que ele estivesse presente. Ele disse que eu não fazia ideia do que ele passava. Que eu não via os avanços dele. Que eu o julgava demais, que eu só cobrava, que ele não tinha apoio nenhum vindo de mim.
Isso porque eu virei noites com ele, incentivando-o a terminar os trabalhos da faculdade. Eu que sugeri que ele procurasse um psicólogo. Eu que sempre fui tão cuidadosa na escolha das palavras, estava sendo acusada de tudo. De ele se sentir deslocado, de se sentir estranho, do pai ausente na infância, de ele não fazer sucesso com as garotas, do bullying no ensino médio.
Algo dentro de mim murchou naquela hora. E eu não entendi esse sentimento até agora.
Dei uma afastada por umas duas semanas. Sempre respondendo ele, sempre dando bom dia, sempre desejando boa noite. Depois dessa respirada, me senti com saudades e voltei a me aproximar. Na véspera de uma consulta com a psicóloga, casualmente conversando, disse para ele falar com ela sobre a questão da maturidade.
E de novo ele surtou em cima de mim. E disse que não sabia o que eu queria dele, pois eu mudava o que eu queria a todo segundo.
E aí eu me senti murchar novamente. E faz uns três meses que me sinto assim.
Eu tive depressão. Fiz o meu melhor pra sair dela. Luto com unhas e dentes contra ela todo dia, pois não quero nunca mais voltar ao poço que eu estava. Então compreendo a parte da luta clínica. Eu só não compreendo porque ele desconta em mim.
Uma hora depois do último surto, ele se acalmou, se desculpou (como sempre fez). Mas mesmo 3 meses depois, eu ainda não me sinto a mesma de antes. A admiração parece que morreu. E revendo o nosso relacionamento inteiro, vejo agora as inúmeras vezes que eu tive que lidar com isso. Que tive que agir como se fosse uma mãe.
Eu só não sei o que pensar e o que concluir. Seguimos nos falando, mas da minha parte as coisas continuam nesse tom de cinza.
Falei com minhas amigas. E elas me falaram que raro é encontrar homem da nossa idade com alguma maturidade emocional. Uma delas inclusive terminou 3 relacionamentos pois todos eles chegaram nessa etapa onde ela parecia ter virado a mãe do cara.
Eu só queria outras opiniões. Não sei que conclusão tirar ou o que pensar direito. É isto.
submitted by pop-sky-12 to desabafos [link] [comments]


2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.06.06 07:05 apbtrix Mas eu sou virgem, amor

Então, eu tenho 21 anos, eu ainda sou virgem... Tenho alguns motivos que possam fazer com que isso vire um grande problema pra mim! Além de ter um problema chamado endometriose (falam que em algumas pessoas que tem isso, dói muito na hora do sexo), tem a parte de insegurança do meu corpo, o formato da ppk, as curvas do corpo, etc (quase tudo). Essa insegurança talvez tenha sido projetada em mim por conta de problemas com abuso na infância, mas também tem outro problemas como: todas as minhas primas e minha mãe tem uma genética parecida, de ser muito magra, e eu nao puxei isso (sendo sempre motivo de comentários bem inúteis - principalmente da minha mãe) - por esses dois motivos ja, posso falar que tenho uma compulsão em comer! Também tem o motivo de nao conseguir confiar na pessoa que estou relacionando/conversando, por diversos casos de boys lixos na vida. Por fim, eu nunca namorei ninguém sério, nao acho que isso seria um motivo para não perder a virgindade, pois não acho que é preciso estar num relacionamento sério para ter esse ato com uma pessoa. Eu ja desisti de tentar encontrar alguém que entenda a minha situação, ate pq tenho vergonha de falar para um cara que estou conversando que ainda sou virgem. Até porque ninguém acredita quando falo. As questões são: Eu preciso de um atendimento médico (procurar um psicólogo, sexóloga, outras profissões que me ajudem de alguma forma)? É normal ser virgem aos 21? Como vocês agiriam nessa situação?
Questões para os homens: Para vocês, o formato da ppk importa? (Baseado na vida real) Se uma mulher de 21 anos, falam pra vocês que é virgem, o que vcs realmente pensam na hora?
submitted by apbtrix to sexualidade [link] [comments]


2020.06.03 05:45 casluli Queria muito conquistar alguém, mas não consigo

Olá boa noite. Primeira vez aqui.
Bom, vou começar esse desabafo mostrando o meu contexto atual à vocês. Tenho 22 anos, moro com minha família, heterossexual, acabei de terminar a faculdade e atualmente estou desempregado. Agora vamos ao choro em si rsrs. Eu sou uma pessoa tímida. Tímida não, muito tímida. Muito por causa disso, até hoje eu ainda não consegui ter o meu primeiro beijo e nem sequer cheguei perto de ter uma chance disso acontecer. Já tentei melhor meu estilo, fui em várias baladas e festas com meus amigos, tentei e ainda tento utilizar aplicativos de relacionamento pra tentar sair do zero a zero, mas nada que eu faço funciona. E ainda tem mais um molho nesse tempero: Eu me formei recentemente em jornalismo (sim, eu tímido, me formando em jornalismo) e cara, sinceramente eu não sei o que eu vou fazer pra dar certo nessa área sendo que eu não consigo nem ser capaz de fazer uma garota se interessar por mim. Eu sei que deve ter gente lendo isso aqui e pensando que tem coisas mais difíceis de serem resolvidas e que eu posso resolver tudo isso rapidamente, mas eu garanto à vocês: Na idade em que eu estou, isso se torna uma verdadeira bola de neve e ela vai crescendo a cada ano e a sensação de frustração e de que o tempo está passando e que você tá ficando pra trás também aumenta. Nesse ano eu prometi à mim mesmo que resolveria esse problema de uma vez por todas. Iria procurar um terapia (ou melhor, voltar a fazer) pra tentar entender o que se passa comigo e arranjar soluções. Mas infelizmente o coronavírus atrapalhou meus planos e agora estou aqui, preso em casa à meses, esperando esse vírus passar pra resolver minha vida e acabar com esse incômodo, chato e terrível tabu de não conseguir conquistar ninguém.
Desculpem pelo meu texto. Ficou uma merda e eu confesso, faço texto bem melhores que esse, mas tá complicado...
Meu sincero agradecimiento à quem se dispor a ler tudo isso aqui.
submitted by casluli to desabafos [link] [comments]